Testemunho de Glória Polo XVIII

Tesouros espirituais  

Tópicos: Coisas caras /desprezo pelos inferiores / pecados de omissão/ o amor da mãe / desperdícios na comida / mentiras / vergonha do pai e da mãe / rebeldia / culto do corpo / manipulação de pessoas/ o supérfluo.

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desperdícioGlória Polo conta:

“O Senhor perguntou-me:

JesusQue tesouros espirituais trazes?

Tesouros espirituais?! As minhas mãos iam vazias! Então, diz-me o Senhor:

Jesus “De que te servem os dois apartamentos que tinhas, as casas que tinhas, os consultórios que tu consideras de uma Profissional com muito êxito? Por acaso pudeste trazer o pó de um só tijolo aqui? De que te serviu tanto culto ao teu corpo, tanto dinheiro que gastaste no teu corpo, tantas preocupações para estares em forma? De que te serviu submetê-lo a tantas dietas, que fizeram com que entrasses num estado de anorexia, de bulimia, torturando o teu corpo? Tu fizeste do teu corpo, de ti mesma, um deus! De que te serve tudo isso, agora, aqui? Davas muitas coisas, é verdade, mas davas para que te agradecessem, para que dissessem que eras boa. A todos manipulavas com o dinheiro, para que, em troca, te fizessem favores. Diz-me: Que trouxeste aqui? Quando te abençoei com a tua ruína, não foi por castigo, como tu pensaste, mas uma bênção. Sim, essa ruína era para te despir desse deus…ao qual tu servias! Era para que voltasses a Mim! Mas tu levantaste-te em rebeldia, negaste-te a baixar de nível social e maldizias, escrava desse teu dinheiro! Tu pensavas que tinhas conseguido tudo, tu só, à força de pulso e de estudar, porque eras trabalhadora, lutadora! Mas NÃO! Olha quantos profissionais há em melhor situação académica que tu! Quantos profissionais que trabalham tão fortemente ou mais do que tu, e olha as suas condições!…Mas, a ti muito te foi dado e, como muito se te deu, muito se te pergunta e te é pedido”!

Por cada grão de arroz que desperdicei…

“No meu LIVRO DA VIDA, vi quando eu era pequena e a minha família era pobre. A minha mãe cozinhava feijões muitas vezes. Eu detestava, odiava feijões e dizia: “ Outra vez esses malditos feijões? Um dia terei tanto dinheiro, que nunca mais voltarei a comer isso”! E vi, um dia, que deitei fora os feijões que a minha mãe me tinha servido, sem ela dar por isso, e, quando ela ia sentar-se para comer, viu o meu prato vazio e pensou que eu tinha comido depressa, porque tinha muita fome. Ela serviu-me outra vez, ficando ela sem comer. Sabem, o Senhor mostrou-me que quem eu tinha mais perto de mim, nesse tempo, a passar fome muitas vezes, era a minha mãe! Ela, com 7 filhos, muitas vezes ficava com fome, para que nós comêssemos, porque éramos muito pobres. Naquele dia, ficou com fome para me dar, sem saber que eu tinha deitado no lixo. Mas acontecia ficar muitas vezes sem comer, também, porque alguém batia à porta a pedir comida e ela dava aquilo que ia comer. Passava fome, mas nunca se lhe notou, nunca tinha cara de amargura, nem sequer triste, nem nada parecido! Pelo contrário, andava sempre com um sorriso e não se lhe notava nada. Eu já vos contei a “jóia “ que eu era como filha? Mas eu chamava o meu pai de “Pedro-pica-pedra” (Fred, dos Flintstones) e dizia à minha mãe que ela estava passada da moda! Que era uma velha antiquada e outras coisas desse estilo! Chegava ao ponto de negar que ela era a minha mãe, por vergonha! Imaginem!

Mas vocês não imaginam as graças e as bênçãos que se derramavam para mim e para o mundo, vindas da minha mãe! Imaginem a graça de ter uma mãe que vai à igreja e, frente ao sacrário, entrega os seus sofrimentos e dores a Jesus e, além disso, confia, confia!

E o Senhor dizia-me:

Jesus Nunca ninguém te amou nem te amará como a tua mãe”! Nunca! Ninguém te amará tão ternamente como ela!

