Pentecostes ( Act 2, 1-13)

Quando aquele dia do Pentecostes chegou,

estavam todos no mesmo lugar reunidos.

De repente, vindo do céu, um som ressoou,

comparável a ventosos, fortes zumbidos,

que na casa onde estavam se demorou .

.

Viram então umas línguas aparecer,

que, à maneira de fogo se dividindo,

se viram sobre cada um deles descer,

ficando cada um deles, então, sentindo

que o Espírito Santo os fazia renascer.

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Outras línguas começaram eles a falar,

conforme o Espírito Santo os inspirava,

começando eles nesse dia a pregar,

com o entusiasmo que a todos motivava,

para a Lei de Cristo pelo mundo semear.

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Ora, era em Jerusalém que residiam

muitos Judeus vindos de todas as nações.

Ao ouvirem o  ruído, que desconheciam,

reuniram-se estupefactas as multidões,

para ouvir em suas línguas o que eles diziam.

.

Cada um os ouvia em sua língua falar

e diziam atónitos e maravilhados:

Não são galileus esses aí a discursar?

Que se passa, pois estamos algo intrigados?

Como os ouve cada um em seu linguajar?

.

Estavam todos em extremo assombrados,

ignorando tudo o que daquilo pensar,

e uns aos outros se questionavam, pasmados:

O que pode tudo isto significar?

Outros os diziam com mosto embriagados .

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Ezequiel Miguel

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