Publicado por: Administrador | Junho 16, 2019

Salmo 8 – Grandeza de Deus e dignidade do Homem

Ano C – Domingo da Santíssima Trindade

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Senhor, nosso Deus, como é admirável

o Vosso Nome em toda a Terra!

Como ressoa nos céus, formidável,

na glória e majestade que Ele encerra!

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Da boca de crianças e lactantes

sai louvor que os adversários confunde

e silenciais as suas línguas jactantes

pelo temor que o Vosso Nome infunde.

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Nos céus vejo a obra das Vossas Mãos,

a lua e as estrelas que lá pusestes.

Não terão sido os Vossos planos vãos

quando o homem à Vossa imagem fizestes?

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O que vem a ser o homem realmente,

para assim com ele Vos preocupardes?

Que ser mortal tendes em Vossa frente

que mereça dele Vos ocupardes?

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Pouco inferior aos anjos o fizestes,

de nobreza e glória o coroastes,

poder sobre as coisas criadas lhe destes

e a seus pés, submissas, as colocastes.

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Ovelhas e bois, todos os rebanhos,

animais da terra e que voam nos ares,

os pequenos e os de grandes tamanhos,

ainda os que percorrem rios e mares.

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Senhor, nosso Deus, como é admirável

em toda a Terra o Vosso Nome santo!

Quão poderoso Ele é, incontestável,

ecoando em majestade nos céus tanto.

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Ezequiel Miguel

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Publicado por: Administrador | Junho 16, 2019

A Sabedoria de Deus

(Confira: Prov  8, 22-31)

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firmamentoQuando nasci, ainda os abismos não existiam,

nem as águas das nascentes vinham abundantes.

os picos das montanhas  ainda não se viam,

de suas bases e cumes não havia depois nem antes.

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Antes que as colinas e os montes fossem fixados,

eu fui, ainda antes de o tempo nascer,  concebida;

a terra e os campos estavam não cultivados,

porque eles próprios ainda não conheciam  a vida.

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Antes do início do mundo Eu estava presente!

Eu estava lá quando o Senhor os céus firmou,

com um círculo  tornou o abismo obediente,

e nele  a sua extensão  assim  fechada deixou.

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Quando Ele sobre os montes as nuvens desenhou,

quando Ele os seus limites aos abismos ergueu,

quando Ele ao mar os  seus diques  nas margens fixou,

Eu estava lá, quando tudo isso aconteceu.

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Depois de às águas ter os seus limites  fixado,

os fundamentos da terra então Ele lançou.

Nessa altura, Eu estava presente, ao Seu lado,

como  o  Arquitecto que  este projecto desenhou.

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Eu estava cheia de júbilo dia após dia

e na presença  do Senhor Eu me deleitava;

a minha satisfação sobre  a Terra crescia,

pois era  entre os filhos dos homens  que Eu morava.

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Ezequiel Miguel

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Obsv. A Sabedoria, aqui,  identifica-se com o próprio Deus, Criador omnipotente, omnisciente, omnipresente.

Publicado por: Administrador | Junho 16, 2019

Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

13 de Junho de 1917

O dia 12 de Junho era véspera da festa de Santo António, padroeiro de Fátima, marcado pela azáfama de preparar a festividade, mas o dia 13, dia consagrado ao santo, era também o dia escolhido por Nossa Senhora para a 2ª aparição na Cova da Iria. No dia 12, à noite, a Jacinta  e o Francisco bem insistiram com os pais para que os acompanhassem  à Cova da Iria, ao encontro da Senhora, como Ela havia prometido. Mas esse  pedido  colocava-os perante um dilema, que tinha de ser resolvido de algum modo e do modo considerado mais seguro.

Perante o receio de um estrondoso fiasco, caso a Senhora falhasse o Encontro,  o Ti Marto e a D. Olímpia, após uma séria reflexão, com  tudo bem contado,  pesado e medido, resolveram ir à feira das Pedreiras (Porto de Mós) logo de manhã cedo, para comprarem uma junta de bois, deixando as crianças ainda a dormir, facto que agradou ao Francisco e à Jacinta, por se sentirem livres, ao acordarem, de qualquer pressão que tentasse desviá-los da Cova da Iria. Assim se livrariam os pais da vergonha de nada acontecer na Cova da Iria, ficando também a salvo de uma hipotética rebelião popular contra eles e contra as crianças, nas quais ainda quase ninguém acreditava, nem mesmo D. Olímpia e muito menos D. Maria Rosa dos Santos, a mãe de Lúcia, que era a mais acérrima opositora, e que se desfazia em angústias, lamentos, desgostos e lágrimas perante o que ela dizia serem as mentiras da Lúcia. Ninguém mais do que ela  desejava  que a Senhora não aparecesse e que houvesse uma revolta contra todos os embustes, falsidades, invenções, mentiras e seus agentes. Seria o grande dia da reconciliação da família com a verdade e D. Rosa veria finalmente a paz em casa e na sua consciência. Assim o pensava ela, mas, para seu sofrimento, tudo lhe saiu ao contrário. Os pais de Francisco e Jacinta também temiam que os seus filhos fossem vítimas de violência  por parte de mirones frustrados e enraivecidos, caso tudo aquilo desse num fracasso. Indiferente ao que pudesse acontecer à Lúcia figurava  sua mãe, que estava convencida de que ela mereceria o que lhe acontecesse, se algo acontecesse, para não andar com aquelas mentiras todas, a que já era tempo de por cobro de uma vez por todas.

Tanto os pais do Francisco e da Jacinta como a mãe de Lúcia tudo fizeram para os entusiasmar a irem antes à festa de S. António, em Fátima, que continha missa com sermão, procissão, música e foguetes e outras coisas mais que suscitam o entusiasmo das crianças, tudo pensado e feito para fazer esquecer a Cova da Iria. Durante o tempo que medeia entre 13 de Maio e 13 de Junho houve em ambas as casas um conluio de silêncio sobre as Aparições, na tentativa de que eles esquecessem por completo o 13 de Junho, data da próxima Aparição da Senhora, de nada valendo também o argumento de que a Senhora não viria. À hora marcada lá estavam eles junto à grande azinheira, que ainda hoje lá está, à espera do relâmpago que anunciava a vinda da Senhora.

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Aí pelas onze horas, saí de casa, passei por casa de meus tios, onde a Jacinta e o Francisco me esperavam, e lá vamos para a Cova da Iria, à espera do momento desejado. Toda aquela gente ( mais de 50 pessoas) nos seguia, fazendo-nos mil perguntas” .

“Depois de rezarmos o Terço com as outras pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava, a que chamávamos relâmpago, e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, tudo igual a Maio.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

Virgem Maria (V.M.) – Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o Terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia – Queria pedir-lhe para curar aquele doente …

V.M. – Se se converter, curar-se-á durante o ano.