Daí para a frente, o Senhor mostrava-me, cada vez que eu dava festas (depois de a minha vida de pobreza mudar), quando dava aqueles banquetes, aqueles bufetes e metade de toda aquela comida ia para o lixo, sem contemplações.

O Senhor continua:

Jesus “Olha os teus irmãos à tua volta, passando fome!… EU TINHA FOME”!

Vocês não imaginam como dói ao Senhor a fome, a necessidade e o sofrimento dos seus filhos. Como Lhe dói o nosso egoísmo e falta de caridade para com o nosso próximo e continuou a mostrar-me como na minha casa havia tantas coisas finas, caras. Nessa época, realmente, tinha coisas muito caras na minha casa, roupas muito elegantes, caríssimas. O Senhor disse-me:

Jesus – “ Eu estava nu e tu com os armários cheios de roupas caras que nem usavas!…”

E vi quando vivíamos num nível social alto, que, se as minhas amigas compravam roupa, eu tinha que comprar melhor; se alguma comprava um bom carro, eu ia comprar melhor; eu queria sempre algo melhor que elas, porque eu era invejosa. O Senhor disse-me:

Jesus “ Tu sempre foste altiva, comparando-te com pessoas que estavam melhor situação que tu! Pessoas ricas! Tu nunca mais olhaste para aqueles que estavam mais baixo que tu, economicamente. Quando tu eras pobre, ias a caminho da santidade, porque tu davas até daquilo que te faltava”.

O Senhor mostrou-me como Lhe agradou, quando a minha mãe, apesar da nossa pobreza, conseguiu comprar-me uns ténis de marca e eu, toda contente, mas encontro um menino descalço na rua e senti tanta pena dele, que tirei os ténis e dei-os àquele menino. Cheguei a casa sem os sapatos, e o meu pai quase me mata! E não era para menos! Com aquela pobreza, tanto esforço para poder comprá-los e eu dei-os pelo caminho, assim que mos compraram! Mas o Senhor ficou feliz! Como Lhe agradava esse caminho por onde eu ia! Apesar de sermos uma família complicada e pobre,  através da minha mãe, da sua bondade e das suas orações, Deus derramava sobre nós muitas graças e bênçãos. O Senhor continuou a mostrar-me que, se eu não me tivesse fechado às graças e ao Espírito Santo e com os talentos que me tinha dado, podia ter ajudado muita gente. Ele foi-me mostrando toda a humanidade e como nós Lhe vamos responder por tantas coisas que se passam nos outros e termos fechado o coração a Deus e ao Espírito Santo e às suas inspirações divinas, E disse-me:

Jesus – “Eu ter-te-ia inspirado, tu terias rezado por elas e o mal não teria entrado nelas, causando tanto mal”.

Por exemplo: O Senhor mostrou-me uma menina que foi violada pelo pai, e, como eu, se não me tivesse fechado ao Espírito Santo e às suas inspirações divinas, teria rezado por eles, porque o Espírito Santo ter-me-ia inspirado para isso, e o maligno não teria entrado naquele pai, ao estar protegido pela oração, e isso não teria acontecido nem causado tanto sofrimento. Ou aquele jovem, que não se teria suicidado. O Senhor continuou a dizer-me:

Jesus – “Se tu tivesses rezado, aquela menina não teria abortado, aquela pessoa não teria morrido, sentindo-se tão abandonada por Mim numa cama do hospital Se tu tivesses orado, Eu ter-te-ia aconselhado para que tu começasses a ajudar os teus irmãos. Eu ter-te-ia conduzido…a essas pessoas. Tanta dor no mundo e tu podias ter ajudado”!

Eu nunca deixei que o Espírito Santo me tocasse, nem nunca me deixei comover pelo sofrimento dos outros. O Senhor disse-me:

Jesus – “ Olha o sofrimento do Meu povo, olha como tu precisaste que Eu ferisse a tua família com cancro, para que tu te comovesses por aqueles que sofrem de cancro! Tu só te comoveste pelos sequestrados, depois de o teu marido ser sequestrado!    …Mas tu, de pedra! Incapaz de sentir amor”!

