Jesus a caminho do Calvário

(Realidade & Ficção)

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1 – Vendo então Pilatos que nada aproveitava, sendo cada vez maior o tumulto, mandou vir água e lavou as mãos à vista do povo, dizendo: “Eu estou inocente do sangue deste Justo”.  O  povo exclamou: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. (Mt 27,24-35)

2 – Então, Pilatos, querendo satisfazer o povo, ordenou que se fizesse conforme eles pediam. E soltou-lhes Barrabás, que havia sido preso por crime de homicídio e de sedição. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o aos Judeus para que fosse crucificado, permitindo-lhes que fizessem Dele o que quisessem. (Lc 23, 24-25)

Após a proclamação da sentença de morte, Pilatos tinha que mandar fazer uma Acta. Punha-se um problema: Como justificar numa acta uma condenação à flagelação e outra condenação à morte, depois de ter proclamado várias vezes que o réu era inocente, era um Justo, que não encontrava nele culpa nenhuma, apesar das muitas e variadas acusações movidas pela multidão paga, instruída e comandada por Anás e Caifás?

O problema parecia difícil de resolver,… mas só parecia! Nas actas escreve-se o que se quer e era Pilatos quem ditava ao escriba o que deveria escrever.

Pilatos – Escriba, estás pronto? Toma atenção e escreve o que eu dito!

Escriba – Já estou pronto.

Pilatos -  Honra e glória ao divino Imperador de Roma, o nobre defensor da dignidade dos cidadãos romanos  do Império. Eu, Pôncio Pilatos, humilde servidor de Roma, a desempenhar funções como Governador romano da Judeia, faço saber ao digníssimo, ilustríssimo, sapientíssimo Imperador Tibério que condenei  Jesus de Nazaré à crucifixão para impedir uma rebelião popular em Jerusalém. Aliás, o Sinédrio dos Judeus, tendo à frente os sacerdotes Anás e Caifás, príncipes dos sacerdotes, já o tinha condenado à morte, exigindo, porém, de mim, que confirmasse a sentença, o que eu fiz para garantir a paz desta província  do Império Romano.

Escriba – Posso dizer uma coisa?

Pilatos – Diz!

Escriba – O que dirá e fará Tibério quando ler que condenou à morte um Judeu após tê-lo declarado inocente várias vezes?

Pilatos – Se tu queres chegar a velho e morrer calmamente com a cabeça colada ao pescoço,…tu não viste nada, não ouviste nada, não sabes nada, porque és cego, surdo e mudo!

Escriba – Entendido! Pode continuar a ditar!

Pilatos – Assim, ilustríssimo Imperador, passo a citar as acusações que levaram o Sinédrio a condená-lo à morte:

  1. Fez terríveis ameaças sobre o Templo e a própria cidade de Jerusalém, dizendo que estavam condenados à destruição.
  2. Desafiou os sacerdotes a destruirem o Templo, porque Ele o reconstruiria em três dias, o que foi entendido como  uma indigna e insolente provocação saída da boca de um louco.
  3. Fez um discurso em que ameaçou o povo de se condenar ao Hades se não comessem a Sua Carne e bebessem o Seu Sangue, dizendo ainda que Ele é o Pão do Céu, melhor e mais valioso que o Maná que os Judeus dizem ter caído em tempos no deserto.
  4. Pregava uma doutrina nova que contrariava a Lei de Moisés em muitos pontos;
  5. Dizia que não se devia pagar o tributo a César.
  6. Intitulava-se Rei dos Judeus e tinha um grande poder para reunir multidões, tornando-se assim um perigoso agitador, eventualmente capaz de dirigir uma insurreição contra César.
  7. Além de Rei dos Judeus, também se intitulava Filho de Deus, o que foi entendido como uma blasfémia contra o Deus de Israel, arrastando consigo a pena de morte, segundo a Lei deles.
  8. É um perturbador da paz pública e da unidade do povo Judeu.
  9. Desrespeitava as leis, os costumes e as tradições do povo Judeu, interpretando abusivamente, à sua maneira, a Lei de Moisés, que eles consideram sagrada.

