Publicado por: Administrador | Julho 5, 2020

Salmo 144 (145) – Louvarei para sempre o Vosso Nome

XIV Domingo do Tempo Comum – ano A

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orarQuero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o Vosso Nome eternamente,

exaltar-Vos cada dia o melhor que sei

e louvar o Vosso Nome condignamente.

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Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,

Sua grandeza não se mede nem pode ver,

uma geração narra a outra, com rigor,

os feitos que proclamam o Vosso poder.

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Pois falam do esplendor da vossa majestade,

anunciam a vossa acção  maravilhosa,

cantam o imenso poder da Vossa bondade

e proclamam a vossa obra  grandiosa .

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O Senhor é clemente e misericordioso,

lento para a ira, paciente e compassivo;

para com  os homens o Senhor é bondoso,

Seu amor pelas criaturas está sempre activo.

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Todas as criaturas vos digam” Obrigado !”,

bendigam-Vos os Vossos fiéis, agradecidos,

falem da imensa glória do Vosso reinado

e anunciem  vossos feitos, não esquecidos,

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para tornar conhecido o Vosso poder

e o vosso reinado cheio de  brilho e esplendor;

o Vosso reino irá  todo o tempo exceder

e só como eterno se poderá supor.

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O Senhor cumpre o que diz, por fidelidade,

ampara os que tropeçam e ficam caídos,

em tudo o que faz revela a Sua santidade

e levanta os que desesperam, oprimidos.

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Todos dirigem para Vós a sua visão,

a todos  dais o alimento conveniente;

quando com benevolência abris Vossa mão,

não fica sem alimento nenhum vivente.

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O Senhor é justo em todos os Seus caminhos,

em todas as suas obras brilha a santidade,

os que O invocam não se sentirão sozinhos,

se a Ele recorrerem com sinceridade.

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A todos os que O temem Ele atenderá,

pois Ele ouve solícito os seus clamores.

Por aqueles que O amam Ele velará;

quanto aos ímpios, por eles esperam horrores.

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Cante a minha boca um sincero louvor,

todo o ser vivo Vos ofereça homenagem;

bendigam os homens o Nome do Senhor

e pelos séculos lhe prestem vassalagem.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Julho 5, 2020

Exulta, filha de Sião! Eis que o teu Rei vem a ti!

(Realidade & ficção)

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Ramos13

Exulta, filha de Sião! Grita de alegria, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti! Ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumentinho, filho da jumenta (Zac 9,9).

Aproximava-se a Páscoa dos Judeus, aquela escolhida nos planos divinos para nela chegar ao fim a pregação do Reino de Deus e consumar a redenção do mundo por Jesus Cristo.

Os apóstolos andavam a ficar nervosos com a intenção que Jesus manifestava de deixar a Galileia e ir meter-se na toca dos lobos, em Jerusalém, já com a cabeça a prémio, em virtude de decisão do Sinédrio, que mandara publicar que quem soubesse por onde Ele andava, deveria comunicá-lo, para que fosse preso. Entretanto, Judas Iscariotes ia avisando o Sinédrio a respeito das intenções do Mestre de ir para aqui ou para ali, por isso, fazia frequentes perguntas, aparentemente inocentes e ingénuas, mas que claramente tinham a intenção de captar informação de interesse para os inimigos de Jesus.

Com a argumentação de que Lázaro tinha morrido, Jesus fez por convencer os Apóstolos da absoluta necessidade de irem para Betânia, a três quilómetros de Jerusalém, com o objectivo de ressuscitar Lázaro. Os apóstolos deixaram-se aparentemente convencer que tinha de ser assim, embora questionando-se se o Mestre não poderia ressuscitar Lázaro mesmo à distância. Perante a insistência de Jesus, eles convenceram-se mesmo que Jesus iria entregar-se à morte, o que levou Tomé a opinar: “Vamos e morramos com Ele” (Jo 11,16)!

Em Betânia, Jesus ressuscitou Lázaro à vista de amigos e inimigos, convertendo à Sua causa muitos Judeus, como os evangelhos afirmam. Mas outros não acreditaram, apesar de terem mesmo visto Lázaro a sair, enfaixado, do túmulo, de pés atados e cabeça coberta, após taparem o nariz por causa do mau cheiro, apesar de disfarçado pelos unguentos e perfumes. Pouco tempo depois, o Sinédrio não demorou a enviar espiões a casa de Lázaro, para saberem se Cristo estava realmente hospedado em sua casa e também para puxarem pela língua de Lázaro sobre o fenómeno da sua própria ressurreição, que alguns hoje alcunham de reanimação, quer dizer, trazer novamente a alma ao corpo.

Era uns dias antes do nosso Domingo de Ramos. Jesus escolhera refugiar-se em casa de Lázaro, para preparar a Sua última semana na Terra e tomar as últimas disposições que se impunham perante o grande acontecimento da Sua iminente Paixão, Morte e Ressurreição. Durante esses dias, Jesus e Lázaro tiveram longas conversas a sós. Eis uma delas

Lázaro – Senhor, porque me fizeste voltar a esta vida?

Jesus – Por vários motivos, que passo a explicar-te:

  1. Eu seria ingrato para contigo e tuas irmãs, se recusasse fazer por vós o que fiz, pois a Mim não Me custa nada fazer isso, porque sou o Senhor da vida e da morte. As tuas casas foram o meu principal apoio no Meu apostolado e em vós Eu tive amigos sinceros, discípulos convictos e sempre prontos a gastar Comigo e com os Meus discípulos tudo o que fosse necessário nestes três anos da Minha pregação. Esta tua casa foi sempre um refúgio seguro contra os Meus inimigos, tal como agora é. Foi uma maneira de vos recompensar e de algum modo retribuir-vos a alegria que sempre Me destes quando aqui ou em outros lugares Me recebíeis.
  1. Chamei-te de novo à vida porque nestas horas amargas, nestas horas de trevas e abandono que vão passar por Mim, Eu preciso de vós como verdadeiros amigos, em cuja casa posso alimentar-Me, descansar e preparar-Me para o que se aproxima. Vai chegar a Minha hora, a hora que o Pai Me marcou para consumar a maior obra da Criação, a redenção do Homem.

Lázaro – Mas, Senhor, Tu tens mesmo de Te entregar nas mãos dos Teu inimigos? Não haverá outro modo de terminares essa Tua grande missão?

Jesus – Não, Lázaro! Tem de ser assim como te digo! Quando o Pai perguntou: “Quem enviarei…” (Is 6,8)? Eu ofereci-Me, em nome do infinito Amor que circula entre Nós e o Homem, a criatura saída do nada à nossa imagem e semelhança, e cujo fim último é o regresso à casa do Pai. Em breve se cumprirão todas as profecias saídas dos profetas e dos salmistas.

Lázaro – Mas, Senhor, Tu sabes que eu tenho influência junto dos Romanos e, a uma palavra minha, ninguém Te tocará, porque eles serão capazes de Te proteger contra todos os teu inimigos!

Jesus – Bateste no ponto crucial e agora menciono-te mais um motivo por que te ressuscitei:

  1. Exactamente para impedires as tuas irmãs de intercederem por Mim junto das autoridades romanas. Quero que uses a tua influência sobre elas para que não façam nada que possa estorvar o que tem de ser feito, pois eu vim à Terra para isso e essa é a vontade do Pai e a Minha.

Lázaro – Mas eu…

Jesus – Também de ti Eu exijo que fiques quieto, que não saias de casa nesses dias, a não ser por motivos pessoais, que não recebas nenhum dos meus discípulos, pois sei que eles depositarão em ti a esperança de um resgate e até pensarão em Me raptar, quando concluírem que será a última medida para Me livrarem dos Meus inimigos. Nessa hora, eles sentir-se-ão perdidos, tal como diz o profeta: “Ferirei o Pastor e as ovelhas dispersar-se-ão” (Mt 26,31)

Lázaro – (Chorando) Senhor, Tu exiges isso de mim? Que amigo serei eu, se não posso ajudar o Meu Amigo quando Ele está num perigo mortal? Senhor, uma ida minha a Pilatos e…

Jesus – Nem penses, Lázaro! Se és Meu amigo, não apoies os intentos de Satanás, pois ele, por um lado, quer impedir-Me, mas, por outro, tentará tirar proveito do Meu sofrimento e reforçá-lo, como vingança. Mas peço-te uma coisa, para te compensar por esta proibição: Naquelas horas, une-te espiritualmente às orações da Minha Mãe, para que alguma força chegue até Mim, nessas horas em que o Pai Me vai abandonar. Também a Minha Mãe vai sofrer os ataques de todo o inferno contra a sua fé na Minha ressurreição, pois, como co-redentora, também o Pai e os anjos que a guardam a irão abandonar, deixando-a em atroz sofrimento. O inferno Lhe dirá que estará tudo pedido, que nada valeu a pena, que foi tudo um engano e que não tenha ilusões, porque ele não ressuscitará.

Lázaro – Mas isso vai ser horrível!

Jesus – Vai mesmo, Meu amigo! Mas o Pai também A escolheu para ter a Sua parte na Redenção. Vai cumprir-se Nela a profecia de Simeão, quando Ela Me apresentou no Templo: “…Uma espada de dor vai trespassar-te o coração…!” A espada vai começar a enterrar-se no Seu Coração e lá ficará enterrada até que Eu ressuscite, ao 3º dia.