FONTE: Glória Polo, ESTUVO EN LAS PUERTAS DEL CIELO Y DEL INFIERNO. Tradução de Maria José Moniz e Pe. Macedo , SCJ, com o título: “Da ilusão à Verdade”, Edição da Cidade do Imaculado Coração de Maria, Aprt. 86-2496, Fátima.

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Salmo 144 (145)- Quero louvar-Vos, meu Senhor, meu Deus e meu Rei

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o Vosso Nome eternamente,

exaltar-Vos cada dia o melhor que sei

e louvar o Vosso Nome condignamente!

.

Grande é o Senhor e digno de todo o louvor!

Sua grandeza não se mede nem pode ver,

uma geração narra a outra, com rigor,

os feitos que proclamam o Vosso poder.

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Pois falam do esplendor da Vossa majestade,

anunciam a Vossa acção maravilhosa,

cantam o imenso poder da Vossa bondade

e proclamam a Vossa obra grandiosa.

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O Senhor é clemente e misericordioso,

lento para a ira, paciente e compassivo;

para com os homens o Senhor é bondoso,

Seu amor pelas criaturas está sempre activo.

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Todas as criaturas Vos digam “Obrigado”!

Bendigam-Vos os Vossos fiéis, agradecidos,

falem da imensa glória do Vosso reinado

e anunciem Vossos feitos, não esquecidos,

.

para tornar conhecido o Vosso poder

e o Vosso reinado cheio de brilho e esplendor!

O Vosso reino irá todo o tempo exceder

e só como eterno se poderá supor.

.

O Senhor cumpre o que diz, por fidelidade,

ampara os que tropeçam e ficam caídos,

em tudo o que faz revela a Sua santidade

e levanta os que desesperam, oprimidos.

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Todos dirigem para Vós a sua visão,

a todos dais o alimento conveniente;

quando com benevolência abris Vossa mão,

não fica sem alimento nenhum vivente.

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O Senhor é justo em todos os Seus caminhos,

em todas as suas obras brilha a santidade,

os que O invocam não se sentirão sozinhos,

se a Ele recorrerem com sinceridade.

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A todos os que O temem Ele atenderá,

pois Ele ouve solícito os seus clamores.

Por aqueles que O amam Ele velará.

Quanto aos ímpios, por eles esperam horrores.

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Cante a minha boca um sincero louvor!

Todo o ser vivo Vos ofereça homenagem!

Bendigam os homens o Nome do Senhor

e pelos séculos lhe prestem vassalagem!

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Ezequiel Miguel

Cristo, o Pastor Universal

Cristo19É Jesus Cristo o Pastor Universal,

amável, que acolhe todas as ovelhas

que, de boa vontade, entrem no Seu curral,

quer elas sejam novas quer sejam velhas.

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Em novas e velhas não faz distinção,

nem entre as sãs e aquelas que estão doentes,

aquelas que já são Suas ou ainda não,

sejam elas fortes, fracas, indolentes.

..

Jesus Cristo é o Pastor da Humanidade

e quer todo o tipo delas aceitar,

oriundas de qualquer aldeia ou cidade

e que a Ele digam que querem entrar.

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Ele não se importa que sejam ignorantes,

nem que se apresentem sujas ou maltratadas,

magras, feridas por pastores seus antes

e por eles, por ventura, não amadas.

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À ovelha Ele limpa toda a sujeira

se ela assim o desejar e Lho pedir,

no caminho não é deixada à beira,

para de fome e sede se exaurir.

.

Jesus Cristo é o Único Pastor,

também dessas ovelhas que são selvagens,

aguardando que sintam o Seu amor

e se alimentem das Suas verdes pastagens.

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Único Pastor de um único redil,

convida as ovelhas que andam tresmalhadas

a abandonarem aquele seu pasto vil

de ervas por seus pastores envenenadas.

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Nada há de errado, vergonhoso,

que não possa e deva ser corrigido;

ser ovelha do Seu Rebanho é honroso,

àqueles de boa vontade concedido.

