O clamor de Sodoma e Gomorra

(Confira: Génesis 18, 20-32)

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marmorto18Naqueles dias, disse o nosso Deus e Senhor:

“Contra Sodoma e Gomorra clama o pecado,

muito grave e tão forte vem de lá o clamor

que Eu vou descer para saber por que é causado.

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Quero saber se o clamor até mim chegado

é causado pelas suas más obras e acções,

se vem de algo que me chega adulterado

ou se vem da maldade dos seus corações”.

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Os homens que tinham vindo até Abraão

à cidade de Sodoma, então, se dirigiram,

enquanto o Senhor manifestou a intenção

de ali permanecer. Para lá, então, partiram.

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E Abraão dos três homens se aproximou,

deles tentando seus intentos conhecer.

“Será que esta cidade irás exterminar,

fazendo o justo e o pecador perecer?

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Talvez haja cinquenta justos na cidade!

Será justo fazê-los a todos morrer?

Não lhes perdoarás, invocando a Tua Bondade,

tendo em atenção que os justos devem viver?

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Estará longe de ti um tal proceder!

Irás matar o justo e aquele que é culpado,

tratando ambos de um modo indigno de se ver,

não próprio de ti, Juiz à justiça habituado?

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Se lá houver cinquenta justos perdoarás?

Se faltarem apenas cinco, porque não?

Uma cidade tão grande destruirás,

que de habitantes está perto de um milhão?

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O número poderá para quarenta cair,

e quem diz quarenta, trinta pode dizer!

Perdoe o meu Senhor, mas eu vou insistir:

Se perdoas por trinta, deixa vinte viver!

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E se lá houver só dez? Também perdoarás?

Perdoa, Senhor, minha ousadia, mais uma vez!

Eu penso que mais de dez não encontrarás!

– Não a destruirei, em atenção a esses dez!

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Ezequiel Miguel

Jesus visita o Mar Morto

Sodoma e Gomorra

(Confira: Génesis 19 e 20)

(Realidade & ficção)

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Citações bíblicas:

1 . “Se um homem se deitar com outro homem, como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um acto abominável. Serão ambos punidos com a morte. O seu sangue cairá sobre eles”(Lev 20, 13).

2 . “Os dois homens disseram a Lot : “…Manda sair desta região os teus genros, os teus filhos, as tuas filhas e todos os parentes que tiveres na cidade. Pois vamos destruir todas estas terras, porque o clamor que se eleva contra os seus habitantes é enorme diante do Senhor e Ele enviou-nos para os aniquilar” (Gen 19, 12-13).

3 . “Erguia-se o sol sobre a terra, quando Lot entrou em Soar. Então, o Senhor fez cair do céu uma chuva de enxofre e de fogo, enviada pelo Senhor. Destruiu estas cidades, todo o vale (de Sedim) e todos os habitantes das cidades e até a vegetação da terra” (Gen 20, 23-25).

marmorto17O Mar Morto, também chamado, Mar do Sal, Mar de Lot, Mar da Morte, Mar de Zoar, Mar de asfaltite, Mar de Arava e Mar Oriental, não é algo que sempre tenha existido como hoje o conhecemos, pois antes da destruição das cinco cidades era o Vale de Sedim, onde ficavam vários poços de betume natural. Mas, com a destruição das cidades, o terreno afundou, engolindo as ditas cidades que antes ocupavam aquele vale e a planície à volta. E ele lá está, a esconder uma horrível realidade, monumento perene, sinistro, maldito, a comportamentos irracionais dos homens, nada menos que a homossexualidade generalizada nas cinco cidades, conforme o relato bíblico apresentado no Génesis: Sodoma, Gomorra, Bela, Bedma e Seboim.

O Mar Morto tem uma superfície de cerca de 1050 Km2, um comprimento de 80 Km, uma largura de 18 Km e uma profundidade de 450 metros abaixo do nível do mar, sendo a mais baixa depressão existente na Terra, com uma tendência para o nível das suas águas descer.

No fundo do Mar Morto jaz tudo e todos daquilo que eram estas cidades, local de profunda meditação de que não se tira proveito, porque se relaciona com factos esquecidos, incómodos, negados, camuflados, deformados, transformados, manipulados, desvalorizados, branqueados, atribuídos a meras causas naturais por investigadores e teólogos racionalistas, que fornecem explicações ridículas para acalmar mentes graníticas.

