Jesus no palácio de Herodes

(Realidade & Ficção)

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Pôncio Pilatos, o Governador romano da Judeia, tentara convencer os Judeus de que Jesus não merecia nenhuma punição, por não ter feito nada pelo qual tivesse de ser condenado. Declarou-O, por isso, inocente.

Porém, em vez de O mandar soltar, como faria qualquer juiz minimamente digno desse nome, preferiu remeter o assunto para  o rei Herodes, na esperança de ele O condenar ou O absolver, libertando-se assim do pesado fardo de ter de aguentar as turbas comandadas pelos escribas, saduceus, chefes dos sacerdotes e anciãos do povo. Pilatos executava assim a sua primeira lavagem das mãos no processo judicial em que Jesus estava envolvido.

No trajecto em direcção ao palácio, Jesus sofreu os insultos, as pedradas, o lixo que lhe atiravam, a troça, o escárnio, as provocações de uma turba que respirava ódio, o ódio que as autoridades religiosas  do Templo tinham atiçado nela. Jesus aguentou tudo sem a mínima queixa, sem o mínimo protesto. Como em outras fases da Sua Paixão, não abriu a boca e deixou-se conduzir como cordeiro levado ao matadouro (Is 53, 7).

Do Evangelho: Ao ver Jesus, Herodes folgou muito, porque há muito tempo tinha desejo de O ver, por ter ouvido Dele muitas coisas e esperava ver-lhe fazer algum milagre. Fazia-lhe, pois, muitas perguntas, mas Jesus nada respondia. E os príncipes dos sacerdotes e os escribas estavam ali, acusando-O constantemente. Herodes, porém, com a sua gente, desprezou-O e fez escárnio Dele, mandando-O vestir de uma vestidura branca e remeteu-O de novo a Pilatos. E no mesmo dia ficaram amigos Herodes e Pilatos, porque antes eram inimigos um do outro. (Lc 23,6-12)

Eis Jesus agora já frente a frente com Herodes:

Herodes – Ora, então és tu! (Dirigindo-se aos sacerdotes Anás e Caifás:)  Então, é assim que me apresentais o Profeta, todo sujo? Limpai-lhe o rosto! Isto não são maneiras de me apresentarem um prisioneiro! Vós vindes aí todos aperaltados e brilhantes…Isto é para mim um insulto! Limpai-O!… (limpam) Já está com cara de gente! Tenho ouvido falar muito de ti, mas nunca esperei a honra de te receber no meu palácio. Isso só prova que te considero importante. Vejo que Pilatos tem uma batata quente nas mãos e quer transferi-la para mim. Mas eu já tenho sangue suficiente nas mãos e fantasmas que cheguem para me atormentarem as noites.

Todas as noites vejo a cabeça do Baptista na bandeja, ouço a voz que continua a sair dela e ainda vejo aqueles olhos abertos lançando sobre mim raios de censura…Pronto, deixemos o Baptista! Agora as coisas são contigo e com os teus amigos que há por aqui no meu palácio, os quais estão a teu lado em tudo e por eles e por outros eu sei qual é a tua doutrina e quais os milagres que semeias por aí. Parece que o teu poder é ilimitado! Será que não podias fazer aqui um milagre, para nós todos acreditarmos em ti? Por exemplo, a minha mulher, isto é,… a mulher do meu irmão Filipe,…a Herodíades, isto é,… a minha rainha,…tem um cãozinho de muita estimação, mas ontem ele ficou com uma perna esmagada e o coitado não pára de gemer e ganir. Não poderias tu curá-lo já? Basta que digas: “Eu quero, fica curado!”. Não é assim que curas os coxos, os cegos, os paralíticos, os surdos e até ressuscitas os mortos?

