Publicado por: Administrador | Abril 9, 2017

A Ceia da Despedida

(Mc 14, 17-31 ; Mt 26, 20-35; Lc 22, 14-38 ; Jo 13, 1-38)

(Realidade & Ficção)

.

O Cenáculo estava pronto para a última Ceia, após a azáfama dos Apóstolos para adquirirem tudo o que era necessário, a fim de se cumprir o ritual prescrito pela Lei de Moisés, a propósito da comemoração da Páscoa que, por sua vez, comemorava aquela passagem dos Hebreus da escravidão do Egipto à Liberdade de uma terra prometida. O Livro do Êxodo descreve essa passagem e como foi a última ceia em terras do Egipto.

Chegara para Cristo a hora de se despedir, pois iria, ainda naquela 5ª feira, dar início, no Getsémani, à  Sua Paixão e, como um pai de Família, tomou todas as previdências para que tudo corresse como estava previsto na Lei, da qual, Ele,  o Senhor da Lei, não se quis dispensar. E assim, Ele próprio indicou, a cada um dos doze Apóstolos, o seu lugar em volta da mesa, semi-deitados em cadeiras-cama, como era normal naquele tempo. Estamos habituados a ver a figura de Judas numa das pontas da mesa, feio, mal-humorado e com a bolsa à vista…, mas isso não corresponde à verdade, porque Cristo escolheu para ele o lugar à Sua frente, um lugar estratégico, para poder encará-lo olhos nos olhos, na esperança de que ele viesse ainda a reconsiderar quanto ao plano já estabelecido com os inimigos de Jesus. O passar todo o tempo da Ceia a encarar Judas de frente já era para Cristo um tormento que lhe revoltava as entranhas, que lhe tirava o apetite e Lhe cobria o rosto de uma profunda tristeza, o que os outros apóstolos não deixavam de notar, mas cuja causa eles estavam longe de adivinhar. Mas eles próprios, também, estavam dominados por um ar melancólico, apreensivo…, que se acentuava, à medida que o Mestre ia orientando o decorrer da Ceia e ouviam Dele os últimos recados.

Jesus – Judas, tu ficas aqui à minha frente!

Judas – Mestre, Tu manténs-me sempre perto de Ti? Será que me amas mais do que aos outros?

Jesus – Eu amo-te tanto como aos outros, mas os outros não precisam tanto de ver o Meu Amor como tu, nesta hora…E tu até sabes porquê!… Além disso, o facto de nós estarmos aqui hoje deve-se a ti…, mais do que a nenhum outro…

Judas – Obrigado, Mestre, por me enalteceres aqui à frente de todos. Eu bem preciso disso, porque, às vezes, tenho a impressão de que ninguém, a não ser Tu, gosta de mim, o que eu acho profundamente injusto, porque eu nunca lhes fiz mal nenhum…

Jesus – E tens a certeza de que tu não lhes dás motivos para isso?…

Judas fez uma careta, esboçou um sorriso  sardónico e baixou os olhos. Começa a Ceia. Na mesa está um grande cálice, que Jesus enche de vinho e reza sobre ele. Cada apóstolo tem à sua frente um copo  individual, de pé alto. Segue-se o canto de salmos e a recitação das palavras do Ritual apropriadas. Jesus reza sobre o pão, parte-o e distribui-o, juntamente com as ervas amargas banhadas no molho. Chega depois o cordeiro assado, seguindo-se mais cânticos. Jesus parte o cordeiro, dando a cada apóstolo um bom pedaço, de modo a que ninguém fique com fome. Os apóstolos ouvem-No então proclamar:

Jesus –  Tenho ardentemente desejado comer convosco esta Páscoa. Foi sempre o Meu desejo, desde que aceitei a missão de Redentor do género humano.

Simão – Mestre, a propósito da distribuição dos lugares, como é que poderemos saber quem é o maior de entre nós?

