Salmo 85 (86) – Clamo por vós, Senhor, nesta aflição…

Ano A, XVI Domingo do Tempo Comum

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Inclinai, Senhor, para mim o Vosso ouvido,

porque estou triste, aflito e necessitado,

guardai a minha vida –  este o meu pedido,

salvai-me, pois em Vós estou esperançado.

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Tende compaixão de mim, meu Deus, meu Senhor,

porque por  Vós clamo todo o dia sem cessar,

para Vós eleva a minha alma o seu clamor,

concedei que ela se possa em Vós alegrar.

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Vós, Senhor, sois bom, compassivo, indulgente,

cheio de misericórdia e compaixão,

escutai, Senhor, a minha oração premente,

atendei-me, não seja o meu pedido em vão.

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Clamo por Vós, Senhor, quando me aflige o mal,

porque sei que sereis para comigo afável,

não há entre os deuses nenhum a Vós igual

e nada às Vossas obras é comparável.

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Virão adorar – Vos os povos que criastes,

o Vosso Nome eles irão glorificar,

pois as grandes maravilhas que operastes

provam que sois o único Deus a invocar.

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Que eu siga pelos Vossos caminhos, Senhor,

e não me afaste jamais da Vossa presença,

concentrai no meu coração grande Temor

para que dele não venha para Vós ofensa.

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De todo o coração, Senhor, Vos louvarei,

por me ter favorecido a Vossa bondade,

para sempre Vosso Nome glorificarei

por ainda não ter descido à profundidade.

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Contra mim se levantaram os orgulhosos,

contra mim atentou a multidão furiosa

que não Vos tem presente a seus olhos maldosos

e que da maldade  vive  sempre sequiosa.

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Vós, Senhor, sois um Deus bondoso e paciente,

lento para a ira, rico em fidelidade;

voltai para mim os Vossos olhos, clemente,

exercei para comigo a Vossa piedade.

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Salvai-me e dispensai-me a Vossa fortaleza,

mandai-me um sinal da Vossa benevolência

para que os  inimigos vejam, com tristeza,

que Vós me consolastes nesta ocorrência.

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Ezequiel Miguel

SHEMÁ (Escuta), ISRAEL !… – I

( Cf.Deuteronómio 5, 1-21)

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Moisés08Todo o Israel foi por Moisés convocado,

o qual lhes disse: Escuta, Israel, os preceitos

e as Leis que eu, hoje, pelo Senhor mandatado,

proclamo como sendo um dos Seus grandes feitos,

que deve ser por gerações comemorado.

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Aprendei-os e praticai-os com rigor!

O nosso Deus concluiu connosco uma aliança

no monte Horeb. A nós escolheu o Senhor,

a nós, que estamos vivos, ficando Ele como fiança

a garantir que estará para sempre em vigor.

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Sobre a montanha em fogo o Senhor nos falou.

Naquele tempo, eu, entre vós e Ele estava,

para vos transmitir o que Ele me revelou,

e, porque a vós, cá em baixo, o fogo assustava,

definir uma fronteira Ele mandou.

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Ele disse: Eu sou o teu Deus e Senhor,

Aquele que do Egipto te libertou

daquela casa de escravidão e terror,

e hoje, escrito para ti, para sempre ficou

que Eu sou o Único a merecer teu louvor.

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Nenhum outro deus diante de Mim amarás,

nenhuma imagem de Mim irás fabricar,

diante desses deuses não te prostrarás,

para culto pagão e serviço lhe prestar,

pois só a Mim, que sou ciumento, adorarás.

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No Meu ciúme puno a iniquidade dos pais

sobre os filhos até à terceira geração

daqueles que odeiam o seu Deus mais e mais,

mas recompenso quem Me presta adoração.

Isto é o que Eu exijo que por Mim façais.

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Premeio até à milésima geração

aqueles que Me revelam o seu amor

e aos Mandamentos dedicam aceitação,

não Me recusam nunca o seu louvor,

sinal de fidelidade e dedicação.

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O Nome do teu Deus nunca dirás em vão,

por ser infame e total falta de respeito,

que o teu Senhor não deixará sem punição!

O Nome do teu Senhor guarda no teu peito,

não o pronuncies sem íntima adoração!

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Guardarás o sábado, para o santificar,

conforme o teu Deus e Senhor te ordenou!

Durante seis dias poderás trabalhar,

mas guardarás o dia que Ele santificou,

devendo tu dos teus trabalhos descansar!

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O sétimo dia, porém, é o dia do Senhor.

Nenhum trabalho em tua casa se fará,

nem tu, teu filho, tua filha… seja quem for,

nem qualquer dos teus escravos trabalhará,

nem o estrangeiro que esteja ao teu dispor!

