Publicado por: Administrador | Agosto 14, 2011

Remorso, desespero e suicídio

Há pessoas que dizem:” O corpo é meu e posso fazer dele o que quiser!”

Este argumento pode levar alguém a entrar por caminhos errados que contrariam toda a moral, cuja base são as leis de Deus expressas nos Dez Mandamentos e aqui, em especial, o 5º Mandamento:” Não matar, não prejudicar ninguém nem no corpo nem na alma, nem a si mesmo nem ao próximo”.

Sendo assim, o que poderá chocar contra o 5º Mandamento? Eis alguns comportamentos:

  1. O suicídio, que é dar a morte a si próprio voluntariamente.
  2. O homicídio, que consiste em matar alguém premeditadamente.
  3. A condução perigosa, por ser uma ameaça constante à vida e bens do próximo.
  4. O aborto provocado, seja pela mulher, seja pela equipa médica.
  5. Tomar pílulas abortivas ou contraceptivas, por matarem uma vida ou por impedirem outra.
  6. As tatuagens, por serem uma agressão, uma profanação e uma falta de respeito por uma obra de Deus, que é o corpo humano, criado para ser templo de Deus.
  7. As operações para tornar a mulher estéril, sem que haja uma causa natural que a isso obrigue, como seja por exemplo um tumor no útero ou nos ovários.
  8.  O uso de preservativos (por impedirem uma possível gravidez, da qual resultaria uma vida humana)
  9. O furar as orelhas ou qualquer outra parte do corpo para exibir brincos e coisas parecidas que a vaidade humana valoriza, mas que são objectos que agridem a beleza natural do corpo. Excluem-se injecções, operações e outros tratamentos médicos que a saúde exige.
  10. Fumar, porque o fumo de substâncias tóxicas polui o ar que nós e os outros respiramos e encurta a vida do fumador, causando doenças a si e aos outros.
  11.  Beber bebidas alcoólicas em excesso, causando prejuízos a si mesmo e aos outros, quer em vidas quer em bens materiais.
  12. Comer ou beber  demasiado (gula) por prazer, de modo a adquirir doenças daí resultantes e abreviando assim a qualidade de vida e a sua duração.
  13. Tomar drogas que arruínam o próprio corpo e a alma, causam imensos prejuízos a si, à família e à sociedade, sendo inclusivamente causa de violência, acidentes, roubos, assaltos,  homicídios e suicídios.

Partindo do principio que a vida é um dom de Deus, tudo o que se fizer contra a vida, nossa ou dos outros, poderá ser pecado, de maior ou menor gravidade, segundo a análise que Deus faz dos nossos actos, intenções e  motivações.

Debrucemo-nos sobre o suicídio! São muitas as causas que podem levar alguém a cometer suicídio. As dificuldades da vida, a pobreza, a miséria, a falta de dinheiro, as dívidas, as doenças, a velhice paralisada, a solidão, a injustiça, as dores exacerbadas, a perda dos bens de subsistência, o desequilíbrio mental, a violência de que se é vítima, seja ela física ou psicológica, etc. Não se tratando de doença mental, o desespero será a causa principal.

A ideia de suicídio actua como o fruto de uma árvore que, antes de amadurecer, passa pela flor, pelo fruto em tamanho pequenino,  cresce, finalmente amadurece e depois…cai!

Neste ano que passou os jornais e as TVs noticiaram vários episódios de violência doméstica e crimes passionais que terminaram em homicídio seguido de suicídio. É caso para perguntar: Quando uma pessoa se decide pelo suicídio, estará no seu equilíbrio psicológico ou já é o remate de um processo que  vem de longe e que cada vez se torna mais inevitável? Quando uma pessoa se suicida estará ainda em seu perfeito juízo ou estará psiquicamente doente? Que factores, além dos acima enunciados, poderão levar uma pessoa ao suicídio? Há poucos anos, três jovens subiram ao Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, uniram as mãos e lançaram-se unidos cá para baixo sobre o alcatrão da estrada.

Como classificar a atitude de quem se suicida? Uns dirão que é uma atitude de desespero e que a pessoa em tal estado já não sabe o que faz e vê no suicídio a fuga para os seus problemas. Sendo assim, seria uma atitude de fraqueza, de cobardia, de recusa em lutar, de renúncia a orar e invocar a ajuda de Deus. Será também uma atitude de auto-suficiência em que se evidencia uma total autoridade sobre o próprio corpo, em consequência deste raciocínio: “Eu tenho problemas e não preciso de ninguém para me ajudar. Suicido-me porque me sinto dono de mim próprio e mato o meu corpo quando me apetecer e como me apetecer”. Chama-se a isto uma atitude de soberba, por recusar humilhar-se e invocar a ajuda divina e ainda porque ele próprio se apodera de um bem (o corpo) que lhe foi entregue apenas para o administrar. Sendo assim, o nosso corpo é propriedade absoluta de Deus, assim como a alma que lhe foi anexada, o que exige que ambos sejam postos ao Seu serviço para nosso bem e Sua Glória.

Também se pode chegar ao suicídio pelo seguinte motivo: Uma pessoa cometeu muitas asneiras na vida, pecou muito, caiu fundo, tal como o filho pródigo da parábola de Cristo. Em vista da enormidade e quantidade dos seus pecados, poderá ser atacado por remorsos tais de que não consiga libertar-se (é a tentação) e achar que Deus não lhe perdoará e que, por isso, se encontra inevitavelmente condenado, recusando arrepender-se, pedir perdão e confessar-se, se for baptizado. Chama-se a esta atitude “desesperação de salvação”, que é um dos pecados contra o Espírito Santo (que não tem perdão), sendo este o pecado que levou Judas ao suicídio através da forca.