Jesus – (Silêncio)

Herodes -  (Dirigindo-se a uma serva)  Eh! Tu aí! Diz à tua senhora que traga aqui o cãozinho! …Ah! Não é preciso! Já lá vem!…Aqui o tens! Prova aqui que os teus poderes ainda estão válidos!…Não fazes nada nem dizes nada?…É pena! Podias aqui converter-nos a todos à Tua doutrina, mas… paciência! Parece que já desististe de fazer discípulos. Bom, mas se recusas falar comigo, talvez a tua boca se abra perante a rainha Herodíades. Herodíades, é a tua vez!

Herodíades – (Colocando-se frente a frente com Jesus, impudicamente vestida, como sempre…) Pareces ser um belo homem, mesmo tão maltratado, sujo, ferido, despenteado…Acredito que por trás do que eu vejo em Ti deverá haver algo mais nobre que te torna diferente de todos os homens, porque o teu olhar parece deitar faíscas e raios que atingem as profundezas de quem te fixa! Ah! Mas ainda bem que fechas os olhos! Não queres ver o que tanto agrada a outros! (Gargalhada geral).  Bem lavado, bem limpo, bem penteado, bem vestido, com uma túnica e um manto reais…tu ficavas bem sentado num trono, pois tens tudo o que é preciso para seres um rei, mas um rei a sério. Não te falta majestade!… Mas não aqui! O teu lugar seria em Roma, no trono do Imperador! Mas em vez disso!…Olha lá, aquele farrapeiro do Baptista não andava a anunciar –te? Então, tu és responsável por tudo aquilo que ele fazia e pregava! Mas ele já pagou pelo que fez e tu, se calhar, também vais pagar! Odeio-vos aos dois (cospe-lhe no Rosto), por vos meterdes onde não sois chamados!

Herodes – Eu sei que Tu és famoso e conhecido por todo o lado. Eu também gostava de ter ido ouvir-te, mas os negócios do Estado e os deveres de um príncipe não me deixaram tempo. Até sei que tu perdoas os pecados, o que só Deus pode fazer. Daí, o meu grande desejo de te pedir perdão para ver se me liberto do Baptista, que me aterroriza durante a noite. Não és tu o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo? (Jo 1,29) Tira também os meus, tu que és santo. Absolve-me e tira-me estes pesadelos! Manda o João ficar lá quietinho onde está e que me deixe em paz! Perdoa os meus pecados e eu também perdoo os teus! Chegou-me aos ouvidos aquela tua frase referida a mim: “Ide dizer àquela raposa…” (Lc 13, 32). Eu podia vingar-me de ti por teres a língua comprida, mas eu hoje até estou muito benevolente e compassivo, como diz lá o salmo não sei quantos! Pronto! Então, fica assim: Eu já perdoei! Agora diz tu que me perdoas! … Não dizes nada?… Paciência!…Não é fácil manter um diálogo com um mudo voluntário. A rainha falou que tu ficavas bem no trono de César. Ouvi dizer que te acusam de conspirares contra Roma. Isso é verdade? Já começaste a reunir um exército? Não queres que te empreste um general, uns soldados e uns cavalos para invadires Roma? Se morreres antes do tempo, já indicaste um sucessor capaz de cumprir essa tarefa?

Jesus – (Silêncio)

Herodes – Seria ambição demasiada, mas a ambição humana pode ser ilimitada, dependendo do seu grau de loucura. Pelos vistos, no teu caso, é mesmo a ambição de um doido varrido! Mas talvez não se perdesse nada se me convidasses para te servir lá em Roma! Oh vaidade das vaidades, tudo seria vaidade excepto o servir um Imperador como tu! Já o nosso rei Salomão dizia uma coisa parecida! (Eclesiastes 1, 14) .Poderei alimentar a esperança de um dia me sentar à tua direita em Roma? ( gargalhada geral)

