Porque Te amo, ó Maria! – III

Versão parcial do poema de Santa Teresinha: “Pourquoi je t’aime, oh Marie!”

.

Maria28Como te amo, Maria, que na nossa terra

fizeste esta divina Flor desabrochar!

O Teu coração o mistério divino encerra,

cofre santo destinado a tudo guardar.

 .

Amo-te no meio de outras mulheres

que para o Templo dirigem seus passos!

Amo-te quando com elas ao Templo vieres

e Simeão apresenta o Menino em seus braços.

 .

Primeiro, ouço Simeão seu cântico entoar,

mas logo o seu tom me faz lágrimas verter.

Lançando ao futuro um profético olhar,

ele te mostra a espada que Te faz sofrer.

 .

Santa Rainha, até ao findar da tua vida

esta espada trespassará Teu coração!

Para outra pátria encetarás a corrida,

fugindo à fúria invejosa   de um rei vilão.

 .

Envolto no Teu manto dorme o Teu Jesus,

José Te pede para depressa partir,

de imediato a tua obediência vem à luz

e logo partes sem te pores a reflectir.

 .

Na terra do Egipto, me parece, oh, Maria,

Que, na pobreza, teu coração continua feliz.

Pois, não é Jesus a Pátria de mais valia?

Que mal vos faz o exílio, se é o Céu que possuís?

.

Mas, em Jerusalém, uma amarga tristeza,

vasta como o oceano, te inunda o coração:

Jesus de vós se esconde, para vossa surpresa,

e vós sentis do exílio a vera solidão.

.

O encontras e a alegria te invade, enfim.

Dizes ao belo infante, os doutores ensinando:

“Ó meu Filho, porque agiste Connosco assim?

O Teu paI e Eu Te procurávamos chorando”.
.

E o Menino, grande mistério, respondeu

à Sua Mãe querida, que ao Seu encontro vai:

“Porque me procuráveis? Agora, aqui estou Eu,

depois de Me ocupar das coisas do Meu Pai!

.

Jesus, crescendo em sabedoria e altura,

a José e Maria mostrava submissão.

E meu coração revela com que ternura

às ordens de Seus pais Ele nunca disse Não.

 .

Ezequiel Miguel

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Testemunho de Gloria Polo XVII

Os Talentos

talentoTópicos – Pecados de omissão e suas consequências / Insensibilidade, indiferença e desinteresse perante o sofrimento dos outros/ a morte espiritual / falta de amor / o Livro da Vida / astrologia, signos, poderes mentais…/ culto do corpo/ mau uso dos talentos

Gloria Polo conta:

O Senhor disse-me:” Que fizeste com os talentos que te dei?…Tu nunca os usaste”!…Talentos?!… Eu vinha com uma missão, a missão de defender o reino do amor. Mas eu tinha-me esquecido que tinha uma alma, muito menos, que tinha talentos, muito menos ainda, que eu era as Mãos Misericordiosas de Deus. Também não sabia que todo o bem que tinha deixado de fazer tinha causado muita dor a Nosso Senhor. Vi os talentos tão maravilhosos que Deus tinha posto na minha vida. Todos nós, irmãos, valemos muito para Deus. Ele ama-nos a todos e cada um por igual. Todos temos talentos e uma missão neste mundo. Eu vejo o demónio preocupadíssimo que esses talentos que Deus pôs em nós sejam para o serviço do Senhor.

Sabem o que mais me perguntava o Senhor? Pela falta de amor e caridade ao próximo e disse-me: “ A tua morte espiritual começou quando não te deixaste condoer com o sofrimento que havia à tua volta…(estavas viva, mas morta)”. Se vissem o que é a morte espiritual! Uma alma que odeia, essa alma é espantosamente terrível, feia, amargurada, aborrecida, que incomoda e que faz mal a todos. Quando estamos cheios de pecados é doloroso ver a nossa alma,…eu vi a minha alma por fora e a cheirar muito bem, com perfumes caros, com boa roupa e a alma, por dentro, a cheirar malíssimo e a viver nos abismos. Com razão, tanta depressão e amargura! O Senhor disse-me: “A tua morte espiritual começou quando não te deixaste condoer com os teus irmãos. Era um alerta, quando vi o sofrimento dos teus irmãos em toda a parte, ou quando ouvias nos meios de comunicação: “ mataram, sequestraram, etc.”, mas tu, de pedra! Só da boca para fora: “Ai, pobres coitados! Mas não te doía, no coração não sentias nada, tinhas de pedra o coração, o pecado o petrificou”.