Lázaro – Senhor, eu vejo em Ti uma profunda tristeza, como nunca vi! É só por causa do que se aproxima?

Jesus – Não, Lázaro! (Chora…) Se tu soubesses , Lázaro, Meu amigo!

Lázaro – Tu, Senhor, a chorar?

Jesus – Sim, meu amigo! E não é por causa daquilo que Me espera! É por causa de um dos Meus, um daqueles, como diz o profeta, que come comigo à mesa (Lc 22,21)

Lázaro – Atrevo-me a dizer que é Judas Iscariotes!

JesusEsse mesmo! Quantas lágrimas Eu não derramei já por sua causa!

Lázaro – (Chorando e ajoelhando-se aos pés de Jesus) Ó Senhor!…O meu Deus a chorar! Como posso segurar as minhas lágrimas quando vejo as Tuas! Ó mistério insondável!

Jesus – Eu vim para redimir todos os homens, mas não consigo que Judas aproveite do Meu Sangue! Até já Me ajoelhei a seus pés,…tudo para que aceite os Meus argumentos em seu favor, mas…nada! Não consigo demovê-lo de cumprir aquilo que já prometeu ao Sinédrio. Por seu intermédio, vai cumprir-se a profecia de Isaías de vender o Servo de Yahweh por trinta dinheiros. O contrato está feito! Eu só precisava que ele dissesse: “Sim, quero libertar-me das garras de Satanás!” Mas não consegui e ele vai perder-se. E logo um dos Meus (chora convulsivamente)!

Lázaro – Mas, Senhor, Tu podes tudo! Não poderás mudar-lhe a vontade, como mudaste à minha irmã Maria?

Jesus – Não, meu amigo! Ele entregou a sua vontade a Satanás, que já incarnou nele, e agora é Satanás que fala por ele. Já são dois em um!

Lázaro – Mas Tu não tens poder sobre os possessos e sobre os demónios?

Jesus – Tenho, mas Judas não está possesso! Ele não quer mesmo o que Eu lhe proponho. Já lhe propus que recuse voltar a encontrar-se com o Sinédrio, refugiando-se mesmo em tua casa, mas ele recusou e continua a recusar. Aguentar Judas durante estes três anos custou-me mais do que me vai custar o que se aproxima de Mim. Já imaginaste, Eu, a pureza e santidade absolutas, a ter de conviver com alguém entregue à hipocrisia, à mentira, à imoralidade, ao espiritismo, à prostituição, à traição,… ao ponto de ir cometer o delito dos delitos: trair o seu Deus! Eu te digo: Se o inferno não tivesse sido criado para os anjos caídos, teria sido criado para ele! Não imaginas o Meu sofrimento, que abre as comportas das minhas lágrimas. Para ele não valerá de nada Eu ter vindo !

Lázaro – Senhor, ocorreu-me a ideia: Se, naquelas horas, os teus discípulos vierem pressionar-me para dar algum passo em Teu favor, que deverei fazer?

Jesus – Na próxima vez que fores a Jerusalém, tu irás encontrar o João, que vai mesmo pressionar-te para ires falar com Pilatos. Tu vai dizendo: “Não posso!” Por fim, se ele não te largar, diz-lhe simplesmente: “ O Mestre proibiu-me de interferir”! Nessa altura, ele compreenderá porquê e fará tudo para conter os outros, sobretudo o impetuoso Simão Pedro. Agora, chegou o momento de te dizer mais alguma coisa: Eu vou fazer uma entrada solene, triunfal, em Jerusalém, para cumprir mais uma profecia, que diz: “Alegra-te, Jerusalém, porque o teu Rei vem a ti, montado num jumentinho”(Zac 9,9) ! E sou Eu que te faço mais um pedido: avisa os Meus discípulos, aqueles que encontrares, e diz-lhes que dentro de três dias, espero por eles aqui, com ramos de palmeira, para entrarem comigo em Jerusalém. E que avisem também os de Jerusalém e arredores, para que façam o mesmo! …Estás a questionar-te: “Porquê isso, se tudo já está acertado quanto ao que O espera”? Vou dizer-te: Para cumprir a profecia, para dar a Jerusalém e ao Sinédrio uma última prova de que Eu sou o Messias esperado, o seu Rei, para fortalecer na fé todos aqueles que Me seguem, para convencer os da última hora, os indecisos, os que ainda têm dúvidas,…Quero dar-lhes a oportunidade de glorificarem o Messias, o verdadeiro Rei de Israel, antes que as trevas caiam sobre Ele.

Lázaro – No fim, Senhor?… (Chora)

Jesus – No fim, Lázaro, como está escrito, serei preso, maltratado, sofrerei, morrerei crucificado e ressuscitarei ao 3º dia, pois Eu sou a Ressurreição e a Vida, tal como disse às tuas irmãs.

Lázaro – E depois,…que serviço esperas de mim e das minhas irmãs?

Jesus –Tu serás ordenado sacerdote e bispo e a Gália espera por ti. As tuas irmãs irão contigo e Eu estarei sempre convosco!

Ezequiel Miguel

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Publicado por: Administrador | Junho 28, 2020

Salmo 89 (90) – Vós, Senhor, tendes sido o nosso refúgio

XIII Domingo do Tempo Comum – ANO A

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Senhor, Vós tendes sido a nossa protecção,
um  refúgio  sem quebra de continuidade.
Antes que do Mundo   houvesse geração
já  Vós éreis  desde toda a eternidade.
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Vós mandais voltar os mortais ao pó da terra
e  a todos dizeis: Voltai, filhos de Adão!
Mil anos para Vós,…tudo num dia se encerra,
o dia de ontem… que os seus olhos não mais verão.
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Como um sonho, Vós os arrebatais da vida,
tal como a erva que de manhã reverdece,
à tarde, porém, fica murcha, ressequida,
porque, ceifada, estendida,… não mais floresce.
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Desfalecemos, expostos à Vossa ira,
aterrados por Vossa justa indignação,
da Vossa frente ninguém as suas culpas tira,
nossos pecados ocultos…  a Vós não são.
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Sob a Vossa ira os nossos dias passaram,
nossos anos  como um suspiro decorreram.
Os nossos anos pelos setenta se contaram
e, se robustos, os oitenta não venceram.
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A maior parte  são trabalho e desilusão,
passam depressa e, como num voo, lá vamos…
Quem pondera o temor da Vossa indignação,
quando expostos à Vossa ira nós ficamos?
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Ensinai-nos, Senhor, a contar nossos dias,
a nós dai a sabedoria do coração.
Até quando, Senhor, longe de nossas vias?
Para com vossos servos tende compaixão.
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Saciai-nos pela manhã, com Vossa bondade,
para exultarmos e viver em  alegria!
Compensai-nos  os dias de intranquilidade,
os anos em que apenas desgraça se via.
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As obra das nossas mãos nos valorizai,
nossos filhos vejam  a Vossa majestade!
Vossa  graça e favor sobre nós derramai,
actuem em nós as obras da Vossa bondade!
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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 28, 2020

O julgamento dos pecadores

DA IMITAÇÃO DE CRISTO, (LIVRO 1º, cap. XXIV):

1. “Em tudo quanto fizeres, olha o fim e pensa de que sorte estarás diante daquele rectíssimo Juiz a quem não há coisas encobertas; um Juiz que nem se abranda com dádivas nem aceita desculpas, mas julgará justissimamente. Ó néscio e miserável pecador, que responderás a Deus, que sabe todas as tuas maldades, tu que às vezes temes o rosto de um homem irado? Porque não te acautelas para o dia do Juízo, quando ninguém poderá ser desculpado por outrem, mas cada um terá de dar conta de si mesmo? Agora, o teu trabalho é frutuoso, o teu choro aceite, o teu gemido se ouve, a tua dor comove.

2. Neste mundo tem o homem sofrido um grande e saudável purgatório: recebendo injúrias, mais se dói da maldade alheia do que da ofensa que o atingiu; de boa vontade reza pelos que lhe foram contrários, e aos que julga ter por acaso ofendido, ainda que involuntariamente, sabe pedir perdão; diante dos maus, mais facilmente se compadece do que se encoleriza; e muitas vezes faz força sobre si mesmo, trabalhando por sujeitar a carne ao espírito. Melhor é purgar agora os pecados e cortar os vícios do que deixá-los para purgar na outra vida. Mas, em vez de assim pensar, nós nos enganamos pelo desordenado amor que temos à nossa carne.

3. Que outra coisa há-de consumir aquele fogo senão os teus pecados? Quanto mais aqui te poupas e segues os teus apetites, tanto mais cruelmente serás atormentado e tanto mais lenha guardas para te queimares. Consoante a natureza do pecado será a da pena. Os preguiçosos serão espicaçados com aguilhões ardentes, os glutões serão atormentados pela fome, os luxuriosos serão abrasados com ardente pez e os invejosos uivarão como cães furiosos. Não há vício que não tenha o seu particular tormento. Ali, os soberbos serão cheios de confusão e os avarentos serão oprimidos por aflitivas necessidades. Ali, será mais terrível passar uma hora de pena do que aqui 100 anos de penitência. Ali, não há descanso nem consolação para os condenados, ao passo que aqui, por vezes, cessam os sofrimentos e ocorre o alívio trazido por amigos.