Lúcia – Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

V.M. – Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a salvação e serão queridas a Deus estas almas como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

Lúcia – Fico cá sozinha?

V.M. – Não, filha! E tu sofres muito? Não desanimes! Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus .

Da Memória IV : ” Foi no momento que disse estas palavras que abriu as mãos e nos comunicou pela segunda vez o reflexo dessa luz imensa. Nela nos vimos como que submergidos em Deus.  A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um Coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação”.

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Livros aconselhados:

. Ir. Lúcia – Memórias da Ir. Lúcia

.  Fernando Leite – Jacinta de Fátima –  Editorial A.O., Braga, 1999

. Pe João M. De Marchi  (I.M.C.)- Era uma Senhora mais brilhante que o Sol –  Missões da Consolata, Fátima

. Fernando Leite – Francisco – Editorial A.O., Braga, 1986

 .

Ezequiel Miguel

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Publicado por: Administrador | Junho 8, 2019

Salmo 103 (104) – O Senhor abençoará o seu povo na paz

Ano C – Pentecostes

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Bendiz, ó minha alma, o teu Deus e Senhor!

Senhor, meu Deus, quem como Vós, magnificente,

revestido de majestade e esplendor,

envolvido num manto de luz resplendente?

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O céu, como um enorme toldo, estendestes,

Vossa morada sobre as águas tem assento,

as nuvens para Vosso carro escolhestes

e caminhais veloz sobre as asas do vento.

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Para Vossos mensageiros ventos nomeastes,

Vossos ministros são de fogo flamejante,

sobre alicerces firmes a Terra fundastes,

que nunca apresentará sinais de oscilante.

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Com o manto do oceano a Terra cobristes,

sobre montes e vales as águas pousaram,

à Vossa ameaça, tentando fugir, as vistes,

ao fragor do trovão elas se amedrontaram.

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Os montes são erguidos e os vales cavados

nos lugares que previamente lhes marcastes,

os seus limites não serão ultrapassados,

porque de cobrir a Terra lhes proibistes.

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As águas vindas das fontes mudais em rios;

correndo pelos vales, com montes nas margens,

satisfazem a sede aos animais bravios

e garantem a vida aos asnos selvagens.

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Nas suas margens as aves se fazem ouvir,

por entre a folhagem, com seu variado canto;

sobre os montes a chuva do céu fazeis cair,

as Vossas obras enchem a Terra de encanto.

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Fazeis crescer a erva, alimento do gado,

e as plantas, de que o homem tira seu proveito;

por elas tira o homem da terra o pão suado

e o vinho, que lhe alegra o coração no peito.

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Pelo seu óleo pode o seu rosto brilhar,

por elas lhe vem o pão, que nunca faltou,

as árvores se enchem de seiva a circular,

como os cedros do Líbano, que Deus plantou.

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Seguras, as aves do céu ali se aninham,

é lá que a cegonha a sua habitação faz,

dos altos cumes os cabritos se avizinham

e as rochas são refúgio para o arganaz.

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Fizestes a lua, para os tempos dividir,

e o sol, que não se esquece de se retirar,

começais a noite com trevas a cair,

os animais da selva saem para vaguear.

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Os leões rugem em busca da incauta presa,

lembrando a Deus a hora do seu alimento,

o sol desponta e eles levantam a mesa,

recolhendo aos covis quando chega o momento.

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Sai o homem de sua casa para o seu labor,

para a sua lida até ao entardecer;

quão numerosas são as Tuas obras, Senhor!

Em todas se pode a Tua sabedoria ver.

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Toda a Terra ostenta as Vossas grandes riquezas!

Eis o mar, grande, largo, medonho, espaçoso,

com inúmeros seres em suas profundezas,

animais de porte pequeno ou volumoso.

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Sulcam-no as naus e a baleia diariamente,

que formastes para nele a vida gozar;

todos de Vós esperam confiadamente

o seu alimento, quando a hora chegar .

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No tempo oportuno Vós os deixais saciados

porque lhes dais em abundância o alimento;

se Vos escondeis deles, ficam perturbados

e morrem, se lhes tirais da vida o alento.

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É assim que Vós ao pó da terra os entregais,

a esse pó de onde um dia foram tirados;

são criados quando o Vosso Espírito enviais;

glória a Vós, Senhor, pelos feitos realizados!

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Seja o Senhor para sempre glorificado,

rejubile pelas Suas obras o Senhor,

a Terra estremece ante o Seu olhar irado,

toca nos montes e fumegam de pavor.

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Enquanto viver, eu hei-de ao Senhor cantar,

enquanto existir, o meu Deus eu louvarei,

oxalá o meu poema Lhe possa agradar!

Quanto a mim, com o Senhor eu me alegrarei.

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Seja a Terra libertada dos pecadores!

Dos malvados não fique vivo um, sequer!

Bendiz, ó minha alma, o Senhor, por Seus favores!

Louva-O e aceita tudo o que Dele vier!

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Ezequiel Miguel.

Publicado por: Administrador | Junho 8, 2019

Pentecostes ( Act 2, 1-13)

Quando aquele dia do Pentecostes chegou,

estavam todos no mesmo lugar reunidos.

De repente, vindo do céu, um som ressoou,

comparável a ventosos, fortes zumbidos,

que na casa onde estavam se demorou .

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Viram então umas línguas aparecer,

que, à maneira de fogo se dividindo,

se viram sobre cada um deles descer,

ficando cada um deles, então, sentindo

que o Espírito Santo os fazia renascer.

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Outras línguas começaram eles a falar,

conforme o Espírito Santo os inspirava,

começando eles nesse dia a pregar,

com o entusiasmo que a todos motivava,

para a Lei de Cristo pelo mundo semear.

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Ora, era em Jerusalém que residiam

muitos Judeus vindos de todas as nações.

Ao ouvirem o  ruído, que desconheciam,

reuniram-se estupefactas as multidões,

para ouvir em suas línguas o que eles diziam.

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Cada um os ouvia em sua língua falar

e diziam atónitos e maravilhados:

Não são galileus esses aí a discursar?

Que se passa, pois estamos algo intrigados?

Como os ouve cada um em seu linguajar?

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Estavam todos em extremo assombrados,

ignorando tudo o que daquilo pensar,

e uns aos outros se questionavam, pasmados:

O que pode tudo isto significar?

Outros os diziam com mosto embriagados .

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 8, 2019

Os Doze Frutos dos Dons do Espírito Santo

Fonte: www.arautos.org.br

arvore.pngO Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade e Ele é o “Senhor que dá a vida e que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Foi Ele que falou pelos profetas.” O Espírito Santo é o dador de todos os dons e carismas extraordinários. Todos os frutos espirituais provêm d’Ele.