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Ezequiel Miguel

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Testemunho de Gloria Polo XVII

Os Talentos

talentoTópicos – Pecados de omissão e suas consequências / Insensibilidade, indiferença e desinteresse perante o sofrimento dos outros/ a morte espiritual / falta de amor / o Livro da Vida / astrologia, signos, poderes mentais…/ culto do corpo/ mau uso dos talentos

Gloria Polo conta:

O Senhor disse-me:” Que fizeste com os talentos que te dei?…Tu nunca os usaste”!…Talentos?!… Eu vinha com uma missão, a missão de defender o reino do amor. Mas eu tinha-me esquecido que tinha uma alma, muito menos, que tinha talentos, muito menos ainda, que eu era as Mãos Misericordiosas de Deus. Também não sabia que todo o bem que tinha deixado de fazer tinha causado muita dor a Nosso Senhor. Vi os talentos tão maravilhosos que Deus tinha posto na minha vida. Todos nós, irmãos, valemos muito para Deus. Ele ama-nos a todos e cada um por igual. Todos temos talentos e uma missão neste mundo. Eu vejo o demónio preocupadíssimo que esses talentos que Deus pôs em nós sejam para o serviço do Senhor.

Sabem o que mais me perguntava o Senhor? Pela falta de amor e caridade ao próximo e disse-me: “ A tua morte espiritual começou quando não te deixaste condoer com o sofrimento que havia à tua volta…(estavas viva, mas morta)”. Se vissem o que é a morte espiritual! Uma alma que odeia, essa alma é espantosamente terrível, feia, amargurada, aborrecida, que incomoda e que faz mal a todos. Quando estamos cheios de pecados é doloroso ver a nossa alma,…eu vi a minha alma por fora e a cheirar muito bem, com perfumes caros, com boa roupa e a alma, por dentro, a cheirar malíssimo e a viver nos abismos. Com razão, tanta depressão e amargura! O Senhor disse-me: “A tua morte espiritual começou quando não te deixaste condoer com os teus irmãos. Era um alerta, quando vi o sofrimento dos teus irmãos em toda a parte, ou quando ouvias nos meios de comunicação: “ mataram, sequestraram, etc.”, mas tu, de pedra! Só da boca para fora: “Ai, pobres coitados! Mas não te doía, no coração não sentias nada, tinhas de pedra o coração, o pecado o petrificou”.

Vou contar como o Senhor me mostrou os talentos:

Sabem, eu nunca via as notícias na televisão, porque não tinha paciência para ver tantos mortos, tantas coisas desagradáveis. Eu só via a parte final, que é a parte da fantasia: dietas, signos, poder mental, energias,… esse tipo de coisas! São coisas que o demónio usa para desviar-nos, confundir-nos…Agora, o Senhor mostrava-me, no Livro da Vida, como a Sua estratégia divina, um dia, atrasou a programação e eu liguei o televisor e ainda não tinham acabado as notícias. Então, vi uma camponesa humilde chorando em cima do cadáver do marido.

Devo dizer-vos, irmãos, que, tristemente, o demónio acostuma-nos à dor dos outros, a ver o sofrimento dos outros e a pensar que esse problema não é meu. Quem está mal, que se desenrasque, porque esse não é o meu problema. …O Senhor mostrou-me como Lhe dói, quando os jornalistas só estão preocupados que a notícia impressione, sem se comoverem, só pensam em vender a notícia, sem se preocuparem com o sofrimento, neste caso, daquela mulher! Eu, no momento em que liguei a televisão, vi aquela mulher a chorar, senti uma dor tão intensa pelo sofrimento dela, doeu-me realmente aquela camponesa. Era o Senhor que assim o permitia! E eu prestei atenção ao que estavam a dizer, onde estava isso a acontecer. Era em Venadillo, Tulima, na minha terra natal. Mas, logo a seguir, começou a parte da fantasia e começaram a falar sobre uma dieta espectacular e eu esqueci-me por completo da camponesa, porque me interessava mais a dieta. Nunca mais pensei nela!

Quem não esqueceu a camponesa foi Nosso Senhor! Ele fez com que eu sentisse a dor e o sofrimento daquela camponesa. O Senhor queria que eu ajudasse aquela mulher. Era naquele momento que devia ter usado os talentos que Deus me tinha dado. E o Senhor disse-me: “Aquela dor que sentiste por ela era Eu que te estava a gritar que a auxiliasses. Eu fiz com que se atrasassem as notícias, para que tu visses, mas tu não foste capaz de dobrar o joelho numa oração por ela, nem um minuto! Deixaste-te deslumbrar pela dieta e não te lembraste mais dela”!