4. Vive agora com cuidado e contrição (arrependimento) dos teus pecados, para que estejas seguro, com os bem-aventurados, no dia do Juízo. Pois, então, estarão os justos, com grande firmeza, contra aqueles que os angustiaram e perseguiram. Então, estará para julgar o que se sujeita agora humildemente ao juízo dos homens. O pobre e o humilde estarão cheios de confiança e o soberbo estará cheio de pavor.

5. Então se verá como foi sensato o que neste mundo se fez louco e desprezado por amor de Cristo. Então, todas as tribulações sofridas serão lembradas com prazer e a maldade não abrirá a sua boca. Então se alegrarão todos os devotos e se entristecerão todos os dissolutos. Então se regozijará a carne que foi afligida e chorará a carne que foi tratada com deleites. Então resplandecerá o vestido grosseiro e parecerá vil o precioso. Então era mais aplaudida a miserável choupana que o palácio doirado. Então aproveitará mais a paciência que foi constante o que todo o poder do mundo. Então será mais engrandecida a simples obediência do que toda a sagacidade mundana.

6. Então se alegrará mais a consciência pura do que a douta Filosofia. Então se estimará mais o desprezo das riquezas que todos os tesouros da Terra. Então te consolarás mais de haver orado com devoção do que ter comido com regalo. Então gozarás mais por haver guardado silêncio do que haver falado muito. Então terão mais valor as obras santas do que as palavras floridas. Então, agradará mais a vida estreita e a penitência rigorosa do que todas as delícias da Terra. Aprende agora a padecer um pouco, para que sejas livre do muito em outra vida. Prova primeiro, neste mundo, o que podes vir a padecer no outro. Se agora tão pouco resistes aos sofrimentos, como poderás sofrer os tormentos eternos? Se agora uma pequena moléstia te faz impaciente, que te fará então o Inferno? E, na verdade, tu não podes ter dois gostos: deleitares-te agora no mundo e, depois, reinares com Cristo.

7. Se até ao dia de hoje tiveres vivido sempre em honras e deleites, de que te aproveitará tudo isto se suceder morreres neste instante? Logo, tudo é vaidade, excepto amar e servir a Deus. Os que amam a Deus de todo o coração não temem a morte, nem o juízo, nem o castigo, nem o Inferno: porque o perfeito amor tem segura a entrada no Paraíso. Mas quem se deleita ainda em pecar, não admira que tema a morte e o Juízo. Contudo, é bom, se o amor de Deus ainda não te aparta do mal, que te refreie, ao menos, o temor do Inferno. Porém, aquele que despreza o temor de Deus (1) não poderá perseverar muito tempo no bem, antes mais depressa cairá nos laços do demónio”.

(1) Temor de Deus é o dom do Espírito Santo que nos permite viver com a constante preocupação de não ofender a Deus, mesmo em coisas mínimas. Não significa:  medo de Deus

FONTE:  Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Livro 1, Cap. XXIV, Editorial VERBO

Comentário por: Monsenhor Manuel Marinho

“Enquanto estamos neste mundo, podemos aproveitar a misericórdia divina e alcançar merecimentos que nos preparem uma glória eterna; virá, porém, um dia em que há-de cessar a misericórdia para nós e começar a justiça. Agora é tempo de trabalhar; então, será tempo de receber o salário. Havemos de prestar contas a Deus de todo o mal que fizemos e de todo o bem que podíamos ter feito, mas que, por negligência nossa, não fizemos. Quantas acções boas que hoje nos granjeiam o aplauso dos homens ficarão sem prémio diante de Deus, em razão da vaidade que lhes misturamos? Hoje contentamo-nos com as aparências da virtude, julgamos as nossas obras com indulgência e as dos nossos irmãos com severidade; mas Deus, que perscruta os corações, pesará, então, na balança infalível da sua justiça, todos os nossos pensamentos, intenções, palavras e obras. Em dois juízos havemos de comparecer: no juízo particular, quando morremos, e no juízo final, quando todas as almas forem restituídas aos seus respectivos corpos. Porque é fácil a Deus recompensar a cada um no dia da morte, segundo os seus caminhos (Eccl. 11,28). O Senhor julgará os confins da Terra, dará o império ao seu rei e exaltará os seus cristos (1 Reis 2,10)

Examina todos os dias a tua consciência diante de Deus, purifica frequentemente a tua intenção, para que no dia das contas nada tenhas que recear do supremo Juiz. Senhor meu, Jesus Cristo, depois de tantas ingratidões e infidelidades, ainda ouso aproximar-me de Vós com novos protestos de arrependimento e submissão; sou um ingrato, é verdade, não mereço que me atendais, mas peço-vos, por intercessão da Vossa Mãe santíssima, que é Mãe de misericórdia”.

FONTE: Imitação de Cristo, Livro 1, cap. XXIV, Editora: Viúva Fonseca, 15ª Edição, 1940, Porto

Publicado por: Administrador | Junho 20, 2020

SALMO 68 (69) – Pela vossa grande misericórdia atendei-me, Senhor

ANO A – XII Domingo do Tempo Comum

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Salva-me, ó Deus, porque nestas águas me afogo,

vejo-me num profundo lodo mergulhado,

onde já não tenho pé; por isso Te rogo,

vem em meu auxílio, que estou desesperado!

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Até ao fundo das águas eu já cheguei

e a corrente por completo me submergiu;

a minha garganta a chamar-Te já sequei,

à Tua espera a luz dos meus olhos já fugiu.

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Os que me odeiam sem uma válida causa

são muitos, mais que os meus cabelos numerosos,

são demasiados e combatem-me sem pausa,

sem motivo atiram-se a mim, quais cães raivosos.

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Os meus pecados não Te ficam escondidos,

conheces, ó Deus , todos os meus desvarios,

que por minha causa não sejam confundidos

os que em Ti  esperam  como pelo mar os rios.

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Afrontas a fio tenho por Ti suportado,

vergonhosa confusão  meu rosto invadiu,

pelos da minha família fui  desterrado

e entre eles nunca tão grande alegria se viu.

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O zelo da Tua Casa, ó Deus, me devorou,

de insultos contra Ti, meu alimento faço,

se o meu rosto com jejuns se descolorou

e de saco me visto,… chamam-me palhaço!

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Cochicham ociosos às portas da cidade,

zombam com canções  inspiradas pelo vinho;

quanto a mim, espero, por Tua grande bondade,

que à minha oração dispenses  o Teu carinho.

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Livra-me do lodo para que não me afunde,

não se feche sobre mim a boca do abismo,

que a onda do rancor e do ódio não me inunde,

pois para dela me livrar me falta heroísmo.

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Escuta-me, ó Deus, por bondade da Tua graça,

volta para mim o Teu rosto complacente,

não Te escondas do Teu servo, que por Ti passa,

apressa-Te e atende-me, que fico demente!

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Abeira-Te de mim, Senhor, e vem salvar-me,

Tu conheces minha vergonha e confusão,

vem depressa dos inimigos libertar-me,

daqueles de quem sou vítima de opressão.

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O insulto foi como se o coração quebrasse,

mas nenhuma compaixão vi aparecer,

não encontrei amigo que me consolasse,

mas fel na comida e vinagre para beber.

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Que as suas mesas sejam armadilhas fatais,

a abundância, um laço para  amigos feito,

que a clara luz dos seus olhos  não brilhe mais,

fique o seu dorso para sempre colado ao leito.

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Descarrega sobre eles Tua indignação,

a Tua ira deixe as suas vidas ensombradas,

deixa deserta, fria, a sua habitação,

fiquem por ocupar as suas tendas montadas.

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Pois eles perseguem os que Tu castigaste,

juntando aos que Tu envias outros  sofrimentos,

com pecado sobre pecado os toleraste,

não merecendo Teu perdão nos maus momentos.

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Do livro dos vivos sejam eles riscados,

no número dos justos não sejam incluídos,

mas a mim, pobre, sem méritos confirmados,

ajuda-me, pois me conto entre os perseguidos.

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Com cânticos hei-de o nome de Deus louvar,

com acção de graças O hei-de engrandecer,

o que Ele aprecia mais que um touro Lhe ofertar

e o sangue de um novilho puro recolher.

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Vejam os humildes e animem-se de alegria,

os que buscam a Deus encham-se de coragem,

ao povo cativo a Sua protecção envia,

os pobres reconforta na sua triste viagem.

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Céus e Terra surjam em louvor concertados,

também os ares e quanto neles se move,

seres que foram por Deus do nada tirados,

com toda a vida que nos mares se promove.

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Deus salvará Sião, sendo fiel à Sua aliança,

livres, os cativos a ela voltarão,

os Seus servos a receberão em herança,

os que amam o Seu Nome nela habitarão.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 20, 2020

O pecado original

adam_and_eveO que se segue pressupõe as leituras bíblicas prévias de Gen. 3 ; 2 Pe. 2 ;  Rom. 5,12-20;  Mt. 16, 24.

