Pai, Filho, Espírito Santo

holy_trinity-1600x1200O Espírito Santo procede do Pai,

procedendo também do Filho, igualmente,

numa corrente que de Um ao Outro vai

em caudal infinito de Amor candente.

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Em Unidade que é total e permanente

o Pai envia o Seu Espírito ao Filho,

sem nenhuma pausa, incessantemente,

numa circulação eterna sem trilho.

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O Pai é a Eterna Origem da Vida,

o Filho é da Eterna Vida a Recepção,

que pelo Espírito Santo é transmitida

para se formar a Trinitária União.

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O Pai é Vida perene, permanente,

o Filho é Desejo poderoso, incessante,

da Vida que provém da Eterna Nascente

em corrente que o Santo Espírito garante.

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Aceitando que o Pai é a Fonte da Vida,

é Fonte da Plenitude na Trindade,

estando no Tudo a Palavra incluída,

mais o Espírito Santo, em conformidade.

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O Espírito Santo é a Fornalha do Amor,

Sangue circulando dentro da Trindade;

como Eterno, Omnipotente Gerador,

mantém o Calor nesta Comunidade.

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Esse Amor, elevado a grau infinito,

circula na Trindade em fluido ardente,

indo para além do que possa ser dito

pelo conjunto somado da humana mente.

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São Três Oceanos de Amor Transbordante,

unindo cada Um Dois Outros Oceanos,

contendo, em Triplo Vaso Comunicante,

Amor sobrante para o universo humano.

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Ao Pai pertence a Inteligência Suprema,

o Filho é a Palavra que do Pai se escuta,

Vontade Dinâmica de todo o Sistema,

o Fiat que os desígnios do Pai executa.

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Pelo Baptismo o homem é divinizado,

elevado na vida a novo escalão,

em  Cristo é filho, pelo Pai adoptado,

como sujeito de uma nova Criação.

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Neste nível superior é integrado

nessa Vida da SS. Trindade,

pois tornando-se espiritualizado,

inserido fica em nova realidade.

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Um novo sangue circula nas sua veias,

fluido divino de unidade vital

que enreda o Cristão em divinas teias,

por ser agora um corpo espiritual.

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Como filho, pertence a nova Família,

recebendo do Pai uma outra vida,

com o Espírito Santo, sempre em vigília,

pronto a dispensar-lhe Seus Dons sem medida.

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Porque o Espírito Santo é o Mestre Divino,

Ele o conduz em crescente santidade

e com Seu trato silencioso e fino

o envolve no brilho da Santa Trindade.

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Sendo Deus inconcebivelmente Pai,

não medível pelos humanos conceitos,

Sua misericórdia para os homens vai

em ternura, indiferente aos seus defeitos.

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No Espírito Santo o Pai é Paternidade

que gera o Filho, como Fonte da Vida,

e  explode no Universo em fecundidade,

tudo renovando em divina medida.

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São os Três Unidade subsistente,

indivisível e inseparável,

numa inter-relação permanente,

cada Um dos Outros indissociável.

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Do Pai tudo nasce e tudo deriva,

tudo pelo Espírito Santo gestando,

não sendo a geração a Ele esquiva,

Nele e por Ele ambas se realizando.

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Pelo Espírito Santo o Verbo nasce,

a manifestação plena do Pai,

e ao Pai oferece a receptiva Face

para receber tudo o que Dele sai.

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O Espírito Santo é o grande escondido

que recebe a Vida pelo Pai enviada

e tudo faz germinar e crescer, sem ruído,

em plenitude maternal fecundada.

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Ezequiel Miguel

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Glória ao Pai

GLÓRIA AO PAI

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Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

13 de Junho de 1917

 O dia 12 de Junho era véspera da festa de Santo António, padroeiro de Fátima, marcado pela azáfama de preparar a festividade, mas o dia 13, dia consagrado ao santo, era também o dia escolhido por Nossa Senhora para a 2ª aparição na Cova da Iria. No dia 12, à noite, a Jacinta  e o Francisco bem insistiram com os pais para que os acompanhassem  à Cova da Iria, ao encontro da Senhora, como Ela havia prometido. Mas esse  pedido  colocava-os perante um dilema, que tinha de ser resolvido de algum modo e do modo considerado mais seguro.