O Senhor mostrou-me a situação em que ela estava

Era uma família de camponeses humildes. Primeiro, tinham pedido ao marido que abandonasse a casa em que viviam. Ao que o marido respondeu que não, que não ia sair dali. Então, mais tarde, vieram uns homens para expulsá-los dali. Quando aquele homem vê um grupo de homes e vê que vêm armados para matá-lo…eu vi toda a vida daquele homem, vi e senti o susto e a angústia dele, vi como correu a esconder os filhinhos e a mulher debaixo de umas coisas, tipo umas panelas enormes, de barro, correr afastando-se dali, mas aqueles homens perseguem-no. Sabem qual foi a última oração dele? “ Senhor, cuida da minha mulher e dos meus filhos! Encomendo-Tos!” E mataram-no! Caiu estendido no chão. Quando dispararam, Deus fez-me sentir a dor daquela mulher e daqueles meninos, que não puderam gritar. (Chora) Assim nos mostra Deus a dor que Ele sente e o sofrimento dos outros. Mas nós, muitas vezes, não nos preocupamos, nem um pouco, com os nossos irmãos e as suas necessidades! (Continua chorando).

Sabem o que o Senhor queria? Queria que eu me ajoelhasse e Lhe pedisse por aquela família, por aquela mulher e aqueles meninos! Deus ter-me-ia inspirado o que fazer para os ajudar! Sabem o que era?! Caminhar uns passos, ir ter com um sacerdote, que vivia em frente à minha casa e dizer-lhe o que tinha visto na televisão, nas notícias. Esse sacerdote era amigo do pároco dessa aldeia, Venadillo, Tulima, e tinha uma casa de acolhimento em Bogotá e teria ajudado aquela mulher. Sabem, a primeira coisa que Deus nos pergunta antes de perguntar pelos nossos pecados? Pergunta-nos pelos pecados de omissão! São tão graves! Vocês não imaginam quanto? Um dia verão como eu! Esses pecados fazem chorar Deus! O bem que podíamos ter feito e não fizemos! Deus chora, vendo os Seus filhos sofrer pela nossa falta de compaixão e indiferença pelo próximo, pelo sofrimento de tantos, e nós não fazemos nada por eles! O Senhor vai-nos mostrar, a todos, a consequência do pecado da nossa indiferença, perante o sofrimento dos outros, tanta dor no mundo, pela nossa indiferença, desinteresse e coração duro.

E, para resumir um pouco, aquela camponesa, vendo-se perseguida, porque a tentam matar também, foge com as crianças e procura ajuda no sacerdote daquela aldeia. O pároco, todo aflito, diz-lhe. “Filha, tens que fugir, porque se te encontram, vão matar-te”!

Ele, apressadamente, faz o que lhe pareceu melhor para ela e, muito preocupado, mandou-a para Bogotá, deu-lhe algum dinheiro e algumas cartas de recomendações. Ela sai a correr, vai com essas cartas a esses sítios que o padre lhe tinha recomendado, mas não é recebida em nenhum! Sabem onde ela acabou? Sabem quem acabou por ajudar aquela mulher? Aqueles que a meteram na prostituição!!!

O Senhor ainda me deu outra oportunidade de ajudar aquela mulher, quando, anos mais tarde, vejo aquela camponesa! Um dia em que tinha de ir ao centro da cidade! Eu, por acaso, detestava ir ao centro, porque é aí que se vê mais miséria, e, como eu me sentia superior, não gostava de ver pobreza, miséria, essas coisas! Mas, nesse dia, tive que ir, e quando íamos a passar, o meu filho diz:” Ui! Mamã, porque é que aquela senhora se veste assim e tem uma saia tão curta”? Eu respondo: “ Não olhes para isso, filho! Essas são mulheres desprezíveis, que vendem o corpo por prazer, por dinheiro, são umas prostitutas, umas sujas”! Imaginem! Com essa forma de falar e ainda por cima envenenando o meu filho, classifiquei de uma forma tão baixa uma irmã caída nesse caminho, por culpa da indiferença de um povo, O Senhor disse-me: “ Os indiferentes são os mornos (tíbios) que Eu vomito! Um indiferente jamais entrará no Céu! O indiferente é aquele que passa pelo mundo e nada lhe importa, nada lhe interessa, para além da sua casa, dos seus interesses! A tua morte espiritual começou quando deixaste de te importar com o que acontecia aos teus irmãos. Quando só pensavas em ti e no teu bem- estar”.

