Jesus visita o Mar Morto

marmorto17Sodoma e Gomorra

(Confira: Génesis 19 e 20)

(Realidade & ficção)

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Citações bíblicas:

1 . “Se um homem se deitar com outro homem, como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um acto abominável. Serão ambos punidos com a morte. O seu sangue cairá sobre eles”(Lev 20, 13).

2 . “Os dois homens disseram a Lot : “…Manda sair desta região os teus genros, os teus filhos, as tuas filhas e todos os parentes que tiveres na cidade. Pois vamos destruir todas estas terras, porque o clamor que se eleva contra os seus habitantes é enorme diante do Senhor e Ele enviou-nos para os aniquilar” (Gen 19, 12-13).

3 . “Erguia-se o sol sobre a terra, quando Lot entrou em Soar. Então, o Senhor fez cair do céu uma chuva de enxofre e de fogo, enviada pelo Senhor. Destruiu estas cidades, todo o vale (de Sedim) e todos os habitantes das cidades e até a vegetação da terra” (Gen 20, 23-25).

O Mar Morto, também chamado Grande Mar, Mar do Sal,  Mar de Lot, Mar da Morte, Mar de Zoar, Mar de asfaltite, Mar de Arava e Mar Oriental, não é algo que sempre tenha existido como hoje o conhecemos, pois, antes da destruição das cinco cidades, era o Vale de Sedim, onde ficavam vários poços de betume natural. Mas, com  a destruição das cidades, o terreno afundou, engolindo as ditas cidades que antes ocupavam aquele vale e a planície  à volta. E ele lá está, a esconder uma horrível realidade, monumento perene, sinistro, maldito, a comportamentos irracionais dos homens, nada menos que a homossexualidade generalizada nas cinco cidades, conforme o relato bíblico apresentado no Génesis: Sodoma, Gomorra, Bela, Bedma e Seboim.

O Mar Morto tem uma superfície de cerca de 1050 Km2, um comprimento de 80 Km, uma largura de 18 Km e uma profundidade de 450 metros abaixo do nível do mar, sendo a mais baixa depressão existente na Terra, com uma tendência para o nível das  suas águas descer.

No fundo do Mar Morto jaz tudo e todos daquilo que eram estas cidades, local de profunda meditação de que não se tira proveito, porque se relaciona com factos esquecidos, incómodos, negados,  camuflados, deformados,  transformados, manipulados, desvalorizados, branqueados, atribuídos a meras causas naturais por investigadores e teólogos racionalistas, que fornecem explicações ridículas para acalmar  mentes graníticas.

Se o que aconteceu a estas cidades tivesse por base uma causa natural, não seria preciso ter ficado relatado no Génesis, assim como o Dilúvio, também negado por muitos, apesar de a Arqueologia ter demonstrado a sua existência.  Se lá ficou, é porque Deus quis dar aos homens uma permanente lição sobre comportamentos altamente pecaminosos e indignos, que hoje, cada vez mais, tendem a ser imitados, com as consequências trágicas que cairão sobre aqueles que os aprovam em teoria ou os praticam.

Este é um tema que não merece a simpatia de ninguém, porque ninguém gosta de o abordar sem arriscar ser alcunhado de ingénuo, infantilmente crédulo. Lê-se e ouve-se dizer que não está provado que tenha sido como a Bíblia relata, que foi apenas um fenómeno natural aproveitado para vincar umas teorias religiosas, umas lições moralistas sem bases sólidas, etc., etc. Também confesso que nunca ouvi nada sobre o assunto nas homilias das missas, tal como não ouvi sobre a existência de Satanás e sua acção, sobre a existência do inferno, sobre os pecados do sexo, sobre o aborto, sobre tudo o que é sexualidade pecaminosa, sobre as seitas, sobre o espiritismo e outras correntes de vida que levam muitos cristãos, impávidos e serenos,  na direcção da eterna condenação.

Mas também há cientistas que afirmam que há testemunhos materiais válidos sobre o que aconteceu nestas cidades que jazem sepultadas e em ruínas no Mar Morto, morto porque o excesso de sal nas suas águas não permite vida aquática.

Cristo foi lá com os Apóstolos e fez-lhes a catequese  a que o local e o destino dessas cidades estavam, e estão ainda, ligados:

Jesus – Eis-nos chegados! Eu conduzi-vos até aqui, para vos mostrar algo que não deve ser perdido de vista e ficará relatado para sempre, tal como o conheceis da Escritura. Este é um mar que cobre os restos do que foram cinco cidades, a uma profundidade de 400 (450?) metros, notáveis pelos piores motivos. Abraão bem implorou misericórdia para elas, mas chegou à conclusão que não mereciam nenhuma misericórdia. A maldição do Senhor caiu sobre elas e lá, no fundo, está ainda o que resta delas. Juntamente com a destruição por fogo e enxofre, vindos de cima e de baixo, ainda dura a outra maldição que impede que a vida volte aqui a nascer. Sabeis certamente qual o pecado que aqui se cometia, um pecado hediondo e indigno da raça humana, em permanente e total desrespeito pelas leis do Senhor, que criou o homem e a mulher, unindo-os de modo indissolúvel, para um fim bem específico: a geração de seres humanos.