Vou contar como o Senhor me mostrou os talentos:

Sabem, eu nunca via as notícias na televisão, porque não tinha paciência para ver tantos mortos, tantas coisas desagradáveis. Eu só via a parte final, que é a parte da fantasia: dietas, signos, poder mental, energias,… esse tipo de coisas! São coisas que o demónio usa para desviar-nos, confundir-nos…Agora, o Senhor mostrava-me, no Livro da Vida, como a Sua estratégia divina, um dia, atrasou a programação e eu liguei o televisor e ainda não tinham acabado as notícias. Então, vi uma camponesa humilde chorando em cima do cadáver do marido.

Devo dizer-vos, irmãos, que, tristemente, o demónio acostuma-nos à dor dos outros, a ver o sofrimento dos outros e a pensar que esse problema não é meu. Quem está mal, que se desenrasque, porque esse não é o meu problema. …O Senhor mostrou-me como Lhe dói, quando os jornalistas só estão preocupados que a notícia impressione, sem se comoverem, só pensam em vender a notícia, sem se preocuparem com o sofrimento, neste caso, daquela mulher! Eu, no momento em que liguei a televisão, vi aquela mulher a chorar, senti uma dor tão intensa pelo sofrimento dela, doeu-me realmente aquela camponesa. Era o Senhor que assim o permitia! E eu prestei atenção ao que estavam a dizer, onde estava isso a acontecer. Era em Venadillo, Tulima, na minha terra natal. Mas, logo a seguir, começou a parte da fantasia e começaram a falar sobre uma dieta espectacular e eu esqueci-me por completo da camponesa, porque me interessava mais a dieta. Nunca mais pensei nela!

Quem não esqueceu a camponesa foi Nosso Senhor! Ele fez com que eu sentisse a dor e o sofrimento daquela camponesa. O Senhor queria que eu ajudasse aquela mulher. Era naquele momento que devia ter usado os talentos que Deus me tinha dado. E o Senhor disse-me: “Aquela dor que sentiste por ela era Eu que te estava a gritar que a auxiliasses. Eu fiz com que se atrasassem as notícias, para que tu visses, mas tu não foste capaz de dobrar o joelho numa oração por ela, nem um minuto! Deixaste-te deslumbrar pela dieta e não te lembraste mais dela”!

O Senhor mostrou-me a situação em que ela estava

Era uma família de camponeses humildes. Primeiro, tinham pedido ao marido que abandonasse a casa em que viviam. Ao que o marido respondeu que não, que não ia sair dali. Então, mais tarde, vieram uns homens para expulsá-los dali. Quando aquele homem vê um grupo de homes e vê que vêm armados para matá-lo…eu vi toda a vida daquele homem, vi e senti o susto e a angústia dele, vi como correu a esconder os filhinhos e a mulher debaixo de umas coisas, tipo umas panelas enormes, de barro, correr afastando-se dali, mas aqueles homens perseguem-no. Sabem qual foi a última oração dele? “ Senhor, cuida da minha mulher e dos meus filhos! Encomendo-Tos!” E mataram-no! Caiu estendido no chão. Quando dispararam, Deus fez-me sentir a dor daquela mulher e daqueles meninos, que não puderam gritar. (Chora) Assim nos mostra Deus a dor que Ele sente e o sofrimento dos outros. Mas nós, muitas vezes, não nos preocupamos, nem um pouco, com os nossos irmãos e as suas necessidades! (Continua chorando).

Sabem o que o Senhor queria? Queria que eu me ajoelhasse e Lhe pedisse por aquela família, por aquela mulher e aqueles meninos! Deus ter-me-ia inspirado o que fazer para os ajudar! Sabem o que era?! Caminhar uns passos, ir ter com um sacerdote, que vivia em frente à minha casa e dizer-lhe o que tinha visto na televisão, nas notícias. Esse sacerdote era amigo do pároco dessa aldeia, Venadillo, Tulima, e tinha uma casa de acolhimento em Bogotá e teria ajudado aquela mulher. Sabem, a primeira coisa que Deus nos pergunta antes de perguntar pelos nossos pecados? Pergunta-nos pelos pecados de omissão! São tão graves! Vocês não imaginam quanto? Um dia verão como eu! Esses pecados fazem chorar Deus! O bem que podíamos ter feito e não fizemos! Deus chora, vendo os Seus filhos sofrer pela nossa falta de compaixão e indiferença pelo próximo, pelo sofrimento de tantos, e nós não fazemos nada por eles! O Senhor vai-nos mostrar, a todos, a consequência do pecado da nossa indiferença, perante o sofrimento dos outros, tanta dor no mundo, pela nossa indiferença, desinteresse e coração duro.

E, para resumir um pouco, aquela camponesa, vendo-se perseguida, porque a tentam matar também, foge com as crianças e procura ajuda no sacerdote daquela aldeia. O pároco, todo aflito, diz-lhe. “Filha, tens que fugir, porque se te encontram, vão matar-te”!