FONTE: Gloria Polo, Estuvo en las puertas del cielo y del infierno . Traduzido por Maria José Moniz e Pe. Macedo SCJ: “Da ilusão à verdade”, edição da Cidade do Imaculado Coração de Maria, Aprt. 86, 2496-908, Fátima

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Porque Te amo, ó Maria ! – V

Versão portuguesa e parcial do poema de Santa Teresinha: “Pourquoi je t’aime, oh Marie!”

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Lurdes12Um dia em que o povo ouvia Jesus na colina,

com avidez de a Sua mensagem receber,

lá Te encontro eu, atenta à Sua doutrina,

quando alguém Lhe diz que Tu O querias ver.

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Então, Jesus, perante a imensa multidão,

revela por nós a Sua imensa bondade.

Diz: Quem é Minha Mãe, Minha irmã e Meu irmão

senão aquele que faz a Minha vontade?

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Ó Virgem santa! Que bom uma tal Mãe ter!

Ao escutar Jesus não ficas desconsolada,

mas Te alegras porque ele nos faz compreender

que nós somos a Vossa Família adoptada.

 .

Por Ele nos dar a Sua vida ficas contente!

E que dizer dos tesouros da Sua bondade?

Como não Te amar, ó Mãe, eu e todo o crente,

perante tão grande amor e tal humildade?

.

Tu nos amas, Maria, como Ele amou

e consentes, por nós, em Dele te afastares.

Amar é doar-se, tal como Jesus se doou,

e Tu o fizeste, para nos apoiares!

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Conhecendo Jesus o Teu profundo amor,

conhecia os segredos do Teu coração.

A Ti nos entrega Jesus, o Salvador,

quando na Cruz consuma a nossa Redenção.

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Bem lá no alto do Calvário Tu me apareces

junto à Cruz, como um sacerdote no altar;

aplacando a Justiça do Pai, ofereces

o Emanuel, que vai morrer e ressuscitar.

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Disse o profeta, ó santa Mãe desolada:

“Para a Tua dor não haverá comparação”!

Ó Rainha dos Mártires, nesta terra, exilada,

por nós vertes o sangue do teu coração!

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Na casa de S. João passarás a viver.

Os filhos de Zebedeu substituem Jesus…

O Evangelho não nos deixa mais conhecer…

Sobre a Rainha do Céu apagou-se a luz.

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Mas este silêncio profundo, ó Mãe querida,

não nos mostra que Jesus,   o Verbo   Eterno,

deseja Ele mesmo revelar a Tua vida

para Teus filhos Te amarem com amor terno?

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Em breve irei a celeste harmonia ouvir…

Falta pouco para no belo Céu Te ver!…

Tu, que na minha infância me vieste sorrir,

sorri-me outra vez, que o dia está a escurecer!…

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Alegro-me com o esplendor da Tua glória!

Sofri Contigo e agora quero exprimir:

No Teu regaço cantarei minha vitória

e que sou Tua filha vou sempre repetir!

.

FIM

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Ezequiel Miguel

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Aparições da Virgem Maria em Fátima – III

13 de Julho de 1917

O Prior de Fátima, após a 2ª Aparição (Junho), tentara demover a Lúcia de continuar a frequentar a Cova da Iria nos dias 13, porque, não tendo ainda dados que lhe permitissem concluir em definitivo sobre  o que realmente se passava com as ditas Aparições da Virgem Maria, rematou as suas opiniões e conselhos com  a sentença que apontava para uma interferência demoníaca naqueles fenómenos. Ele sabia, e hoje também ainda se sabe, que o demónio é o mestre do engano, do embuste,  da confusão, da mentira, do parecer, do fingir, etc. Os seus métodos e processos ainda não mudaram nem nunca mudarão, porque, embora tenha sido criado direito, a certa altura entortou e não mais se voltará a endireitar.

