CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE

Excertos do livro:
“O inédito sobre os Evangelhos”
de autoria do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, E. P.

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deadOs saduceus cumpriam as formalidades da Lei de Moisés, mas não acreditavam na ressurreição dos mortos: eram ateus-práticos. Por isso, procuravam armar ciladas a Jesus, para impedir a crença na imortalidade da alma e na ressurreição dos corpos

I – A ressurreição dos corpos

Afirma o Apóstolo que Jesus ressuscitou como “primícias dos que morrem” (1 Cor 15, 20). São Paulo não perde nenhuma oportunidade para acentuar a importância da ressurreição final, com vistas a animar os Coríntios por ele baptizados, a continuarem firmes na fé, como também no trabalho apostólico. Segundo ele, sem essa fé, a tendência seria adotar-se um sistema de vida epicurista, relativista e libertino, conforme a expressão de Isaías: “Comamos e bebamos porque amanhã morreremos” (22, 13).

No capítulo 15 de sua Primeira Epístola aos Coríntios, depois de denominar de “insensato” a quem se põe o problema de como e em que condições ressuscitam os mortos, ele procura esclarecer, de forma muito simples e acessível, a revelação sobre a identidade substancial dos corpos nesta vida terrestre e os readquiridos após o Juízo Final, apesar das enormes diferenças de propriedade e aspecto entre o morto e o ressuscitado.

A comparação é retirada da natureza vegetal. Desta, Paulo faz uma aproximação entre a morte do grão ao ser semeado, sua posterior germinação e frutificação, com o nosso retorno à vida, no dia do Juízo. “Assim também será a ressurreição dos mortos. Semeia-se na corrupção, ressuscita- se na incorrupção. Semeia-se na ignomínia, ressuscita-se glorioso. Semeia- se na debilidade, ressuscita-se na força. Semeia-se um corpo natural, ressuscitará um corpo espiritual” (1 Cor 15, 42-44).

II – O nosso corpo participa dos prémios e castigos da alma

Mais de um milénio após essa proclamação de Paulo, o Doutor Angélico (S. Tomás de Aquino) nos deixaria uma rica e profunda doutrina sobre a essência dessa revelação. Sempre levando em conta estar a alma unida ao corpo como forma e matéria, e “como a alma é a mesma especificamente, parece que deve ter também a mesma matéria específica. Logo, será o mesmo corpo antes e depois da ressurreição. E assim, será preciso que esteja composto de carne e ossos e de outras partes da mesma classe” 1.

O nosso corpo ressuscitará, porque Deus assim quis e determinou, como também por ser parte integrante de nós mesmos, merecendo os prémios ou castigos, conforme caibam à nossa alma, na medida em que tenha participado dos méritos ou das iniquidades da mesma. Por isso, “entre os bons e os maus permanecerá uma diferença fundamentada no que pertence pessoalmente a cada um. […] e como a alma merece, pelos seus atos pessoais, ser elevada à glória da visão de Deus ou ser excluída pela culpa da ordenação para tal glória, segue-se, como consequência, que todo  o corpo se conformará segundo a dignidade da alma” 2.

III – Os corpos dos justos  revestir-se-ão de glória

A morte não é senão um sono prolongado (cf. Jo 11, 11) e os cemitérios, vastos dormitórios. Os que repousam no pó da terra despertarão, uns para a felicidade eterna, outros para as trevas e castigo também eternos (cf. Dn 12, 2). Os bons, já no acordar, terão seus corpos em claridade. “Pela claridade da alma elevada à visão de Deus, o corpo, unido à alma, alcançará algo mais. Pois estará totalmente sujeito a ela pelo efeito da virtude divina, não só enquanto ser, mas também enquanto acções e paixões, movimentos e qualidades corpóreas. Portanto, assim como a alma se encherá de certa claridade espiritual, ao gozar da visão divina, também, por certa redundância desta no corpo, se revestirá este, à sua maneira, da claridade da glória” 3.