Ele, apressadamente, faz o que lhe pareceu melhor para ela e, muito preocupado, mandou-a para Bogotá, deu-lhe algum dinheiro e algumas cartas de recomendações. Ela sai a correr, vai com essas cartas a esses sítios que o padre lhe tinha recomendado, mas não é recebida em nenhum! Sabem onde ela acabou? Sabem quem acabou por ajudar aquela mulher? Aqueles que a meteram na prostituição!!!

O Senhor ainda me deu outra oportunidade de ajudar aquela mulher, quando, anos mais tarde, vejo aquela camponesa! Um dia em que tinha de ir ao centro da cidade! Eu, por acaso, detestava ir ao centro, porque é aí que se vê mais miséria, e, como eu me sentia superior, não gostava de ver pobreza, miséria, essas coisas! Mas, nesse dia, tive que ir, e quando íamos a passar, o meu filho diz:” Ui! Mamã, porque é que aquela senhora se veste assim e tem uma saia tão curta”? Eu respondo: “ Não olhes para isso, filho! Essas são mulheres desprezíveis, que vendem o corpo por prazer, por dinheiro, são umas prostitutas, umas sujas”! Imaginem! Com essa forma de falar e ainda por cima envenenando o meu filho, classifiquei de uma forma tão baixa uma irmã caída nesse caminho, por culpa da indiferença de um povo, O Senhor disse-me: “ Os indiferentes são os mornos (tíbios) que Eu vomito! Um indiferente jamais entrará no Céu! O indiferente é aquele que passa pelo mundo e nada lhe importa, nada lhe interessa, para além da sua casa, dos seus interesses! A tua morte espiritual começou quando deixaste de te importar com o que acontecia aos teus irmãos. Quando só pensavas em ti e no teu bem- estar”.

FONTE: Gloria Polo, Estuvo en las puertas del cielo y del infierno . Traduzido por Maria José Moniz e Pe. Macedo SCJ: “Da ilusão à verdade”, edição da Cidade do Imaculado Coração de Maria, Aprt. 86, 2496-908, Fátima

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Porque Te amo, ó Maria – II

Versão parcial do poema: “Pourquoi je t’aime, oh Marie”, de Santa Teresinha

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Maria21

. E sou tua filha, ó minha querida Mãe!

Tuas virtudes, Teu amor, não são   meus?

Quando a branca Hóstia até mim vem,

julga o Teu Cordeiro repousar nos braços Teus.

.

Tu me deixas perceber que não é impossível

andar sobre os Teus passos, Rainha dos eleitos!

Tornaste o estreito caminho do Céu visível,

praticando as humildes virtudes sem defeitos.

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Ao teu lado, Maria, aprendo a ser pequena.

Das grandezas deste mundo vejo a vaidade…

Na casa de Santa Isabel tudo se ordena

para a prática de uma ardente caridade.

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Lá, eu escuto, dos anjos doce Rainha,

aquele cântico que vem do Teu coração!

Ensinas a cantar louvores a alma minha,

louvores ao Teu Jesus que até ao céu vão.

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As Tuas palavras de amor são rosas

que os séculos futuros irão perfumar!

Em ti fez nosso Deus coisas maravilhosas

e por elas quero o meu Deus sempre louvar.

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Quando S. José o milagre ainda ignorava,

que em Tua humildade querias esconder,

junto do tabernáculo ele rezava

ao divino Salvador, que não podia ver.

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Como amo, Maria, Teu silêncio eloquente !

Para mim, é uma melódica harmonia

que me fala da grandeza do Omnipotente,

a uma alma que no auxílios dos Céus confia.

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Vejo-vos em Belém, ó José e Maria,

vejo-vos por todas as pessoas rejeitados.

Não há lugar para Vós na hospedaria…

Pobres estrangeiros… sem lugar reservado!

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Para os poderosos é a hospedaria,

num estábulo vai o Teu Filho nascer!

Como és amável ó Mãe, querida Maria!

Vejo-Te grande nesse lugar a viver.

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Quando vejo o Deus Eterno envolto em paninhos,

quando do Verbo divino escuto o vagido,

já não invejo, ó Mãe querida, os anjinhos!

O Senhor poderoso é meu irmão querido.

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Ezequiel Miguel

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Testemunho de Gloria Polo XVI – O Livro da Vida

Tópicos – Compaixão pelo próximo / falsas boas obras/ caridade interesseira / O deus dinheiro/ O Livro da Vida/ sofrimento da mãe e infidelidade do pai/ a criação das almas

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infidelidade“Eu nunca tive amor nem compaixão pelo Próximo, pelos meus irmãos de fora. Eu nunca pensei sequer nos doentes, na sua solidão, nas crianças que não têm mãe, nos órfãos, tantas crianças a sofrer, tanto sofrimento…Eu poderia dizer: “Senhor, concede-me a graça de ir lá acompanhá-los na sua dor”,…mas não!