Se o que aconteceu a estas cidades tivesse por base uma causa natural, não seria preciso ter ficado relatado no Génesis, assim como o Dilúvio, também negado por muitos, apesar de a Arqueologia ter demonstrado a sua existência. Se lá ficou é porque Deus quis dar aos homens uma permanente lição sobre comportamentos altamente pecaminosos e indignos, que hoje, cada vez mais, tendem a ser imitados, com as consequências trágicas que cairão sobre aqueles que os aprovam em teoria ou os praticam.

Este é um tema que não merece a simpatia de ninguém, porque ninguém gosta de o abordar sem arriscar ser alcunhado de ingénuo, infantilmente crédulo, porque, dizem, não está provado que tenha sido como a Bíblia relata, que foi apenas um fenómeno natural aproveitado para vincar umas teorias religiosas, umas lições moralistas sem bases sólidas, etc., etc. Também confesso que nunca ouvi nada sobre o assunto nas homilias das missas, tal como não ouvi sobre a existência de Satanás e sua acção, sobre a existência do inferno, sobre os pecados do sexo, sobre o aborto, sobre tudo o que é sexualidade pecaminosa, sobre as seitas, sobre o espiritismo e outras correntes de vida que levam muitos cristãos, impávidos e serenos, na direcção da eterna condenação.

Mas também há cientistas que afirmam que há testemunhos materiais válidos sobre o que aconteceu nestas cidades que jazem sepultadas e em ruínas no Mar Morto, morto porque o excesso de sal nas suas águas não permite vida aquática.

Cristo foi lá com os Apóstolos e fez-lhes a catequese a que o local e o destino dessas cidades estavam, e estão ainda, ligados:

Jesus – Eis-nos chegados! Eu conduzi-vos até aqui, para vos mostrar algo que não deve ser perdido de vista e ficará relatado para sempre, tal como o conheceis da Escritura. Este é um mar que cobre os restos do que foram cinco cidades, a uma profundidade de 400 metros, notáveis pelos piores motivos. Abraão bem implorou misericórdia para elas, mas chegou à conclusão que não mereciam nenhuma misericórdia. A maldição do Senhor caiu sobre elas e lá no fundo está ainda o que resta delas. Juntamente com a destruição por fogo e enxofre, vindos de cima e de baixo, ainda dura a outra maldição que impede que a vida volte aqui a nascer. Sabeis certamente qual o pecado que aqui se cometia, um pecado hediondo e indigno da raça humana, em permanente e total desrespeito pelas leis do Senhor, que criou o homem e a mulher, unindo-os de modo indissolúvel, para um fim bem específico: a geração de seres humanos.

Deus é tolerante e compassivo, cheio de misericórdia e bondade, mas há medidas que os homens enchem até vazarem, desafiando Deus e as Suas santas leis. Aqui estão exemplos, tal como o do Dilúvio, para lembrar aos homens que o desprezo das leis divinas brada ao Céu por severas punições que, mais cedo ou mais tarde, poderão desabar sobre as cidades que até aos demónios metem nojo. Nas vossas pregações evocai Sodoma e Gomorra e pregai sobre as causas da sua destruição. O relato desta tragédia está na Escritura e lá estará até ao fim do mundo, para que os homens tenham sempre presente que devem manter a dignidade com que Deus os dotou, a ninguém sendo lícito colocar os Seus santos mandamentos de cabeça para baixo. O homem foi criado pouco inferior aos anjos, foi coroado de honra, glória e nobreza (Salmo 8, 6)) e nele está infundida uma luz que lhe dita o que deve fazer e o que deve evitar.

Pedro – Mestre, os homens irão sempre acreditar que estas cidades foram destruídas em consequência dos seus pecados?

Jesus – Não! Virão tempos em que os homens, negando a intervenção divina nos acontecimentos humanos, dirão que se tratou apenas de fenómenos naturais e que a intervenção divina nem sequer foi necessária. Dirão que havia lá uns vapores, uns fumos, uns borbulhares de águas, etc. Mas, se tudo tivesse acontecido por causas simplesmente naturais, não mereceria ter ficado relatado como está relatado na Escritura nem testemunhado por personagens reais. E Deus também pode servir-se de causas naturais para a realização dos Seus santos desígnios, pois o Senhor, que tudo criou, pode alterar, suspender ou anular as leis que impôs à Natureza. A estes que não virem a mão do Senhor em Sodoma e Gomorra, lembro que a sua destruição foi previamente anunciada, como está relatado na conversa com Abraão.

João – E a mulher de Lot, que ficou transformada em estátua de sal?