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma ou Confirmação, onde recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os sete dons: A Sabedoria ou Sapiência, o Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor de Deus.

O Espírito Santo, para além de derramar as sete grandes colunas cristãs, confere ao cristão doze frutos que são: a Caridade, o Gozo, a Paz, a Paciência, a Benignidade, a Bondade, a Longanimidade, a Mansidão, a Fé, a Modéstia, a Continência e a Castidade.

Importa definir em breves palavras, não só os dons mas, fundamentalmente, os frutos desses dons do Espírito Santo:

1- A CARIDADE , que é Amor e é o maior dos dons, porque ela não desaparece, existe para além da morte. O céu vive no Amor: “A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o Amor jamais desaparecerá” (1 Cor. 13,8).

– O Gozo ou alegria é caracterizado por aquelas emoções interiores, aquela alegria interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. A pessoa sente um gozo inexplicável. Não há palavras humanas que possam descrever o gozo que provém do dons do Espírito Santo.

– A Paz – Esta Paz de que falamos não tem nada a ver com os motivos ou sensações externas, mas é uma paz e suavidade interiores, tal como Jesus disse aos Seus apóstolos: “Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, não como o mundo a dá mas como Eu a dou” (Jo 14, 27). Jesus é a paz e a suavidade da alma..

– A Paciência –  A virtude que suporta as adversidades, as doenças, as contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na sua fé. O cristão paciente dificilmente é demovido da sua fé, porque ele suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus, mas tudo suporta e aceita.

– A Benignidade é a bondade que vai para além da bondade, isto é, muitas vezes fazemos um bem, mas só até certa medida. Porém, a benignidade é a execução desse bem que vai para além do que deveria ser feito.

– A bondade é fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama a sério é: “Eu amo porque amo.”

– A Longanimidade é a paciência para além da paciência. É quando alguém continua a ser paciente depois de, tantas e tantas vezes, ter sido posto à prova.

– A mansidão –  O homem Manso dificilmente se revolta. A mansidão está sempre associada à humildade e à paciência. Jesus diz, quando se refere a Si mesmo: “Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração e Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei” (Mt 11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a todos nós. A mansidão é contra a ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser mansos, imitando o Divino Mestre.

– A , para além de ser um dos frutos dos dons do Espírito Santo, é uma das virtudes teologais. A fé é um fruto muito importante. Sem ela, desesperamos e desanimamos ao longo da nossa caminhada, feita de altos e baixos, com muitas dificuldades. Sem a fé, o cristão chega a certa altura e, depois de muitas dificuldades, desiste, começa a levantar interrogações e deixa de praticar o bem, deixa de ir à Missa e diz: “Afinal, os que não vão à Missa têm uma vida melhor do que a minha. Então, que me adianta ir à Missa e rezar?”. A fé leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada, mas esta fé tem que ser conservada e protegida. Uma das maneiras é a oração, que aumenta e protege a fé. A oração mantém-nos no caminho da fé e no caminho da salvação, por isso é indispensável.

– A Modéstia relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão, pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário. Alertai aquelas pessoas que se vestem com mini-saias, decotes exagerados, blusas transparentes, calças exageradamente apertadas, apresentando os contornos do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas com o devido pudor e respeito pelo corpo.

– A Continência é um fruto dos dons do Espírito Santo. Uma pessoa continente sabe equilibrar-se, dominando a sua sexualidade. Sabe guardar-se e proteger-se. A continência é uma grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento, porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.

– A Castidade é um fruto que leva o homem ou a mulher a manterem a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O sexto mandamento diz: “Guardar castidade nas palavras e nas obras”; e o nono mandamento diz: “Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.”

A castidade não é só protegida quando o homem ou a mulher se abstêm de atos sexuais fora do casamento, mas deve ser protegida, evitando que os olhos se fixem em programas indecentes ou imorais, ou se fixem na rua em situações impróprias, porque isso leva a maus pensamentos e desejos.

S. Paulo, referindo-se aos esposos, fala da Fidelidade, dizendo que aquele que é fiel à sua mulher conserva a castidade e vice-versa. Por isso, S. Paulo, quando se refere à fidelidade, quer expressar a castidade também no casamento.

Estes doze frutos do Espírito Santo devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los ao Espírito Santo, porque a quem Lhe pede, Ele os dará. Se não os pedirdes, Ele ficará à espera. Contudo, com as preocupações, o corre-corre e a luta pela vida, muitas vezes esquecemo-nos de valores tão sublimes e elevados.

S. Paulo, ao falar dos frutos dos dons Espírito Santo, lembrou os conceitos opostos a estes frutos que são as paixões, referindo-as como obras da carne: bebedeiras, orgias, ira, contendas, partidarismo, ciúme, ódio, inveja, adultério, fornicação. “Os que praticarem tais coisas, não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5, 19-21). E, acrescentando, S. Paulo diz-nos: “Devemos viver segundo o Espírito e não segundo a carne” (Gal. 5,16).

Há quem viva segundo a carne, não passa sem o sexo, sem a bebedeira, sem a ira, a raiva, a vingança, o ressentimento e até pensa que tudo isto são valores que devem ser vividos. Há programas de televisão, revistas e livros que lançam o sexo como um valor indispensável, aconselhando a juventude à libertinagem sexual e fazendo imensa propaganda dela. Isto, para o jovem menos avisado, menos orientado e menos esclarecido, é um bem e um valor sem o qual não pode viver, atirando-se desenfreadamente para a sexualidade.

Assim, perderá a sua própria personalidade. S. Paulo acrescenta: “Quem vive da carne colherá a morte, mas quem vive segundo o Espírito colherá a Vida Eterna” (Gl 6, 8).

Devemos rezar com mais assiduidade ao Espírito Santo, confiando na Sua ação e santificação na Igreja e nas almas. Sem a ajuda e o impulso do Divino Espírito Santo, nada se pode fazer ou cumprir para agradar a Deus ou à Santíssima Trindade, para seguir o verdadeiro caminho.

Os cristãos devem cultivar um amor ardente e mais confiante no Espírito Santo. A devoção ao Espírito Santo é uma devoção necessária para o cristão, uma vez que o Sagrado Coração de Jesus é inseparável do Espírito Santo, ou seja, ser devoto do Sagrado Coração de Jesus implica ser devoto do Espírito Santo, que deve ser assiduamente invocado, rezado, convidado e procurado, pois só Ele nos impulsiona à prática do bem.

O Espírito Santo é a alma e o motor da Igreja. É Ele que vem conduzindo a Igreja ao longo do tempo e irá conduzi-la até ao fim dos tempos.