Jesus –  Se alguém quer ser o primeiro, seja o último e o servo de todos. O maior seja como o menor; o chefe será como aquele que serve os outros. Eu sou o que presido à mesa e, no entanto, estou a servir-vos. Ficai comigo nas horas que se aproximam e em outras que vos surgirão pela frente. Com isso é que provareis a vossa grandeza aos olhos do Pai. Quem na dor Me acompanhar e for fiel até ao fim, esse é que terá o prémio. Está próxima a hora de Eu vos poder preparar um lugar junto do Pai, no Meu Reino, onde há moradas para todos os que acreditarem em Mim e Me acompanharem na minha Paixão, da qual deixo uma parte para todos passarem por ela.

Pedro – Mestre, nós seremos fiéis até ao fim ?

Jesus –  Pedro, vais passar por uma prova! Eu rezo por ti para que a tua fé não desfaleça e tu, quando te arrependeres, confirma na Fé os teus irmãos!

Pedro – Senhor, eu sou um pecador, mas serei fiel até à morte! Seguir-Te-ei para todo o lado e estou disposto a morrer contigo!

Jesus – Pedro, estás a ser vítima de um ataque de soberba! Dentro de pouco tempo muita coisa vai mudar. Vamos ser todos abandonados  pelo Pai e pelos Anjos e cada um de nós ficará entregue a si próprio, porque esta hora é a hora dos demónios. Até os Anjos vão sofrer e tapar os olhos para não verem aquilo que vão ver. Bem quereriam ajudar, mas…Aquilo que Eu vos disse sobre a Bondade e Providência do Pai, que Ele cuida de vós e dos passarinhos, que os Seus Anjos vos protegem, que calcareis aos pés escorpiões e serpentes, que não sereis tentados acima das vossas forças, que Ele sabe o que vós precisais…Agora, esquecei tudo isso, porque é a hora em que seremos todos abandonados. Em toda a Terra não haverá Anjos nas horas que se seguem, porque o Pai os mandou recolher ao Céu. É a hora de se cumprirem todas as profecias sobre Mim e uma delas diz :“Ele foi contado entre os malfeitores”. E tu, Pedro, ora e vigia, porque Satanás anda à tua volta rugindo como um leão para te devorar.

Pedro – Mestre, eu morrerei Contigo! Ou, se quiseres, em vez de Ti!

Jesus – Ainda esta noite, antes de o galo cantar, três vezes me negarás!

Pedro – Mestre! Essa é demais! Eu tenho acreditado em Ti, em toda a Tua Palavra, mas nessa…desculpa lá, eu não acredito! Eu nunca Te negarei e todos estes vão ser minhas testemunhas!

Jesus – Oxalá que assim seja, meu Pedro, mas Satanás pediu-Me para te joeirar.

E Pedro calou-se, deixando transparecer no rosto uma repentina angústia de incerteza…Se o Mestre tal dizia… Ele que sabia tudo antes de as coisas acontecerem!…

Simão – (Depois de ter ido a um baú buscar duas espadas) Mestre, o Pedro e eu temos espadas e os outros têm cada um o seu punhal curto. Quando for preciso, nós cá estaremos!

Jesus – Pensais que tereis ocasião para as usar? Mas agora vou ensinar-vos algo que tereis de usar. Acabei de vos servir o alimento corporal, mas agora quero prestar-vos um outro tipo de serviço, um alimento de um ritual novo de uma Aliança Nova, ainda não inaugurado por ninguém. Vamos suspender esta refeição.

E levantando-se da mesa, vai a um baú, despe a sua veste vermelha, cinge-se com uma toalha, enche uma bacia com água e coloca-a perto da mesa, tudo isto em silêncio e sob os olhares intrigados e espantados dos Apóstolos.

Jesus – Será que ninguém tem nada a perguntar-Me?

Pedro – Nós não sabemos o que queres fazer. Nós já nos lavámos antes da refeição!

Jesus – A minha purificação destina-se a quem já está puro, para ficar ainda mais puro.