Jesus – Ela morreu em consequência da sua desobediência à ordem peremptória que lhe foi dada: “ Ninguém olhe para trás!…Aquele que olhar para trás morrerá”! Ela olhou e morreu instantaneamente. O sal que a envolveu e cobriu ficou para lembrar aos homens que aquilo que o Senhor ordena é para se cumprir. O sal conserva e ela passou a ser uma pequena extensão do mar que engoliu as cidades, ficando a ser, para sempre, um memorial à desobediência da mulher de Lot. Muitos dirão que já por aqui havia rochedos com formas humanas, mas isso servirá apenas para os incrédulos alimentarem a sua incredulidade. Esta mulher ficou instantaneamente transformada em estátua de sal, o que difere de tudo o que houvesse por aqui.

André – Mestre, poderão ter sido destruídas por algo parecido com um vulcão?

Jesus – Na Terra há locais bem definidos para os vulcões, que podem eclodir por causas naturais ou por ordem de Deus, que pode despoletar um em qualquer lugar. Mas a erupção de um vulcão provoca a elevação do terreno, um monte com um grande buraco redondo no centro, a boca do vulcão, por onde saem as chamas, a lava, as cinzas, os vapores, os fumos e os gases. Aqui, não vedes nada disso! Podereis assim tirar as vossas conclusões.

Tiago – Mestre, mas lá no fundo ainda há testemunhos do que foram estas cidades?

Jesus – Há e muitos! O excesso de sal destas águas conserva muitos materiais que são testemunhas dos acontecimentos. Destas cidades malditas nada ficou à superfície, nem sequer a erva dos campos. Este local é local de maldição e estas águas não alimentam nenhuma vida animal em seu seio.

Tomé – Mestre, além deste local amaldiçoado, há outros em Israel?

Jesus – Há! Lembro-vos Endor, local cheio de ruínas, rastejantes, corujas, cobras, lagartos, lagartixas, ratos, silvas,…por onde as pessoas têm medo de passar. Era lá que vivia a bruxa que o rei Saúl foi consultar, a qual, aliada aos demónios, proferia oráculos. Também vos recordo que o Senhor o fez morrer antes do tempo por causa desse pecado, para que servisse de exemplo a todo o Israel. Algo semelhante se passou com o rei Acazias (=Ocozias).

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. O pecado do Rei Acazias

. O sobrenatural e o oculto

. O espiritismo

Amemo-nos uns aos outros

(Confira: 1 Jo 3,11-24)

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amar10Caríssimos, esta mensagem nos chegou

desde o princípio: Uns aos outros nos amemos!

Não sejamos como Caim, que seu irmão matou,

levado pelo Maligno, como sabemos!

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E por que motivo Caim o assassinou?

Porque as suas obras eram de iniquidade,

mas Abel, por suas obras, a Deus agradou,

visto serem elas obras de santidade.

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O mundo odeia-nos, mas não nos admiramos!

Que passámos da morte para vida, o sabemos!

Porque nós, que já os nossos irmãos amamos,

não na morte, mas na vida permanecemos.

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É homicida quem o seu irmão odeia

e vós deveis saber que nenhum homicida,

que com ódio o seu coração incendeia,

aninha em seu interior a Eterna Vida.

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Assim ficámos nós a conhecer o Amor!

Jesus nos amou, até a Sua vida dar!

Se Ele assim nos amou, Ele que é o Senhor,

também assim devemos os irmãos amar.

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Se alguém, entre vós, bens materiais possuir,

vendo que seu irmão vive em necessidade,

e se recusar ao seu irmão acudir,

como permanecerá nele a Caridade?

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Não é com palavras que devemos amar,

nem com a boca, mas com obras e verdade,

e na verdade vamos a Deus agradar,

com o nosso coração em tranquilidade.

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Irmãos, se não nos acusar o coração,

podemos nossa confiança em Deus colocar

e receber o que pedirmos na oração,

dado que tudo fazemos para Lhe agradar.

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Que em Jesus Cristo, Seu filho, acreditemos

é o principal mandamento que Ele nos deu,

e que uns aos outros de verdade nos amemos,

conforme o mandamento que Ele estabeleceu.

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Todo aquele que guardar os Seus mandamentos

está em Deus e também Deus nele permanece,

sendo por isso que, em todos os momentos,

a presença de Deus em nós se reconhece.

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Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

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Aparições da Virgem Maria em Fátima – I

13  de Maio de 1917

Da 1ª Memória da Ir. Lúcia:

“Escolhemos nesse dia, para pastagem do nosso rebanho, a propriedade pertencente a meus pais, chamada Cova da Iria. Determinámos, como de costume, qual a pastagem do dia, junto do Barreiro…e tivemos, por isso, que atravessar a charneca, o que nos tornou o caminho dobradamente longe. Tivemos, por isso, que ir devagar, para que as ovelhinhas fossem pastando pelo caminho e chegámos cerca do meio dia”.