10.  Insultava os chefes do povo, os sumos sacerdotes, os fariseus, os escribas e contribuía para a perda de autoridade e prestígio dos grandes do povo Judeu.

11.  Tinha o supremo atrevimento de perdoar pecados, quando, segundo eles, só o seu Deus tem esse poder.

12.  Comia com cobradores de impostos e com pecadores à mesa, recusando os convites que os nobres e grandes do povo lhe faziam.

13.   Também dizia que todos os homens se devem amar como irmãos e filhos do mesmo Pai, o Deus deles que está no Céu. Subverteu a Lei ao dizer que os homens também devem amar os inimigos.

Perante estes argumentos, e porque ele já vinha condenado, achei por bem confirmar a sentença, para evitar insurreições do povo. Assim, ditei a sentença: “Eu condeno Jesus Nazareno, rei dos Judeus, a ser crucificado”.

Eu, Pôncio Pilatos, ditei esta acta e vou assiná-la nos termos da Lei de Roma e em nome do divino César Tibério.

Pôncio Pilatos, Procônsul da Judeia

Após a sentença de morte, seguiram-se os preparativos para a crucifixão, tarefa que os Judeus exigiam se fizesse quanto antes e sem demoras, pois era véspera da Páscoa Judaica, que começava na sexta-feira  ao fim da tarde. Por essa altura, os condenados já deviam estar mortos e retirados da cruz. Para a crucifixão se ter realizado por volta do nosso meio dia, o cortejo, que partia  do Forum (Praça em frente  do Palácio de Pilatos) até ao Calvário, deve ter partido pelas dez horas.

Os preparativos incluíam uma escolta de soldados judeus a cavalo, uma centúria (100 soldados ) comandada pelo Centurião Longinus e várias decúrias (10 soldados comandados por um decurião), num total de cerca de 300 soldados romanos, cuja missão era não só acompanhar os condenados , mas também vigiar para que não houvesse incidentes ou revoltas populares que impedissem o andamento pacífico da multidão pelo monte acima até ao Gólgota, através de um caminho poeirento e pedregoso e que subia em espiral, em alternativa a um outro mais curto, mas muito íngreme.`

Os prisioneiros (Jesus e os ladrões Dimas e Gemas) transportavam sobre os ombros os braços da sua própria cruz, sendo as partes verticais transportadas por escravos, assim como as cordas, os martelos, os pregos etc. Além da carga, levavam também, pendurado ao pescoço, o cartaz onde estava escrita a causa da condenação. Eles caminhavam presos por cordas que partiam das suas cinturas e terminavam nas mãos de dois soldados, que se divertiam puxando as cordas para fazer desequilibrar, tropeçar ou cair os Condenados, o que provocava palmas e risadas daqueles que caminhavam nas filas laterais. Atrás do cortejo seguia Pilatos, garbosamente montado no seu cavalo, como comandante militar supremo, mas ali presente para prevenir alguma revolta popular na parte do percurso através das ruas de Jerusalém.

Perdidos e incógnitos na multidão iam também os apóstolos, muitos discípulos, rezando e chorando. Em lugar visível e sem medo ia o apóstolo João, que servia de apoio à Mãe de Jesus, e também aquelas Marias de que falam os Evangelhos, além de outras mulheres que tinham hospedado Jesus ou eram de algum modo parentes próximas ou afastadas ou discípulas, entre as quais se contava aquela que conseguiu aproximar-se de Cristo, quando Ele passava em frente da porta da sua casa. Ela, desafiando a escolta militar, aguardou o momento exacto, saiu rapidamente da casa, prostrou-se aos pés de Jesus, ofereceu-LHE uma toalha de linho, com a  qual Jesus limpou o Rosto, deixando impressa a Sua imagem. É esta a mulher a que chamamos a Verónica, que significa “verdadeira imagem”, mas o seu nome era Seráfia. Ofereceu-LHE ainda uma bebida aromática de vinho e mel, mas os soldados impediram Cristo de a beber.