 Perante o receio de um estrondoso fiasco, caso a Senhora falhasse o Encontro,  o Ti Marto e a D. Olímpia, após uma séria reflexão, com  tudo bem contado,  pesado e medido, resolveram ir à feira das Pedreiras (Porto de Mós) logo de manhã cedo, para comprarem uma junta de bois, deixando as crianças ainda a dormir, facto que agradou ao Francisco e à Jacinta, por se sentirem livres, ao acordarem, de qualquer pressão que tentasse desviá-los da Cova da Iria. Assim se livrariam os pais da vergonha de nada acontecer na Cova da Iria, ficando também a salvo de uma hipotética rebelião popular contra eles e contra as crianças, nas quais ainda quase ninguém acreditava, nem mesmo D. Olímpia e muito menos D. Maria Rosa dos Santos, a mãe de Lúcia, que era a mais acérrima opositora, e que se desfazia em angústias, lamentos, desgostos e lágrimas perante o que ela dizia serem as mentiras da Lúcia. Ninguém mais do que ela  desejava  que a Senhora não aparecesse e que houvesse uma revolta contra todos os embustes, falsidades, invenções, mentiras e seus agentes. Seria o grande dia da reconciliação da família com a verdade e D. Rosa veria finalmente a paz em casa e na sua consciência. Assim o pensava ela, mas, para seu sofrimento, tudo lhe saiu ao contrário. Os pais de Francisco e Jacinta também temiam que os seus filhos fossem vítimas de violência  por parte de mirones  frustrados e enraivecidos, caso tudo aquilo desse num fracasso. Indiferente ao que pudesse acontecer à Lúcia figurava  sua mãe, que estava convencida de que ela mereceria o que lhe acontecesse, se algo acontecesse, para não andar com aquelas mentiras todas, a que já era tempo de por cobro de uma vez por todas.

Tanto os pais do Francisco e da Jacinta como a mãe de Lúcia tudo fizeram para os entusiasmar a irem antes à festa de S. António, em Fátima, que continha missa com sermão, procissão, música e foguetes e outras coisas mais que suscitam o entusiasmo das crianças, tudo pensado e feito para fazer esquecer a Cova da Iria. Durante o tempo que medeia entre 13 de Maio e 13 de Junho houve em ambas as casas um conluio de silêncio sobre as Aparições, na tentativa de que eles esquecessem por completo o 13 de Junho, data da próxima Aparição da Senhora, de nada valendo também o argumento de que a Senhora não viria. À hora marcada lá estavam eles junto à grande azinheira, que ainda hoje lá está, à espera do relâmpago que anunciava a vinda da Senhora.

Das Memórias da Ir. Lúcia:

“Aí pelas onze horas, saí de casa, passei por casa de meus tios, onde a Jacinta e o Francisco me esperavam, e lá vamos para a Cova da Iria, à espera do momento desejado. Toda aquela gente ( mais de 50 pessoas) nos seguia, fazendo-nos mil perguntas” .

“Depois de rezarmos o Terço com as outras pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava, a que chamávamos relâmpago, e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, tudo igual a Maio.

Lúcia – Vossemecê que me quer?

Virgem Maria (V.M.) – Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o Terço todos os dias e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia – Queria pedir-lhe para curar aquele doente …

V.M. – Se se converter, curar-se-á durante o ano.

Lúcia – Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

V.M. – Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar prometo a salvação e serão queridas a Deus estas almas como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.

Lúcia – Fico cá sozinha?

V.M. – Não, filha! E tu sofres muito? Não desanimes! Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus .

Da Memória IV : ” Foi no momento que disse estas palavras que abriu as mãos e nos comunicou pela segunda vez o reflexo dessa luz imensa. Nela nos vimos como que submergidos em Deus.  A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um Coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação”.

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Livros aconselhados:

. Ir. Lúcia – Memórias da Ir. Lúcia

.  Fernando Leite – Jacinta de Fátima –  Editorial A.O., Braga, 1999

. Pe João M. De Marchi  (I.M.C.)- Era uma Senhora mais brilhante que o Sol –  Missões da Consolata, Fátima

. Fernando Leite – Francisco – Editorial A.O., Braga, 1986

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Ezequiel Miguel

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