A salvação a todo o custo – I

“ Se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a! É melhor entrares mutilado na vida eterna do que ires com ambas as mãos para a Geena (inferno), para esse fogo que não se apaga. Se o teu pé for para ti ocasião de pecado, corta-o. É melhor entrares coxo na vida eterna do que seres lançado na Geena com ambos os pés. E, se um dos teus olhos for para ti ocasião de pecado, deita-o fora. É melhor entrares no Reino de Deus só com um dos olhos do que seres lançado com os dois olhos na Geena, onde o bicho que os vai roendo não morre e o fogo não se apaga” ( Mc 9, 43-48).

Este texto do Evangelho não deve ser interpretado à letra, porque Deus não quer que nos mutilemos fisicamente por causa dos pecados que cometemos. Se assim fosse, quem haveria que morresse com o seu corpo inteiro? É certo que hoje, com as cirurgias que se praticam, muitos de nós já não temos o corpo com todas as peças com que nascemos, mas isso é outro assunto! É uma questão de saúde e avanço da medicina  A mutilação física voluntária  investe contra o 5º Mandamento: Não prejudicar-se a si mesmo nem ao próximo, nem no corpo nem na alma. Como entender, então? Tem de se entender de modo figurado, pois as palavras  de Cristo são absolutamente radicais e poderosas, de modo a serem bem fixadas na mente e levar a comportamentos de conversão e de abandono do pecado, a todo o custo, evitando assim a condenação certa ao Inferno. De qualquer modo, tudo significa que a salvação é um assunto que vale todos os sacrifícios, por mais penosos que sejam, pois é a eternidade com Deus ou sem Deus que está em jogo, o paraíso ou o inferno, a felicidade ou a desgraça durante a eternidade.  Nossa Senhora sabe do que fala:

Nossa Senhora a Mamma Carmela, agosto de 1974:

Minha filha,…pensa em quantas almas, mesmo neste momento, escolheram o seu lugar para sempre, na outra vida.

Ninguém nasceu, nesta Terra, para ir para o Inferno, mas muitos fizeram assim a sua escolha: “Queremos revoltar-nos contra Deus e odiá-Lo para sempre”. Há quem diga, com palavras e acções, esta mesma expressão. E há quem, ainda mesmo sem dizer nada, se comporta de tal modo que poderá chamar-se rebelde, mas é justamente a mesma coisa. E as almas chovem nesse lugar, onde só há pranto e ranger de dentes, onde só há desespero e sofrimento indescritíveis, sem esperança alguma,

Se qualquer dor pode ser aliviada pela esperança de um dia serdes libertos e premiados, pensa…quão triste e desconsolável será o pensamento de que essas penas vos não serão, nem desfeitas ou suspensas, nem jamais inteiramente finalizadas. Será uma pena inútil, que não conhecerá amor. Por vezes, o fim pelo qual uma alma sofre, quer seja uma mãe, quer seja um pai ou um filho, pode ser um convite a aceitar esse sofrimento, que poderá trazer vantagem a outros. Mas as penas do Inferno não servirão de proveito a ninguém. Será um amaldiçoar e um praguejar contínuo, que fará aumentar, de minuto a minuto, o sofrimento.

Desejaria que todos os homens pudessem descer, pelo menos uma vez na vida, a esse lugar maldito, para que todos se pudessem convencer ou decidir a mudar de vida. Ora, aquilo que não se poderá fazer com o corpo, todos o poderão fazer com a mente, por meio da fé.

Grita-o, minha filha, aos quatro cantos da Terra, com toda a tua alma e com um grande amor: ”Irmãos, existe o Inferno e é eterno, mas não devemos ir para lá”.

Permite-me…que te fale ainda do Inferno, para que o conhecimento das penas que lá dominam possa ser para todos um meio de despertar em todos um santo temor e não cair nelas. Fica, pois, sabendo que a maior pena que atormenta os condenados é o sentirem-se como que esmagados pela justiça de Deus, enquanto, por seu lado, a alma, quando é libertada do corpo, sente uma necessidade extrema Dele, como os pulmões sentem necessidade de ar. Não vêem Deus e continuam a odiá-Lo de um modo satânico, muito maior do quando estavam em vida. Os condenados odeiam-se mesmo a si próprios, como aliás odeiam a todos quantos estão com eles, quer sejam almas quer sejam demónios. Vós costumais dizer: o mal de muitos é conforto. Mas no Inferno não há alívio algum na dor, alegria alguma poderia vir aos condenados pelo comum sofrimento. Só ódio, e um ódio implacável que faz arremessar uns contra os outros e todos contra Deus.

Diz-se actualmente que se não deve apavorar a gente, principalmente as criancinhas, com o temor ou medo do Inferno. Mas como poderia uma verdadeira Mãe ver os seus próprios filhos a cair num precipício,  sem se preocupar com avisá-los do perigo, a tempo? Eu, às almas, aponto o Céu, mas não posso esconder-lhes que a liberdade, de que Deus lhes fez um grande dom, lhes permite, entretanto, a escolha entre o Céu e o Inferno. É a vontade do homem que deve decidir.

Hoje, dirás: “Senhor, dai-me a vontade de me salvar a todo o custo!”

Minha filha, no Inferno há um fogo inextinguível, que arde sem consumir. É uma pena terrível. que faz sofrer a alma, a qual se sente como que unida ainda ao corpo, pelo que também ele sofre, se bem que não esteja sensivelmente presente no Inferno. É um fogo, comparado com o qual, aquele que tu agora vês não é nada, mesmo que, como tu sabes, uma pequena queimadura seja para todos bem dolorosa.

No Purgatório, o amor e a esperança atenuam a dor, que até mesmo o desejo de purificação fazem cobiçar ou ansiar; mas no Inferno, casa do ódio, o peso da Justiça de Deus torna cada vez mais insuportável uma tal pena, que jamais terminará. Jamais chegará a essas almas um conforto ou consolação de pessoas queridas, nenhum sufrágio lhes poderá chegar, através das orações dos bons. E, no entanto, Deus, que não pode odiar ninguém, ama também essas almas que se decidem a ir livremente para o Inferno. Ama-as, mesmo que as castigue, porque elas mesmas, audaz e irremovivelmente querem persistir em odiar Deus, como O odiaram em vida e no momento da morte.

Terrível castigo, Minha filha, o do Inferno, que Eu Mesmo algumas vezes vou mostrando a almas simples e boas, para que possam informar as outras, ou almas em perigo, para as impedir de prosseguirem no mal. Tu poderás dizer-Me: “E porque não a todos, Mãezinha?”. Eu respondo-te com as palavras da parábola do rico Epulão: “Têm a Lei e os Profetas! Que os ouçam!” (Lc 16,29)

E ainda com as palavras de Jesus: “É melhor entrar no Paraíso com um só olho, com uma só mão, com uma só perna, do que no Inferno com ambas!” (Mt 18,7 e segs) Medita uma vez mais estes pensamentos, que te farão bem à alma.

Fonte: Anunciai a Boa Nova, Janeiro de 2012 – www.edicoesboanova.com

Sugestão: Leia, releia, medite, a sós ou com outros, tire cópias, distribua, envie aos seus amigos…

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Ezequiel Miguel

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