Da 4ª Memória da Ir. Lúcia:

“ Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco, no cimo da encosta da Cova da Iria, a fazer uma paredita  em volta de uma moita, vimos, de repente, como que um relâmpago.

Lúcia -É melhor irmos embora para casa… que estão a fazer relâmpagos;  pode vir uma trovoada.

Francisco e Jacinta – Pois sim.

E começámos a descer a encosta, tocando as ovelhas em direcção à estrada. Ao chegar, mais ou menos a meio da encosta, quase junto duma azinheira grande que aí havia, vimos outro relâmpago e, dados alguns passos mais adiante, vimos, sobre uma carrasqueira, uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Parámos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto que ficávamos dentro da luz que A cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos. Então Nossa Senhora disse-nos:

Virgem Maria (V.M.)- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

Lúcia – De onde é Vossemecê?

V. M. – Sou do Céu.

Lúcia – E que é que Vossemecê me quer?

V.M . – Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.

Lúcia – Eu também vou para o Céu?

V.M. – Sim, vais.

Lúcia – E a Jacinta?

V.M. – Também.

Lúcia – E o Francisco?

V.M. – Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com a minha irmã mais velha.

Lúcia – A Ana das Neves já está no Céu?

V.M. – Sim, está.

Parece-me que devia ter uns 16 anos.

Lúcia – E a Amélia?

V.M. – Estará no purgatório até ao fim do mundo.

Parece-me que devia ter de 18 a 20 anos.

V.M. – Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

Todos – Sim, queremos!

V.M. – Ides, pois, ter muito quer sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como um reflexo que delas expedia,  penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:-“Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”.

Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:

V.M. – Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.

Em seguida começou-se a elevar serenamente, subindo em direcção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava ia como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivos por que alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu “.

Da 1ª Memória da Ir. Lúcia:

“Quando nessa mesma tarde, absorvidos pela surpresa, permanecíamos pensativos, a Jacinta, de vez em quando, exclamava com entusiasmo:

Jacinta –  Ai que Senhora tão bonita!

Lúcia –  Estou mesmo a ver… ainda vais dizer a alguém!

Jacinta –  Não digo, não! … Está descansada!

No dia seguinte, quando seu Irmão correu a dar-me a notícia de que ela o tinha dito, à noite, em casa, a Jacinta escutou a acusação sem dizer nada.

Lúcia – Vês? Eu bem me parecia! …

Jacinta– Eu tinha cá dentro uma coisa que não me deixava estar calada! ….

Lúcia – Agora não chores! E não digas mais nada a ninguém do que essa Senhora nos disse!

Jacinta – Eu já disse!

Lúcia – O que disseste?

Jacinta – Disse que essa Senhora prometeu levar-nos para o Céu!

Lúcia – E logo foste dizer isso!

Jacinta – Perdoa-me,  eu não digo mais nada a ninguém! “

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Leitura aconselhada:  Memórias da Ir. Lúcia, Vice-postulação , Fatima

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Ezequiel Miguel

Eu sou a videira e vós os ramos (Cf. Jo 15, 1-8)

Naquele tempo Jesus  aos discípulos dizia:

“Eu sou a  única Cepa  que é verdadeira ,

Meu Pai, Aquele  que nas  varas faz razia ,

se  elas  não encherem de frutos  a Videira.

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Ele limpa a que pelos frutos vai atrair,

a fim de que ela produza ainda muito  mais.

Vós já estais limpos para mais produzir,

pela Palavra e testemunho que dela dais.

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Ligai-vos a Mim e Eu  a vós me ligarei.

Como a vara que não dá fruto  desligada,

de igual modo, Eu em vós não permanecerei,

e vós sem Mim  não sereis capazes nada.

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Vós sois as simples varas e Eu sou a Videira.

Quando alguém em união Comigo permanece,

esse  se ligou a mim pela vida inteira

e é uma vara frutífera que não fenece.

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Se alguém decidir de Mim se desligar,

será posto fora, sem nada lhe valer.

As varas secas irão o fogo atiçar,

e arderão, porque só servirão para arder.

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Se vós, ramos, a Mim continuardes ligados

e Minhas palavras  sempre em vós estiverem,

pedi o que quiserdes , sereis agraciados!

A honra do Pai vem dos que fiéis se mantiverem.