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Assim, poderão teus escravos descansar,

porque o dia do Senhor pertence ao Senhor!

Não deverás, pois, contra o Senhor pecar!

Ele o instituiu e to ofereceu por amor,

para teres mérito em o santificar.

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Lembra que foste escravo humilhado e ofendido

e que o Senhor do Faraó te libertou,

com a Sua mão forte e o Seu braço estendido!

Por isso, o Senhor agora te ordenou

guardar o dia de sábado, já instituído.

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O teu pai e a tua mãe deverás honrar,

conforme o Senhor teu Deus te ordenou,

para na Terra os teus dias prolongar

e tudo na Terra, como assente ficou,

te corra bem na região que vais habitar!

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Não matarás, porque a vida que matares

te fará réu de morte na Terra e nos Céus.

Se te atreves ao adultério te entregares,

cometerás uma grave ofensa ao teu Deus,

revelando o teu prazer em Suas Leis pisares!

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Não roubarás, porque o que não te pertence

a alguém do teu próximo pertencerá!

O Senhor teu Deus punirá quem se convence

que nenhuma ofensa ao seu Deus fará,

porque Ele na misericórdia sempre vence.

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Falso testemunho não apresentarás

e de toda a mentira deverás fugir!

Do teu próximo errados juízos não farás,

não arrisques em seu juiz te constituir,

ditando sentenças de que te arrependerás!

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Tudo o que é do teu próximo respeitarás!

Sua casa não deverás para ti pretender,

o seu campo ou animal não desejarás,

nem nada do que em sua posse lhe pertencer!

A sua mulher de modo algum cobiçarás!

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Ezequiel Miguel

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Procurai o Reino de Deus

PROCURAI O REINO DE DEUS

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Salmo 64 (65)- Hino à Providência de Deus

Em Sião, ó Deus, se Vos deve todo o louvor,

Vós atendeis benignamente as nossas preces,

o peso do mal a Vós leva o pecador,

esperançado em obter as Vossas benesses.

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Feliz daquele que escolheis e convidais

para em Vossos santos átrios habitar,

com os bens da Vossa casa nos saciais

e a sua santidade nos permitis gozar.

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Em Vossa admirável justiça nos ouvis,

Vós que sois o nosso Deus, nosso Salvador,

alegram-se a Terra e o mar e qualquer  diz:

“A nossa segurança vem só do Senhor”!

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Com a Vossa força Vós firmais as montanhas,

revestido do vosso poder majestoso;

aos mares acalmais suas tenebrosas sanhas,

às ondas e aos povos, o seu ar conflituoso.

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Ante Vossos obras temem os habitantes

vivendo lá nas extremidades do mundo;

do oriente ao ocidente gritam exultantes,

soltando a sua alegria lá do mais profundo.

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Visitais a Terra e a fazeis transbordar,

copiosamente tudo a seu tempo lhe dais,

fazeis no seu ventre as sementes germinar,

até brotar o trigo e os outros cereais.

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Coroastes o ano com Vossos benefícios,

por onde passastes só brotou abundância,

os pastos do deserto poupam sacrifícios,

os outeiros se vestem de verde fragrância.

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Ouvem-se vivas, cânticos entusiasmados!…

Ordenaste às nuvens que abrissem suas comportas,

de rebanhos se cobriram os nossos prados,

sente-se a alegria a horas vivas e mortas.

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Ezequiel Miguel

Saiu o semeador a semear

(Confira: Mt 13,1-23)

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semearNaquele tempo Jesus de casa saiu

e à beira do mar se sentou para descansar;

tão grande era a multidão que a Ele afluiu

que Ele um barco escolheu para nele se sentar;

para o qual, depois, rapidamente subiu.

 

Enquan.to na margem a multidão ficava,

em parábolas muitas coisas lhe dizia:

“ Saiu um semeador a semear; quando semeava,

viu que alguma semente num caminho caía

e que ao apetite das aves não escapava.

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Outras caíram em terrenos pedregosos,

onde terra suficiente não existia,

mas em breve surgiram rebentos viçosos

pois camada espessa de terra não se via,

enganando o semeador de olhos orgulhosos.

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Mas, depois de o escaldante sol se ver,

os seus raios queimaram-nas e elas secaram,

por não terem raiz funda para as prender,

pois raiz funda em pouca terra não tomaram,

assim morrendo, sem condições para viver.

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Outras, porém, foi entre espinhos que caíram,

mas, rápidos, os espinhos as afogaram;

outras, semeadas em boa terra se viram

e deram frutos que o semeador contentaram,

tantos quantos de uma planta eles se tiram.