Nada! Jamais o meu coração de pedra se lembrou do sofrimento dos outros. O mais terrível era que eu jamais fiz algo por amor ao próximo!…Por exemplo, eu paguei as contas no supermercado a muita gente quando não podiam pagar, pessoas necessitadas, mas não dava por amor! Eu tinha dinheiro e não me custava nada. Eu dava porque era muito agradável que toda a gente visse o meu gesto e que dissessem que eu era boa, que eu era uma santa! E como me sabia bem manipular as pessoas em necessidade! Eu não dava nada grátis! Então, eu dizia-lhes: “Eu dou-lhe isto, mas, em troca, faça-me um favor e vá substituir-me no colégio dos meus filhos, nas reuniões, porque eu não tenho tempo, ou leve-me estas compras ao carro, ou faça-me isto ou aquilo…E assim, eu a todos manipulava para pedir algum favor em troca…Além disso, adorava que andasse um monte de pessoas atrás de mim, a falar da boa e generosa, e até santa…que eu era, porque havia pessoas que até diziam isso e sabia-me bem!…

Jesus fez-me esse exame dos 10 Mandamentos e eu vi como da cobiça saíam todos os meus males. Esse desejo eu o tinha, porque pensava que seria feliz se tivesse muito dinheiro. Fiquei obcecada pelo dinheiro, muito dinheiro! Pena foi que, quando tive muito dinheiro, sentia-me só, vazia, amargurada, frustrada. Essa cobiça, essa ganância do dinheiro foi o caminho que me levou, pela mão do maligno, a extraviar-me e a soltar-me da mão do Senhor, que me disse: “É que tu tinhas um deus e esse deus era o dinheiro e por ele te condenaste! Por ele, afundaste-te no abismo e afastaste-te do teu Senhor”!

Quando me diz “deus dinheiro”…Nós, sim, tínhamos chegado a ter muito dinheiro, mas agora estávamos quebrados, muitíssimo endividados e tinha-se acabado o dinheiro. Eu grito: “Mas qual dinheiro?! O que eu deixei na Terra foram muitas dívidas!…E assim, no meu exame dos 10 Mandamentos eu não passei em nada! Foi terrível!!! Que espanto! Vivi um verdadeiro caos! Mas como?! Eu?! Eu nunca tinha assassinado ninguém! Não fazia mal a ninguém! Isso era o que eu pensava, mas, na verdade, eu tinha morto tanta gente!

Até aqui falei dos 10 Mandamentos, porque se me abriu o “LIVRO DA VIDA”. Ai!… Que beleza!…Lá, vemos a nossa vida desde o momento em que fomos concebidos.”

 .

O Livro da Vida

Depois dos 10 Mandamentos, o Senhor mostrou-me o Livro da Vida. Eu gostaria de ter palavras para descrevê-lo. Que beleza! Vemos toda a nossa vida, os nossos actos, as consequências desses actos, bons ou maus, em nós e nos outros. Os nossos sentimentos e pensamentos nos outros. Tudo como num filme. Começa no momento da fecundação, vemos a nossa vida desde esse momento e, desde aí, vamos, pela mão de Deus, ver a nossa vida. No momento da nossa fecundação houve uma faísca de luz divina, uma explosão belíssima, e formou-se uma alma, que é branca, mas não como o branco que conhecemos. Digo branco, porque é o que mais se parece, mas é tão lindo que é impossível de descrever, com palavras, a beleza, o brilho,…cheia de luz, formosa, radiante e cheia do Amor de Deus. Um Amor de Deus impressionante! Não sei se já repararam nos bebés, que, muitas vezes, riem-se sós e emitindo aqueles sons e balbucios….Eles estão falando com Deus. Sim, porque eles estão submergidos no Espírito Santo. Nós também estamos, a diferença é que eles, na sua inocência, sabem desfrutar de Deus e da Sua presença.

Vocês não imaginam que coisa linda foi ver o momento em que Deus me criou, no ventre da minha mãe. A minha alma, levada pela mão de Deus Pai! Encontro um Deus Pai tão formoso, tão maravilhoso, tão terno, tão meigo e tão carinhoso que cuida de mim 24 horas por dia. Ele amou-me, protegeu-me e sempre me procurou quando me afastava e com infinita paciência e eu que só via castigo!… Ele era mais que somente Amor, porque Ele olha, não a carne, mas sim a alma e olhava como eu me ia afastando da salvação.