Jesus ajoelha-se, descalça as sandálias a Judas Iscariotes e lava-lhe os pés, beijando-os em seguida. Um por um, faz o mesmo a todos. Judas não se comoveu, mas os outros…uns sentiram vergonha, outros comoveram-se e choraram.  Como era possível uma coisa destas? Mas Pedro:

Pedro – Tu lavares-me os pés? Era o que faltava! Eu não to permito! Tu és Deus e eu sou um pecador, um Zé ninguém, um verme. Tu és Tu e eu sou eu! Eu não deixo que me laves os pés!

Jesus – O que Eu te faço, tu não o compreendes agora, só mais tarde.

Pedro – Como queiras, Mestre, mas lavares-me os pés, nunca! Deixa-me antes lavar os Teus!

Jesus – Olha, Simão de Jonas! Se Eu não te lavar os pés, não irás para o meu Reino. É preciso que te lave os pés, pois eles terão um longo caminho a percorrer e a tua alma precisa de pés fortes…Lembra-te que está escrito: “São belos os pés daqueles que anunciam boas novas.”

Pedro – Ó Senhor! Então lava-me os pés, a cabeça, os braços, as mãos!…

Jesus – Vós já estais puros. Os pés precisam de ser purificados, porque são eles que levam o homem pelos maus caminhos que as más intenções abrem…

E, no meio de um choro convulsivo, Pedro deixa que Jesus lhe lave os pés e lhos beije. Finalmente, Jesus tira a toalha da cintura, lava as mãos, volta a vestir-se e a ocupar o Seu lugar,  olhando para Judas e dizendo:

Jesus – Agora estais puros, mas não todos. Somente aqueles que tiverem a vontade de permanecer puros.

Jesus enche novamente de vinho o grande cálice comum e todos bebem, seguindo-se o canto de vários salmos de louvor (114, 115). Quando algum versículo se aplica a Judas, Jesus fixa nele o Seu olhar, por exemplo :

. ” Todo o homem é mentiroso”;

. “É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos justos”;

. “Eu não morrerei, mas viverei para cantar as obras do Senhor”;

. “Celebrai o Senhor, porque Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre”;

.  “É melhor confiar no Senhor do que no homem”;

.  “Maldito o homem que confia noutro homem”;

. “Eu cambaleava e ia a cair, mas o Senhor me amparou”;

. “A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular”;

. “Bendito o que vem em nome do Senhor”!

. “Eu me alegro, porque o Senhor ouviu a minha oração, porque volta os seus ouvidos para mim. Eu O invocarei por toda a minha vida, pois me haviam cercado as angústias da morte”;

. “O Senhor é clemente e compassivo, lento para a ira e pronto para o perdão”, etc

 Estas  sentenças dos Salmos atingem Judas profundamente e perturbam-no, ao ponto de se desconcentrar, não acertando nem com a letra nem com a música nem com o tom. Tomé, um dos seus vizinhos do lado, sente a necessidade de lhe chamar a atenção para a desafinação com que canta… Após o canto, Jesus distribui nova dose do cordeiro assado e repesca o tema do lava-pés:

Jesus–  Eu quero que compreendais o meu gesto de vos lavar os pés. Trata-se de um gesto de humildade, um gesto de Deus a lavar os pés às suas criaturas, de o Senhor a lavar os pés ao seus servos, fazendo-se Ele próprio o servo dos servos. Será na humildade e no Amor a Deus e ao próximo que vós sereis grandes no Reino de Deus. Como Eu fiz, fazei vós também! . Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, pois este é o mandamento novo que vos deixo! É por isto que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. Aquele que Me ama cumprirá as Minhas palavras. Se alguém Me amar, o Pai o amará e  Nós viremos a ele e faremos nele a Nossa morada. Quem não Me tem amor não guardará as Minhas palavras. Fazendo isto, sereis felizes, mas não sereis todos felizes, porque se cumprirá o que foi escrito a Meu respeito: “Aquele que come comigo à mesa levantou o seu calcanhar contra Mim” (Sl 40, 10)

Após cantarem o longo salmo 118, Jesus senta-se e proclama:

