Testemunho de Glória Polo – III

(Continuação do Exame dos Dez Mandamentos)

Tópicos: falar mal dos sacerdotes e da Igreja/ os ungidos de Deus/ o poder da palavra/ o ódio demoníaco aos sacerdotes

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Glória Polo e os sacerdotes

Glória Polo conta:

confessar27Até que ponto chegou a degradação da minha relação com Deus! Nunca alimentei a minha alma e, para rematar, não fazia outra coisa que não fosse criticar os sacerdotes. Se vocês soubessem como fiquei tão mal nessa parte diante de Jesus! O Senhor mostrou-me como ficou a minha alma com todas essas críticas. Além disso, imaginem que chamei a um sacerdote de homossexual e toda a comunidade ficou a saber! Quanto mal fiz a esse sacerdote! Nem vou contar essa parte, porque seria demasiado longa. Só lhes digo que  uma só palavra tem a capacidade de matar e destruir as almas. Agora, eu via todo o mal que tinha feito. A minha vergonha era tão grande que não há palavras para a descrever. Só lhes peço que não façam o mesmo! Não critiquem! Rezem por eles! Vi que as manchas mais graves que eu tive na minha alma, e que me trouxeram mais maldições à minha vida, foi falar mal dos sacerdotes.

A minha família sempre criticou os sacerdotes. Desde pequenos, o meu pai e todos em casa criticavam e diziam: ”Esses padres, esses tipos são mulherengos e têm mais dinheiro que nós!…E são isto, são aquilo! E nós repetíamos! Nosso Senhor dizia-me, quase gritando: “ Quem pensavas que eras, para te fazeres deus e julgares os meus ungidos? Eles são de carne e a santidade é-lhes dada pelas comunidades onde Eu os coloquei. Eles são Dons que Eu lhes envio e as comunidades devem rezar por eles, amá-los e apoiá-los”.

Quando um sacerdote cai, a sua comunidade responderá ao Senhor pela santidade do mesmo? O demónio odeia os católicos e muitíssimo mais os sacerdotes. Odeia a nossa Igreja, porque, enquanto houver um sacerdote consagrando ao Senhor…, porque todos deviam saber que aquelas mãos do sacerdote  são benzidas e que, apesar de ele ser homem, é um ungido de Deus. Ele é reconhecido pelo Pai Eterno, de maneira  a que num pedaço de pão aconteça um milagre, uma transubstanciação, transformado, pelas mãos daquele sacerdote, no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. O demónio odeia, intensa e terrivelmente, essas mãos, por causa do poder que Deus lhes atribui em favor do Seu Povo, em geral, e das almas, em particular.

O demónio detesta-nos, a nós, católicos, porque temos a Eucaristia, porque a Eucaristia é uma porta aberta para o Céu e é a única porta! Sem a Eucaristia ninguém entra no Céu. Qualquer pessoa que esteja a agonizar, Deus coloca-se ao lado dessa pessoa, sem se importar q que religião pertence ou às suas crenças. O Senhor revela-se e diz-lhe, carinhosamente, com muito Amor e Misericórdia: “Eu sou o teu Senhor!” E se essa pessoa pede perdão e aceita o Senhor, acontece algo difícil de explicar: Jesus leva imediatamente essa alma onde se está a celebrar uma missa nesse momento e essa pessoa recebe o Viático,  numa comunhão mística. E algo místico é uma graça imensa que nós temos na Igreja Católica…e muita gente fala mal desta Igreja, mas, através dela, recebem a salvação e vão para o Purgatório, onde continuam a beneficiar da Graça da Eucaristia. Salvam-se, vão para o Purgatório, mas salvam-se! Por isso, o demónio odeia tanto os sacerdotes, porque, enquanto houver um sacerdote, há umas mãos que consagram o pão e o vinho e os transformam no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Por isso, temos de rezar muito pelos sacerdotes, porque o demónio atacaos fortemente. Nosso Senhor mostrou-me tudo isso.