.…A minha mãe tinha 7 anos de casada e ainda não tinha filhos. Mas nesse momento estava ela muito perturbada, pela vida de infidelidade do meu pai. Quando viu que estava grávida (de mim), ficou muito preocupada e muito angustiada. Chorava, muito aflita. Isso gerou em mim uma angústia tal, que me marcou interiormente de tal forma, que eu, pela vida fora, nunca me senti amada pela minha mãe. Mas ela sempre foi muito carinhosa e muito bondosa para comigo, …mas eu dizia e insistia que ela não me amava e vivi sempre com esse complexo. Para isso, só os sacramentos são graças de Deus que nos curam. Quando me baptizaram, vocês devem ver a festa que houve no Céu! É um bebezinho marcado na fronte (um dia vocês verão), é a marca dos folhos (adoptivos) de Deus. É um fogo! É o fogo da pertença a Jesus Cristo. Mas vejo, no Livro da Vida, como, desde pequenina comecei a encher-me das consequências do pecado do meu pai, no matrimónio, dos pecados que comecei a conhecer; como as mentiras dele, as bebedeiras, a infidelidade e o sofrimento da minha mãe. Tudo isso me marcou e gerou em mim mau comportamento, mãos padrões de conduta e padrões emocionais que iriam marcar-me e expressar-se ao longo de toda a minha vida”.

FONTE: Gloria Polo, Estuvo en las puertas del cielo y del infierno”, tradução de Maria José Moniz e Padre Macedo SCJ (Da ilusão à verdade), edição da Cidade do Imaculado Coração de Maria, Apt 86, 2496-908, Fátima

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Comentário, por Ezequiel Miguel:

1 . Infidelidades conjugais – Glória Polo refere-se, com frequência, às infidelidades conjugais por parte do seu pai e aos sofrimentos que ele causou à sua mãe, que, poderemos supor, andaria sempre triste e amargurada, mas oferecendo os seus sofrimentos a Deus pela conversão do seu marido, o que, no final, conseguiu, 7 anos antes de ele morrer. Gloria Polo acaba por dizer que viu o seu pai no Purgatório e que chorava… É que no Purgatório sofre-se para além do que possamos imaginar, embora seja um sofrimento purificador, à semelhança do oiro, que tem de ser derretido no fogo até ficar puro…

Foi Deus quem instituiu o casamento entre o primeiro homem e a primeira mulher, para ser sempre assim, em moldes definitivos, definindo-lhes o principal dever como casal abençoado por Deus: “Crescei e multiplica-vos”, o que significa que Deus entregou a criação de novos seres humanos a esta instituição, que Cristo elevou à dignidade de Sacramento, com o nome de Matrimónio (em língua portuguesa). Os casais que casem só pelo Civil estão sujeitos às mesmas obrigações impostas pelo Matrimónio: Um homem e uma mulher unidos por promessa de vínculo permanente e de absoluta fidelidade conjugal. Como Sacramento, é algo sagrado, com um vínculo também permanente, indissolúvel, até um dos cônjuges morrer. Pode, no entanto, haver alguma cláusula que, após investigação, torne esse Matrimónio inválido, nulo, sem efeito, após declaração, nesse sentido, por parte de um tribunal eclesiástico da Igreja Católica. Essas cláusulas estão registadas no Código de Direito Canónico.

Concluindo: Qualquer união sexual que não esteja legalizada por um contrato nupcial entre um homem e uma mulher (religioso ou não), com vínculo permanente e indissolúvel, é pecaminoso, trazendo graves consequências para a salvação das almas. Por isso, casamentos homossexuais são actos contra a natureza, catalogados, pelo Catecismo da Igreja Católica, nos “pecados que bradam aos Céus”, isto é, pecados de sodomia, que apelam à ira divina por destino trágico, tal como aquele que foi dado a Sodoma, Gomorra e outras três cidades, no tempo de Abraão e Lot. Por isso, nenhum católico pode/deve celebrar, defender, apoiar ou assistir, como convidado, a semelhantes uniões, mesmo que sejam de familiares.

2 . A criação das almas – Pelo que Gloria Polo conta, a alma é a partícula de Deus, a faísca luminosa que se desprende de Deus e voa até entrar no embrião no exacto momento em que a célula masculina se une à feminina. É algo repentino, não fruto de um processo, mas um acto puro da vontade divina, em Cujo pensamento a alma já teria o seu destino marcado: desprender-se de Deus e unir-se a um determinado corpo, vivendo nele durante esta vida, separando-se após a morte e voltando a unir-se a ele na Ressurreição da Carne, no Juízo Final, para um destino eterno no Paraíso ou no Inferno. São dogmas de Fé, por isso, é obrigatório, para os católicos, acreditar que é assim, sem dúvidas, sem contestação, sem distorção, sem branqueamentos. Sendo assim, a alma já é recebida no ventre materno e somente se separará do corpo após a morte, para ser julgada e receber a sorte que merece pelas obras que tiver praticado através do corpo.