Ademais, os corpos dos bons, no próprio instante da ressurreição, gozarão da agilidade. “A alma, que, unida a seu fim últim, gozará da visão divina, experimentará o cumprimento total de seu desejo em tudo. E como o corpo se move conforme o desejo da alma, resultará que o corpo obedecerá absolutamente à indicação do espírito. Por iss, os corpos que terão os bem-aventurados ressuscitados serão ágeis. E isto é o que diz o Apóstolo no mesmo lugar (1 Cor 15, 43): “Semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso. Pois experimentamos a fraqueza corporal, porque o corpo se sente incapaz de responder aos desejos da alma nas acções e movimentos que lhe impõe; fraqueza que, então, desaparecerá totalmente pela virtude que sobeja no corpo ao estar a alma unida a Deus. Por isso, na Sabedoria (3,7) se diz também dos justos que correrão como centelhas na palha, não porque tenham que mover-se necessariamente, pois, tendo a Deus, de nada precisam, mas para demonstrar seu poder” 4.

O corpo glorioso se levantará da poeira da terra, espiritualizado, dotado de sutileza. “A alma que goza de Deus se unirá perfeitissimamente a Ele e participará de Sua bondade em grau sumo, conforme sua própria medida; e de igual modo o corpo, pois este se sujeitará perfeitamente à alma” 5.

A impassibilidade dos corpos gloriosos não permitirá a existência de nenhum defeito, dor ou mal. “A alma que goza de Deus terá tudo em ordem à remoção de todo mal, porque onde está o Sumo Bem não cabe mal algum. Logo, também o corpo, aperfeiçoado pela alma e em proporção a ela, será imune de todo mal, não só catual, mas inclusive do mal possível. Do actual, porque em ambos nem haverá corrupção, nem deformidade, nem defeito nenhum. Do possível, porque nada poderão sofrer que lhes perturbe. E por isso serão impassíveis. Mas esta impassibilidade não excluirá neles as paixões essencialmente sensíveis, porque usarão dos sentidos para gozar daquilo que não repugna o estado de incorrupção” 6.

IV – A ressurreição dos condenados

Os maus também ressuscitarão íntegros. “As almas dos condenados têm efetivamente natureza boa, que foi criada por Deus; mas terão a vontade desordenada e afastada do próprio fim. Portanto, seus corpos, no que se refere à natureza, serão reparados e íntegros pois ressuscitarão na idade perfeita, com todos os seus membros e sem nenhum defeito, nem corrupção que tivesse ocasionado uma falha da natureza ou enfermidade” 7.

As almas dos maus, ao ressuscitarem seus corpos, estarão sujeitas a estes; diferentemente da situação dos bem-aventurados, serão elas carnais e não espirituais. “Como sua alma estará voluntariamente separada de Deus e privada de seu próprio fim, seus corpos não serão espirituais, ou seja, sujeitos totalmente ao espírito, senão que sua alma será carnal pelo afeto” 8.

Nem de longe experimentarão a agilidade dos corpos gloriosos. Muito pelo contrário, serão de certo modo sujeitos à lei da gravidade. “Tais corpos não serão ágeis, nem obedientes à alma, sem dificuldade, mas serão graves e pesados, de certo modo insuportáveis à alma, tais quais são as mesmas almas que se afastaram de Deus pela desobediência” 9.

Serão ainda mais sujeitos às dores e ao sofrimento do que o somos nós nesta vida terrena mas, sem nunca em nada se corromper, além das respectivas almas serem “atormentadas pela privação total do desejo natural da bem-aventurança” 10.

E pelo fato de estar a alma excluída da luz do conhecimento divino, seus corpos serão “opacos e tenebrosos” 11.

Sobre esses desgraçados, triunfará a morte. Ressuscitarão para ser lançados na morte eterna.