Além disso, temos os Sacramentos

Só através do sacerdote temos o Sacramento da Penitência, por exemplo. Só através dele obtemos o perdão das nossas culpas. Sabem o que é o confessionário? É um lavatório de almas. Não com água e sabão, mas com o Sangue de Cristo. Quando a minha alma ficou suja, negra com o pecado, se eu me confessasse, teria sido lavada com o Sangue de Cristo. Além disso, romper-se-iam as correntes que me atavam ao maligno. Não havia então o demónio de detestar os sacerdotes? Mesmo aqueles sacerdotes que são grandes pecadores têm o poder de absolver os pecados. E o Senhor foi-me mostrando como: na ferida do Seu Coração… Há coisas que passam acima da inteligência do homem, mas que são realidades espirituais e são, na verdade, mais reais…Através dessa  ferida (chaga), uma alma sobe ao Estrado Divino, ao Estrado da Misericórdia Divina, à porta da Misericórdia, sobe, e no Coração de Jesus, eterno Sacerdote, Jesus põe a Sua Cruz sangrando no seu Eterno Presente e aquela alma fica limpa. Agora, eu via como a minha alma ficou limpa na Confissão. E em cada pecado que confessei Nosso Senhor rompeu o laço que me unia a Satanás. Pena foi ter-me afastado da Confissão! Mas tudo isso só acontece através do sacerdote. E todos os outros Sacramentos só os recebemos também através do sacerdote. Por isso, temos a obrigação e o dever de rezar por eles, para que Deus os proteja, os ilumine e os guie

FONTE: Da Ilusão à Verdade, traduzido do CD de Glória Polo por Maria José Diniz. Edição da “Cidade do Imaculado Coração de Maria, APRT 86,2496-908, Fátima. Preço: 2 Euros, Iva incluído.

Sugestão: Adquira e ofereça. Em alternativa: http://www.gloriapolo.com

Considerações:

1. Os sacerdotes católicos que tenham sido validamente ordenados transportam consigo a maior autoridade e dignidade que possam ser atribuídas a um ser humano, pois são ministros, não de um rei ou imperador terrenos, mas do próprio Jesus Cristo, actuando, por isso, em Seu nome quando exercem as funções ministeriais que lhes estão atribuídas. Nenhum pastor de qualquer outra religião tem tal poder e dignidade e nenhum Leigo católico se lhes pode comparar, por mais altos e importantes que sejam os cargos que desempenhar.

2. A dignidade dos sacerdotes ultrapassa tudo o que possamos imaginar. Eles estão num patamar acima de todos os homens e Cristo concedeu-lhes dignidade, poder e funções que nem à Sua Santa Mãe nem aos anjos mais elevados concedeu. Nem Ela nem os Anjos jamais puderam  ou poderão perdoar pecados em nome de Cristo ou celebrar a Missa, onde Cristo, pelas Suas próprias Palavras, ditas pelos sacerdotes, transforma o pão e o vinho comuns em Seu próprio Corpo e Sangue, para alimento das almas. A outra grande missão dos sacerdotes é o poder de, na Confissão Sacramental,  também em nome  de Jesus Cristo, perdoarem os pecados, lavando assim as almas e trazendo-as de novo à Casa do Pai, pelo seu arrependimento e pela absolvição, também por meio das palavras de Cristo: “Vai! Os teus pecados estão perdoados “  Diz o sacerdote: “…E eu, pela misericórdia de Deus e pelo poder e autoridade que Jesus Cristo me concedeu, te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. É certamente a este maravilhoso sacramento da Misericórdia Divina que o Apocalipse se refere:

 “Estes, que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram? … Estes são os que vêm da Grande Tribulação e que lavaram as suas túnicas  (almas) e as branquearam no Sangue do Cordeiro (Jesus Cristo) (Ap 7,13-114).

 Convém não esquecer que os Sacramentos da Igreja Católica se fundamentam e se originam nas Chagas de Cristo, de  onde o Seu Sangue correu para lavar as almas, libertando-as da escravidão do pecado. Cristo é o Cordeiro que se ofereceu como Vítima para expiar, não só pela Humanidade inteira, mas também individualmente por cada um de nós. A nós cabe a missão de aproveitar, ou  não, a Graça da Redenção.

3. A culpa dos maus sacerdotes: Cristo diz esta terrível coisa sobre a santidade (ou falta dela) dos sacerdotes:

 “A culpa de maus sacerdotes é das comunidades onde eles prestam serviço”.