Os insultos da multidão hostil iam caindo sobre Jesus e também sobre a Sua Mãe, que continuava com a “espada de dor atravessada no coração”, aquela profetizada pelo velho Simeão por alturas da Apresentação de Jesus no Templo (Lc 2, 34-35).

Pilatos – Centurião, está tudo pronto?

Longinus – Sim, meu comandante!

Pilatos – Dá ordem de partida!

Longinus – Soldado, toca a trombeta em sinal de partida!

Pilatos – Que tudo se cumpra com dignidade e eficácia. Sê firme para com os desordeiros e desobedientes às ordens!

O cortejo caminhava ao ritmo possível, pois Jesus, amassado pela flagelação, estonteado pelo capacete de espinhos, vendo só de um olho, porque o outro tinha um espinho enfiado da sobrancelha até à pálpebra, com febre, sede, fome, cambaleando sob a cruz e subindo por uma caminho de pedras soltas, puxado pelas cordas ora para um lado ora para outro…estava sem forças e caía desamparado, mais vezes do que os Evangelhos relatam, sendo depois chicoteado para se levantar, o que lentamente ia fazendo com extrema dificuldade. A certa altura, os fariseus começaram a ficar preocupados com a lentidão do avanço e com a ideia de que o Condenado morresse no caminho. Urgia tomar previdências para que tal não acontecesse.

Anás – Centurião, pede a alguém que o ajude a levar a cruz. Nós não queremos que ele morra no caminho. Pede a um escravo que dê ali uma ajuda! Queremos que ele chegue lá acima vivo!

Longinus – Vou pensar nisso! Espera, vem aí um homem corpulento. Eh! Tu, aí! Pára! Como te chamas e de onde vens?

Homem – Sou Simão, natural de Cirene, sou jardineiro e venho de tratar uma herdade. Estes são os meus três filhos, dois já crescidos e este ainda menino.

Longinus – Então, diz aos teus filhos que conduzam o animal para casa e tu ficas aqui para levares a carga daquele Condenado, que diz ser o Rei dos Judeus!

Simão – Eu? Mas que mal é que eu fiz? Eu não fui condenado!

Longinus – Não foste, mas podes vir a ser, por desobediência à autoridade romana. Pega numa ponta da trave e ajuda-o até lá acima! É que ele pode morrer antes de lá chegar! Se recusares, está ali um chicote à tua espera para te convencer!

Simão – Pronto, está bem! Não tenho escolha.

Longinus – Caminha atrás dele e,  quando achares bem, leva tu toda a carga e dá-lhe a mão, se vires que ele vai cair!  Avançar!…

Jesus – Deus te pague, meu amigo!

Simão – Desculpa eu não querer aceitar a ordem do Centurião, mas…(tocando numa das mão de Jesus) a tua mão deita fogo!

Jesus – A minha mão está ligada ao Coração…

Simão – À medida que caminhamos, parece-me que a tua cruz pesa cada vez menos. Não compreendo!

Jesus – É assim, meu amigo, e será sempre assim!

Simão – Tu não tens cara de criminoso! Deve ter havido engano na tua condenação!

Jesus – Foi a humanidade inteira que me condenou!

Simão – Não compreendo! Se me falasses sobre jardinagem…já nos entendíamos. Mas assim!…Sabes, eu sou pagão, como dizem os Judeus, e não percebo nada da religião deles…

Longinus – Eh! Essas mulheres aí! Segurai-as, não as deixeis aproximar do Condenado!  Raios! Por Júpiter! Escapou uma!

Mãe de Jesus – (Abraço entre Mãe e Filho) Meu querido Filho, Meu querido Filho!

Jesus – Mãe, querida Mãe!

Mãe de Jesus – Coragem, meu Filho, já falta pouco! A Tua missão de Redentor está quase concluída!

Longinus – Mulher, quem és tu?

Mãe de Jesus – Sou Maria de Nazaré e Este é o meu Filho!