Abordemos o tema do pecado original, também conhecido por pecado das origens, pecado de Adão e Eva, primeiro pecado, queda do primeiro homem, desobediência de Adão, Culpa original, etc. Este artigo destina-se a contrariar a argumentação daqueles que negam que tenha sido cometido tal pecado e posso dizer que são muitos os que o negam, mas nenhum deles o substitui por nada, como se numa construção complexa arrancassem um fundamento e quisessem deixar o edifício inteiro.  Há que esclarecer que a negação desse pecado torna incompreensível e desnecessária toda a intervenção de Deus na história humana, porque, nesse caso, não seria necessário nenhum Redentor, nenhum Povo de Deus, nenhuma Virgem Maria, nenhum Sacramento, nenhuma Igreja, nenhuma missa, nenhuma Bíblia, nenhum Moisés, nenhum Josué, nenhum Profeta, nenhum sacerdote, nenhum templo, nenhum Sacrário, nenhuma Teologia e nenhum teólogo, etc., etc.

S. Paulo diz que todos pecámos em Adão. Vem agora a propósito dizer que só Jesus Cristo e a Virgem Maria ficaram isentos deste pecado. É a isso que se refere o Dogma da Imaculada Conceição. Por este motivo se chama a Cristo e Sua Mãe o Novo Adão e a Nova Eva, que vieram desfazer o que foi destruído e recompor as coisas através da Sua vinda ao mundo, pela Incarnação, Paixão, Morte e Ressurreição. Se Adão e Eva não tivessem pecado, não teriam sido expulsos do paraíso, não teriam sido condenados ao sofrimento e à morte nem a nenhum tipo de mal, dos muitos que afligem a humanidade. Deus continuaria a contactar com eles e seus descendentes como contactava no Éden (algures no actual Iraque). O próprio Deus ditou as sentenças merecidas por esse pecado: “ Comerás o pão com o suor do teu rosto, a terra será maldita por tua causa, produzirá ervas daninhas e morrerás, voltando ao pó de onde saíste;…  Darás à luz com dor… serás submissa ao teu marido…”

Perguntar-se-á por que motivo é que Deus pôs à prova Adão e Eva, exigindo-lhes que não provassem daquele fruto, que não se sabe de que tipo era, mas a Bíblia diz que era da árvore da ciência do Bem e do Mal. O primeiro casal ficou a saber por experiência própria que era assim, logo após terem comido do seu fruto, bom para comer, agradável à vista e elixir para aumentar a inteligência e, segundo a Serpente (Demónio), ainda os tornava imortais e com uma super visão do presente, do passado e do futuro,… no fim de contas, uns rivais de Deus em poder e sabedoria… Resumindo: alimentaram a ambição de se tornarem deuses ou serem iguais a Deus…,atingindo assim os píncaros do orgulho e da soberba; o homem recusando a sua condição de criatura submissa ao Criador e ambicionando tornar-se, pelo menos, o seu rival,…o que ainda hoje acontece a todos os níveis, gerando novos pecados semelhantes a este, mas agora já passíveis de arrependimento por parte do homem e perdão por parte de Deus.

A uma prova semelhante já os anjos tinham sido submetidos muitos séculos (talvez milhões deles), antes da criação do homem. A problemática da prova tem a ver com a liberdade com que Deus dotou os anjos e os homens e com o seu uso responsável ou irresponsável, porque é a partir daí que surge a realidade do prémio ou do castigo. E a justiça exige que se premeie ou se castigue de acordo com as obras praticadas em liberdade. Os anjos que pecaram continuam com essa liberdade, mas para eles já não há remédio.”Eu via Satanás cair do céu como um raio” (Lc. 10, 18) No caso dos homens, a Incarnação de Cristo tornou possível remediar a tragédia, embora com os custos que conhecemos. Embora a Igreja, nas celebrações da Semana Santa, diga: “Ó feliz culpa, que nos mereceu um tão grande Salvador”, não me parece que alguém quisesse trocar a situação anterior à Queda  pela  condição humana de que todos estamos revestidos.

Todo o pecado grave é uma desobediência a um qualquer preceito de Deus, às vezes até a mais do que um. Como Deus se reveste de grandeza e autoridade infinitas, o pecado grave passa a ser uma ofensa da grandeza do próprio Deus, isto é, infinita, sendo da mesma gravidade do pecado dos anjos e do pecado original da humanidade. Essa gravidade infinita tornava impossível reparar a ofensa, mesmo por todo o conjunto dos homens do passado, do presente e do futuro e por tempo infinito. Daí a necessidade de o próprio Deus (na Pessoa do Filho) vir intrometer-se para que as portas do paraíso se abrissem de novo, pois elas estavam fechadas desde a queda original do homem. Os justos do Antigo Testamento esperavam no Limbo pela reabertura do Paraíso. É a isso que nos referimos quando dizemos no Credo “Desceu aos Infernos  e subiu ao Céu…” Subiu ao Céu com todos eles, que foram os primeiros a colherem os frutos da Redenção do Género Humano. A Humanidade, até aí em farrapos, estava reconstruída, o Paraíso, até aí fechado, estava reaberto, e todo o pecado, até ai fossilizado, foi reduzido a cinzas, quando o homem de boa vontade quiser arrepender-se e lançar-se aos pés do Pai, à semelhança do que Cristo contou na parábola do filho pródigo. Tudo pelos méritos infinitos de Jesus Cristo que, no Fontanário dos 7 Sacramentos que Ele instituiu, faz jorrar incessantemente as Águas  do Amor de Deus, da Santidade, da Vida Eterna. Só não aproveita quem  não sabe ,  quem  não quer  saber,  quem sabe mas não quer ou quem quereria mas não sabe.

O que distingue o pecado original dos outros pecados? Cada um dos outros pecados produz consequências individuais, sociais colectivas…em grau mais ou menos grave e em escala mais ou menos baixa, mas o pecado original é original por dois motivos: por estar na origem do género humano, mas também por assumir características trágicas únicas, diferentes, embora com características também comuns aos outros tipos de pecado. O pecado original produziu tragédia a nível mundial, afectando todo o futuro de todos os homens que viessem a nascer, e até Deus foi afectado ao ter de alterar o plano que presidira à Criação, pois alterara toda a harmonia polifónica do Universo. Foi como se todos os males estivessem sob pressão dentro de um gigantesco contentor e de repente alguém, alguma força, retirasse a tampa e o vento espalhasse todos esses males por todo o Universo e para sempre. Já os antigos Gregos se referiam a isto no seu mito da Pandora. O universo, que fora arquitectado em atenção ao homem, tornou-se-lhe hostil, umas vezes, inimigo, outras. Quando tiver a tentação de lançar para cima de Deus as culpas dos males que nos envolvem, pense que não foi Ele que provocou a catástrofe. A todo o pecado está associada uma cadeia de males e quando o homem comete um pecado agarra também a cadeia de males que lhe está associada, porque não há cisalhas capazes de cortar o cadeado, a não ser, posteriormente, o arrependimento e o Sacramento da Confissão (Penitência), para os baptizados. É necessário saber-se isto para não nos revoltarmos contra Deus quando as coisas nos correm mal, a nós, às nossas famílias, às nações, ao mundo inteiro, quando a morte, o sofrimento, a doença, a injustiça, a pobreza, a perseguição, a calúnia, a difamação, os acidentes…surgem no nosso caminho. Vamos deitar as culpas para cima de Adão e Eva? Não vale a pena, até porque nós teríamos feito o mesmo…e continuamos a fazer, quando cometemos algum pecado grave, que também é por desobediência, orgulho, soberba, desprezo de alguma das Leis que Deus nos impôs para nosso bem. Imagine-se agora num Jardim onde primam pela beleza de seus frutos dez árvores, mas outras dez árvores ao lado ostentam  frutos ainda mais agradáveis à vista. Deus disse, referindo-se a estas últimas: “Não lhe toqueis, comei antes das outras!” De qual delas  eu,  tu, ele, eles… teríamos comido? Teríamos comido das mais bonitas…e continuamos a comer, pois estas árvores são aquelas que produzem os frutos proibidos pelos Dez Mandamentos (A propósito, ainda se lembra deles?…) . Culpar Adão e Eva não nos serve de nada! Eles tinham sido criados em Graça, sem pecado, tal como os anjos. Nós nascemos no pecado, mas Cristo pôs à nossa disposição os meios necessários para sermos santos como eram eles. É para isso que servem os Sacramentos que ele instituiu e que continuam válidos ainda e não sujeitos a nenhum prazo de validade, pois vigorarão enquanto houver homens na Terra. São fontes de Graça e santidade, jorrando ininterruptamente para aqueles que a elas acorrerem. A primeira fonte é a do Baptismo, que apaga o pecado original e todos os outros pecados que o baptizando haja cometido, desde que, não sendo criança, já existam. A seu tempo se falará aqui sobre o Baptismo, a sua função e a sua eficácia.