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Ezequiel Miguel

Testemunho de Gloria Polo – XV

Tópicos:

. Falsos testemunhos

. Zombar do próximo

. Faltar à caridade

. O deus dinheiro

. O poder das palavras

. Pecados da língua

. A hipocrisia

. A realidade e as aparências

. Manipulação das pessoas

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troça03 Glória Polo conta:

Levantar falsos testemunhos – Mentir também é roubar. Nisso eu era esperta, porque Satanás tornou-se o meu pai. Porque tu podes ter Deus ou Satanás por Pai. Se Deus é amor e eu era ódio, quem era o meu pai? Se Deus me fala de perdão e de amor aos que me fazem mal, mas eu dizia que quem mas faz, mas paga; era vingativa, mentirosa, e se Satanás é o pai da mentira, então quem era meu pai? São terríveis os pecados da língua! Eu via quanto mal tinha feito com a minha língua, quando criticava, quando gozava com alguém, quando chamava nomes a alguém. E como se sentia essa pessoa, como lhe doía aquela alcunha que lhe pus, criando um complexo de inferioridade tão grande, a ponto de a destruir! Por exemplo: uma pessoa gorda a quem chamei gorda, fazendo-a sofrer, e como essa palavra terminou numa acção destrutiva!

O caso da menina gorda – Quando eu tinha 13 anos, havia o grupo das amigas que para mim era um orgulho pertencer-lhe. Era um grupinho de meninas finas e espertas. O Senhor mostrou-me como esse grupinho de espertalhonas “mataram” espiritualmente uma menina na escola. Havia na escola uma menina gorda, obesa. As minhas amigas começaram a atacá-la e a gozá-la, chamavam-lhe nomes feios, como foca, elefanta e outros. Gozávamos com ela. Eu, como não queria ficar mal com as minhas amigas, fazia o mesmo, para ficar bem com elas. Agora, no Livro da Vida, vejo como essa menina ficava cada dia com mais complexos pela sua gordura. Ela olhava-se ao espelho e cada vez que se via a si própria sentia-se mais e mais feia. O facto é que começou a odiar-nos e a odiar-se a si própria. E quanto mais ela se via, mais se odiava. E o ódio é morte, é morte da alma. Essa menina, nesse desespero pela gordura, um dia tomou um frasco de iodo, para ver se emagrecia. Mas, sabem o que aconteceu? Sabem como ficou por causa do iodo? Quase cega! Apanhou uma forte intoxicação e quase ficou cega! Por isso, não voltou à escola. A nós, nunca nos importou saber! Nunca mais apareceu e não nos importou saber.

Por isso, digo-vos, irmãos, que os pecados de comunidade são muito graves, gravíssimos, porque esses pecados também são nossos. O pecado dessa menina também foi nosso pecado, porque não fizemos nada para evitá-lo. E não é só o pecado individual, mas também o da humanidade, pela qual não fizeste nada para mudar isso.

O poder da palavra: quando nós destruímos aquela menina, pondo-lhe nomes, o demónio entrou nela e destruiu-a, e ela pôde destruir outros com o seu ódio. E assim se vão formando as correntes do mal. Onde há ódio, o maligno está lá! Essa foi uma visão de como matámos uma companheira de escola. Matámos a sua alma. (1)

Sobrinha queimada – Vinte anos mais tarde…eu tinha uma sobrinha muito bonita, ensinava-a, aconselhava-a como vestir-se, como realçar o seu corpo, maquilhagem, etc. Um dia, ela queimou-se gravemente em mais de 70% do seu corpo. Só a cara não se queimou. Mas era muito grave e podia morrer.

Eu fiquei furiosa com Deus, fui à capela e disse: “Deus, se existes, prova-mo! Prova-me, mostra que existes, salva-a!” Imaginem que soberba a minha! A minha sobrinha salvou-se, mas ficou totalmente queimada, com marcas graves. As mãos ficaram tortas…! Nessa altura já eu tinha dinheiro, levava-a passear, à piscina. Mas quando a metia na piscina, toda a gente saía protestando e diziam: “ Que nojo! Não sei porque saem de casa com essa criatura! Vêm para aqui a estragar-nos as férias”!

Isto diziam as pessoas que a viam. As pessoas são más, perversas, egoístas, quando falam assim!…Desta forma, a minha sobrinha começou a não querer sair de casa. Chegou até a ter medo das pessoas e começou mesmo a odiá-las ! (Chora) O Senhor mostra-nos a cada um de nós, quando gozamos de um irmão sem uma gota de compaixão. Que direito temos de fazer alguém sofrer, pondo sobrenomes e chamando nomes feios, sem saber o que esta pessoas está a sentir? Que direito temos de ser tão cruel? Deus vai mostrar-te quantas pessoas assassinaste só com uma palavra! Vais ver o poder terrível que tem uma palavra para assassinar almas!