Mas há uma coisa que me intriga e que sempre me intrigou! O meu pai falou-me de uns Magos que passaram por aqui a caminho de Belém, dizendo eles que vinham adorar o Rei de Israel que  tinha acabado de nascer. Ora, acontece que o profeta Miqueias disse que o Messias nasceria em Belém (Miq 5, 1). Então, o meu pai, pelo sim, pelo não, mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo que tivessem nascido em Belém e arredores. Esse tal rei ou messias sempre foi contado entre os meninos mortos. Agora apregoas tu por aí e até diante de Pilatos e dos príncipes dos sacerdotes que és o Rei de Israel. Serás tu a mesma pessoa que os Magos vieram adorar? Mas a verdade é que só se adora Deus e mais ninguém! Tu já disseste também que estiveste no Egipto! Há aqui qualquer coisa que não bate certo ou a minha inteligência está a esboroar-se. Tu nasceste mesmo em Belém e estiveste no Egipto?…Responde!  …Não dizes nada! Como é que tu foste parar ao Egipto escapando-te de Belém? Será que alguma cegonha te levou pelos ares até lá? A decisão de meu pai de liquidar os meninos era absolutamente secreta até ao dia em que se iniciou e ninguém podia conhecê-la antecipadamente. Há aqui mistério! E tu não foste sozinho. Gostava de saber quem avisou os teus pais para se escapulirem sem que ninguém desse por isso. Bem, mas isso já lá vai e o que passou, passou. Esclarece-nos sobre estas trapalhadas!

Jesus – (Silêncio)

Herodes – Tens de me explicar outra coisa coisa! Ouvi dizer que anuncias a ruína do nosso grandioso Templo de Jerusalém. Mas não foi o Eterno que o mandou construir? Sendo assim, pode-se imaginar que o Eterno permitirá que se destrua uma construção ordenada por Ele? E depois vens tu a dizer que o reconstróis em três dias! Nem o exército inteiro do império romano conseguiria uma coisas dessas! Isto é um delírio total de um louco completo. Não se lhe aproveita nada! Vou eu perder tempo a julgar-te? A verdade é que, como todos os loucos, acabas por ser feliz dentro dessa loucura.

Anás – Mas ainda há outra maluqueira a contar! Não é que ele disse que tínhamos de comer a sua carne e beber o seu sangue, porque eles são verdadeira comida e bebida? E ainda que quem comer a sua carne e beber o seu sangue terá a vida eterna? (Jo 6) (Risada geral).

Caifás – E também disse que ele é o pão do Céu enviado pelo Pai do Céu!

Herodes – Estou a ver! Então ele é carne, é vinho e é pão. É pouco para tanta gente! Mesmo que nós fossemos uns canibais, só ficava uma coisa minúscula para todos nós aqui! E se também é pão…Deixemos isso! Isso são loucuras de um louco! Explicas-nos estas coisas que disseste?

Jesus- (Silêncio)

Herodes – Não respondes a nenhuma das nossas perguntas? Onde está o teu poder? Satanás prendeu-te a língua? Também te retirou o poder que ele te dava? (gargalhada geral). Vamos fazer uma experiência. Eh! Trazei-me aquele que vive lá  junto dos cavalos!… Aqui o tens! Ele é um pequeno monstro, mais animal que homem, suficiente doido para pôr à prova qualquer profeta, falso ou verdadeiro. Se não o curas…é porque andaste a enganar todo o povo e os teus milagres são falsos. Esta é a prova real. Ou o curas ou és tão doido como ele (gargalhada de Herodes)!

Jesus – (Silêncio)

Herodes – Bem! Já vejo que este Homem está um pouco confuso e abatido! Falta-lhe qualquer coisa que o anime. Eh! Trazei daí vinho e as bailarinas. Vamos alegrar-lhe a existência e levantar-lhe o ânimo com os melhores remédios que há para isso!…Ora, aqui está o vinho! Este é que é a verdadeira bebida! Bebe este precioso néctar dos deuses e vais ver como ficas outro! Se isto reanima os deuses, quanto mais os homens! Desamarrai-o!… O teu moral está muito em baixo! Bebe!…. Não bebes? Homem, algo de anormal se passa contigo! Qual é o mortal que rejeita este divino licor? Até o Noé ficou diferente depois de se encharcar dele!