Voltando ao pecado original, convém-lhe saber que a sua existência é matéria de fé obrigatória, pois trata-se de um Dogma e se você negar um Dogma  cai  numa heresia, perdendo o direito aos Sacramentos, por ficar automaticamente excluído da Igreja. As coisas funcionam assim para a negação deste Dogma como para a negação de qualquer outro. A maior parte dos Dogmas está contida no CREDO. A negação do pecado original leva o descrente a enfiar-se num labirinto bíblico de onde não é capaz de sair sem ser da cabeça para baixo, em termos de Verdade e Erro, pois terá que negar também tudo o que de qualquer modo esteja interligado com este pecado, a que S. Agostinho chamou original pela primeira vez. Negando este pecado, nada mais tem sentido na Bíblia. Há quem negue? Há! Em que é que esses acreditam? Em nada que seja coerente! Veja no que se mete se levar as coisas para o lado do simbólico, do poético, das figuras de estilo, dos géneros literários, dos costumes e crenças dos povos pagãos antigos, dos mitos pagãos, etc etc. Nenhum homem assistiu à Criação, por isso nenhum estaria em condições de contar como foi, a não ser que Deus lho tivesse revelado ou inspirado. E foi o que aconteceu. Se ouvir dizer a alguém que Adão e Eva não existiram, entenda isso como erro. Existiram mesmo, o que até Satanás pode confirmar!… Erra menos se aceitar a interpretação literal da Bíblia, que é a primeira interpretação de qualquer texto. Não esturre o seu cérebro a tentar descobrir os segredos contidos nos 11 primeiros capítulos da Bíblia. Está lá o suficiente para pormos à prova a nossa fé na Palavra de Deus. Se fosse preciso mais, Deus teria providenciado para que lá constasse.

Leituras bíblicas aconselhadas: Gen 3  / Pe 2 / Rom 5, 12-20 /  Rom 5, 12-20/ Rom 6.

Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 14, 2020

Salmo 99 (100) – Nós somos o Povo do Senhor

Ano A – 11º Domingo do tempo comum

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Exultai, povos todos, em honra do Senhor,

servi o Senhor com cânticos de alegria,

vinde até Ele com jubiloso louvor,

cantai-Lhe salmos e hinos dia após dia.

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Lembrai-vos que Ele é o nosso Deus e Senhor,

Ele nos constituiu ovelhas do Seu rebanho;

nós somos Seus, por ser Ele o nosso Criador,

o Seu povo, cada um Sua ovelha ou anho.

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Nós somos a Sua Grei, Ele o nosso Pastor,

pelas portas do Seu Templo santo entrai,

penetrai em Seus átrios ao som do louvor,

bendizei-O! O Seu Nome glorificai!

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O Senhor é infinitamente bondoso,

porque perene é a Sua clemência,

de geração em geração misericordioso,

a Sua fidelidade não tem concorrência.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 14, 2020

Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

13 de Junho de 1917

O dia 12 de Junho era véspera da festa de Santo António, padroeiro de Fátima, marcado pela azáfama de preparar a festividade, mas o dia 13, dia consagrado ao santo, era também o dia escolhido por Nossa Senhora para a 2ª aparição na Cova da Iria. No dia 12, à noite, a Jacinta  e o Francisco bem insistiram com os pais para que os acompanhassem  à Cova da Iria, ao encontro da Senhora, como Ela havia prometido. Mas esse  pedido  colocava-os perante um dilema, que tinha de ser resolvido de algum modo e do modo considerado mais seguro.

Perante o receio de um estrondoso fiasco, caso a Senhora falhasse o Encontro,  o Ti Marto e a D. Olímpia, após uma séria reflexão, com  tudo bem contado,  pesado e medido, resolveram ir à feira das Pedreiras (Porto de Mós) logo de manhã cedo, para comprarem uma junta de bois, deixando as crianças ainda a dormir, facto que agradou ao Francisco e à Jacinta, por se sentirem livres, ao acordarem, de qualquer pressão que tentasse desviá-los da Cova da Iria. Assim se livrariam os pais da vergonha de nada acontecer na Cova da Iria, ficando também a salvo de uma hipotética rebelião popular contra eles e contra as crianças, nas quais ainda quase ninguém acreditava, nem mesmo D. Olímpia e muito menos D. Maria Rosa dos Santos, a mãe de Lúcia, que era a mais acérrima opositora, e que se desfazia em angústias, lamentos, desgostos e lágrimas perante o que ela dizia serem as mentiras da Lúcia. Ninguém mais do que ela  desejava  que a Senhora não aparecesse e que houvesse uma revolta contra todos os embustes, falsidades, invenções, mentiras e seus agentes. Seria o grande dia da reconciliação da família com a verdade e D. Rosa veria finalmente a paz em casa e na sua consciência. Assim o pensava ela, mas, para seu sofrimento, tudo lhe saiu ao contrário. Os pais de Francisco e Jacinta também temiam que os seus filhos fossem vítimas de violência  por parte de mirones frustrados e enraivecidos, caso tudo aquilo desse num fracasso. Indiferente ao que pudesse acontecer à Lúcia figurava  sua mãe, que estava convencida de que ela mereceria o que lhe acontecesse, se algo acontecesse, para não andar com aquelas mentiras todas, a que já era tempo de por cobro de uma vez por todas.

Tanto os pais do Francisco e da Jacinta como a mãe de Lúcia tudo fizeram para os entusiasmar a irem antes à festa de S. António, em Fátima, que continha missa com sermão, procissão, música e foguetes e outras coisas mais que suscitam o entusiasmo das crianças, tudo pensado e feito para fazer esquecer a Cova da Iria. Durante o tempo que medeia entre 13 de Maio e 13 de Junho houve em ambas as casas um conluio de silêncio sobre as Aparições, na tentativa de que eles esquecessem por completo o 13 de Junho, data da próxima Aparição da Senhora, de nada valendo também o argumento de que a Senhora não viria. À hora marcada lá estavam eles junto à grande azinheira, que ainda hoje lá está, à espera do relâmpago que anunciava a vinda da Senhora.

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Aí pelas onze horas, saí de casa, passei por casa de meus tios, onde a Jacinta e o Francisco me esperavam, e lá vamos para a Cova da Iria, à espera do momento desejado. Toda aquela gente ( mais de 50 pessoas) nos seguia, fazendo-nos mil perguntas” .

“Depois de rezarmos o Terço com as outras pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava, a que chamávamos relâmpago, e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, tudo igual a Maio.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

Virgem Maria (V.M.) – Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o Terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia – Queria pedir-lhe para curar aquele doente …

V.M. – Se se converter, curar-se-á durante o ano.

Lúcia – Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

V.M. – Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a salvação e serão queridas a Deus estas almas como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

Lúcia – Fico cá sozinha?

V.M. – Não, filha! E tu sofres muito? Não desanimes! Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus .

Da Memória IV : ” Foi no momento que disse estas palavras que abriu as mãos e nos comunicou pela segunda vez o reflexo dessa luz imensa. Nela nos vimos como que submergidos em Deus.  A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um Coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação”.

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Livros aconselhados:

. Ir. Lúcia – Memórias da Ir. Lúcia

.  Fernando Leite – Jacinta de Fátima –  Editorial A.O., Braga, 1999

. Pe João M. De Marchi  (I.M.C.)- Era uma Senhora mais brilhante que o Sol –  Missões da Consolata, Fátima

. Fernando Leite – Francisco – Editorial A.O., Braga, 1986

 .

Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – I

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – III

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – IV

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – V

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – VI

. 1ª Aparição do Anjo em Fátima – I

. 1ª Aparição do Anjo em Fátima – II

. 1ª Aparição do Anjo em Fátima – III

. 1ª Aparição do Anjo em Fátima – IV

. 1ª Aparição do Anjo em Fátima – V

. A mãe de Lúcia e as Aparições de Fátima

. A mãe de Lúcia – crer ou não crer

. Lúcia e o sr. Prior

. Interrogatório dos Pastorinhos

. Jacinta, o inferno e os pecadores

. Culpados…ou talvez não!

Publicado por: Administrador | Junho 11, 2020

Salmo 147 (12-20) – Glorifica, Jerusalém, o teu Senhor

Ano A – 5ª Feira Santa – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

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coro01Glorifica, Jerusalém, o teu Senhor,

louva com entusiasmo o teu Deus, ó Sião!

Por tuas portas já não entra medo ou temor,

pois o Senhor te dispensa Sua protecção.

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Já firmou a paz em todas as tuas fronteiras

e com a flor da farinha já te saciou,

Suas palavras envia à Terra, ligeiras,

e a Sua mensagem até aos homens chegou.

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A neve, como flocos de lã, faz cair,

como cinza espalha pelo solo a geada,

quais migalhas de pão faz o granizo vir,

com o frio que envia deixa a água gelada.

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A Sua palavra faz os gelos derreter,

as águas correm quando o vento faz soprar;

a sua palavra a Jacob deu a conhecer

e Seus preceitos a Israel mandou guardar.

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Não fez assim com nenhuma outra nação,

a nenhum povo manifestou Seus preceitos;

Israel foi o único a receber informação

sobre o que Deus espera dos Seus eleitos.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Junho 11, 2020

Lauda, Jerusalém

LAUDA, JERUSALEM

Publicado por: Administrador | Junho 11, 2020

Se não comerdes a minha carne… (Cf. Jo 6, 53)

supperVenha comigo até um dia em que Cristo entrou na sinagoga de Cafarnaum e fez um discurso explosivo, nunca pronunciado nem ouvido por ninguém.  Nunca nada se ouvira de semelhante, desde que o Mundo é Mundo. Foi o discurso chamado Eucarístico. Pode lê-lo no capítulo 6 do Evangelho de S. João.