Mas sabem que se for frente ao Santíssimo Sacramento e pedir a Deus a graça de reparar os meus pecados, Deus estará a sarar a minha sobrinha na sua alma? Porque esse Deus é um Deus enamorado e, à medida que fechamos as portas ao mal, vai-nos abrindo as portas das bênçãos. Quando o Senhor me fez o exame dos 10 Mandamentos, mostrou-me como era que eu dizia que adorava e amava a Deus, com a s minhas palavras, mas, ao contrário, estava a adorar Satanás. Eu criticava tudo e todos e a todos apontava com o dedo. a “santa Gloria”…, o Senhor mostrou-me tudo isto, quando eu dizia que amava a Deus e ao próximo, mas era falsa e muito invejosa…´Deus mostrou-me como eu jamais reconheci nem agradeci aos meus pais toda a entrega deles para me darem uma profissão e poder triunfar na vida, todo o sacrifício e o esforço que fizeram; mas eu não via isso! Mas eu tive a minha profissão, até eles ficarem inferiores, para mim. Ao ponto de ter vergonha da minha mãe, pela humildade e pobreza dela. Olhem tudo isto é vergonhoso. Deus fez-me uma análise de toda a minha vida, à luz dos 10 Mandamentos, mostrou-me como fui eu com o próximo, como fui com Deus.

FONTE: Gloria Polo “Estuvo en las puertas del cielo y del infierno”, traduzido por Maria José Moniz e Padre Macedo SCJ, com o título” Da ilusão à verdade”. Edição : Cidade do Imaculado Coração de Maria, Apt.86, 2496-908 Fátima

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Comentários por: Ezequiel Miguel

1 – Matar a alma – As almas não morrem, estejam elas ainda unidas aos corpos, estejam no Inferno, no Purgatório ou no Paraíso, porque elas são espíritos e porque Deus, assim o decretando, é fiel aos Seus decretos. Esta expressão significa: matar a presença de Deus na alma que está em Sua graça, isto é, sem pecado grave. A presença de Deus na alma é tanto mais intensa quanto mais santa ela for. A doutrina católica ensina que na alma sem pecado grave está Deus e na alma em pecado grave está Satanás.

A alma sem pecado grave é morada de Deus, templo de Deus. Disse Cristo: “ Aquele que cumprir as Minhas palavras, nós (Pai, Filho, Espírito Santo) viremos a ele e nele faremos a Nossa Morada”. Segundo S. Paulo, todo o cristão sem pecado é templo do Espírito Santo: “Não sabeis que sois templos do Espírito Santo e que Deus habita em vós” (1 Cor 3,5-17) ?

2 . Como surgiram as almas? – As almas vieram ( e vêm) directamente de Deus, que as criou e continua a criar no exacto momento da concepção, o momento da união da célula masculina com a feminina, dando origem a um ser humano, já com direito a nascer, doutrina que os/as abortistas recusam aceitar, mas que todos devem aceitar, sobretudo os cristãos, sob pena de pecado grave e de heresia. Todo o cristão deve saber que o aborto provocado é pecado grave. Sendo assim, as almas são propriedade de Deus, assim como os corpos, também concebidos para os fins que Deus tem em vista – a salvação eterna dos corpos, unidos às suas almas. Aos corpos apenas é agregada uma alma e cada alma é destinada a um só corpo. Se acredita ou prega a reincarnação, Vc. virou herético, pois vai contra a doutrina da Igreja e contra a Verdade. Ajude esse seu corpo a santificar a sua alma e ajude essa sua alma a santificar o seu corpo, pois não terá outro nem outra! Eles fazem uma unidade indissolúvel, embora fiquem separados por algum tempo, depois da morte corporal. No Juízo Final, na Ressurreição da Carne, voltarão a unir-se para começarem a eternidade novamente unidos, no Paraíso ou no Inferno, com Deus ou com os demónios. Não restará alternativa. Isto é tão certo como haver céu e terra! Tudo o que se disser ou se ouvir em contrário vem do demónio. Este assunto é Dogma de Fé e os católicos professam-no no CREDO: …”Creio na Ressurreição da Carne (= corpos já mortos na altura do Juízo Final) e na Vida Eterna, Àmen!”