 Deus é tolerante e compassivo, cheio de misericórdia e bondade, mas há medidas que os homens  enchem até vazarem, desafiando Deus e as Suas  santas leis. Aqui estão exemplos, tal como o do Dilúvio, para lembrarem aos homens que o desprezo das leis divinas brada ao Céu por severas punições, que, mais cedo ou mais tarde, poderão desabar sobre as cidades que até aos demónios metem nojo. Nas vossas pregações evocai Sodoma e Gomorra e pregai sobre as causas da sua destruição.  O relato  desta tragédia está  na Escritura  e lá estará até ao fim do mundo, para que os homens tenham sempre presente que devem manter a dignidade com que Deus os dotou, a ninguém sendo lícito colocar os Seus santos mandamentos de cabeça para baixo. O homem foi criado pouco inferior aos anjos, foi coroado de honra, glória e nobreza (Salmo  8, 6)) e nele está infundida uma luz que lhe dita o que deve fazer  e o que deve evitar.

Pedro – Mestre, os homens irão sempre acreditar que estas cidades foram destruídas em consequência dos seus pecados?

Jesus – Não! Virão tempos em que os homens, negando a intervenção divina nos acontecimentos humanos, dirão que se tratou apenas de fenómenos naturais e  que a intervenção divina  nem sequer foi necessária. Dirão que havia lá uns vapores, uns fumos, uns borbulhares de águas, etc. Mas, se tudo tivesse acontecido por causas simplesmente naturais, não mereceria ter ficado relatado como está relatado na Escritura nem testemunhado por personagens reais. E Deus também pode servir-se de causas naturais para a realização dos Seus santos desígnios, pois o Senhor, que tudo criou, pode alterar, suspender ou anular as leis que impôs à Natureza. É certo que que havia nesta zona umas camadas de pez entre as placas rochosas, mas foi Deus que lhes atiçou o fogo, que em sua fúria se foi chocar com o fogo que caía directamente do céu. Foi a revolta dos elementos naturais, em choque uns contra os outros, que levou à destruição de uma região que antes fora um pequeno paraíso terrestre, a que vários personagens de Israel ficaram ligados. Era a terra onde corria o leite e o mel, mas a maldade dos habitantes destas cidades levou tudo à destruição. Àqueles que não virem a mão do Senhor em Sodoma e Gomorra lembro que a sua destruição foi previamente anunciada, como está relatado na conversa com Abraão.

João – E a mulher de Lot, que ficou transformada em estátua de sal?

Jesus –  Ela morreu em consequência da sua desobediência à ordem peremptória que lhe foi dada: “ Ninguém olhe para trás!…Aquele que olhar para trás morrerá”! Ela olhou e morreu instantaneamente. O sal que a envolveu e cobriu ficou para lembrar aos homens que aquilo que o Senhor ordena é para se cumprir. O sal conserva e ela passou a ser uma pequena extensão do mar que engoliu as cidades, ficando a ser, para sempre, um memorial à  desobediência da mulher de Lot. Muitos dirão  que já por aqui havia rochedos com formas humanas, mas isso servirá apenas para os incrédulos alimentarem a sua incredulidade. Esta mulher ficou instantaneamente transformada em estátua de sal, o que difere de tudo o que houvesse por aqui.

André –  Mestre,  poderão ter sido destruídas por algo parecido com um vulcão?

Jesus – Na Terra há locais bem definidos para os vulcões, que podem eclodir por causas naturais ou por ordem de Deus, que pode despoletar um em qualquer lugar. Mas a erupção de um vulcão provoca a elevação do terreno, um monte com um grande buraco redondo no centro, a boca do vulcão, por onde saem as chamas, a lava, as cinzas, os vapores, os fumos e os gases. Aqui, não vedes nada disso! Podereis assim tirar as vossas conclusões.

Tiago – Mestre, mas lá no fundo ainda há testemunhos do que foram estas cidades?

Jesus – Há e muitos! O que lá está jaz sob duas camadas: uma, de areias levadas pelo rio Jordão e outra, de sal, num sepulcro com dupla lápide, para que nada do que elas foram transpire cá para fora, em consequência da maldição total que caiu sobre elas. O excesso de sal destas águas conserva muitos materiais que são testemunhas dos acontecimentos. Destas cidades malditas nada ficou à superfície, nem sequer a erva dos campos. Estas águas não alimentam nenhum tipo de vida em seu seio e nem sequer o céu são capazes de espelhar. Assim são as águas negras do pecado.

Tomé – Mestre, além deste local  amaldiçoado, há outros em Israel?

Jesus – Há! Lembro-vos  Endor, local cheio de ruínas, rastejantes, corujas, cobras, lagartos,  lagartixas, ratos, silvas,…por onde as pessoas têm medo de passar. Era lá que vivia a bruxa que o rei Saúl foi consultar, a qual, aliada aos demónios, proferia oráculos. Também vos recordo que o Senhor o fez morrer antes do tempo por causa desse pecado, para que servisse de exemplo a todo o Israel. Algo semelhante se passou com o rei Acazias (=Ocozias).

Simão – E o Templo de Jerusalém? É que me apetece compará-lo a uma toca de víboras!…

Jesus – Não só o Templo, mas a própria cidade! A maior parte de vós ainda viverá quando lá acontecer algo semelhante, mas ainda com a ajuda de milhares de espadas. Esta cidade, este templo e esta geração… pagarão pela rejeição do seu Messias.

 .

Ezequiel Miguel

 .

Artigos relacionados:

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. O pecado do Rei Saúl

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