Dispamos  a nossa  condição de pessoas nascidas no século 20  e vejamo-nos um dos judeus que ouviam Jesus. Imaginemos um Homem (a divindade de Cristo não era visível) dizendo coisas como estas:”Eu sou o pão da vida…eu sou o pão descido do Céu…o Pão de Deus é Aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo…Quem vem a mim, nunca mais terá fome e o que crê em Mim nunca mais terá sede…Desci do Céu para fazer a vontade de meu Pai…Quem vê o Filho e Nele crê tem a vida eterna…Eu sou o pão vivo descido do Céu…O pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo…Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós…Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia, pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele…Aquele que se alimenta de Mim viverá por Mim…Quem come este Pão viverá eternamente” (Jo, 6, 32-58).

Foi demais! Não será difícil imaginar o que todos aqueles ouvintes terão pensado e dito perante tal atrevimento, que parecia vir de um homem transtornado, demente, louco, visionário, atrevido…brincando com coisas sérias e parecendo fazer dos ouvintes uns idiotas a acreditar em algo impossível. Um israelita transformar-se num vampiro, num canibal, num Drácula a beber sangue… Os Evangelhos são parcos em revelar e descrever as reacções dos ouvintes a este discurso de Cristo. Apenas deixam adivinhar o que se terá passado, quando registam as sentenças dos fariseus e alguns discípulos: “Esta palavra é dura, quem pode escutá-la?…A partir daí muitos discípulos voltaram atrás e não mais andavam com Ele” (Jo 6,59-66).

 Jesus viu-se então quase sozinho com os Seus Apóstolos e estava disposto a ficar sem eles, caso lhes faltasse a fé no Messias, mas já tinham presenciado os seus milagres e ficaram todos, mas só eles. Os que O abandonaram foram incapazes de reconhecer Nele o Messias prometido e anunciado séculos antes pelos profetas. Quanto a esse discurso Eucarístico já o profeta Isaías se referia a ele sete séculos antes. “ Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas; mesmo os que não tendes dinheiro, vinde, comprai pão, vinho…sem pagar. Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta?…” ( Is. 55, 1-2 ).

Também este convite de Jesus foi  endereçado a nós, os cremos Nele, na Sua mensagem,  Romana. Nós somos dos que ficaram… e continuamos a segui-LO, sem nunca termos pensado em renunciar a Ele nem à Sua doutrina nem à Sua Igreja, até hoje. Ele cumpriu todas aquelas promessas na Última Ceia e garantiu que isso se faria até ao fim dos séculos, por isso, está tudo em vigor, para os que acreditam  naquelas Palavras de Jesus, pronunciadas pelo sacerdote na missa: “Isto é o meu Corpo…Isto é o meu Sangue…entregue por vós”. Todo aquele discurso de Cristo tem realização concreta, objectiva, real, verdadeira, plena,  na força omnipotente da fórmula da Consagração, que usa as próprias Palavras de Cristo: “Isto é o meu Corpo, tomai e comei…! Isto é o meu Sangue, tomai e bebei …! ”

Aqueles que têm dificuldade em acreditar na presença real de Jesus na Eucaristia consolam-se atirando este mistério, como muitos outros, para as profundezas do simbólico, não perdendo tempo  com algo que eles consideram banal e sem importância.Estão neste caso todos os que alinham em confissões protestantes . Como querem eles salvar-se, se são daqueles que que também viram as costas à maior prova de Amor do nosso Deus, desprezando, ridicularizando, atacando o próprio Jesus Cristo?

Como de Deus não pode vir erro nem mentira, nós, os Católicos, acreditamos naquilo que a Igreja nos ensina a este respeito: que a Hóstia consagrada e o Vinho consagrado só são pão e vinho nas aparências e que eles passaram a ser (mistério que só Deus entende plenamente) o Cristo total, tão realmente, tão perfeitamente, tão substancialmente como está no Céu, com todo o Seu poder, glória e majestade, na Sua Humanidade, na Sua Alma e na Sua Divindade (Cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 1374).

Assim prometeu ficar connosco até ao fim dos séculos. Este é o “Mistério dos Mistérios”, o Mistério da Fé, que o sacerdote proclama logo a seguir à Elevação. Acreditamos que é assim? Então, é o momento de o  proclamar a nós e aos outros…ali, na missa  e na prática da vida. Nós não vemos lá os Anjos, mas eles estão lá, em permanente adoração onde houver uma Hóstia consagrada. Como nós não deturpamos as Palavras de Cristo nem as suas intenções nem aquilo que a Igreja nos ensina, não vamos pensar e muito menos dizer ou ensinar que Cristo está no pão, à maneira de um hamburger numa sanduíche, pois isso é grosseira heresia, mesmo que saia da boca de quem nunca deveria sair.

Fortaleça a sua Fé na Eucaristia, recitando com alma e convicção aquela fórmula que o Anjo ensinou aos Pastorinhos de Fátima :” Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

Logo após a Consagração, deixe que do mais profundo da sua alma saia este monumento à Fé Eucarística: “Meu Senhor e meu Deus!”, proclamado pela primeira vez por S. Tomé. Que Deus é o nosso que está sempre entre nós e se faz nosso alimento e que criatura é o homem para se alimentar do próprio Deus? Mistério do seu Infinito Amor por nós!

Posto isto, a nossa Fé na Eucaristia terá que dar faíscas, sinal de que há lá energia. Como vamos fazer as genuflexões, como vamos comportar-nos na igreja, como nos preparamos para a Comunhão, como A recebemos?  Como damos graças? Vamos em pecado grave ou com muitos pecados leves? Se pertence ao sexo feminino… vai semi-vestida ( ou semi-despida), decotada, braços nus e costas semi-nuas?  Aplica-se a todos o que S. Paulo diz na sua 1ª Epístola aos Coríntios:  “ Quem come e bebe o Corpo do Senhor indignamente ( em pecado grave), come e bebe a sua própria condenação, não discernindo o Corpo do Senhor. Examine-se pois cada um a si próprio…”( 1 Cor 11, 23-32).

Deus é pureza absoluta , por isso, exige que quem comunga o faça  no estado mais puro possível, pelo menos sem consciência de pecado grave. Sentindo-se em pecado grave…não se mexa do lugar. Comete outro pecado se for comungar. Para o caso de pecados veniais e faltas mais leves aconselha-se antes a recitação do Acto de Contrição ( Arrependimento) bem sentido lá no fundo do coração. A própria Comunhão, bem feita,  apaga faltas menos graves. Para pecados graves exige-se a Confissão sacramental e a correcção do estado de pecado contínuo  e/ou público, além de um propósito firme de não pecar mais.

Acha que de Deus pode vir hepatite C ou Sida? Se não acha, comungue na língua!  João Paulo II não dava a ninguém a Comunhão na mão e  Bento XVI dava-A na língua a comungantes de joelhos. Era assim que se fazia antes do Vaticano II e assim deveria voltar a fazer-se. Nenhum dos contra argumentos é válido, por não estar de acordo com a presença real de Cristo na Eucaristia. Só que estas coisas têm de partir de cima para baixo…

Quanto ao momento da Comunhão, faço-lhe uma proposta: Observe a fila da Comunhão e compare-a com uma fila do pão em qualquer padaria. Nota alguma diferença? Eu ajudo! Na fila do pão… as pessoas vão avançando…de pé.…chega a sua vez,… pedem o que querem,… recebem com as mãos, seguram, pagam, algumas comem logo ali um papo-seco ou arrancam um bocado…e vão-se embora. Na fila da Comunhão  fazem o mesmo…só não pagam….e algumas até levam a Hóstia para casa… para bruxarias ou para vender…para missas negras.

Com tais procedimentos, as pessoas da fila da Comunhão mostram a alguém que acreditam naquilo que vão fazer? Acreditam mesmo que vão receber o Corpo de Cristo? Farão elas um gesto  de Adoração, ajoelhando, fazendo uma genuflexão bem feita, uma vénia profunda (para os que já pertencem à brigada do reumático ou outra deficiência física…), recebem o Senhor na língua? Na fila do pão vemos meninas, jovens, senhoras  curtamente vestidas…como é próprio de um ambiente profano, mas vemos algumas indignamente vestidas nas liturgias dominicais, na fila da Comunhão, na administração dos Sacramentos do Baptismo, do Crisma, da Eucaristia, do Matrimónio. Então? Como provam, a eles (elas) e aos outros, que acreditam? Como testemunham que a sua fila não é a fila de uma padaria? Estas atitudes pertencem ao grupo das indiferenças, faltas de sensibilidade e delicadeza, que magoam, ferem, hostilizam Deus, por falta de respeito, evidente falta de Fé, exibicionismo de vaidade pecaminosa… e muito mais.

Assunto para meditar!

Leituras aconselhadas:  O Milagre de Lanciano ( procure nas livrarias ou no Google)

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Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

. Também vós quereis ir embora? (Cf. Jo 6 )

. Instituição da Eucaristia

. Corpus Christi

. A Ceia da Despedida

. Comunhão na mão?…Não!