O Espírito Santo é o dom de Deus para a alma do cristão, é o amor e a suavidade do Pai e do Filho, Ele é o Espírito da fortaleza. Foi Ele que deu aos mártires a força de morrerem, corajosa e alegremente, pela causa de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela causa do Evangelho. O Espírito Santo dá a coragem e a energia para que o cristão possa prosseguir no caminho da fé e da salvação.

O Espírito Santo, que em nós diz “Abba Pai” lembra-nos que somos filhos de Deus e que, por isso, possuímos uma dignidade elevada. O Espírito Santo que conduz o cristão é uma luz indispensável para cada um de nós. Cristo é o caminho e Ele prometeu aos apóstolos uma força do Alto, o Espírito Santo Paráclito, para que estes pudessem realizar tudo aquilo que ouviram e aprenderam do Divino Mestre.

A luz de Cristo que ilumina a nossa alma é o Espírito Santo, pois Jesus morreu para nos dar a vida, mas o homem nada pode fazer sem o socorro divino, sem a ajuda de Deus. Para a nossa santificação temos necessidade do Espírito Santo, devendo suplicar-Lhe os Seus dons e frutos. Assim, o que é impossível para nós torna-se possível, se rezarmos e invocarmos o Espírito Santo, se pedirmos a Sua ajuda.

Temos como exemplo a Igreja primitiva. Pensemos e meditemos no comportamento dos Apóstolos, que tiveram a coragem de deixar tudo para seguir Jesus, cheios de alegria, entusiasmo e coragem, e isto, graças à acção do Espírito Santo.

Jesus instruía-os pacientemente, mas eles, por vezes, não percebiam os ensinamentos de Jesus porque ainda não estavam repletos do Espírito Santo. Assim acontece connosco, Se não estivermos cheios do Espírito Santo, não percebemos muitos dos ensinamentos do Divino Mestre. É o Espírito Santo que vai despertando o desejo de seguir Jesus, porque o homem, por natureza, é fraco e precisa desta força. Os Apóstolos andaram de país em país, de cidade em cidade, realizando prodígios, milagres, correndo perigos, sofrendo perseguições e até a morte, graças à força do Espírito Santo.

Foi com os homens fracos que a Igreja primitiva se formou, porque este chamamento não depende do homem, mas d’Aquele que chama. Não depende da capacidade ou da inteligência do homem, mas depende de Deus. O homem é apenas o canal, o instrumento, a via através da qual Deus trabalha e age, desde que o homem permita e aceite a disposição de Deus na sua vida. Deus só precisa da disponibilidade do homem, o resto é feito por Ele.

Se disseres: “Eis-me aqui, ó meu Deus para fazer a Tua vontade, faz de mim o que pretendes”, Deus começa a agir, mas, para isso, é preciso que deixemos os nossos preconceitos, vontades, caprichos e vaidades, pois, como diz Jesus,: “Quem quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo, pegue na sua cruz dia após dia e siga-Me” (Mt 16, 24). E o que significa negar-se a si mesmo? Significa dizer “Não” aos nossos caprichos, às nossas vontades, aos nossos prazeres para que, quando estivermos vazios de nós mesmos, possamos ficar cheios do Espírito Santo.

Temos que esvaziar aquilo que está dentro de nós, porque se não o fizermos, é como despejar água num copo cheio – é impossível – porque é preciso que o copo esteja vazio para que seja possível enchê-lo. Acontece o mesmo com o homem. Quando estamos cheios de nós mesmos, do nosso orgulho, da nossa vaidade, Deus resiste e recua, como diz o salmista: “Eu resisto ao orgulhoso e me aproximo do humilde de coração”

Ele escolhe o que é vil e desprezível para confundir o mundo. Deus é sempre Deus e assim ninguém poderá vangloriar-se diante de Deus porque os dons e os frutos não são méritos do homem, são dados por Deus.

S. Paulo, na carta aos Efésios 2, 8-9 escreve: “E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie.” Quem se quiser gloriar deve gloriar-se em Jesus e não em si mesmo, nem nos valores mundanos, não na vanglória terrena, mas em Jesus. Assim, a tua glória será Jesus, o teu prémio será Jesus, a tua alegria será Jesus.

A ação do Espírito Santo sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes foi tão forte e notória que, de fracos e cobardes que eram, estes tornaram-se fortes e corajosos em todas as circunstâncias da sua vida, suportando com coragem e paciência todo o tipo de afrontas e até o derramamento de sangue, dando a vida por Jesus e pelo Seu Evangelho.

Todas as virtudes, como a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança, devem ser pedidas e suplicadas ao Espírito Santo. Se fores prudente, se fores forte, naturalmente que, com mais facilidade, irás resistir às influências e pressão social; mas se fores fraco não poderás resistir-lhes.

A fraqueza do cristão leva-o, num dia de Domingo, a optar por não ir à Missa para ir a um passeio. Mas, se o cristão for forte, diz: “Eu vou ao passeio, mas primeiro vou à Missa” ou “apareço mais tarde, agora não posso; vou à Missa”. É curioso porque, quando se trata de faltar ao emprego, a pessoa diz: “Não posso”, mas quando se trata de assuntos de Deus a pessoa desleixa-se e falta à Missa. Esta atitude é fraqueza humana e também falta de fé. Lamentavelmente, hoje são poucas as pessoas que rezam e invocam o Espírito Santo.

O Espírito Santo não deve ser invocado somente pelos grupos carismáticos mas por todos os cristãos, por todos os baptizados.

Alguns esquecem-se, muitas vezes, de invocar Maria Santíssima. Como é que se pode separar Maria Santíssima do Espírito Santo? Onde está o Espírito Santo tem que estar Maria Santíssima pois é Ela a distribuidora de todas as graças e é através d’Ela que o Espírito Santo distribui as graças ao cristão. Ela é Esposa do Espírito Santo.

Os homens fazem muitas perguntas e pedem coisas banais e passageiras mas esquecem-se de pedir o essencial que é a graça do Espírito Santo. S. Lucas no capítulo 11, 13, diz-nos: “O Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem”.

Há diversidade de dons e de serviços mas o Espírito é o mesmo, pois é o mesmo Deus que opera tudo, em todos.

A manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para proveito comum. A um, o Espírito Santo dá uma palavra de sabedoria, a outro, uma palavra de ciência, a outro a fé, a outro o dom das curas, a outro o dom de operar milagres, a outro a profecia, a outro o discernimento do Espírito, a outros, o dom das línguas e a outros a interpretação dessas mesmas línguas. Tudo isto, porém, é dado pelo mesmo e único Espírito que distribui a cada um conforme entende: “A manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para proveito comum” (1 Cor 12, 7). O que significa isto? Todo o dom é dado, não para proveito pessoal mas sim para proveito dos outros, para que os filhos e as filhas de Deus beneficiem destes dons.

