Testemunho de Gloria Polo – XI

gravidaOs diversos modos de matar

Tópicos: Glória Polo, má conselheira e patrocinadora de abortos em adolescentes / Ser ou não ser boa católica…/ Como obter o perdão e reparar…

Glória Polo conta:

“Quantos de nós já matámos espiritualmente também?! Quantos de nós se preocupam para que os seus filhos tenham vestuário, comam adequadamente, tenham estudos! E se estão doentes!…E, se assim é, corremos para o médico, preocupadíssimos. Mas quantos de nós muitas vezes matamos os nossos filhos? Os nossos filhos estão tristes ou cheios de raiva e amargura ,porque não têm o pai ou mãe a seu lado? …Imaginem uma mulher que se apresenta na igreja, por exemplo, e diz:

“Obrigado, meu Deus, por esses filhos tão bons que me deste! Eles são tão bons que, desde que o pai me deixou, odeiam o seu pai e só me querem a mim!”

Sabem o que ela fez? Ela matou esses filhos espiritualmente, porque odiar é matar! Quantas vezes envenenamos os nossos filhos?! Vocês não imaginam quanto dói a Deus indispor, envenenar os filhos contra o pai ou contra a mãe! Deus não permite tal coisa!

Quantos filhos mortos carregamos em nós?

Jesus mostrou-me que eu era uma assassina espantosa, porque não só pequei quando abortei, como financiei muitos abortos também. O poder que o dinheiro me deu! Ele fez-me cúmplice, porque eu dizia: “A mulher tem o direito de ficar grávida ou não!…” Vi o livro da minha vida…doeu-me tanto ver tanto!

Anos mais tarde, já adulta, eu!… Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada de um sobrinho iam muito a minha casa. Como eu era a que tinha dinheiro, convidava-as e falava-lhes da moda de “glamour” e de como exibir o corpo, para serem atractivas e aconselhava-as. Vejam como eu as prostituía. Prostituí menores e esse foi outro pecado espantoso, depois do aborto….Eu dizia-lhes: ” Não sejam burras, meninas, não façam caso das vossas mães, que vos falam de castidade, de virgindade,…Elas estão fora da moda. Elas falam da Bíblia, que tem mais de 2000 anos e além disso, esses Padres que não querem modernizar-se falam-vos do que diz o Papa, mas esse Papa está passado da moda.” Imaginem o veneno que eu ensinei a essas meninas! Que elas podiam disfrutar do seu corpo,…que só tinham de ter cuidado para não engravidar. E eu ensinei-lhes com que método.

Uma das meninas, de 14 anos, era namorada do meu sobrinho (Jesus mostrou-me). Ela chegou um dia ao meu consultório a chorar muito e a dizer: “Glória, sou uma bebé, sou uma bebé…e estou grávida!” Eu quase lhe grito :” “Bruta! Não te ensinei como fazer?” Mas ela diz:” “Sim, sim, mas não resultou!”

Sabem o que Deus queria de mim naquele momento? Era que eu apoiasse aquela menina, para que não caísse no abismo, para não abortar. Porque o aborto é uma corrente que pesa tanto!…Que arrasta!…Que maltrata, porque sempre sentirás essa dor e esse vazio de teres sido uma assassina do teu próprio filho. O pior, para essa menina, é que, em vez de lhe falar de Jesus e ajudá-la, reconfortando-a, apoiando-a…Não…! Dei-lhe dinheiro para que fosse abortar. Isso, sim, num lugar bom, para não ficar prejudicada fisicamente! Mas ficou, emocionalmente, e para toda a vida!

Assim como esse, patrocinei tantos outros! Mas eu ainda tinha o descaramento de dizer que não matava, que era boa e que era católica, que não era justo eu estar naquele lugar horrível!…Além disso, também, cada pessoa que me caía mal, eu as odiava, detestava e falava mal delas. Eu era falsa, hipócrita e também uma assassina, porque não é só com uma arma que se mata uma pessoa. Mata-se também a odiar, a caluniar, a ter inveja, a troçar, a fazer-lhe mal.