3 . Como repor a graça de Deus na alma? Como libertá-la de Satanás? – O primeiro passo para que a alma seja considerada Templo de Deus, Templo do Espírito Santo, Templo da Santíssima Trindade, é apagar o Pecado Original, pelo Sacramento do baptismo, instituído por Cristo para esse efeito. O Baptismo faz da pessoa uma nova criatura, com novos direitos e obrigações. O Baptismo é tão importante que é permitido a qualquer pessoa, de qualquer religião, baptizar outra, desde que o faça correctamente, sobretudo em caso de morte iminente. Porquê? Porque o Baptismo perdoa o pecado original e todos os outros pecados, se os houver, abrindo assim as portas do Paraíso ao novo cristão, que fica filho adoptivo de Deus, com direito à Sua Herança, que é Ele Mesmo.

4. Alcunhas e troça humilhantes – Estas situações surgem frequentemente nas escolas, causando terríveis traumas naqueles que são suas vítimas, as quais acabam por se isolarem, não jogarem nem conviverem, não sendo raro serem encontrados a chorar. Mesmo em alunos da Escola Primária, dos 7 aos 11 anos, será de seguir o conselho:” Não faças caso, eles não o fazem por mal!”? Será que os professores e funcionários, o Estado, os Encarregados de Educação, estarão atentos a estes fenómenos ou, simplesmente, lavam as mãos, dizendo ou pensando: “São coisas de crianças! Não podemos levar isso muito a sério!”. Mas há casos em que adultos também são merecedores de crítica, quando zombam de alguém com uma deficiência física. Qual o grau de tolerância que Vc. lhes daria? Compare a sua opinião com este caso que a Bíblia relata em   2Reis 2, 23-24:

“Dali, ( o profeta Eliseu) subiu para Betel. Enquanto caminhava, saíram da cidade alguns rapazitos, que se puseram a zombar dele, dizendo: “Sobe, careca! Sobe careca!”. Eliseu virou-se para trás, viu-os e amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos e despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes” (2Reis 2, 23-24).

5. As obras: boas, más ou nulas?- Tudo aquilo que nós consideramos boas obras serão mesmo boas obras ou terão somente a aparência de boas, acabando mesmo por serem, na verdade, nulas ou más? Terão elas a garantia de qualidade? O que lhes confere essa garantia? S. Paulo, na sua 1ª Carta aos Coríntios 13,1- 3, diz-nos como é, no seu Hino ao Amor (= Caridade):

.“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver Caridade (Amor), sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver Amor, nada sou!

. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver Amor, de nada me aproveita “ ( 1 Cor 13, 1-3).

Características do verdadeiro Amor a Deus, segundo S. Paulo:

.“ O Amor é paciente

. O Amor é prestável

. O Amor não é invejoso, arrogante ou orgulhoso

. O Amor nada faz de inconveniente

. O Amor não procura o seu próprio interesse

. O Amor não se irrita nem guarda ressentimento (rancor)

. O Amor não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade

. O Amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” ( 1 Cor 13, 4-7).

O Amor ( Caridade) a que S. Paulo se refere é o Amor a Deus e somente este Amor valida as nossas boas obras. Na verdade, só há um Amor que venha dos homens: o Amor a Deus, correspondendo ao Amor de Deus pelos homens. Como sabemos se temos esse Amor? Levando uma vida sem pecado grave, o que não é possível a quem não estiver alinhado com a doutrina da Igreja Católica, à qual Cristo deixou os Sacramentos, instituídos para o efeito. Ninguém tem Amor a Deus sem frequentar os Sacramentos da graça e do perdão dos pecados: Baptismo, Penitência ( =Confissão), Crisma, Eucaristia, Santa Unção. Quem praticar boas obras, mas estiver em pecado grave, não tira proveito para a salvação. S. Paulo é bem claro a este respeito. Pensem nisso todos aqueles que andam no protestantismo, no espiritismo, na homossexualidade, nas uniões de facto, nos casamentos somente pelo Civil, nos divorciados juntos com outra pessoa, etc.

6. Comungar ou não comungar : eis a questão! – Recentemente, houve uma manifestação de homossexuais que se diziam católicos e que reivindicavam o direito de se apresentarem à Comunhão Eucarística. Como é possível tal descaramento? Se não mudam de vida, se não se arrependem, se não se corrigem, se não se confessam, se já estão em pecado, querem piorar ainda mais? Será fruto de ignorância, atrevimento ou ideia satânica? Talvez tudo! S. Paulo diz que quem comunga em pecado grave come e bebe a sua própria condenação eterna, caso morra nesse pecado. Pensem também os católicos não praticantes, os que não se confessam, os que se confessam mal, os que vão à Sagrada Comunhão em pecado…e outros!