Não é dado porque a pessoa o merece mas porque o Espírito Santo entende dar o Seu dom a este ou àquele, para que saiba utilizá-lo em favor do bem comum.

Quando alguém recebe um dom tem que exigir de si mesmo muitos sacrifícios, muitas renúncias e muitas canseiras porque tem de fazer render o dom que foi recebido.

Assim explica a parábola dos talentos: “A quem mais recebe, mais lhe será exigido”. Se recebes dois talentos vais ter que dar mais dois, quatro. Se recebes cinco vais ter que apresentar mais cinco, portanto dez. Aquele que recebeu cinco vai ter de trabalhar muito mais do que aquele que recebeu apenas dois. Por isso não devemos invejar os dons do Espírito Santo que alguém possui, porque é um pecado. Não podemos dizer: “Quem me dera a mim ter este ou aquele dom”. Não, porque isso é da vontade do Espírito Santo.

A caridade é o maior dom dado pelo Espírito Santo: “A caridade nunca acabará. As profecias cessarão, as línguas também cessarão e a ciência findará. Por agora subsistem estas três: a fé, a esperança e a caridade, mas a maior delas é a caridade” (1 Cor 13, 13).

Nunca nos esqueçamos que é o Espírito Santo que santifica e edifica as almas. É tudo obra do Espírito Santo, é Ele que converte os corações, que toca neles e não o padre. Se o padre estiver cheio do Espírito Santo as suas palavras vão tocar os corações e vão convertê-los, mas é o Espírito Santo que está no padre. Se ele não tiver o Espírito Santo em si pode fazer lindos discursos, muito bem preparados, mas não toca os corações, porque não O tem presente.

Ninguém poderá dizer: “Jesus é o Senhor” ou “Jesus, eu Te amo”, se não for sob o impulso do Espírito Santo, nem poderá adorar a Jesus se não for pelo Seu impulso. Ninguém poderá ser humilde se o Espírito Santo não inserir no seu coração este belo fruto de reconhecimento e de união ao seu Criador. E quanto mais humilde for a pessoa, mais graças recebe de Deus.

Muitas vezes os cristãos perdem muitas graças, porque não sabem recebê-las. Vamos dar um exemplo concreto: Se Jesus Sacramentado passa por ti e tu ficas de pé, como se fosses uma sentinela, Jesus queria dar-te as Suas graças, mas não as poderá dar, porque não vê em ti humildade. Então, a graça passa e vai ser entregue ao homem humilde que já a tinha em abundância, porque tu não honraste o teu Deus. Perante esta situação, Jesus não pode fazer nada. Muitas pessoas dizem: “Não me apetece ajoelhar”. E eu digo: “Não te apetece?” Mas é o teu Deus que está diante de ti! Tens uma fraca fé ou não a tens, porque não identificas Quem está presente nesse momento.

Publicado por: Administrador | Junho 2, 2019

SALMO 46 (47) – Ergue-se o Senhor ao som da trombeta

Domingo da Ascensão do Senhor

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Alegrai-vos, ó povos todos, e batei palmas
ao Altíssimo, Senhor, nosso Deus terrível.
De alegria exultem e cantem vossas almas,
pois é Rei da Terra inteira, embora invisível.
.
Ao nosso jugo os povos vizinhos submete,
debaixo dos nossos pés coloca as nações,
a herança escolhida para nós remete,
a glória de Jacob, a merecer ovações.
.
Sobe Deus, o Senhor, por entre aclamações,
ergue-se jubiloso e ao som da trombeta.
Ao Senhor cantai do fundo dos corações
e cada um a louvá-Lo se comprometa.
.
Hinos a Deus cantai, cantai hinos sonoros,
cantai-Lhe com a beleza da fina arte!
Que saia louvor de todos os vossos poros,
de louvar o seu Rei a Terra não se farte!
.
O Senhor reina sobre todo o Universo,
Deus está sentado no Seu trono sagrado,
Cantem-Lhe todos os povos, em prosa ou verso,
exaltem-No e adorem-No os potentados!

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 2, 2019

Homens da Galileia

HOMENS DA GALILEIA

Publicado por: Administrador | Junho 2, 2019

Ascensão de Jesus ao Céu (Act 1, 1-11)

(Act 1, 1-11)

O meu primeiro livro ficou acabado

sobre tudo o que Jesus fez e ensinou,

até ao dia em que para o alto foi levado

pelo Espírito Santo, que O arrebatou,

após  instruções aos apóstolos ter dado.

.

Também foi a eles que  se apresentou

com  provas evidentes  e pleno de vida;

por quarenta dias  vivo se revelou,

mas , antes de ao Céu encetar Sua subida,

a todos sobre  o Reino de Deus lhes falou.

.

Um dia  em que com eles estava à mesa,

que ficassem na cidade lhes ordenou,

mas que esperassem do Pai aquela certeza

de cumprir a promessa que Ele revelou

e que eles deveriam aguardar com firmeza.

.

“De facto, foi com água que João baptizou,

Vós, porém, sereis brevemente baptizados

no Espírito Santo, o  que o Pai já decretou.

Neste baptismo sereis  também enviados,

porque sem direito a ele ninguém ficou”.

.

Então, outros à Sua volta Lhe perguntaram:

-“Senhor, é  por agora que vais restaurar

o reino de Israel, que nossos pais fundaram,

e vais Tu mesmo no seu trono Te sentar

e assumir a realeza de que eles falaram”?

.

Jesus,  então, a todos firme respondeu:

– “Ninguém conhece os  santos desígnios do Pai,

os tempos e momentos que Ele já escolheu

com a autoridade  que somente Dele sai,

e que dela dá testemunho o Filho Seu.

.

Mas no dia em que sobre todos vós vier

o Espírito Santo, pelo Pai enviado,

recebereis  a força  eficaz que se quer,

pela qual cada um de vós será levado

a dizer a Verdade em tudo o que disser.

.

Sereis Minhas testemunhas em Jerusalém,

em toda a Judeia e em toda a  Samaria,

ireis até aos confins da Terra também!

Ireis pregar o Reino de Deus cada dia

com a força que do Espírito Santo  vem”!

.

Dito isto, à vista deles se elevou.

Uma nuvem a seus olhos O escondeu,

enquanto o olhar deles no Céu se fixou;

e Jesus da vista deles desapareceu,

o que tristes, perplexos, a todos deixou.

.

Enquanto Jesus no céu desaparecia,

dois homens de branco se  lhes apresentaram.

E eles,  então, enquanto Jesus ascendia,

aos apóstolos e discípulos   perguntaram

se no céu alguma coisa ainda se via:

.