[…]

V – A cilada dos saduceus

Essa é a maravilhosa realidade – revelada por Cristo Jesus e explicitada pela Igreja infalível – que nossa fé católica nos faz aguardar com fortalecida esperança. Mas, na Antiguidade nem de longe essa doutrina era assim conhecida. Sobretudo era ignorada entre os pagãos e mais especialmente em meio a certas correntes filosóficas da Grécia. Não é difícil compreender a razão pela qual se tinha criado obstáculos contra a possibilidade de haver ressurreição.

Antes de tudo devemos considerar a constatação histórica, no dia-a-dia, sobre os mortos: quais deles retornam à vida? Porém, indo mais ao fundo do problema, encontramos a luta que se estabelece no interior de todo homem entre suas más inclinações e sua consciência. Sendo a criatura humana um monolito de lógica, se admite ela a ressurreição dos corpos como um prémio ou castigo eternos em proporção aos méritos ou culpas, ver-se-á na obrigação de cumprir as leis morais contra sua própria concupiscência. Sem a graça de Deus, essa batalha sempre termina mal. Ora, foi bem exactamente esse o resultado obtido pelos povos da Antiguidade, chegando alguns filósofos a defender a tese da materialidade da alma e de sua morte concomitante à do corpo.

VI – A origem do partido dos saduceus

Sob o império de Alexandre Magno (356 – 323 a.C.) houve um enorme empenho na helenização e colonização do território pertencente aos hebreus. Do povo eleito, a classe mais abastada foi a mais atingida pela influência estrangeira e, aos poucos, transformou-se numa espécie de aristocracia sacerdotal, dando origem ao partido dos saduceus. Cumpridores exactos das formalidades da Lei, os membros desse partido eram, na realidade, incrédulos e relativistas em matéria moral. Reduziam ao mínimo as exigências dogmáticas e não receavam professar erros crassos hauridos do mundo pagão, como por exemplo chegavam a se opor à existência dos anjos e, pior ainda, não aceitavam a própria existência das almas separadas dos corpos. Negavam, inclusive, a providência de Deus, como também Sua acção sobre os acontecimentos. Eram ateus-práticos e, apesar de se revestirem dos cerimoniais do culto da religião judaica, não passavam de semipagãos. Não é difícil concebê-lo, pois, ainda nos dias de hoje esbarramos não poucas vezes com pessoas dessa mentalidade e submersas nas mesmas convicções.

Apesar do número dos saduceus ser proporcionalmente muito reduzido, a péssima influência por eles exercida sobre o povo era bem considerável, devido à sua situação social. Seu nome tem origem na palavra hebraica justo. Talvez por arrogância própria, eles mesmos escolheram esse nome, ou por debique lhes foi conferido por outros.

Os saduceus constituíam uma forte corrente, em oposição os fariseus. Os dois partidos compunham o quadro político social e religioso vigente durante a vida pública do Divino Mestre. Apesar do carácter inteiramente pacífico, ordeiro e caritativo em extremo da actuação de Jesus, essas correntes – acrescentemos ademais o sinédrio, os escribas e os herodianos – se alternavam, para ,de maneira encarniçada, Lhe armar alguma cilada, da qual pudesse resultar a sua prisão e condenação à morte.

[…]

VII – A objecção levantada pelos saduceus

“Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?»( Lc 20, 27-33)

Sobre esses versículos, afirma Filion: “A citação dos saduceus era exacta quanto ao sentido. Esta prescrição, que não era particular dos judeus, pois também é encontrada em vários povos antigos, como os egípcios, os persas e os hindus, e ainda hoje entre os circasianos, é conhecida com o nome de lei do Levirato, que seria a lei que regula o matrimónio entre cunhados e cunhadas. Tinha por objectivo conservar o ramo primogénito de cada família e impedir a excessiva transmissão dos bens a outrem. Não estava limitada aos irmãos do marido morto sem filhos, mas se estendia também aos parentes próximos, como sabemos pelo livro de Ruth (3, 9-13). Não era estritamente obrigatória, mas o que se recusasse cumpri-la tinha que se submeter a uma cerimónia humilhante (Dt 25, 7-10; Rt 4, 1-11). Apesar de que no tempo de Nosso Senhor já havia caído em descrédito, que irá aumentando com os anos, não havia cessado de estar em vigor na Palestina.[…]