Por altura dos plebiscitos sobre o aborto ou sobre as leias abortivas, é comum ouvir dizer, a quem não acredita nestas coisas, incluindo médicos, cientistas, biólogos, mulheres,…: “Aquilo não é nada”! O facto, porém, é que Aquilo, nos planos de Deus, já é tudo! Cada um de nós já foi tudo no exacto momento da fecundação, acredite-se ou não! É por isso que a Igreja considera todo o aborto um crime horrendo, um assassínio a sangue frio, de um inocente, o maior dos crimes, segundo Teresa de Calcutá, e que traz graves consequências para o mundo.

Com ter sempre presentes estas realidades só teremos a ganhar! Se as ignorarmos, combatermos, negarmos, distorcermos, branquearmos, mascararmos,…pode ser-nos fatal. Cristo fundou a Sua Igreja (A Igreja Católica) para deixar os meios necessários à salvação das almas, pois elas, tendo vindo de Deus, Deus quere-as de volta, tão brancas como no momento inicial da sua criação ou ainda mais, se tivermos em conta que foi baptizada, com o pecado original apagado.

3 . O LIVRO DA VIDA –

Do Apocalipse:

  1. Vi também todos os mortos, grandes e pequenos. Estavam diante do trono; e foram abertos uns livros. Foi aberto também um outro livro, que é o livro dos vivos. Os mortos foram julgados segundo aquilo que estava escrito nos livros, segundo as suas obras. …E todos os que não foram encontrados escritos no livro dos vivos foram lançados no lago de fogo” ( Ap 20, 12-15).

2 . …E adoraram-na ( a Besta) todos os habitantes da Terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, que foi imolado” (Ap 13, 7-8).

3 . …E vão espantar-se os habitantes da Terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida…( Ap 17, 8).

4 . No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso. Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu nome do Livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus anjos( Ap 3, 4-5).

5 . Exorto Evódia e exorto Síntique a terem o mesmo pensamento no Senhor. Sim, e a ti, fiel Sízido, peço-te que as acolhas; são pessoas que, em conjunto, lutaram comigo pelo Evangelho, juntamente com Clemente e os meus restantes colaboradores, cujos nomes estão no Livro da Vida ( Filipenses 4, 2-3).

Sabemos que a nossa vida é um exercício de economia, em que o Livro tem colunas para o Deve e para o Haver, para o Saldo positivo e para o Saldo negativo. As nossa obras são postas nos pratos da balança em que pode acontecer igualdade no peso, ir abaixo com as boas obras ( mais pesadas) e subir com as más, sem peso para a salvação. Ficámos a saber que cada um de nós tem um “Livro da Vida”, onde tudo é escrito: boas obras, más obras, intenções, pensamentos, pecados, palavras, virtudes, defeitos, paixões, etc.

Já tenho ouvido dizer que não devemos preocupar-nos com as actualizações do nosso Livro da Vida! É que a escrita é demasiado complicada para nos preocuparmos com ela, bastando saber que Deus se encarrega disso e que no fim saberemos qual a diferença entre o Deve e o Haver, sem falhas, sem batotas,…mas com verdade incontestável. Seria bom que Deus nos desse a conhecer o estado diário da nossa economia, mas, felizmente ou infelizmente, só no fim é que somos informados, quando já nada podemos fazer para remediar o que for de remediar.

Quanto a remediar, temos de entender como funciona o Haver e o Deve, pois somos nós que vamos fornecendo os dados ao nosso divino Contabilista, que Ele lança no nosso Livro de modo imediato e automático. Funciona assim:

Os dados não têm todos o mesmo peso e o mesmo valor e isto aplica-se tanto aos positivos como aos negativos. Um princípio em que tudo se baseia é este: Se a pessoa está na graça de Deus (=sem pecado grave), tudo ou quase tudo tem valor positivo, contribuindo para a soma do Haver. Se a alma está em pecado grave (pecado mortal), os dados são lançados no Deve, ficando o saldo em totalmente Negativo (= Zero), mesmo que faça obras boas, pois vive fora do Amor a Deus, longe, como o Filho pródigo, da Casa Paterna, e nada lhe corre bem.

Para quem está na graça de Deus, portanto, sem pecado grave, as faltas leves e os pecados veniais vão sendo abatidos ao DEVE com boas obras: esmola, oração, sacrifícios, obras de caridade, Confissões, Missas, Comunhões, oferta do sofrimento em penitência e expiação.

