Testemunho de Glória Polo – VII

bebeO aborto da amiga

Tópicos: Gravidez precoce  e aborto da amiga/ Más companhias / Comunhões mal feitas/ ideias satânicas / a droga LSD

Glória Polo conta:

Aos 13 anos, a minha amiga Estela engravidou. Quando me disse que estava grávida, eu perguntei-lhe: “ Mas então, tu não tomavas a pílula”? Ela diz: “ Sim, mas não resultou”! Eu disse: “E agora? Que vais fazer? Quem é o pai?”

Ela respondeu que não sabia. Não sabia se foi naquela festa, naquele passeio ou ainda se era do namorado. Acrescentou que vai ter que dizer que  era do namorado. Em Junho foram de férias, ela e a mãe. Ela já tinha cinco meses de grávida…Quando chegou, fiquei surpreendida! Ela não tinha nada na barriga e parecia um cadáver. Estava tão pálida! E daquela menina extrovertida que se divertia com tudo, não ficou nada. Já não era a mesma!

Sabem, nenhuma de nós gostava de ir à Missa, mas na escola, que era de freiras, tínhamos de ir com elas. Havia um sacerdote velhinho que demorava muito e as suas missas pareciam-nos eternas, nunca mais acabavam! Enquanto durava a missa, nós estávamos o tempo todo na brincadeira, a rir, sem nenhuma atenção. Mas, um dia chegou um sacerdote novo, muito jovem e muito bem parecido. Nós comentávamos que um Jovem tão atraente, como padre era um desperdício… Combinámos qual de nós o iria conquistar! Imaginem!

Lá, na nossa escola, as freiras eram as primeiras a comungar e a seguir éramos nós, todas sem Confissão!… Fizemos uma aposta, para ver quem conquistava o padre. Quando fôssemos comungar, desabotoávamos a blusa e aquela a quem o padre, ao dar a Hóstia, fizesse estremecer a mão, era essa a que melhores seios tinha. Era essa que tinha chamado a atenção do padre. As coisas satânicas que o maligno nos levou a fazer! E nós pensávamos que eram brincadeiras! A que ponto chegámos…! Mas quando a minha amiga Estela chegou daquelas férias, já não era a mesma, divertida, brincalhona e alegre de sempre. Agora, tinha o olhar apagado, triste, muito triste. Ela não queria contar-me, mas um dia fui a casa dela, ela baixou a saia e disse-me: “Quando a minha mãe soube que eu estava grávida, ficou tão furiosa que imediatamente me agarrou pela mão, meteu-me no carro e levou-me ao ginecologista. Quando chegou lá, ela disse ao médico: “ Ela está grávida! Faça-me um favor, cobre-me o que quiser, mas necessito que a opere imediatamente e resolva-me este problema!”. A minha amiga abre o guarda-fatos do seu quarto e vejo logo um frasco de vidro com tampa vermelha, com um líquido e um bebé completamente formado ali naquele frasco! Nunca esquecerei! Em cima da tampa do frasco estava a caixa com a pílula anticonceptiva. Imaginem!…

Vejam como o pecado põe uma pessoa doente e uma mãe fica espiritualmente doente, cega ao ponto de levar a filha a abortar e ainda mandar colocar o bebé num frasco, para que nunca mais se esquecesse de tomar a pílula…Simplesmente macabro e doentio! É o que o demónio faz quando lhe abrimos a porta com o pecado e não o limpamos na Confissão! Quando perguntei à minha amiga se não lhe doeu e se não ficou triste, ela respondeu imediatamente:” Mas porque havia  de estar triste? Pelo contrário, ainda bem que me livraram desse problema!” Mas era mentira, porque ela nunca mais voltou a ser a mesma! Pouco tempo depois, entrou em depressão! Uma depressão terrível. Depois, começou a consumir LSD (1), e claro,  como eu era a  sua melhor amiga, ofereceu-me, mas eu assustei-me. Por um lado, apetecia-me provar, porque ela dizia que a droga fazia sentir-se muito bem, que parecia estar flutuando, que parecia estar nas nuvens, (1) e tantas outras coisas boas me dizia que me apeteceu provar, mas não pude! Fiquei assustada e disse-lhe que não, porque podia ficar a cheirar a isso e a minha mãe descobrir, porque tinha um olfacto apuradíssimo,… e que me matava, se descobrisse!

O facto é que não provei! O Senhor mostrava-me agora que não foi pelo medo da minha mãe que não provei, mas sim a Graça de Deus, por ter uma mãe que rezava e a sua oração com o Rosário sustinha-me e não me deixava descer tão baixo. Mas as minhas amigas não gostaram, discutiram comigo, gritaram e ficaram chateadas por eu não ter provado. Mas eu não pude, não pude! Essa foi uma de tantas graças que recebi por ter uma mãe cheia de Deus, que rezava por mim, que vivia unida ao Senhor.”

(1) –  A droga LSD é a Dietilamida do ácido lisérgico, substância criada para tratar doenças psiquiátricas, mas que foi posta de parte por não se revelar apropriada para isso, pelos graves efeitos que originava. É uma droga  sintética, produzida em laboratório, que origina grandes e graves   perturbações no cérebro, tais como: alucinações visuais, auditivas, temporais e espaciais, hipotermia, aumento da pulsação cardíaca, euforia, fraqueza, tremores, insónias, pupilas dilatadas, inactivação do maxilar inferior, visualização de cores e formas, além de  sintomas de índole psiquiátrica. Uma das suas características é ser poderosamente nociva, mesmo em doses minúsculas. É produzida a partir de um fungo da cravagem do centeio.

Observações:

1.  Diz o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA sobre as drogas (estupefacientes), a contracepção e o aborto:

Nº. 2398 – A fecundidade é um bem, um dom, uma finalidade do matrimónio. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus.

Nº. 2399 – …A esterilização directa e a contracepção são meios moralmente inadmissíveis.

Nº 2271 – …O aborto directo, isto é, querido como fim e como meio, é gravemente contrário à lei moral.

Nº. 2272 – A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica de excomunhão este delito contra a vida humana.

Nº. 2291 – O uso de estupefacientes causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. A não ser por prescrição médica, estritamente terapêutica, o seu uso é uma falta (pecado) grave. A produção clandestina e o tráfico de drogas são práticas escandalosas (=que levam ao pecado) e constituem uma cooperação directa, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral.

2. Tudo aquilo que é inadmissível, por ser gravemente contrário à lei mora, é pecado grave, exigindo, por isso, parar, arrepender-se, decidir não reincidir e confessar-se, caso seja membro da Igreja Católica.

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