“Esta breve narração, picante e rápida, é um modelo de casuística refinada. Seus autores davam por seguro que a questão que acabavam de propor a Jesus lhe colocaria seguramente em um grande apuro. Como poderá responder esta “deductio in absurdum”? Não parece que fere de morte o dogma da ressurreição dos corpos, provando que deste nascem dificuldades insolúveis? Ainda que não tivesse havido mais do que dois matrimónios, a questão se apresentaria do mesmo modo (a bem da verdade, a propuseram alguns rabinos e estes a haviam resolvido dizendo que neste caso a mulher pertenceria, na outra vida, ao primeiro dos dois maridos. Zohar Gen. 24, 96); mas, multiplicando-os desta maneira, os saduceus conseguem ressaltar mais a objecção” 12.

Entretanto, poderíamos, com segurança, afirmar ser característica evidente de inteligência superficial e sem substância, o julgar os acontecimentos e o próprio ser humano pelas simples aparências sensíveis, sem nunca se elevar ao invisível. Para esse tipo de gente, Deus lhes é semelhante e a eternidade não é senão um prolongamento do mundo atual se é que ela existe. Não se poderia esperar outro tipo de objecção de um libertino para justificar seu relativismo.

É incrível a semelhança do discurso dos saduceus com o raciocínio de certos filósofos atuais e de outros tempos. São tão numerosas as oposições ao dogma da ressurreição surgidas ao longo da História que se fôssemos catalogá-las todas, seria intérmina sua colecção.

VIII – Resposta do Divino Mestre

“Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus”( Lc 27, 34-38)

Em nossa vida terrena, devido à mortalidade, a existência da sucessão é indispensável para perpetuar-se a humanidade, e por consequência o matrimónio será uma exigência até se completar o número dos eleitos.

Ora, a eternidade, enquanto excelente imagem de Deus, não comportará a morte, e os bem-aventurados viverão exclusivamente nas leis do Espírito, no conhecimento e amor de Deus, vendo-O face a face. Os corações e as inteligências estarão unidos nas castas delícias da caridade perfeita, sem nenhuma necessidade do matrimónio. “Porque os casamentos são feitos para se ter filhos; os filhos vêm para a sucessão; e a sucessão chega pela morte; portanto, onde não há morte não há casamentos” 13.

Não é demais insistirmos que erraríamos se julgássemos ser a ressurreição um acontecimento exclusivo aos corpos dos justos. Não se deve crer “que unicamente ressuscitarão os que sejam dignos ou os que não se casam, mas também ressuscitarão todos os pecadores, e não se casarão na outra vida. Além do mais, o Senhor, para estimular nossas almas a buscar a ressurreição gloriosa, quis falar somente dos eleitos” 14.

Depois da ressurreição, os corpos dos eleitos serão “angelizados” e já não estarão sujeitos às leis da matéria e nem às da animalidade, conforme anteriormente dissemos. Torna-se patente, assim, o quanto devemos evitar o pecado pois, “se viverdes segundo a carne, morrereis [ressuscitar para ser lançado em corpo e alma no inferno, é morte eterna], mas se, pelo Espírito, fizerdes morrer as obras da carne, vivereis” (Rm 8, 13).

Deus não cria nossos corpos directamente como o faz com nossas almas. Nesse sentido, somos filhos dos homens, expostos a todas as contingências inerentes à nossa natureza, até a morte. Como “filhos da ressurreição“, seremos filhos da omnipotência divina, a qual restaurará nossos corpos de forma imediata, sem o concurso nem sequer de nossos pais terrenos.