Jesus – O velho rito terminou e vai ser inaugurado um novo. A Velha Aliança chegou ao fim e vai ser substituída pela Nova. A vítima dos sacrifícios cruentos não mais será o vitelo, a pomba, o cordeiro. A Nova Aliança vai ser alicerçada sobre Mim,  a Nova Vítima, a Vítima Eterna, a Vítima sem mácula, o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do Mundo, Aquele que se oferece ao Pai para remissão de todos os pecados dos homens. Será um ritual perpétuo de Amor, um memorial perpétuo a renovar-se a cada hora por toda a Terra. Este será o grande milagre do Amor, que agora vou realizar, não havendo na Terra nada superior a ele nem nada que se lhe compare. Será um milagre de união e comunhão entre Mim e vós e vós entre uns e outros. Eu vou partir, mas não vos deixarei órfãos, porque ficarei convosco até à consumação dos séculos.

Jesus pega num pão inteiro, coloca-o sobre o cálice cheio de vinho, abençoa-os, oferece-os ao Pai, parte o pão em treze bocadinhos, coloca-os na mão esquerda, dá um bocadinho a cada um e diz:

Jesus – “Tomai e comei! Isto é o Meu Corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim”!

 Faz o mesmo com o cálice, dizendo:

Jesus –  “Tomai e bebei! Isto é o Meu Sangue, que vai ser derramado por vós, para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim”!

 Pega, também, no último pedacinho e no cálice, sai da sala e vai levar a Comunhão à Mãe. Regressa com o cálice vazio. Toma a palavra:

Jesus – Vistes o que Eu fiz. Dei-Me a Mim próprio. As minhas desculpas, se não posso fazer mais por vós. Agora compreendeis o que Eu queria dizer quando anunciei (Jo, 6) que Eu sou o Pão Vivo descido dos Céus, o Novo Maná, a Minha Carne e o Meu Sangue como alimentos de Vida Eterna. Quem Me come e quem Me bebe não mais terá fome nem sede e quem Me come e bebe terá cada vez mais fome e mais sede de Mim, um mistério que compreendereis mais tarde. Por este milagre de Amor, Eu estarei em vós e vós em Mim, mas ai daquele (olhando para Judas) que se alimentar de Mim sem estar puro…Um de vós aqui não está puro! Um de vós Me vai trair! É por isso que Eu estou de espírito perturbado e numa tristeza de morte. A mão daquele que Me vai trair está comigo sobre esta mesa e nem o Meu amor, nem o Meu Corpo, nem o meu Sangue, nem a minha Palavra foram suficientes para o levar ao arrependimento…Eu lhe concederia o perdão e morreria também por ele, se…(lágrimas nos olhos e voz embargada). Na verdade, Eu vou ser traído, mas ai daquele por quem o Filho do Homem vais ser entregue! Melhor lhe fora não ter nascido! (1)

Os apóstolos entram em pânico e, cada um  por sua vez, perguntam a Cristo:

Todos – Serei eu?…Serei eu?…Serei eu?…

Judas –  (Sorrindo frio e tranquilo) Por acaso serei eu, Mestre?

Jesus – Tu mesmo o disseste! Tu mesmo te acusas, sem que Eu te tenha acusado…A  tua consciência te diz se és tu ou não. Não vale a pena enganá-la…, porque ela não se deixa enganar!

Todos suspeitam de Judas, mas Pedro é o que suspeita mais, pois Judas Iscariotes nunca lhe caiu no goto! João recebe um recado de Pedro para que pergunte directamente a Jesus, sobre Cujo peito apoia a cabeça, conseguindo falar com Jesus sem que ninguém mais ouça o que quer que seja:

João – Quem é, Senhor?

Jesus – Aquele a quem Eu der um bocado de pão (não consagrado) passado neste molho!…. (Cortando um pedaço de um pão inteiro, Jesus  banha-o no molho). Toma, Judas! Tu aprecias muito isto!

Judas – Obrigado, Mestre, pela Tua simpatia para Comigo! Sim, gosto muito!