Jesus – (Não bebe e mantém-se em silêncio)

Herodes – Ó que homem! Vamos à segunda parte do programa de reabilitação. Haja música e dança!  Salomé, tu já sabes! Conduz a dança! Tu és a primeira entre todas!

Entram as bailarinas africanas, de pele luzidia e torrada, jovens, quase totalmente nuas, mais nuas ainda que muitas mulheres que hoje se vêem nas praias e nos desfiles de samba…Elas entram em acção, propositadamente passam e roçam ao de leve no corpo de Jesus, que se mantém desamarrado e de olhos fechados.

Herodes – O quê? Fechas os olhos para não veres?  Ó homem! Não é possível! Até parece que não és deste mundo! Será que estás habituado a conviver com os puros anjos do paraíso? Ou serás tu algum deus já velho e cansado? (gargalhada geral). Pois é! Só um doido como tu pode fechar os olhos ante estas obras de escultura feminina. Olha para a beleza dos seus corpos! Parecem todas filhas da deusa Diana ou da  Artemisa, cariátides modernas, perfeitas e belas como a própria perfeição e beleza!… Mas, se calhar, ainda não fui suficientemente generoso para contigo! Vou levar a minha generosidade até ao ponto de te permitir que escolhas uma delas. Escolhe!…Abre-me esses olhos! Como queres escolher de olhos fechados?…Aceita a minha oferta, goza a vida! No fim da vida acaba-se tudo! Aproveita agora!…Não abres os olhos e não dizes nada? Isso quer dizer que o espectáculo não te agrada. Ou não serás tu da mesma carne que nós? Serás tu feito de mármore?  Vamos já a saber! Trazei-me um alfinete!…(Dá-lhe uma picadela numa anca, após o que Jesus estremece, reagindo à dor) Ah! Afinal és como nós, és feito de carne e osso! Só que deves ser o único homem do mundo que fica sereno, impávido e de olhos fechados perante um espectáculo destes! Se  isto não te agrada nem te reanima…é porque és doido!…Pronto!  Recuso julgar-te! Nunca me ensinaram a julgar doidos. Além disso, se o Pilatos não encontra em ti culpa alguma, quem sou eu para te julgar e condenar? Vou reenviar-te a Pilatos e ele que descalce a bota! Pare a dança! Trazei-me uma túnica branca e vesti-lha, em sinal de loucura crónica! Vós, os do Templo, entendei-vos com Pilatos! As vossas acusações… eu já as conheço todas. Algumas são perfeitamente idiotas e outras são deturpadas.  Centurião Longinus,  enviai os meus submissos cumprimentos a Pilatos e que ele transmita a César  a minha respeitosa homenagem…. Ora, aí está o nosso louco silencioso! Manietai-o, não vá ele ter uma fúria repentina e semear a confusão no átrio!

No caminho de regresso a Pilatos, Jesus tem uma alegria inesperada. Consegue distinguir entre a multidão o Apóstolo João e os pastores ainda vivos que o visitaram na gruta de Belém, por alturas do Seu nascimento, após o anúncio dos Anjos. Lá estavam  Daniel, Benjamim, João, Simeão, Matias, Elias, Isaac, Levi, José, todos juntos. Seus olhares se cruzaram com o de Jesus e Ele sorriu. Aconteceu o mesmo com alguns outros amigos de Jesus, entre os quais aqueles que prestavam serviço na Corte de Herodes. Finalmente, o cortejo, por entre insultos e agressões a Jesus, chegou ao átrio de Pilatos.