Longinus – Vamos, dou-te mais uns momentos! …Vai! Tem paciência,… temos de prosseguir! Afasta-te, senão mando aos soldados que te arrastem para fora!

1º Judeu – Olhem! Aquela é a mãe dele! Se ela o tivesse educado como devia, não estariam hoje aqui assim como estão!

2º Judeu – E porque é que só aparece a mãe? Sabe-se lá quem é o pai dele! Se for verdade que “tal pai, tal filho”, então ele devia ou deve ser um grande bandido. Ele devia estar aqui para nós o conhecermos e exigirmos dele que nos explicasse que raio de educação é que deu ao filho! Só são condenados à morte os grandes criminosos!

3º Judeu – E se o Sinédrio o condenou e o Pilatos confirmou… então é porque deve haver grandes motivos!

4º Judeu – Um dos motivos foi que ele disse que era rei dos Judeus e Filho de Deus!

5º Judeu – (Discípulo anónimo) – Ouvi lá! Que mal há em dizer que era Filho de Deus? Nós não somos todos filhos de Iahweh? Deus não se apresenta como nosso Pai? Não pertencemos ao seu povo escolhido? Quanto a intitular-se rei…nós não somos também reis? Todos os filhos de Iahweh são príncipes e reis. Ele apenas dizia que era rei de um reino espiritual. Um rei destes não tem palácio nem exército, nem cavalos de guerra, nem generais…Então, vós acreditais que o Pilatos não tem polícia secreta para saber se ele era um perigo para Roma ou não? Ora, Roma nunca O incomodou por causa daquilo que Ele dizia ou fazia, sinal de que Ele não era um perigo  nem para Herodes nem para o Imperador.

6º Judeu – (Outro discípulo) – Sabeis o que vos digo?  Ele é o Cristo profetizado pelo profeta Isaías. Tudo o que se passa com Ele já o profeta o disse há 600 anos! Até tenho aqui o rolo onde ele diz tudo acerca Dele! Quereis que vos leia?

Todos – Lê!

5º Judeu – Mas temos de nos afastar, para estarmos mais em silêncio e ninguém nos vir a chatear!…Então, aí vai:

“Senhor, quem acreditou na nossa palavra? A quem foi revelado o Cristo, que é o braço do Senhor?…O servo cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Vimo-lo sem aspecto atraente, desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores, habituado ao sofrimento, diante do qual se tapa o rosto, menosprezado e desconsiderado. Na verdade, Ele tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores. Nós O reputávamos como um leproso, ferido por Deus e humilhado. Mas foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre Ele, fomos curados pelas Suas chagas. Todos nós andávamos errantes como ovelhas perdidas, cada um seguindo o seu caminho. Mas o Senhor carregou sobre Ele todos os nossos crimes. Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro ou como uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Sem defesa nem justiça levaram-no à força. Quem se preocupou com o Seu destino? Foi suprimido da terra dos vivos, mas por causa dos pecados do meu povo é que foi ferido. Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e uma tumba entre os malfeitores, embora não tenha cometido crime algum nem praticado qualquer fraude. Mas aprouve ao Senhor esmagá-Lo com sofrimento, para que a Sua vida fosse um sacrifício de reparação. Terá uma posteridade duradoura e viverá longos dias e o desígnio do Senhor realizar-se-á por meio Dele. Por causa dos trabalhos da Sua vida verá a luz. O meu servo ficará satisfeito com a experiência que teve. Ele, o Justo, justificará a muitos, porque carregou com o crime deles. Por isso, ser-lhe-á dada uma multidão como herança, há-de receber muita gente como despojos, porque Ele próprio entregou a Sua vida à morte e foi contado entre os pecadores, tomando sobre Si os pecados de muitos e sofreu pelos culpados.” (Isaías 53, 1-12)

1º Judeu – Eu nunca ouvi ler isso na sinagoga! O chefe da sinagoga falava sempre do Messias como um Rei, um Libertador, um Imperador, o fundador de um reino ao qual todos os povos se submeteriam e nenhum lhe faria guerra. Por isso, todos nós esperávamos que Ele nos libertasse da pata dos Romanos e nos restaurasse o Reino de Israel. A glória eterna de Jerusalém era um sonho que todos os mestres de Israel difundiam, indo buscar aos profetas o material de que precisavam para se convencerem e convencerem os outros. Afinal, são, eram, foram e serão cegos conduzindo outros cegos!