Enquanto ele come o pão avidamente, João sente-se horrorizado, tapa os olhos e soluça, em contraste com o satânico sorriso de Judas Iscariotes…

Jesus – Judas, agora que Eu já fiz por ti tudo o que podia…vai tu fazer o que ainda tens a fazer lá fora…E o que tens a fazer fá-lo depressa!

Judas – Está bem, Mestre! Eu cumpro as Tuas ordens! Depois, nos encontraremos no Getsémani, porque Tu vais para lá, como sempre, não é verdade?

Jesus – Sim,… vou para lá,… como sempre…

Enquanto Judas se levanta, põe o manto e se prepara para sair:

Pedro – Mas onde é que ele vai sozinho? E a fazer o quê? Um de nós não pode ir com ele?

Judas –  Ouve lá! Eu já não sou criança e sei governar-me sozinho!

Jesus – Pedro, deixa-o! Ele e Eu sabemos o que vai fazer.

Pedro – (Vítima de uma terrível suspeita, sente remorsos…E se julgou mal?…) Está bem, Mestre, mas…

Jesus – (Em segredo a João, apoiado no Seu peito) Não digas nada ao Pedro, por agora! Ele poderia armar aqui um escândalo desnecessário.

Judas – Adeus, Mestre! Adeus, amigos!

Jesus – (Triste) Adeus, Judas!

Judas saiu dali e dirigiu-se directamente ao Templo, para informar os seus amigos sobre a possibilidade de apanharem Jesus no Getsémani, naquela noite, e receber os trinta dinheiros contratados pela traição, a qual se consumou com o tristemente famoso beijo ao seu Mestre, umas horas mais tarde, no Jardim das Oliveiras. Para sempre lá ficou a ecoar o lânguido suspiro do nosso Redentor:

Jesus -“Amigo, com um beijo entregas o Filho do Homem”!

Assim foi!

(1) Esta foi a primeira Comunhão mal feita, o primeiro sacrilégio dos muitos que passaram a ser feitos até aos dias de hoje. S. Paulo diz-nos quais são as consequências de uma Comunhão em pecado mortal: “ Todo aquele que comer o Pão (consagrado) ou beber o cálice (com o Vinho consagrado) do Senhor, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste Pão e beba deste Vinho, pois aquele que O come e bebe, sem distinguir o Corpo e o Sangue do Senhor, come e bebe a sua própria condenação (eterna). Por causa disto, há entre vós doentes e muitos morrem” (1 Cor 11, 27 – 30).

(2) Era a esta trágica realidade que o Anjo de Portugal se referia quando convidou os Pastorinhos a consolar o nosso Deus pelos sacrilégios e ultrajes…com que Ele é ofendido.

Convém saber (ou lembrar) que não deve ir à Comunhão todo o baptizado que estiver em pecado grave, também chamado mortal. O arrependimento sincero, a promessa firme de emenda e a Confissão sacramental anulam o impedimento. Em casos de católicos em situações de adultério, divorciados vivendo com outros que não sejam  os seus cônjuges, uniões de facto, uniões homossexuais, situações de pedofilia, casamentos apenas pelo civil,  negação de verdades da Fé (seitas), actividades espíritas, bruxarias, ocultismo, maçonaria, defesa e propagação de ideologias ou doutrinas  condenadas pela Igreja ou em outras situações de pecado contínuo…a Comunhão está proibida a quem estiver nestas situações e a Confissão também, se a pessoa não estiver disposta a romper radical e definitivamente com a situação de pecado. Os que vivem nestas situações costumam consolar-se acusando a Igreja de ser demasiado severa…mas a Doutrina é de Cristo e tudo isto entronca no cumprimento dos Dez Mandamentos ou no seu desprezo. Na categoria de ultrajes entram os pecados que têm a ver com o desvio de Hóstias consagradas por pessoas que se apresentam à Comunhão e depois…enfiam a Hóstia num lenço ou num bolso e levam-Na para fora, para a vender ou para a utilizar em bruxarias ou em rituais satânicos.

Assunto para pensar!

 .

Ezequiel Miguel

.

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