Como já vos disse, o aborto é o pecado mais grave aos olhos de Deus. Muita gente me pergunta como reparar o aborto, porque não podemos devolver a vida ao bebé. Mas na Igreja Católica temos uma bênção tão grande: O Sacramento da Penitência (Confissão), porque na Confissão Deus perdoa-nos e o que o sacerdote desliga na Terra, fica desligado no Céu. Glória a Deus por isso! Bendito seja o nosso Deus, pela Sua Bondade! O Senhor perdoa-nos, mas lembrem-se daquilo que Jesus disse à mulher adúltera: “Vai em paz e não peques mais”!

Vejam essa beleza, essa economia de Deus! Vejam como Deus transforma tudo para o nosso bem! Nada se perde! E quando um homem ou uma mulher evangeliza sobre o aborto, e se um bebé se salva, isso também é reparação! Quando uma mulher aborta, além de pedir perdão a Deus na Confissão…e fazer um firme propósito de não voltar a abortar nem ajudar outras a fazer, ela está a reparar enormemente o seu pecado, pois isso é reparação.”

 

FONTE: Gloria Polo, Estuvo en las puertas del cielo y del infierno. Traduzido para português: Da ilusão à verdade, porMaria José Moniz e Padre Macedo SCJ, Cidade do Coração Imaculado de Maria, Aprt 86, 2496-908 Fátima

 .

Comentário por: Ezequiel Miguel

1.A responsabilidade dos maus conselhos

Gloria Polo lamenta todos os maus conselhos e a sua cumplicidade pecaminosa, que levaram aos abortos de que fala. Os seus actos encaixam na maldição que Cristo lançou sobre aqueles que provocam escândalos, isto é, que levam alguém a pecar. Este pecado do escândalo é tão grave, que Cristo foi levado a dizer: “A esses, melhor lhes fora que fossem lançados ao mar com uma pedra ao pescoço”. Porquê ainda com uma pedra ao pescoço? Para que ninguém mais lhes ponha a vista em cima, mesmo depois de mortos. Quem, livremente, conscientemente, levar outros ao pecado fica responsável pelo seu próprio pecado e pelo pecado do outro. No caso de Gloria Polo acresce ainda a gravidade, por se tratar de adolescentes, de menores, como nós dizemos. Ela ensinava como fazer e pagava os abortos, baseada na teoria que reza que a mulher é dona do seu próprio corpo e pode fazer com ele ou dele o que muito bem lhe apetece, argumento este sempre martelado em ideologias anticatólicas e até mesmo católicas. Também esta teoria se apoia numa falácia, um falso argumento, uma mentira, porque nenhuma mulher fez o seu próprio corpo, mas foi-lhe oferecido por Deus, através dos seus pais. Quando nos países se plebiscita ou legisla sobre o aborto, lá vem sempre este argumento à baila. Os católicos não podem aceitá-lo, aconselhá-lo, defendê-lo, querê-lo, executá-lo, mandá-lo executar, participar nele, se for deliberadamente provocado, sob pena de excomunhão, e também não podem/devem votar em partidos ou pessoas que favoreçam, seja de que modo for, o aborto ou as teorias ou as ideologias abortistas.

Quando há eleições, há responsáveis da Igreja que não opinam, não esclarecem sobre a seriedade política, ouvindo-se, com frequência, dizer que a Igreja não se mete em política. Mas a Igreja não está no mundo para ser Luz, Guia, Mestra? Há alguma actividade humana de que a Igreja se deva alhear? Não está ela destinada a iluminar, com vista à Salvação das almas, todos os campos de acção dos homens? Isso será política ou zelo pela salvação eterna dos seus membros? Será que a Hierarquia da Igreja não cometerá pecados de omissão em alturas de eleições ou plebiscitos, por se calar, por não protestar, por não esclarecer, por não iluminar, por não fazer valer os pontos sensíveis da Doutrina de Cristo? Eu digo que há faltosa demissão e faltosa omissão!