Cristo também penaliza terrivelmente quem fala mal dos padres, sem referir se eles são culpados de maus comportamentos ou não! O problema é que eles são escolhidos entre todos os homens para uma missão especialíssima, para a qual eles precisam de apoio material e espiritual, pois, como a Glória Polo diz, estão constantemente sob os ataques de Satanás e dos seus agentes humanos. Há mulheres, já adultas ou ainda jovens, que fazem tudo para desviar um sacerdote. Não será novidade para ninguém, mas também se sabe que muitos deles não são prudentes no seu relacionamento com elas nem têm por lema evitar familiaridade excessiva.  Em tempos que já lá vão, os sacerdotes não se deixavam beijar por elementos femininos nem elas os beijavam, excluindo, claro, familiares. O costume era cumprimentá-los beijando a sua mão. Registo aqui  como um grande santo fazia, S. João Maria Vianey, o Santo Cura de Ars, que, quando tinha de falar com uma mulher frente a frente, olhava-a uma vez no rosto e depois… desviava disfarçadamente o olhar, procurando que a conversa fosse rápida. Poderemos considerá-lo um herói ou um fracalhote? Qual a sua opinião?

4 . Diz a Sabedoria Divina (O Espírito Santo) que quem ama o perigo cairá nele (Eclesiástico ou Ben-Sirá 3, 2). Também   se diz na Teologia Moral que a primeira condição para não se cair no pecado é evitar as ocasiões em que se pode pecar. No campo da Castidade, os  que se julgam valentões (falsos heróis) caem; os que se julgam  fracos ( verdadeiros heróis) fogem.  A fuga é sempre a arma daqueles que se consideram fracos. Veja como se porta um gato que não seja o seu, se tentar apanhá-lo: Foge, pára daí a uns metros, olha para trás e fica a rir-se de si!… As palavras de Cristo “Sem mim nada podeis” têm aplicação por excelência em tudo o que respeita à Castidade, a qual, segundo o estado de cada um (solteiro, casado, viúvo, Sacerdote, Religioso) é o mandamento difícil, para cujo cumprimento se exige prudência, vigilância, fuga das ocasiões, oração, jejum, sacrifício, prática frequente da Confissão e da Comunhão durante a Missa (Eucaristia). Isto diz alguma coisa sobre a necessidade que os sacerdotes têm de que as Comunidades paroquiais ( e não só) rezem por eles, pois estão constantemente sob as baterias de Satanás. A queda de um sacerdote é o primeiro elo de uma cadeia de males para ele e para o povo.

5 . Já deve ter ouvido argumentos contra os padres e contra a Confissão sacramental. Entre esses argumentos ouve-se: 1. Eu confesso-me a Deus. Os padres ainda são piores do que eu. 2.  Eu confesso-me, mas há certas coisas que eu não lhes digo…não faltava mais nada! 3. Eu não me confesso porque tenho medo que eles vão badalar…;  etc.

Convém saber que :  1. A Confissão dos pecados ao sacerdote é o meio comum para obter o perdão; 2 .  Se fosse suficiente confessar-se directamente a Deus, Cristo não teria instituído este Sacramento; 3 . Um pecado grave omitido conscientemente na Confissão deixa a absolvição sem efeito, originando mais um pecado grave (sacrilégio); 4 . O sacerdote recebe graças especiais para não revelar absolutamente nada daquilo que ouve na Confissão. Se falhar, fica excomungado e ele próprio comete pecado grave. Se o seu silêncio lhe trouxer ameaças de morte, ou mesmo a morte, deve  deixar-se matar e levar consigo o segredo da Confissão. Já alguns sofreram o martírio por causa disso; 5 . Se um sacerdote estiver em pecado ou viver em pecado, os seus poderes continuam válidos, até que seja suspenso, por isso,  é válida a Missa, incluindo a Consagração, a absolvição dos pecados e os outros Sacramentos que lhe cabe administrar. Sendo assim, ele arrisca condenar-se, se morrer em pecado, mas está em condições de atender de Confissão e dar a absolvição validamente. Em poucas palavras: Ele pode ajudar a salvar outros e condenar-se a si próprio.

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Ezequiel Miguel

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