Qual a base para este pecado? São os remorsos e a convicção assumida de que a própria miséria é maior que a misericórdia de Deus, o que é grave, pois a misericórdia divina para com o homem, enquanto vivo sobre a Terra, é ilimitada, desde que ele (homem) tenha as condições mínimas para que essa misericórdia venha até ele. Tenha-se sempre presente a parábola do filho pródigo. Também tal atitude de julgar Deus incapaz de perdoar, por mais graves que sejam os pecados, é uma atitude de soberba, porque o pecador se arma em juiz de Deus e  O condena na Sua infinita bondade. A negação do Apóstolo Pedro e a traição de Judas foram pecados graves, mas tiveram consequências diferentes. Os remorsos levaram Pedro ao arrependimento bem lavado em lágrimas, levaram-no a pedir perdão à Virgem Maria e a aguardar confiadamente o momento do reencontro com Cristo, tal como o filho pródigo aguardou o seu reencontro com o Pai. Contrariamente, Judas, a quem Cristo já perdoara inúmeros e variados desvios morais, foi atacado pelos remorsos, arrependeu-se do mal praticado, ao ver as consequências dos seus actos, entrou em desespero, recusou humilhar-se e decidiu soberanamente por si, enforcando-se.

Outros suicídios são fruto de momentos de desgraça inesperada, como golpes da fortuna, reprovação em exames, perda de emprego, falência de empresas, divórcios, infidelidades conjugais, amores não correspondidos, violência doméstica, etc. Há ainda outros, de cujas causas nunca se fala, porque essas causas ninguém as conhece, ninguém suspeita delas, apesar de elas se manifestarem durante bastante tempo na cabeça dos futuros suicidas e sem que haja algo que o justifique. Refiro-me às tendências ou obsessões  suicidas de quem é vítima de doença mental natural ou  de possessão diabólica parcial ou total. Convém saber que toda a possessão diabólica tem por objectivo final o suicídio. É isso que contam os ex-possessos e os exorcistas. Quando alguém pensa em suicidar-se, sem que se vislumbre qualquer motivo válido, é caso para desconfiar de acção demoníaca e se essa pessoa (ou até um familiar) tiver alguma coisa a ver com espiritismo, bruxaria, amuletos, etc.,etc.,então será quase certo que se trata de possessão ou influência diabólica. O suicídio ocorrerá, se um sacerdote exorcista não actuar aí a tempo. Esse suicídio ficará para sempre inexplicável, porque o suicida não revela a ninguém a sua intenção de se suicidar e nem ele sabe explicar o porquê dessa obsessão, sabendo apenas que sofre e quer ver-se livre desse sofrimento.

O suicídio, se o suicida não tiver atenuantes que diminuam a sua responsabilidade ou o isentem dela, é pecado grave e poderá levar a pessoa à condenação eterna, por ser ofensa grave à misericórdia de Deus, superior a qualquer tipo de pecado. A Igreja recusa funeral religioso a suicidas que não tenham manifestado qualquer tipo de arrependimento naqueles casos em que o suicida fica ainda com algum tempo de vida. De qualquer modo, só Deus sabe o resto.

Como combater a tendência ou a obsessão do suicídio?

  1. – Primeiramente, cortar radicalmente com qualquer tipo de actividades de bruxaria, adivinhação, mediunismo, espiritismo, missas negras, magia negra, música satânica, etc., filmes e telenovelas que ponham em destaque a destruição da família, ataquem a religião católica ou façam a apologia de actividades ou crenças relacionadas com o espiritismo, inclusive a reencarnação.
  2. – Fazer uma boa Confissão sacramental e expor esse assunto ao Confessor. Poderá acontecer que não seja preciso mais nada!
  3. –  Procurar um Sacerdote exorcista para que ele faça um teste no sentido de despistar se é doença ou indício claro de influência ou possessão diabólicas.
  4. – Tendo dificuldades em encontrar um exorcista, contactar o Bispo da Diocese para que ele lhe indique um. O Bispo tem a obrigação de nomear um sacerdote exorcista na sua Diocese.
  5. – Cumprir as instruções do Sacerdote exorcista.
  6. – Começar ou reactivar a frequência da oração, do Rosário, da Eucaristia, usar medalhas benzidas.
  7.  – Evitar pessoas ou companhias de onde possa vir qualquer influência negativa, por andarem envolvidas em espiritismo ou bruxarias.
  8. – Evitar leituras que favoreçam teorias ou práticas espíritas. Saiba que quem entra pelo espiritismo começa por receber sensações de bem-estar e felicidade, mas isso são os bombons iniciais. Depois vêm as amarras demoníacas de que só milagrosamente alguém se liberta, estando ainda o pior para vir.

Nota final – Recebemos de Deus, através dos nossos pais, o corpo que temos, e não nos é permitido dar-lhe a morte, seja por que motivo for. Tudo o que se disser em contrário vem de Satanás. Exceptuam-se aqueles casos de morte cerebral prolongada em que a vida é indefinidamente alimentada artificialmente por máquinas e sobretudo se trouxer custos incomportáveis para a família.

 .

Ezequiel Miguel

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