2. Ser ou não ser bom/boa católico/a

Custa pouco ser( bom?) católico quando cada um entende o catolicismo à sua maneira e de acordo com as suas conveniências e interesses. Custa pouco, quando cada um escolhe aquilo em quer acreditar e fazer o que lhe der na real gana, indo depois à missa dominical e ficando-se por aí. Mas ser bom católico é algo muito exigente, pois não se trata de defender apenas uma ideologia, mas implica viver de acordo com aquilo que Cristo ensinou e transmitiu à Igreja Católica, por Ele fundada para ser Mestra, Mãe, Guia, Luz no caminho que leva à salvação eterna. Ser bom católico, irrepreensível, requer fé esclarecida, santidade, viver em graça, frequentar os sacramentos, praticar rigorosamente os Mandamentos, mesmo que isso prejudique na saúde ou na doença, na vida ou na morte. Cristo não foi nem é meigo quando se trata de seguir a sua doutrina: ” Quem não estiver disposto a cumprir as Minhas palavras e dar a sua vida por Mim não é digno de Mim”.

3. O perdão através da Confissão

Como se obtém o perdão na Confissão? Não é algo automático, garantido, pois esse perdão está condicionado por atitudes radicais, a saber:

1. Um arrependimento sincero, reconhecer que se pecou, por ter ofendido gravemente a Deus, através de um comportamento contra um dos Seus Mandamentos, o 5º: Não matarás!

2. Confessar o seu pecado a Deus e solicitar humildemente o Seu perdão, tal como fez o filho pródigo da parábola: “Pequei contra Vós e já não sou digno de ser chamado Vosso filho”.

3 . Fazer um firme propósito de não voltar a fazer aquele pecado grave e empenhar todo o seu ser nesse sentido, custe o que custar, inclusive a própria vida. Foi o que Cristo disse à mulher adúltera:” Vai e não peques mais”!

4. Recitar devotamente, contritamente, o Acto de Contrição (Acto de arrependimento), no qual estão incluídas estas cláusulas.

5. Apresentar-se ao Confessor e confessar o seu acto pecaminoso e todos os pecados graves ainda não confessados ou mal confessados, claramente, sem manobras de diversão.

6. Cumprir rigorosamente a penitência que o Confessor indicar. Ao ouvir e ver o sacerdote dar a absolvição, os pecados confessados ficam apagados para sempre no Livro da Vida . Quando vierem os remorsos e os escrúpulos, não se deixe abater nem mergulhe na dúvida. Tem o resto da vida para expiar e fazer reparação, de modo a evitar uma estadia longa no purgatório…

4. Reparação/expiação

Reparar é fazer reparação. Se alguém fizer uma mossa, um buraco, uma destruição, pequena ou grande, num muro, precisa de repor a situação anterior, fazendo a reparação de todos os estragos. Pelo pecado nós também provocamos rombos em Deus, na dignidade, na honra, na santidade, na majestade, na bondade de Deus, uma vez que se trata de uma ofensa grave e tão grave que, se se morrer sem o necessário arrependimento, implica a eterna condenação. Ora, as ofensas exigem uma reparação, um conserto, um pedido de desculpas, uma indemnização, uma punição. Convém saber que todo o pecado, mesmo depois de perdoado, exige expiação (penitência) reparação, as quais se poderão fazer nesta vida, com oração, sacrifício, boas obras, esmolas,… ou no Purgatório, onde terá custos mais difíceis de suportar, pois no Céu não se entra com nenhuma culpa, por mais leve que seja. Todo o pecado perdoado é como um prego que se arranca de uma tábua ou de uma parede: deixa lá um buraco, que é preciso reparar! No caso dos condenados ao inferno, o prego ou os pregos (pecados) continuam eternamente válidos, sem possibilidade alguma de serem perdoados.

 

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