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De Jesus os discípulos se aproximaram:

“ Porque assim lhes falas?” – saber eles quiseram,

“a parábolas eles não se habituaram”!

As palavras de Jesus resposta lhes deram:

“Porque eles na minha escola ainda não andaram!”.

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A vós é dado o reino dos Céus conhecer,

mas a eles isso ainda não lhes foi dado,

pois ao que tem mais se lhe há-de oferecer,

ao que pouco tem isso lhe será tirado,

porque, tendo olhos, não os usou para ver.

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Por isso me ouvem em parábolas falar,

porque eles vêem sem ver e ouvem sem ouvir,

sem nada do que ouvem entender ou fixar!

Neles se cumpre o que Isaías quis transmitir:

“Vereis e ouvireis, para cegos e surdos continuar”.

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O coração deste povo foi endurecendo,

ficaram de ouvidos surdos e olhos fechados

para não acontecer que, com os olhos vendo,

e ouvindo com os ouvidos bem tapados,

eles se vão pouco a pouco convertendo.

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Eu explico a parábola do semeador!

Quando um homem a palavra do reino ouvir

sem a compreender, vem o maligno com furor,

rouba-lha do coração antes de emergir,

não chegando ele, caminho, a tomar-lhe o sabor.

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Quem entre pedras a palavra recebeu

é aquele que a ouve e acolhe de momento,

mas , por inconstante, fraca raiz nele cresceu.

Ao chegar da dor ou da tribulação o vento,

logo perde o ânimo que a palavra lhe deu.

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Quem entre os espinhos a semente aceitou

é aquele que a palavra do reino ouviu,

mas a sedução da riqueza a sufocou.

Também, com cuidados do mundo, se distraiu,

não dando o fruto que o semeador esperou.

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Aquele em quem em boa terra a palavra entrou

é o que ouviu a palavra e a compreendeu,

dando fruto, pois no coração germinou.

Esse produz o que o coração desenvolveu;

no fim, cem, sessenta ou trinta por um juntou.

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Ezequiel Miguel

A Palavra do Senhor

A palavra do Senhor_I

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Aparições da Virgem Maria em Fátima – III

13 de Julho de 1917

O Prior de Fátima, após a 2ª Aparição (Junho), tentara demover a Lúcia de continuar a frequentar a Cova da Iria nos dias 13, porque, não tendo ainda dados que lhe permitissem concluir em definitivo sobre  o que realmente se passava com as ditas Aparições da Virgem Maria, rematou as suas opiniões e conselhos com  a sentença que apontava para uma interferência demoníaca naqueles fenómenos. Ele sabia, e hoje também ainda se sabe, que o demónio é o mestre do engano, do embuste,  da confusão, da mentira, do parecer, do fingir, etc. Os seus métodos e processos ainda não mudaram nem nunca mudarão, porque, embora tenha sido criado direito, a certa altura entortou e não mais se voltará a endireitar.

Em numerosas Aparições verdadeiras, privadas ou públicas, os videntes costumam, em primeiro lugar, dar conta dos fenómenos em que se vêem envolvidos aos seus confessores e directores espirituais, os quais estudam para aprender a discernir quando se trata de algo ou Alguém vindo do Céu ou de algum agente satânico vindo do Inferno. Por norma e por motivos de segurança, a Igreja, através dos sacerdotes e bispos, costuma ser lenta e resistente aos fenómenos de índole sobrenatural, até porque a falta de dados concretos e precisos assim o recomenda. Não é isto motivo para se censurar ou condenar a autoridade eclesiástica que tem a seu cargo ajuizar da veracidade de uma qualquer Aparição. O receio de se cair precipitadamente num juízo errado recomenda muita prudência, e prudência  é o que não falta em casos semelhantes. Além disso, ninguém é obrigado a acreditar em revelações e Aparições particulares, porque isso não faz parte do conjunto das Verdades da Fé. Normalmente, só passados muitos anos, após provas e mais provas é que a Igreja define como verdadeiras algumas, muito poucas, Aparições e revelações particulares. Aqueles que acusam Fátima, por exemplo, de  alguém ter inventado, para fins comerciais, os fenómenos que lá se desenrolaram e desenrolam, não sabem o que dizem e limitam-se pura e simplesmente a caluniar e a despejar ódio sobre Fátima e a Virgem Maria. A Igreja até nem declara santo alguém apenas por ter recebido mensagens do Céu. Isso até nem conta para os processos de beatificação e canonização. O que se passou com Santa Faustina, que foi beatificada e canonizada pela sua santidade e não pelas revelações e mensagens que recebeu de Jesus Cristo, ilustra bem tal procedimento.