Em numerosas Aparições verdadeiras, privadas ou públicas, os videntes costumam, em primeiro lugar, dar conta dos fenómenos em que se vêem envolvidos aos seus confessores e directores espirituais, os quais estudam para aprender a discernir quando se trata de algo ou Alguém vindo do Céu ou de algum agente satânico vindo do Inferno. Por norma e por motivos de segurança, a Igreja, através dos sacerdotes e bispos, costuma ser lenta e resistente aos fenómenos de índole sobrenatural, até porque a falta de dados concretos e precisos assim o recomenda. Não é isto motivo para se censurar ou condenar a autoridade eclesiástica que tem a seu cargo ajuizar da veracidade de uma qualquer Aparição. O receio de se cair precipitadamente num juízo errado recomenda muita prudência, e prudência  é o que não falta em casos semelhantes. Além disso, ninguém é obrigado a acreditar em revelações e Aparições particulares, porque isso não faz parte do conjunto das Verdades da Fé. Normalmente, só passados muitos anos, após provas e mais provas é que a Igreja define como verdadeiras algumas, muito poucas, Aparições e revelações particulares. Aqueles que acusam Fátima, por exemplo, de  alguém ter inventado, para fins comerciais, os fenómenos que lá se desenrolaram e desenrolam, não sabem o que dizem e limitam-se pura e simplesmente a caluniar e a despejar ódio sobre Fátima e a Virgem Maria. A Igreja até nem declara santo alguém apenas por ter recebido mensagens do Céu. Isso até nem conta para os processos de beatificação e canonização. O que se passou com Santa Faustina, que foi beatificada e canonizada pela sua santidade e não pelas revelações e mensagens que recebeu de Jesus Cristo, ilustra bem tal procedimento.

Voltemos ao Prior de Fátima e ao seu encontro com a Lúcia. Esta ficara muito desanimada com a sentença final do Sr. Prior:  “ Não me parece que seja Nossa Senhora. Estou mais em crer que será o demónio, por isso, aconselho-te a não voltares à Cova da Iria nesses dias 13”.  Lúcia decidiu então que não voltaria lá, satisfazendo assim o conselho do Sr. Prior, que também encontrava eco na sua própria mãe.

Chegado o dia 13 de Julho, a Lúcia ainda estava renitente, mas à medida que a hora se aproximava, o coração batia mais fortemente e uma força interior quebrou todas as resistências. Dirigiu-se a casa do Francisco e da Jacinta e lá os  encontrou ajoelhados a rezar pela Lúcia.

Lúcia – Então, vocês não vão?

Jacinta – Sem ti nós não nos atrevemos a ir! Anda, vem!

Lúcia – Já cá vou!

Abraços, beijos e saltos de alegria selaram a decisão de Lúcia. E lá foram.

Preocupadas ficaram a D. Olímpia, o Ti Marto e a D. Maria Rosa, que resolveram avançar também um tanto secretamente, para o caso de ser alguma coisa ruim  que pusesse em perigo os seus filhos. Enquanto as mães se esconderam  numa  moita, o Ti Marto atreveu-se a ir até perto da azinheira e ficar mesmo ao lado da sua Jacintica. Assim ele o conta:

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(Do livro: ERA UMA SENHORA  MAIS BRILHANTE QUE O SOL, págs.  113-114)

 Ti Marto (Pai de Francisco e Jacinta) – “Abalei de casa resolvido, desta vez, a ver o que se passava. Quantas vezes tinha eu já dito à comadre Maria Rosa:

– Se o povo diz que estas coisas são invenções dos pais e dos padres, ninguém sabe melhor do que eu e a comadre que isso não é assim. A gente não os puxa e o Sr. Prior…olhem lá…o Sr. Prior então!… Pois ele até está na sua que podem ser coisas do demónio…E  tabulando assim, meti-me à estrada. O que já lá ia de povo!… Eu nem avistei os pequenos, mas pelo jeito que via, de vez em quando, um magote a parar no caminho, futurava que eles iam lá à frente.

Num sentido, mais me convinha vir cá atrás, mas quando cheguei lá abaixo, não me pude ter; o que eu queria era ficar pertinho deles. Mas como? Nem se podia romper. Era o poder do mundo!… A certa altura, dois fulanos, um da Ramila e o outro aqui da terra…fizeram uma roda à volta das crianças, para elas estarem mais à vontade e, ao darem ali comigo, puxam-me por um braço e dizem: “Este é o pai! Entre cá para dentro!” Fiquei mesmo rente com a minha Jacintica. A Lúcia, ajoelhada um pouco mais à frente, passava as contas e todos respondiam em voz alta. Acabado o Terço, levanta-se tão rápida que aquilo não era a força dela. Olha assim para o Nascente e grita: “Fechem os chapéus, fechem os chapéus, que já aí vem Nossa Senhora!”