. Comunhões bem feitas

. Comunhões mal feitas

. A martelada Eucarística

. Sola Fide, sola Scriptura? – I

. Sola Fide, siola Scriptura ? – II

. Sola Fide, sola Scriptura? – III

. Você sabe o que é a Missa? – I

. Você sabe o que é a Missa? – II

. Você sabe o que é a Missa? – III

Publicado por: Administrador | Junho 7, 2020

Salmo: Daniel 3

Ano A – Domingo da Santíssima Trindade

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Salmo (Daniel 3)

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STrindadeRefrão : Digno de louvor e de glória para sempre

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Bendito seja o Senhor, Deus de nossos pais!

Bendito o vosso nome glorioso e santo,

digno de louvor e de glória para sempre!

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Bendito sejais no templo santo da vossa glória!

Digno de louvor e de glória para sempre.

Bendito sejais no trono da vossa realeza,

digno de louvor e de glória para sempre!

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Bendito sejais, Vos que sondais os abismos

e estais sentado sobre os Querubins!

Digno de louvor e de glória para sempre.

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Bendito sejais no firmamento do céu!

Digno de louvor e de glória para sempre!

Publicado por: Administrador | Junho 7, 2020

Procurai o Reino de Deus

PROCURAI O REINO DE DEUS

Publicado por: Administrador | Junho 7, 2020

Deus é amor (Cf.1 Jo 4, 11-16)

Irmãos, uns aos outros convém que nos amemos,

porque  de Deus é o amor que até nós vem

e se é de Deus que  todos nós  um dia nascemos,

então, a Deus temos  nós de conhecer bem,

porque não amamos  o que não conhecemos.

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Onde não há amor não se conhece a Deus,

porque Deus é apenas e só puro amor,

ele assim se manifestou aos filhos seus:

enviou  Seu Filho que por nós sofreu  dor

para expiar pecados de crentes e ateus.

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Seu Filho único o Pai ao mundo enviou

para  que nós por Ele tivéssemos a Vida,

sendo nisto que o Seu amor  manifestou:

Foi Ele que, qual prenda a nós oferecida,

Seu Filho como vítima expiatória  enviou.

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Caríssimos, se Deus assim nos amou,

uns aos outros nos devemos também amar.

A Deus nunca ninguém como Ele é O sonhou.

Se o amor entre nós arder e não se apagar,

é sinal de que  ele à perfeição já chegou.

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Damos conta de que Nele permanecemos

e Ele, de igual modo, em nós permanece,

e do seu Espírito  participação temos.

Nós o contemplámos, facto que não se  esquece,

e damos o  testemunho do que vivemos.

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O Pai Seu Filho ao mundo decidiu enviar

para o mundo, como Redentor, redimir.

E agora, quem  a Jesus Cristo confessar

que Ele é o Filho de Deus, a Ele o verá vir

para Um no outro em permanência morar.

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Nós conhecemos o amor que Deus  por nós tem,

pois cremos Nele, que em Sua essência é amor,

e aquele que no amor permanece  também,

permanece na Lei de Deus, o seu Senhor,

porque o amor para Deus vai e de Deus vem.

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É nisto que o amor se mostra em nós perfeito:

em estarmos no dia do Juízo confiantes

por nesta vida termos vivido em Seu jeito.

No amor não há temores paralisantes,

pois o amor não é de nenhum temor feito.

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É um facto que o amor lança fora o temor

e que o temor pressupõe castigo certeiro.

Quem teme não é perfeito no seu amor.

Nós amamos, porque Deus nos amou primeiro.

Com o amor  se pode a vida em Deus recompor.

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Se alguém insistir em dizer ousadamente:

“Eu amo a Deus”, mas ele o seu irmão odiar,

esse  será um mentiroso certamente,

pois aquele que seu irmão não sabe amar,

não pode amar a Deus, que  ele não vê presente.

.

E nós recebemos Dele este Mandamento:

Quem ama a Deus ame também o seu irmão!

Este é o preceito de toda a hora e momento.

Quem julgar que se trata de um preceito vão,

alimentar-se-á  do ódio,  seu alimento.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 31, 2020

Salmo 103 (104) – O Senhor abençoará o seu povo na paz

Ano A – Pentecostes

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Bendiz, ó minha alma, o teu Deus e Senhor!

Senhor, meu Deus, quem como Vós, magnificente,

revestido de majestade e esplendor,

envolvido num manto de luz resplendente?

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O céu, como um enorme toldo, estendestes,

Vossa morada sobre as águas tem assento,

as nuvens para Vosso carro escolhestes

e caminhais veloz sobre as asas do vento.

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Para Vossos mensageiros ventos nomeastes,

Vossos ministros são de fogo flamejante,

sobre alicerces firmes a Terra fundastes,

que nunca apresentará sinais de oscilante.

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Com o manto do oceano a Terra cobristes,

sobre montes e vales as águas pousaram,

à Vossa ameaça, tentando fugir, as vistes,

ao fragor do trovão elas se amedrontaram.

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Os montes são erguidos e os vales cavados

nos lugares que previamente lhes marcastes,

os seus limites não serão ultrapassados,

porque de cobrir a Terra lhes proibistes.

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As águas vindas das fontes mudais em rios;

correndo pelos vales, com montes nas margens,

satisfazem a sede aos animais bravios

e garantem a vida aos asnos selvagens.

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Nas suas margens as aves se fazem ouvir,

por entre a folhagem, com seu variado canto;

sobre os montes a chuva do céu fazeis cair,

as Vossas obras enchem a Terra de encanto.

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Fazeis crescer a erva, alimento do gado,

e as plantas, de que o homem tira seu proveito;

por elas tira o homem da terra o pão suado

e o vinho, que lhe alegra o coração no peito.

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Pelo seu óleo pode o seu rosto brilhar,

por elas lhe vem o pão, que nunca faltou,

as árvores se enchem de seiva a circular,

como os cedros do Líbano, que Deus plantou.

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Seguras, as aves do céu ali se aninham,

é lá que a cegonha a sua habitação faz,

dos altos cumes os cabritos se avizinham

e as rochas são refúgio para o arganaz.

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Fizestes a lua, para os tempos dividir,

e o sol, que não se esquece de se retirar,

começais a noite com trevas a cair,

os animais da selva saem para vaguear.

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Os leões rugem em busca da incauta presa,

lembrando a Deus a hora do seu alimento,

o sol desponta e eles levantam a mesa,

recolhendo aos covis quando chega o momento.

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Sai o homem de sua casa para o seu labor,

para a sua lida até ao entardecer;

quão numerosas são as Tuas obras, Senhor!

Em todas se pode a Tua sabedoria ver.

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Toda a Terra ostenta as Vossas grandes riquezas!

Eis o mar, grande, largo, medonho, espaçoso,

com inúmeros seres em suas profundezas,

animais de porte pequeno ou volumoso.

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Sulcam-no as naus e a baleia diariamente,

que formastes para nele a vida gozar;

todos de Vós esperam confiadamente

o seu alimento, quando a hora chegar .

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No tempo oportuno Vós os deixais saciados

porque lhes dais em abundância o alimento;

se Vos escondeis deles, ficam perturbados

e morrem, se lhes tirais da vida o alento.

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É assim que Vós ao pó da terra os entregais,

a esse pó de onde um dia foram tirados;

são criados quando o Vosso Espírito enviais;

glória a Vós, Senhor, pelos feitos realizados!

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Seja o Senhor para sempre glorificado,

rejubile pelas Suas obras o Senhor,

a Terra estremece ante o Seu olhar irado,

toca nos montes e fumegam de pavor.

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Enquanto viver, eu hei-de ao Senhor cantar,

enquanto existir, o meu Deus eu louvarei,

oxalá o meu poema Lhe possa agradar!

Quanto a mim, com o Senhor eu me alegrarei.

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Seja a Terra libertada dos pecadores!

Dos malvados não fique vivo um, sequer!

Bendiz, ó minha alma, o Senhor, por Seus favores!

Louva-O e aceita tudo o que Dele vier!

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Ezequiel Miguel.

Publicado por: Administrador | Maio 31, 2020

A Santíssima Trindade

SantissimaTrindO Pai é a Eterna Origem da Vida,

o Filho é da Eterna Vida a Recepção,

que, pelo Espírito Santo, vem transmitida,

assim se formando a Trinitária União.

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Em Unidade, que é total e permanente,

o Pai envia o Seu Espírito ao Filho,

sem nenhuma pausa, incessantemente,

em circulação eterna sem trilho.

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O Pai é  a Vida perene e permanente,

o Filho é Desejo poderoso, incessante,

da Vida que provém da Eterna Nascente,

em corrente que o Santo  Espírito garante.

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Aceitando que o Pai é a Fonte da Vida,

Ele é Fonte da Plenitude na Trindade,

estando no Tudo a Sua Palavra incluída,

mais o Espírito Santo, em conformidade.

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Ao Pai pertence a Inteligência suprema,

o Filho é a Palavra que do Pai se escuta,

Vontade Dinâmica de todo o Sistema,

Fiat que os santos desígnios do Pai executa.