Voltemos ao Prior de Fátima e ao seu encontro com a Lúcia. Esta ficara muito desanimada com a sentença final do Sr. Prior:  “ Não me parece que seja Nossa Senhora. Estou mais em crer que será o demónio, por isso, aconselho-te a não voltares à Cova da Iria nesses dias 13”.  Lúcia decidiu então que não voltaria lá, satisfazendo assim o conselho do Sr. Prior, que também encontrava eco na sua própria mãe.

Chegado o dia 13 de Julho, a Lúcia ainda estava renitente, mas à medida que a hora se aproximava, o coração batia mais fortemente e uma força interior quebrou todas as resistências. Dirigiu-se a casa do Francisco e da Jacinta e lá os  encontrou ajoelhados a rezar pela Lúcia.

Lúcia – Então, vocês não vão?

Jacinta – Sem ti nós não nos atrevemos a ir! Anda, vem!

Lúcia – Já cá vou!

Abraços, beijos e saltos de alegria selaram a decisão de Lúcia. E lá foram.

Preocupadas ficaram a D. Olímpia, o Ti Marto e a D. Maria Rosa, que resolveram avançar também um tanto secretamente, para o caso de ser alguma coisa ruim  que pusesse em perigo os seus filhos. Enquanto as mães se esconderam  numa  moita, o Ti Marto atreveu-se a ir até perto da azinheira e ficar mesmo ao lado da sua Jacintica. Assim ele o conta:

 .

(Do livro: ERA UMA SENHORA  MAIS BRILHANTE QUE O SOL, págs.  113-114)

 Ti Marto (Pai de Francisco e Jacinta) – “Abalei de casa resolvido, desta vez, a ver o que se passava. Quantas vezes tinha eu já dito à comadre Maria Rosa:

– Se o povo diz que estas coisas são invenções dos pais e dos padres, ninguém sabe melhor do que eu e a comadre que isso não é assim. A gente não os puxa e o Sr. Prior…olhem lá…o Sr. Prior então!… Pois ele até está na sua que podem ser coisas do demónio…E  tabulando assim, meti-me à estrada. O que já lá ia de povo!… Eu nem avistei os pequenos, mas pelo jeito que via, de vez em quando, um magote a parar no caminho, futurava que eles iam lá à frente.

Num sentido, mais me convinha vir cá atrás, mas quando cheguei lá abaixo, não me pude ter; o que eu queria era ficar pertinho deles. Mas como? Nem se podia romper. Era o poder do mundo!… A certa altura, dois fulanos, um da Ramila e o outro aqui da terra…fizeram uma roda à volta das crianças, para elas estarem mais à vontade e, ao darem ali comigo, puxam-me por um braço e dizem: “Este é o pai! Entre cá para dentro!” Fiquei mesmo rente com a minha Jacintica. A Lúcia, ajoelhada um pouco mais à frente, passava as contas e todos respondiam em voz alta. Acabado o Terço, levanta-se tão rápida que aquilo não era a força dela. Olha assim para o Nascente e grita: “Fechem os chapéus, fechem os chapéus, que já aí vem Nossa Senhora!”

Eu, por mais que olhasse, nada via. Começando então a afirmar-me, vi assim a modo uma nuvenzinha acinzentada que pairava sobre a azinheira. O sol enturviscou-se e começou a correr uma aragem tão fresquinha que consolava. Nem parecia estarmos no pino do Verão. O povo estava mudo que até metia impressão. E então comecei a ouvir um rumor, uma zoada, assim a modo como um moscardo dentro de um cântaro vazio. Mas de palavras, nada! Julgo que há-de ser assim uma coisa como quando a gente fala ao telefónio…Que eu nunca falei! Mas que é isto? – dizia cá para mim. Isto é longe ou é aqui perto?! Tudo isto, para mim, foi uma grande aprovação do milagre”.

 .

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Momentos depois de termos chegado à Cova da Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

V. MariaQuero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá  valer.

Lúcia – Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

V. Maria Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi  Quem sou, o  que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.

Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. …

V. MariaSacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados.

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Visão do Inferno

O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor…Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

V. Maria – Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido  ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

Lúcia –  Vossemecê não me quer mais nada?

V. Maria – Não! Hoje não te quero mais nada.

E, como de costume, começou a elevar-se em direcção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento”. (Memória IV)

 .

Ezequiel Miguel

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Leituras aconselhadas:

. Memórias da Ir Lúcia – Vice-Postulação, Fátima, Portugal

. Pe João M. De Marchi (I.M.C.) – Era um Senhora mais brilhante que o sol – Edição “ Missões da Consolata”,  Fátima.

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