Observações – Na corte de Herodes Jesus não falou, não respondeu a qualquer pergunta e não fez nada daquilo que Lhe pediam. Porquê? Não tinha Ele, no Pretório de Pilatos, mantido uma conversa digna, que poderia ter ido mais longe se Pilatos tivesse mostrado interesse? É que aqui ninguém surgiu que tivesse qualquer recta intenção de proceder correctamente. A corte de Herodes era um antro de imoralidade, endeusamento do sexo, luxúria, animalidade desenfreada. Jesus não esclareceu nem respondeu, porque o tom geral dos discursos era de troça, de gozo, de provocação, de humilhação, de rebaixamento, a começar por Herodes, que vivia amantizado com Herodíades, a mulher do seu irmão Filipe. A prisão e assassínio de João Baptista também pesou naquele silêncio, além dos pecados de adultério de Herodes e Herodíades.

João Baptista tinha censurado Herodes, dizendo-lhe:” Não te é lícito viver com a mulher do teu irmão” (Mc 6,18). Esta atitude corajosa custara-lhe a cabeça, a pedido de Herodíades, após uma dança obscena da sua filha Salomé… Herodes, certamente toldado pelo vinho, prometera a Salomé que lhe daria o que ela lhe pedisse, nem que fosse metade do seu reino. Quem diz uma coisa destas não deve estar em seu perfeito juízo, mas o álcool tem a sua força, os seus métodos, a sua sabedoria e a sua loucura. Salomé foi então consultar a mãe para saber o que deveria pedir. Foi a hora da vingança de Herodíades! Ela pediu a cabeça de João Baptista numa bandeja, o qual jazia numa masmorra do palácio. Como palavra de rei não volta atrás, a cabeça de S. João Baptista lá fez entrada solene no salão da dança (Mc 6,21-29), o mesmo onde Jesus se encontrava agora.

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Ezequiel Miguel

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8 Comentários (+add yours?)

  1. Edvam
    Mai 15, 2011 @ 17:25:48

    sempre gosto de ler a bíblia,me sinto bem sabendo o que jesus fez por nós, deu sua própria vida pelos nossos pecados, então teremos que agradecer a ele todos os dias o bem que fez por nós?

  2. Trackback: Ressuscitou, como disse (Mt 28,6) « Deus, Bíblia e Poesia
  3. miguel ricardo
    Abr 28, 2012 @ 18:53:31

    Todo esse sacrifício fora feito por Jesus, ótimo. Trata-se do Salvador. E quem O assainou, como a Bíblia relata, foram os próprios judeus, seus conterrâneos. Entretanto, o mentor desse crime fora o império romano, que escravisava e explorava o mundo antigo, assunto do qual a Bíblia trata abstratamente. Os missionários da atualidade não explicam tal assunto, não sei por quê. Como os assinos de Jesus eram homens alienados, acho que irão ter o perdão de Deus, no juízo final.

  4. Ezequiel Miguel
    Mai 02, 2012 @ 16:32:54

    Gostava que me desse mais pormenores sobre a culpa do Império Romano. Os romanos eram tolerantes para com os povos conquistados e até os transformavam em cidadãos romanos. As culpas recaem sobre a classe política e religiosa dos Judeus e de mais ninguém, que apresenbtou Jesus a Pilatos já condenado à morte. A Pilatos só competia, em sinal de soberania politica e territorial, mandar executar tal sentença dos Judeus. A flagelação somente foi ordenada para que os Judeus não insistissem na execução de Jesus, o que foi um erro de visão de Pilatos, pelo qual pagou caro mais tarde. Confessa a inocência de um condenado e depois confirma a sentença de morte? Foi a vergonha da Justiça Romana. Mas, há outra coisa que nos deve interessar mais: Cristo veio ao mundo exclusivamente para reconciliar os homens com Deus, pagando, com Sua Paixão e Morte, por todos os pecados de todos os homens de todas as gerações, incluindo os seus e os meus…Somente Deus (o Filho) pode pagar uma dívida a Deus

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