Eu, por mais que olhasse, nada via. Começando então a afirmar-me, vi assim a modo uma nuvenzinha acinzentada que pairava sobre a azinheira. O sol enturviscou-se e começou a correr uma aragem tão fresquinha que consolava. Nem parecia estarmos no pino do Verão. O povo estava mudo que até metia impressão. E então comecei a ouvir um rumor, uma zoada, assim a modo como um moscardo dentro de um cântaro vazio. Mas de palavras, nada! Julgo que há-de ser assim uma coisa como quando a gente fala ao telefónio…Que eu nunca falei! Mas que é isto? – dizia cá para mim. Isto é longe ou é aqui perto?! Tudo isto, para mim, foi uma grande aprovação do milagre”.

 .

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Momentos depois de termos chegado à Cova da Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

V. MariaQuero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá  valer.

Lúcia – Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

V. Maria Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi  Quem sou, o  que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.

Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. …

V. MariaSacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados.

 .

Visão do Inferno

O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor…Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza:

V. Maria – Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido  ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo. Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

Lúcia –  Vossemecê não me quer mais nada?

V. Maria – Não! Hoje não te quero mais nada.

E, como de costume, começou a elevar-se em direcção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento”. (Memória IV)

 .

Ezequiel Miguel

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Leituras aconselhadas:

. Memórias da Ir Lúcia – Vice-Postulação, Fátima, Portugal

. Pe João M. De Marchi (I.M.C.) – Era um Senhora mais brilhante que o sol – Edição “ Missões da Consolata”,  Fátima.

 .

Artigos relacionados :

.  Aparições da Virgem Maria em Fátima – I

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

. O INFERNO -Visões e Revelações- I

. O INFERNO  – Visões e Revelações – II

. Aparições e revelações particulares

. No tribunal de Cristo-Juiz – III

Porque te amo, ó Maria! – IV

(Versão parcial do poema de Santa Teresinha: “Pourquoi je t’aime, oh Marie!”)

.

LurdesCompreendo agora o mistério do Templo

e as palavras do Teu Filho, que Deus é…

Ele quer, ó Mãe, que Tu sejas o exemplo

de quem O busca na escura noite da fé.

.

Já que o Rei dos Céus quis que a Sua amada Mãe

passasse a noite na agonia do coração…

Maria, sofrer assim na Terra é um bem?

Sim, só para aqueles que Seus amigos são.

.

Tudo o que Ele me deu o pode retomar!

Diz-Lhe que Ele só me tira o que me deu!

Ele pode esconder-se! Consinto em esperar

até ao dia eterno Convosco no Céu.

.

Em Nazaré, ó minha Mãe Imaculada,

viveste pobre, sem humanas ambições!

Consideravas-Te   humilde, menos que nada,

sem milagres, êxtases, celestes visões.

.

Grande é, na terra, o número dos pequeninos!

Para Ti podem eles confiantes olhar.

Tu os conduzes pelos caminhos divinos

e te apraz seguros no Céu os colocar.

.

Enquanto espero pelo Céu, ó Mãe querida,

viverei Contigo, seguir-Te –ei cada dia!

Mãe, quando Te contemplo fico embevecida,

descobrindo em Teu coração o Amor, ó Maria!

.

Teu materno olhar me inspira paz e confiança.

Ele me ensina a chorar e também a gozar.

Tu vês as santas alegrias sem desconfiança

e Te alegras em connosco as partilhar.

.

Vendo dos esposos de Caná a aflição,

que não têm vinho não dá para esconder.

Solícita, de Jesus chamas a atenção,

esperando ali um milagre acontecer.

.

Jesus pareceu recusar o teu pedido:

“Que importa, Mulher, a vós e a Mim”?- respondeu.

Mas a chamar-Te Mãe Ele se sente- impelido.

Assim o primeiro milagre aconteceu.

.

.Ezequiel Miguel

.

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