-“Homens da Galileia, porquê o olhar fixado

no firmamento, onde já não vedes ninguém?

Esse Jesus, que agora  foi arrebatado,

será do mesmo modo que  Ele um dia vem,

no dia  em que  for pelo Pai estipulado”.

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 26, 2019

Salmo 66 (67) – Louvado sejais pelos povos de toda a Terra

6º Domingo da Páscoa – Ano C

.

Deus lance sobre nós a Sua bênção,

volte para nós o Seu Rosto sereno,

manifestai a Vossa Salvação

a quem percorre o caminho terreno.

.

Conhecendo os povos a Salvação,

todas as nações Vos hão-de louvar,

com Vossa equidade se alegrarão,

porque toda a Terra sabeis julgar.

.

Regeis com justiça as nações da Terra

e esta dá por todo o lado os seus frutos,

pois Tua bênção fundo nela se enterra,

germinando em louvores impolutos.

.

Que o Senhor a todos nos abençoe,

que O ouçam aqueles que não O ouvem,

que dos confins da Terra o louvor voe,

todos os povos e nações O louvem.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 26, 2019

A nova Jerusalém – I

(Confira: Ap 21, 1- 5)

.

Jerusalem Um novo Céu e uma Nova Terra  eu via,

pois os primeiros  já tinham desaparecido,

o mar  da iniquidade já não existia,

porque da Nova Terra também foi varrido.

.

Vi depois a Nova e Santa Jerusalém,

que descia do Céu como noiva adornada

ao encontro do Esposo, que  a ela vem,

para  fazer dela a Sua Esposa fiel e amada.

.

E do trono chegava  uma voz potente:

“Entre os homens é esta de Deus a Morada!

Ele será o seu Deus, entre eles sempre presente,

que em tudo Ele proverá, sem lhes faltar nada.

.

As lágrimas dos seus olhos Ele secará,

morte, luto, pranto, dor,…rasto não deixaram,

nada  do que é clamor e gritos haverá,

porque todas as coisas antigas passaram.”

.

O que está sentado no trono declarou:

“Eis que todas as coisas Eu faço de novo!

Escreve estas palavras que agora te dou,

porque elas são de Verdade para o meu povo.”

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 19, 2019

Salmo 144 (145) – Louvarei para sempre o Vosso Nome

Ano C, V Domingo de Páscoa.

orarQuero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o Vosso Nome eternamente,

exaltar-Vos cada dia o melhor que sei

e louvar o Vosso Nome condignamente.

.

Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,

Sua grandeza não se mede nem pode ver,

uma geração narra a outra, com rigor,

os feitos que proclamam o Vosso poder.

.

Pois falam do esplendor da vossa majestade,

anunciam a vossa acção  maravilhosa,

cantam o imenso poder da Vossa bondade

e proclamam a vossa obra  grandiosa .

.

O Senhor é clemente e misericordioso,

lento para a ira, paciente e compassivo;

para com  os homens o Senhor é bondoso,

Seu amor pelas criaturas está sempre activo.

.

Todas as criaturas vos digam” Obrigado !”,

bendigam-Vos os Vossos fiéis, agradecidos,

falem da imensa glória do Vosso reinado

e anunciem  vossos feitos, não esquecidos,

.

para tornar conhecido o Vosso poder

e o vosso reinado cheio de  brilho e esplendor;

o Vosso reino irá  todo o tempo exceder

e só como eterno se poderá supor.

.

O Senhor cumpre o que diz, por fidelidade,

ampara os que tropeçam e ficam caídos,

em tudo o que faz revela a Sua santidade

e levanta os que desesperam, oprimidos.

.

Todos dirigem para Vós a sua visão,

a todos  dais o alimento conveniente;

quando com benevolência abris Vossa mão,

não fica sem alimento nenhum vivente.

.

O Senhor é justo em todos os Seus caminhos,

em todas as suas obras brilha a santidade,

os que O invocam não se sentirão sozinhos,

se a Ele recorrerem com sinceridade.

.

A todos os que O temem Ele atenderá,

pois Ele ouve solícito os seus clamores.

Por aqueles que O amam Ele velará;

quanto aos ímpios, por eles esperam horrores.

.

Cante a minha boca um sincero louvor,

todo o ser vivo Vos ofereça homenagem;

bendigam os homens o Nome do Senhor

e pelos séculos lhe prestem vassalagem.

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 19, 2019

A nova Jerusalém – II

(Confira:  Ap 21, 9-28)

.

JerusalemDepois, um dos sete anjos  até mim chegou,

um dos que uma das taças da ira sustenta,

contendo os flagelos que ainda não  vazou.

Então disse-me: “Vem cá! Olha bem e atenta

na noiva, aquela que o Cordeiro  desposou! “

 .

Então, a uma alta montanha me transportou

 em espírito, onde  me mostrou sua grandeza,

após o que ele   solicitamente me informou

que era uma cidade santa, cheia de beleza,

 a Nova Jerusalém, pois a outra passou.

 .

Ela descia do Céu, vinda de Deus, imponente,

 com  o esplendor da Sua Glória ela brilhava,

 como brilha uma pedra preciosa somente,

como   jaspe cristalino que o olho ofuscava,

quando se encarava o seu brilho fixamente.

 .

Grande e alta muralha a Cidade circundava,

dispondo de  doze portas nela embutidas;

em cada porta havia um Anjo que a guardava,

 em cada uma estavam letras esculpidas

e assim um nome de tribo de Israel se formava.

 .

A Cidade tinha três portas a Oriente,

e também se viam três portas do lado Norte,

havendo ainda três portas a Ocidente,

com mais três portas no lado Sul, de tal sorte

 guardadas, que nelas entrava o Bem somente.

 .

Os  alicerces da muralha foram erguidos,

exibindo cada um nome nele escrito:

os  dos Apóstolos pelo Cordeiro escolhidos.

Quem falava comigo, em medir um perito,

ia medir  os côvados, ainda não medidos.

 .

Com uma cana de ouro estava  preparado

para as doze portas e a muralha medir.

A Cidade formava um perfeito quadrado,

sendo alta, larga e comprida a coincidir

com  medidas que eram iguais em cada lado.

 .

 Com a cana de ouro mediu, pois, a Cidade,

que doze  mil estádios media, no final;

 mediu a altura da muralha com acuidade:

  cento e quarenta e quatro braçadas, a  real,

medida  humana e do anjo em conformidade.

 .

As muralhas foram com jaspe edificadas,

e a Cidade com ouro a parecer cristal;

nos  seus alicerces estavam encrustadas

 todo o tipo de jóias preciosas sem igual

e minerais brilhantes de cores variadas.

 .