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São Eles Três Oceanos de Amor transbordante,

unindo Cada Um  os Dois Outros Oceanos,

contendo, em Triplo Vaso Comunicante,

Amor que sobra para os seres humanos.

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É do Pai que tudo nasce e tudo deriva,

tudo pelo Espírito Santo se  gestando,

sem deixar que a geração seja a Ele esquiva,

por isso, Nele e por Ele,  ambas se realizando.

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No Santo Espírito o Pai é Paternidade

que gera o Filho, por ser a Fonte da Vida,

e explode no universo em fecundidade,

tudo renovando na divina medida.

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Pelo Espírito Santo o Filho foi levado

a no seio da Virgem Maria encarnar,

para o ser humano libertar do pecado

e, na Vida Eterna, junto  de Deus morar.

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Cordeiro de Deus, assim foi por João chamado

Aquele que viera o pecado tirar,

e que, depois de morto e ressuscitado,

à direita do Pai mereceu se  sentar.

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São os Três uma Unidade subsistente,

indivisível e também inseparável,

numa inter-relação que é permanente,

sendo Cada Um dos Outros indissociável.

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O Espírito Santo é procedente do Pai,

procedendo também do Filho, igualmente,

em corrente que de Um ao Outro sempre vai

em caudal infinito de  um Amor candente.

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Esse Amor, elevado a grau infinito,

circula na Trindade em Fluido ardente,

indo para além do que possa ser dito

pelo conjunto somado da humana mente.

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O Espírito Santo é a Fornalha do Amor,

Sangue a circular dentro da Santa Trindade

que, como  Eterno e Omnipotente Gerador,

mantém o Calor na santa Comunidade.

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O Espírito Santo é o grande Escondido,

que recebe a Vida  pelo Pai enviada,

que tudo faz germinar e crescer, sem ruído,

em  fértil plenitude maternal fecundada.

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É um só Deus em três Pessoas diferentes,

o Deus que é Uno e Trino, simultaneamente,

a desafiar  os cérebros mais inteligentes,

Mistério indecifrável à humana gente.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 31, 2020

Vinde, Espírito Santo!

(Sequência da Missa de Pentecostes)

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ESantoVinde, ó Santo Espírito,

vinde, Amor Ardente,

acendei na Terra

Vossa Luz fulgente!

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Vinde,  ó Pai dos pobres,

na dor e aflições;

vinde encher de gozo

os nossos corações!

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Sois Benfeitor Supremo

em todo o momento,

habitando em nós

sois o nosso Alento.

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Sois Descanso na luta

e na paz Encanto ,

no calor sois Brisa

e Conforto no pranto.

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Sois Luz de Santidade

que no Céu ardeis,

abrasai as almas

dos Vossos fiéis!

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Sem a Vossa Força

e favor clemente

nada há no homem

que seja inocente.

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Lavai  as nossas manchas,

a  nossa aridez regai,

sarai os enfermos

e a todos salvai.

.

Abrandai  as durezas

para os caminhantes,

animai os tristes,

guiai os errantes!

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Os Vossos sete dons

concedei às almas

de todos aqueles

que em Vós confiam!

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Sois Força  na vida,

sois Remédio na doença,

sois Amparo na morte,

sois no Céu Alegria! Amen!

Publicado por: Administrador | Maio 24, 2020

SALMO 46 (47) – Ergue-se o Senhor ao som da trombeta

Ano A – Domingo da Ascensão do Senhor

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Alegrai-vos, ó povos todos, e batei palmas
ao Altíssimo, Senhor, nosso Deus terrível.
De alegria exultem e cantem vossas almas,
pois é Rei da Terra inteira, embora invisível.
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Ao nosso jugo os povos vizinhos submete,
debaixo dos nossos pés coloca as nações,
a herança escolhida para nós remete,
a glória de Jacob, a merecer ovações.
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Sobe Deus, o Senhor, por entre aclamações,
ergue-se jubiloso e ao som da trombeta.
Ao Senhor cantai do fundo dos corações
e cada um a louvá-Lo se comprometa.
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Hinos a Deus cantai, cantai hinos sonoros,
cantai-Lhe com a beleza da fina arte!
Que saia louvor de todos os vossos poros,
de louvar o seu Rei a Terra não se farte!
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O Senhor reina sobre todo o Universo,
Deus está sentado no Seu trono sagrado,
Cantem-Lhe todos os povos, em prosa ou verso,
exaltem-No e adorem-No os potentados!

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 24, 2020

Ascensão de Jesus ao Céu (Act 1, 1-11)

(Act 1, 1-11)

O meu primeiro livro ficou acabado

sobre tudo o que Jesus fez e ensinou,

até ao dia em que para o alto foi levado

pelo Espírito Santo, que O arrebatou,

após  instruções aos apóstolos ter dado.

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Também foi a eles que  se apresentou

com  provas evidentes  e pleno de vida;

por quarenta dias  vivo se revelou,

mas , antes de ao Céu encetar Sua subida,

a todos sobre  o Reino de Deus lhes falou.

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Um dia  em que com eles estava à mesa,

que ficassem na cidade lhes ordenou,

mas que esperassem do Pai aquela certeza

de cumprir a promessa que Ele revelou

e que eles deveriam aguardar com firmeza.

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“De facto, foi com água que João baptizou,

Vós, porém, sereis brevemente baptizados

no Espírito Santo, o  que o Pai já decretou.

Neste baptismo sereis  também enviados,

porque sem direito a ele ninguém ficou”.

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Então, outros à Sua volta Lhe perguntaram:

-“Senhor, é  por agora que vais restaurar

o reino de Israel, que nossos pais fundaram,

e vais Tu mesmo no seu trono Te sentar

e assumir a realeza de que eles falaram”?

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Jesus,  então, a todos firme respondeu:

– “Ninguém conhece os  santos desígnios do Pai,

os tempos e momentos que Ele já escolheu

com a autoridade  que somente Dele sai,

e que dela dá testemunho o Filho Seu.

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Mas no dia em que sobre todos vós vier

o Espírito Santo, pelo Pai enviado,

recebereis  a força  eficaz que se quer,

pela qual cada um de vós será levado

a dizer a Verdade em tudo o que disser.

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Sereis Minhas testemunhas em Jerusalém,

em toda a Judeia e em toda a  Samaria,

ireis até aos confins da Terra também!

Ireis pregar o Reino de Deus cada dia

com a força que do Espírito Santo  vem”!

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Dito isto, à vista deles se elevou.

Uma nuvem a seus olhos O escondeu,

enquanto o olhar deles no Céu se fixou;

e Jesus da vista deles desapareceu,

o que tristes, perplexos, a todos deixou.

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Enquanto Jesus no céu desaparecia,

dois homens de branco se  lhes apresentaram.

E eles,  então, enquanto Jesus ascendia,

aos apóstolos e discípulos   perguntaram

se no céu alguma coisa ainda se via:

.

-“Homens da Galileia, porquê o olhar fixado

no firmamento, onde já não vedes ninguém?

Esse Jesus, que agora  foi arrebatado,

será do mesmo modo que  Ele um dia vem,

no dia  em que  for pelo Pai estipulado”.

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Ezequiel Miguel

Publicado por: Administrador | Maio 17, 2020

SALMO 65 (66) – A Terra inteira aclame o Senhor

Ano A – 6º Domingo da Páscoa

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Dignai-vos, ó terra inteira, a Deus aclamar,

à glória do Seu Nome santo hinos cantai,

louvores sentidos Lhe deveis celebrar,

pelas Suas maravilhas, honra Lhe prestai!

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Dizei: “Vossas obras…como são portentosas”!

Os inimigos admiram Vosso poder,

a Terra se curve ante as obras fabulosas,

Vos cante, adore, celebre! É seu dever!

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Vinde do nosso Deus as obras contemplar,

aquelas acções admiráveis que operou:

em terra seca, firme, converteu o mar,

deixando enxuto o pé que por ele passou.

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Por tudo o que Ele fez, Nele nos alegramos,

com os Seus olhos Ele vigia as nações,

o Seu governo eterno nós aconselhamos,

para que a soberba não encha os corações.

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Povos, o nosso Deus e Senhor bendizei,

a voz do Seu louvor fazei sempre ressoar,

a vossa vida só a Ele a  agradecei,

Ele a salvou, não deixando os pés vacilar!

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Vós, ó Deus, a dura prova nos submetestes,

como prata no crisol nos purificastes,

a traiçoeiras armadilhas nos remetestes,

um pesado fardo aos ombros nos colocastes.

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Deixastes que os outros nos calcassem aos pés,

a água e o fogo incólumes atravessámos,

depois,… clemente e compassivo como és,..

à terra da nossa liberdade chegámos.

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Com holocaustos vou na Vossa Casa entrar,

pois quero as minhas promessas a Vós cumprir;

quando a tribulação  não podia aguentar,

meus lábios se abriram para votos proferir.

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Grandes holocaustos Vos oferecerei!

Vós, todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi:

“Sacrifícios de bois e carneiros farei,

enquanto vos relato o que Ele fez por mim!”

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Se no meu coração existisse a maldade,

certamente o Senhor não me teria ouvido,

mas atendeu-me, por sua imensa bondade.

Bendito seja pelo favor oferecido!

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Ezequiel Miguel

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