Eis o quanto estavam errados os saduceus com seus falsos e infundados argumentos.

[…]

IX – A imortalidade da alma

“E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

Nesses versículos, claramente defende o Divino Mestre a imortalidade da alma, depois de ter revelado a ressurreição dos corpos. As Escrituras têm outras passagens ainda mais explícitas sobre a ressurreição (Dn 12, 2; Is 26, 19) que bem poderiam ter sido enunciadas por Jesus. Mas Ele lançou mão do exemplo ocorrido na vida de Moisés, para refutar a citação feita pelos próprios saduceus ao Levirato (Dt 25, 5-6).

Se o homem, ao morrer, se precipitasse no vazio, aniquilando-se em seu ser, todas as promessas da Escritura cairiam também no vazio. Deus jamais reduz ao nada qualquer de suas criaturas. As formas podem ser mutáveis, mas as substâncias permanecem. Nossos corpos são como que invólucros de nossas almas. Estas podem se desprender daqueles, cessando de emitir aos nossos sentidos as manifestações de sua existência, mas continuarão a viver na vingança ou no amor de Deus, nas trevas ou na Luz eternas.

“Se Deus se define como ‘Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó’ e é um Deus de vivos, não de mortos, então quer dizer que Abraão, Isaac e Jacó vivem em alguma parte; se bem que, no momento em que Deus fala a Moisés, eles já haviam desaparecido há séculos. Se existe Deus, existe também a vida além do túmulo. Uma coisa não pode estar sem a outra. Seria absurdo chamar a Deus de ‘o Deus dos vivos’ se, no final, Ele se encontrasse só para reinar sobre um imenso cemitério de mortos. Não entendo as pessoas (parece que existem) que dizem crer em Deus, mas não em uma vida ultra-terrena.

“A pesar disso, não é necessário pensar que a vida além da morte começa só com a ressurreição final. Aquele será o momento em que Deus, também, tornará a dar vida aos nossos corpos mortais” 15.

X – Conclusão

Frustradamente vive o mundo, hoje em dia, à busca de novos prazeres, a fim satisfazer a sede de infinito que arde no âmago da alma humana. Se pudessem os homens ouvir um acorde da música celeste que arrebatou em êxtase a São Francisco, ou contemplar por um rápido momento a face de Deus que levou a São Silvano ter repugnância às faces dos homens, compreenderiam o quanto as delícias do Céu são puríssimas, eternas e opostas às da Terra.

Sêneca comentando o suicídio de Catão, concretizado com o auxílio de um punhal, para fugir das considerações de uma Roma que perdera a liberdade, afirma que o motivo principal de sua morte estava centrado na doutrina elaborada por Platão em sua obra Fedon, na qual explana longamente a imortalidade da alma. Em sua genialidade, Séneca resume o acto com esta frase: “Ferrum fecit ut mori posset, Plato ut vellet”: O ferro (aço) fez que pudesse morrer, Platão que quisesse.”

Se os próprios pagãos quando fiéis à razão chegavam a essas conclusões, por que nós baptizados haveremos de seguir os equívocos dos saduceus?

1) Suma contra Gent. 4, 84.

2) Idem, ibidem, 4, 86 3) Idem, ibidem.

4) Idem, ibidem.

5) Idem, ibidem.
6) Idem, ibidem.
7) Suma contra Gent. 4, 89.
8) Idem, ibidem.
9) Idem, ibidem.
10) Idem, ibidem.
11) Idem, ibidem.
12) L.-Cl. FILLION. Vida de Nuestro Señor Jesucristo. Madrid: Editorial Voluntad, 1927. T. IV, p. 95-96.
13) SANTO AGOSTINHO apud S. Tomás de Aquino, Catena Aurea.
14) BEDA apud Ibidem.
15) CANTALAMESSA, Raniero.

 .

FONTE: Portugal.blog.arautos.org

 

 

 

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