Havendo pecado grave (= mortal), é preciso fazer uma boa Confissão, em que tudo o que for confessado será apagado, deixando a alma limpa e reconquistando-se o que se tinha perdido no somatório do HAVER. A alma em pecado grave tem o DEVE no máximo, deixando o HAVER no zero. Recuperando a graça, por uma boa Confissão, recupera-se todo o HAVER perdido. Mas, neste sobe e desce da balança, só Deus sabe exactamente como sobe e como desce. Para efeitos de condenação, é indiferente que se tenham muitos pecados mortais ou somente um, mesmo que seja de pensamento, de intenção. Foi este o tipo de pecado dos anjos que viraram demónios. Também é assim em alguns códigos penais terrenos, em que se apanha o máximo de 25 anos de prisão por um assassínio ou por mais, em cúmulo jurídico.

Dos textos do Apocalipse, acima referidos, parece deduzir-se que o “Livro da Vida do Cordeiro” contém os nomes daqueles que se salvarão. Mas cada alma tem também o seu “ Livro da Vida”, onde constam todas as suas obras. Lembro que Jesus dizia aos Apóstolos que os seus nomes já estavam escritos nos Céus, isto é, no Livro da Vida do Cordeiro.

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. Festas no Céu?

. A salvação a todo o custo

.Comunhões mal feitas

. Eu, pecador, me confesso

Porque Te amo, ó Maria – I

Versão do poema de Santa Teresinha :

“Pourquoi je t’aime, oh Marie!”

.

Maria14Como eu gostaria de o meu amor te cantar,

porque o Teu doce nome faz estremecer

e porque na Tua enorme grandeza pensar

não faz a minha alma de receios   tremer.

.

Se me fosse dado a tua glória contemplar,

indo além do esplendor dos bem-aventurados!

Que sou Tua filha…como ia   eu acreditar!

Como os meus olhos ficariam abaixados!

.

Para um filho poder a sua mãe amar,

deverá com ele partilhar as suas dores.

Ó Mãe santa, na terra, que Te viu chorar,

como sofreste por mim tantos amargores !

.

Na Tua vida , no Evangelho meditando,

ouso olhar-Te para de Ti me aproximar .

Que sou Tua filha, isso vou acreditando,

pois , mortal como eu,Te vi   a dor aceitar.

.

Quando um anjo Te convidou para ser a Mãe

do Deus que deve reinar pela eternidade,

preferiste, – mistério que ainda se mantém –

o inefável tesouro da Tua virgindade!

.

Certo,…tua alma, ó Virgem Imaculada,

é, mais que a Sua morada, cara ao Senhor.

Aceito que a Tua alma, humilde como um nada,

possa conter Jesus, o Oceano de Amor.

.

Eu Te amo, ó Maria, Serva e Mãe gloriosa,

de Deus, encantado com a Tua humildade!

Esta virtude escondida Te fez poderosa,

pois a Ti atraiu a Santíssima Trindade.

.

Coberta com a sombra do Espírito de Amor,

o Filho,igual ao Pai, em Ti se encarnou.

É grande o número dos salvos pelo Senhor,

pois Jesus, o nosso Redentor se chamou!

.

A minha alma não sentiria nenhum temor,

se na Tua sublime glória Te contemplasse,

indo além de todos os santos em esplendor,

como se, depois , nenhuma glória ficasse!

.

Ó Mãe amada! Apesar da minha pobreza,

tenho em mim, como Tu, o Todo poderoso,

mas não tremo perante esta minha fraqueza!

O tesouro da Mãe à filha é saboroso.

.

Ezequiel Miguel

Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

13 de Junho de 1917

 O dia 12 de Junho era véspera da festa de Santo António, padroeiro de Fátima, marcado pela azáfama de preparar a festividade, mas o dia 13, dia consagrado ao santo, era também o dia escolhido por Nossa Senhora para a 2ª aparição na Cova da Iria. No dia 12, à noite, a Jacinta  e o Francisco bem insistiram com os pais para que os acompanhassem  à Cova da Iria, ao encontro da Senhora, como Ela havia prometido. Mas esse  pedido  colocava-os perante um dilema, que tinha de ser resolvido de algum modo e do modo considerado mais seguro.