S. Paulo também se refere àqueles que se condenarão eternamente, se morrerem em pecado: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus (Paraíso)? Não vos iludais: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os pedófilos, nem os beberrões, nem os ladrões, nem os caluniadores, nem os salteadores, nem os avarentos herdarão o Reino de Deus. E alguns de vós eram assim. Mas vós cuidastes de vos purificar; fostes santificados, fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus” ( 1 Cor 6, 9-11).

7 . Sede Santos! – S. Paulo diz que uma pessoa, por mais pecadora que tenha sido, pode purificar-se, santificar-se, justificar-se (=tornar-se justo, santo). Como? Através do Sacramento da Penitência (Confissão), onde os Sacerdotes católicos, que são Ministros, Representantes, Delegados de Cristo, fazem aquilo que o próprio Jesus lhes ordenou: “Ide, perdoai os pecados! Àqueles a quem os perdoardes ser-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem não os perdoardes não lhes serão perdoados” (Jo 22, 23). Ora, quando S. Paulo se converteu, estes sacramentos já tinham sido instituídos, por isso, só poderia dizer o que disse tendo em conta o Sacramento do Baptismo, da Penitência (=Confissão oral) e da Eucaristia. É por eles que Cristo, o Cordeiro de Deus, tira os pecados do mundo, tal como S. João Baptista anunciava.

8. Quem quererá as coisas mais claras? – Então, dizendo os protestantes que a Bíblia é a única fonte da Verdade, porque rejeitam esta passagem? Quem há, entre os protestantes, a quem Cristo tenha dito tais palavras? Quem há, entre eles, que tenha poder, autoridade, mandato,…para perdoar pecados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”? Como não há, como e por quem são perdoados os seus pecados? Rejeitando a Confissão, onde se inclui a confissão oral dos pecados a um sacerdote, o sincero arrependimento e o firme propósito de emenda, confiam eles no “confessar-se directamente a Deus”? Se assim fosse, Cristo teria instituído este Sacramento para nada e, não sendo para nada, não o teria instituído, pois Deus não faz coisas inúteis, tanto mais que está em jogo a salvação eterna das almas. Dê graças a Deus por alguém lhe dizer estas coisas com todo o realismo, uma vez que Vc., se estiver afastado da Igreja Católica, poderá ser vítima da sua ignorância culpável ou de algo pior, como por exemplo ser um inimigo, difamador ou caluniador da Igreja Católica. Sendo assim, o seu julgamento será severo. Não durma descansado! É caso para todos nós, os baptizados, pensarmos. Se quem isto ler não for baptizado ou não estiver sintonizado com a Igreja Católica, chegou a hora de endireitar a sua vida!

A Igreja, pelo Concílio de Trento, no Cânon 6 dos “Cânones sobre o Sacramento da Penitência”, excomunga todos aqueles que rejeitam a Confissão Sacramental oral, seja qual for o argumento de que se sirvam para atacar este Sacramento, o Sacramento da Misericórdia Divina por excelência.

.

 Ezequiel Miguel

 .

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Cristo, o Bom Pastor ( Cf. Jo 10,11-18)

Disse-lhes Jesus: Eu sou o Bom Pastor.

O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.

O mercenário, porém,  não lhes tem amor,

porque elas não vivem  debaixo de suas telhas.

.

Ele, ao ver o lobo…o invade o terror,

foge, deixando as ovelhas em ansiedade,

sem o cuidado e a guarda do seu pastor,

enquanto o lobo se  satisfaz  à vontade.

.

Eu conheço a ovelha que do redil não sai,

porque ela  Me reconhece igualmente,

assim como me conhece  também o Pai,

tal como Eu O conheço  verdadeiramente.

.

Por minhas ovelhas Eu dou a minha vida,

tenho, porém, outras fora deste redil,

que preciso de trazer e lhes dar guarida,

para que elas a minha voz  possam ouvir.

.

Então, a minha voz elas irão ouvir,

e será  um rebanho e um  Pastor somente.

Eu dou minha vida sem ninguém me pedir,

porque serei  Eu que a dou espontaneamente.

.

Se o Pai me favorece com o Seu Amor,

é porque Eu dou a vida para a retomar;

Eu tenho o poder de dela sempre dispor

e também recuperá-la depois de a dar.

.

Ezequiel Miguel

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