O primeiro exibia-se com  jaspe encrustado;

o segundo, com  safira; sendo o terceiro

a calcedónia; o quarto, com brilho vidrado

de esmeralda; o quinto,  com ónix verdadeiro;

com  sardónica era o sexto decorado.

 .

 Com crisólito o sétimo se distinguia,

o oitavo era  com berilo que se adornava,

com o belo topázio o nono surgia,

o décimo, o crisópraso ostentava,

com  jacinto e ametista tudo  condizia.

 .

De ouro puro era a Cidade que contemplo,

semelhante ao vidro  de cristal luminoso.

De templo,  não vi na Cidade nenhum exemplo,

por ser o Senhor Deus, o Todo Poderoso

e o Cordeiro, o único e verdadeiro Templo.

 .

Não se precisa de sol nem lua na Cidade,

 a Glória do Senhor basta para a iluminar;

a sua Lâmpada lança a luminosidade,

bastando o Cordeiro para a luz projectar

à Cidade e às nações de toda a Humanidade.

 .

À Sua Luz  caminharão todas as nações,

grande glória os reis da terra lhe hão-de trazer,

as suas noites dispensam todos os lampiões,

pois  a noite não irá ao dia  suceder

e ela ao dia  não deixará recordações .

 .

As suas portas nunca de dia se fecharão,

pois na Cidade  a noite será despedida;

a ela o esplendor e as riquezas chegarão,

contra a iniquidade ficará protegida,

 agentes infernais nunca nela entrarão.

 .

Entrarão nela os que têm seus nomes  inscritos,

os que tiverem os seus nomes registados

no Livro da Vida, excluindo os proscritos;

pelas suas vidas iníquas amaldiçoados,

o Livro do Cordeiro os exclui, por malditos.

 .

Ezequiel Miguel

 .

Observações:

. A Cidade em medidas actuais:

1. 12.000 estádios  = 2.220 Km

144 braçadas  = 144 côvados = 62,80 metros

côvado = 45 cm

estádio = 185 metros

braça(braçada) =  1,85 m

 vara = 3,15 metros

144  braçadas x 1,85 m = 266,40 metros

2. As medidas de 12.000, 1.000, 12 portas, 12 anjos, 12 alicerces,  12 nomes das tribos de Israel,  12 Apóstolos, 12 pedras preciosas e o quadrado de 12 (144) são símbolos de totalidade, de globalidade, de grandeza, de beleza, de riqueza, de perfeição e de segurança.

3. Altura da muralha:  266,40 metros

4. A Cidade, de  2.220 Km) de cada  lado,  apresenta forma cúbica, com lados iguais.

 .

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A nova Jerusalém – I

Publicado por: Administrador | Maio 12, 2019

Salmo 99 (100) – Nós somos o Povo do Senhor

Exultai, povos todos, em honra do Senhor,

servi o Senhor com cânticos de alegria,

vinde até Ele com jubiloso louvor,

cantai-Lhe salmos e hinos dia após dia.

.

Lembrai-vos que Ele é o nosso Deus e Senhor,

Ele nos constituiu ovelhas do Seu rebanho;

nós somos Seus, por ser Ele o nosso Criador,

o Seu povo, cada um Sua ovelha ou anho.

.

Nós somos a Sua Grei, Ele o nosso Pastor,

pelas portas do Seu Templo santo entrai,

penetrai em Seus átrios ao som do louvor,

bendizei-O! O Seu Nome glorificai!

.

O Senhor é infinitamente bondoso,

porque perene é a Sua clemência,

de geração em geração misericordioso,

a Sua fidelidade não tem concorrência.

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 12, 2019

Aparições da Virgem Maria em Fátima – I

13  de Maio de 1917

Da 1ª Memória da Ir. Lúcia:

“Escolhemos nesse dia, para pastagem do nosso rebanho, a propriedade pertencente a meus pais, chamada Cova da Iria. Determinámos, como de costume, qual a pastagem do dia, junto do Barreiro…e tivemos, por isso, que atravessar a charneca, o que nos tornou o caminho dobradamente longe. Tivemos, por isso, que ir devagar, para que as ovelhinhas fossem pastando pelo caminho e chegámos cerca do meio dia”.

Da 4ª Memória da Ir. Lúcia:

“ Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco, no cimo da encosta da Cova da Iria, a fazer uma paredita  em volta de uma moita, vimos, de repente, como que um relâmpago.

Lúcia -É melhor irmos embora para casa… que estão a fazer relâmpagos;  pode vir uma trovoada.

Francisco e Jacinta – Pois sim.

E começámos a descer a encosta, tocando as ovelhas em direcção à estrada. Ao chegar, mais ou menos a meio da encosta, quase junto duma azinheira grande que aí havia, vimos outro relâmpago e, dados alguns passos mais adiante, vimos, sobre uma carrasqueira, uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Parámos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto que ficávamos dentro da luz que A cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos. Então Nossa Senhora disse-nos:

Virgem Maria (V.M.)- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

Lúcia – De onde é Vossemecê?

V. M. – Sou do Céu.

Lúcia – E que é que Vossemecê me quer?

V.M . – Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.

Lúcia – Eu também vou para o Céu?

V.M. – Sim, vais.

Lúcia – E a Jacinta?

V.M. – Também.

Lúcia – E o Francisco?

V.M. – Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me então de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com a minha irmã mais velha.

Lúcia – A Ana das Neves já está no Céu?

V.M. – Sim, está.

Parece-me que devia ter uns 16 anos.

Lúcia – E a Amélia?

V.M. – Estará no purgatório até ao fim do mundo.

Parece-me que devia ter de 18 a 20 anos.

V.M. – Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

Todos – Sim, queremos!

V.M. – Ides, pois, ter muito quer sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como um reflexo que delas expedia,  penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:-“Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento”.

Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:

V.M. – Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.

Em seguida começou-se a elevar serenamente, subindo em direcção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava ia como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivos por que alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu “.

Da 1ª Memória da Ir. Lúcia:

“Quando nessa mesma tarde, absorvidos pela surpresa, permanecíamos pensativos, a Jacinta, de vez em quando, exclamava com entusiasmo:

Jacinta –  Ai que Senhora tão bonita!

Lúcia –  Estou mesmo a ver… ainda vais dizer a alguém!

Jacinta –  Não digo, não! … Está descansada!

No dia seguinte, quando seu Irmão correu a dar-me a notícia de que ela o tinha dito, à noite, em casa, a Jacinta escutou a acusação sem dizer nada.

Lúcia – Vês? Eu bem me parecia! …

Jacinta– Eu tinha cá dentro uma coisa que não me deixava estar calada! ….

Lúcia – Agora não chores! E não digas mais nada a ninguém do que essa Senhora nos disse!

Jacinta – Eu já disse!

Lúcia – O que disseste?