6º Judeu – Mas a missão do Cristo anunciada pelos profetas era outra. Há ainda passagens de outros profetas e dos Salmos sobre o Messias, que dizem mais ou menos a mesma coisa. Todos os passos, todas as curas, todos os milagres, tudo o que pregou, está de acordo com as profecias. A missão consistia e consiste em sofrer e morrer para que todos os homens possam entrar no paraíso, satisfazendo assim a Justiça divina pelos pecados.

3º Judeu – Mas então, os nossos mestres passaram anos a estudar a Lei e os Profetas para acabarem por fabricar um Messias segundo os seus gostos e conveniências!

5º Judeu – É isso mesmo! Isso explica como até nisso são corruptos, porque o Espírito de Sabedoria não está com eles. Bem, meus amigos, vamos subindo, porque o Cristo deve estar a chegar lá acima!

4º Judeu – Ouvi dizer que Ele ressuscitou o Lázaro. Isso é verdade ou o Lázaro morreu a fingir? Eu nunca acreditei, porque os nossos mestres dizem que ele fez isso pelo poder de Satanás. O que é que vós sabeis a esse respeito?

6º Judeu – É verdade que Ele ressuscitou o Lázaro. E também ressuscitou a filha de Jairo e o filho da viúva de Naím. Ele nunca invocou Satanás para isso, mas munia-se de autoridade própria e dizia: “Eu te ordeno, volta à vida!” Digo-vos: Se o Cristo passou o tempo a expulsar demónios, é sinal de que o seu poder é superior ao dos demónios e Ele é que manda neles. Logo, só Deus é que manda nos demónios, por isso, Ele é o Cristo, o Messias, o Filho de Deus feito Homem, com uma missão que vai terminar dentro em breve.

5º Judeu – Ele sempre teve a preocupação de demonstrar que Ele é que é o Messias prometido, dizendo a cada passo: Faço isto ou aquilo para que se cumpram as Escrituras e agora mesmo está a cumpri-las e cumpri-las-á até ao seu último suspiro!

4º Judeu – Por Iahweh! Se é assim, este povo e esta cidade de Jerusalém nem sabem o que os espera! Espero não estar cá para ver, mas isso irá trazer terríveis maldições!

6º Judeu – Um dos Seus discípulos mais chegados contou-me que Ele já falou sobre isso. Quanto ao Templo, até disse que não ficaria pedra sobre pedra e parece que a Jerusalém acontecerá coisa parecida!

1º Judeu – Que coisa terrível e misteriosa! Seiscentos anos à espera do Messias, todos pedindo a Sua vinda, todos ansiosos por ela…e, quando Ele vem, este povo e esta cidade  matam-NO, depois de ser declarado inocente pela justiça romana! Quem pode entender isto? Tem de haver algo de grande por trás disto tudo. Oxalá possamos um dia compreender o porquê disto tudo. Eu quero pertencer ao número dos seus discípulos. E vós?

2º,3º e 4ºJudeus – Nós também! Tomai conta de nós e preparai-nos!

5º Judeu – Que o Senhor nos dê a sua graça e a sua misericórdia! Já chegámos! Agora convém não dar nas vistas. O que vai acontecer merece silêncio, respeito, oração, lágrimas,  acção de graças. Vede que o céu começa a escurecer inexplicavelmente! O cortejo já parou e já estão nos preparativos finais para a crucifixão. Vai começar um Tempo Novo, uma Aliança Nova, um Povo Novo, um Novo Israel. É tempo de meditação!

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Ezequiel Miguel

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