 Perante o receio de um estrondoso fiasco, caso a Senhora falhasse o Encontro,  o Ti Marto e a D. Olímpia, após uma séria reflexão, com  tudo bem contado,  pesado e medido, resolveram ir à feira das Pedreiras (Porto de Mós) logo de manhã cedo, para comprarem uma junta de bois, deixando as crianças ainda a dormir, facto que agradou ao Francisco e à Jacinta, por se sentirem livres, ao acordarem, de qualquer pressão que tentasse desviá-los da Cova da Iria. Assim se livrariam os pais da vergonha de nada acontecer na Cova da Iria, ficando também a salvo de uma hipotética rebelião popular contra eles e contra as crianças, nas quais ainda quase ninguém acreditava, nem mesmo D. Olímpia e muito menos D. Maria Rosa dos Santos, a mãe de Lúcia, que era a mais acérrima opositora, e que se desfazia em angústias, lamentos, desgostos e lágrimas perante o que ela dizia serem as mentiras da Lúcia. Ninguém mais do que ela  desejava  que a Senhora não aparecesse e que houvesse uma revolta contra todos os embustes, falsidades, invenções, mentiras e seus agentes. Seria o grande dia da reconciliação da família com a verdade e D. Rosa veria finalmente a paz em casa e na sua consciência. Assim o pensava ela, mas, para seu sofrimento, tudo lhe saiu ao contrário. Os pais de Francisco e Jacinta também temiam que os seus filhos fossem vítimas de violência  por parte de mirones  frustrados e enraivecidos, caso tudo aquilo desse num fracasso. Indiferente ao que pudesse acontecer à Lúcia figurava  sua mãe, que estava convencida de que ela mereceria o que lhe acontecesse, se algo acontecesse, para não andar com aquelas mentiras todas, a que já era tempo de por cobro de uma vez por todas.

Tanto os pais do Francisco e da Jacinta como a mãe de Lúcia tudo fizeram para os entusiasmar a irem antes à festa de S. António, em Fátima, que continha missa com sermão, procissão, música e foguetes e outras coisas mais que suscitam o entusiasmo das crianças, tudo pensado e feito para fazer esquecer a Cova da Iria. Durante o tempo que medeia entre 13 de Maio e 13 de Junho houve em ambas as casas um conluio de silêncio sobre as Aparições, na tentativa de que eles esquecessem por completo o 13 de Junho, data da próxima Aparição da Senhora, de nada valendo também o argumento de que a Senhora não viria. À hora marcada lá estavam eles junto à grande azinheira, que ainda hoje lá está, à espera do relâmpago que anunciava a vinda da Senhora.

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Aí pelas onze horas, saí de casa, passei por casa de meus tios, onde a Jacinta e o Francisco me esperavam, e lá vamos para a Cova da Iria, à espera do momento desejado. Toda aquela gente ( mais de 50 pessoas) nos seguia, fazendo-nos mil perguntas” .

“Depois de rezarmos o Terço com as outras pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava, a que chamávamos relâmpago, e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, tudo igual a Maio.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

Virgem Maria (V.M.) – Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o Terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia – Queria pedir-lhe para curar aquele doente …

V.M. – Se se converter, curar-se-á durante o ano.

Lúcia – Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

V.M. – Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a salvação e serão queridas a Deus estas almas como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

Lúcia – Fico cá sozinha?

V.M. – Não, filha! E tu sofres muito? Não desanimes! Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus .

Da Memória IV : ” Foi no momento que disse estas palavras que abriu as mãos e nos comunicou pela segunda vez o reflexo dessa luz imensa. Nela nos vimos como que submergidos em Deus.  A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um Coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação”.

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Livros aconselhados:

. Ir. Lúcia – Memórias da Ir. Lúcia

.  Fernando Leite – Jacinta de Fátima –  Editorial A.O., Braga, 1999

. Pe João M. De Marchi  (I.M.C.)- Era uma Senhora mais brilhante que o Sol –  Missões da Consolata, Fátima

. Fernando Leite – Francisco – Editorial A.O., Braga, 1986

 .

Ezequiel Miguel

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Salmo 115 (116) – Erguerei o cálice da salvação

calice16Eu confiava no Senhor quando exclamava:

“É muito grande a minha perturbação!”

Então, deveras confuso, eu afiançava:

“Todo o homem tem à mentira devoção!”

.

Como vou eu ao Senhor agradecer

tudo o que de bom me deu por Seu Amor?

O cálice da Salvação vou erguer,

invocando o Nome santo do Senhor.

.

Cumprirei minhas promessas ao Senhor,

renovando-as na presença do Seu povo.

À morte dos Seus fiéis dá todo o valor,

pois conduz a um eterno louvor novo.

.

Sou Vosso servo, filho da Vossa serva,

desataste-me das cadeias da morte,

o meu louvor permanente se conserva,

o Vosso Nome invoco pela minha sorte.

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Dentro das tuas muralhas, Jerusalém,

cumprirei minhas promessas ao Senhor,

perante todo o povo, como convém,

em tudo Lhe dando honra, glória e louvor.

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Ezequiel Miguel

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