Jacinta – Disse que essa Senhora prometeu levar-nos para o Céu!

Lúcia – E logo foste dizer isso!

Jacinta – Perdoa-me,  eu não digo mais nada a ninguém! “

 .

Leitura aconselhada:  Memórias da Ir. Lúcia, Vice-postulação , Fatima

 .

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 5, 2019

SALMO 29 (30) – Eu Vos glorifico, Senhor…

Ano C – 3º Domingo da Páscoa

.

Glorifico-Vos, Senhor, porque me salvastes,

meus inimigos de mim não regozijaram,

por Vós chamei e Vós me curastes,

em sua companhia os mortos não me contaram.

.

Cantai salmos ao Senhor, vós que O temeis!

Do dever de dar graças ninguém fique isento,

toda a vida a Sua benevolência vereis,

pois a  Sua ira não dura mais que um momento.

.

O cair da noite deixa-me amargurado,

mas com a manhã regressa a minha alegria.

“Jamais serei em minha confiança abalado!”

Isto era o que tranquilamente a mim dizia.

.

Por Vossa bondade destes-me honra e poder,

mas um dia a Vossa Face de mim ocultastes

e fiquei perturbado, tentando saber

por que motivo o Vosso olhar de mim desviastes.

.

Em desespero, por Vós, Senhor, eu supliquei,

a misericórdia do meu Deus implorando:

“Com a minha morte que proveito Vos darei?

Será  reduzido a pó que Vos vou louvando?”

.

Ouvi-me, Senhor, como sempre me ouvistes,

sede Vós o meu auxílio neste meu pranto!

Tirastes-me o luto e de alegria me cingistes,

por isso, em minha vida Vos louvarei tanto.

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 5, 2019

Deus de justiça

DEUS DE JUSTIÇA.jpeg

Publicado por: Administrador | Maio 5, 2019

Sou Eu mesmo!… Tocai-me!..

(Cf. Lc 24, 35-48)

.

Tome19Naqueles dias os dois discípulos contavam

como, no seu caminho para Emaús,

ansiosos e preocupados conversavam

sobre o que se tinha passado com Jesus.

.

Eis que cada um surpreendido ficou

quando Jesus na conversa se intrometeu:

“A paz esteja convosco” – Jesus saudou,

pois no meio deles de repente apareceu.

.

“Qual a causa de tantas preocupações?

Que motivos tendes para Dele duvidar?

Porquê as dúvidas em vossos corações?

Não vos disse Ele que iria ressuscitar?

.

Eis-me aqui! Minhas mãos e Meus pés podeis ver !

Tocai-me! O Meu corpo é de carne e de ossos!

Tendes aí alguma coisa para comer?

Vereis como tenho um corpo igual aos vossos! “

.

Foi-Lhe dada uma posta de peixe assado,

que Ele tomou e eles O viram comer.

Disse-lhes: ”Lembrai o que vos foi anunciado

quando ainda convosco, antes de morrer.

.

Estas as palavras que Eu então vos dirigi,

quando ainda convosco: Tem de se cumprir

o escrito nos Salmos e em Moisés sobre Mim

e nos Profetas que sempre vistes surgir”.

.

Do entendimento Ele lhes abriu as vias

para as santas Escrituras compreender.

E então disse-lhes:” Está escrito que o Messias

antes de ressuscitar, teria de morrer.

.

Em Seu Nome, em todo o mundo se pregaria

o arrependimento e o perdão dos pecados

e que por Jerusalém se começaria.

Para tudo isto sois agora convocados.”

.

Ezequiel Miguel

.

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Publicado por: Administrador | Abril 28, 2019

Salmo 117 (118) – Eis o dia que o Senhor fez

Ano C – 2.º Domingo de Páscoa

.

Celebrai o Senhor, por sua imensa bondade,

porque dura para todo o  sempre o Seu amor.

Diga a Casa de Israel,  de Aarão, em unidade:

é eterna a misericórdia do Senhor.

.

Todos aqueles que cultivam  Seu Temor

repitam: dura para sempre a Sua bondade;

na tribulação eu gritei pelo Senhor,

Ele me ouviu e aliviou minha dificuldade.

.

O Senhor está comigo, jamais temerei.

O que tenho, vindo dos homens, a temer?

A meu lado o Senhor ajuda-me, eu sei,

dos meus inimigos já nem quero saber.

.

Vale muito mais refugiar-se no Senhor

do que depositar nos homens a confiança,

vale muito mais refugiar-se no Senhor

do que colocar nos nobres a esperança.

.

As nações todas, em aliança, me cercaram,

mas em nome do Senhor as aniquilei,

conluiadas, todas um cerco me montaram,

mas no nome do Senhor eu as derrotei.

.

Como vespas por todo o lado me cercavam,

como fogo em silvas  os ouvia em redor,

em sua fúria assanhada me circundavam,

mas aniquilei-os em nome do Senhor.

.

Empurraram-me ao verem a minha fraqueza

mas veio em meu auxílio a mão do Senhor;

o Senhor é minha glória e fortaleza,

Ele me salvou, Ele é o meu Salvador.

.

Ressoe um brado de alegria e salvação

saído dos corações dos que temem o Senhor,

o Senhor usou com valentia a Sua mão,

a Sua dextra a todos mostrou o seu vigor.

.

Foi com dureza que Ele me entregou à dor,

mas não me fez de entre os vivos desaparecer;

para anunciar as maravilhas do Senhor

não irei com a morte, mas hei-de viver.

.

Para dar graças ao Senhor eu entrarei

pelas portas da justiça, que se abrirão,

aberta a porta do Senhor contemplarei,

será por ela que os justos entrarão.

.

Dou-Vos graças porque em Vós meus gritos ecoaram

e fostes para mim a única salvação;

a pedra que os construtores não aproveitaram

tornou-se a pedra que de todas faz junção.

.

Tudo isto foi feito por obra do Senhor,

sendo justo que esta maravilha admiremos;

neste dia Ele mostrou o Seu vigor,

neste dia nos  alegremos e cantemos.

.

A salvação nos concedei, por Vosso amor,

a vitória igualmente Vos imploramos;

bendito o que vem em nome do Senhor!

Da Casa do Senhor nós vos abençoamos.

.

O Senhor, nosso Deus, é quem nos ilumina.

Ordenai com ramagens uma procissão

até aos cantos do altar, onde termina.

Sois o meu Deus! Dou-Vos graças do coração.

.

Celebrai o Senhor, por Sua imensa bondade.

Sois o meu Deus, para sempre Vos exaltarei,

quero louvar-Vos por Vossa fidelidade

e pela salvação Vos glorificarei.

.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Abril 28, 2019

Cristo é a nossa Páscoa

CRISTO É NOSSA PÁSCOA

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