Salmo 96 (97) – O Senhor é Rei

noticia_transfiguraçãoO Senhor é Rei, mostre-Lhe a Terra o seu preito!

De trevas e nuvens se rodeia o Senhor,

Seu trono se apoia na justiça e no direito,

à Sua frente segue um fogo devorador.

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É um fogo que os Seus inimigos devora,

os Seus relâmpagos  iluminam o mundo,

derretem-se os montes como cera na hora,

a Terra vê, estremecendo até ao fundo.

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De toda a Terra Ele é o Dominador,

os céus proclamam Seu louvor e majestade,

os povos contemplam a glória do Senhor,

o universo canta a Sua magnanimidade.

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Serão confundidos os que adoram imagens

e ufanos de seus ídolos se vangloriam!

Todos os deuses não passam de meros pajens,

que perante o Senhor se curvam e desviam.

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Exultem as cidades de Judá com Sião,

por causa dos justos juízos que pronunciais!

Estais acima dos deuses, que nada são,

sobre a Terra como Senhor vos colocais.

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O Senhor ama os que odeiam a iniquidade,

o Senhor protege as almas dos Seus amigos,

livra-os das mãos que praticam a maldade,

aos justos dá a luz que nega aos inimigos.

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Para os justos do Senhor a luz resplandece,

nela rejubilam em alegria perene.

Eultai, justos, de alegria que não fenece,

ao Seu Nome Santo prestai honra solene!

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Ezequiel Miguel

Transfiguração de Jesus no Tabor

(Confira: Lc 9,28-36)

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TaborPedro, Tiago e João Jesus consigo tomou

e subiu ao monte, a fim de lá rezar.

Enquanto orava, Seu rosto se transformou

e  as vestes emitiam brancura de brilhar.

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Então, viram dois homens surgir de repente:

eram Moisés e Elias, que com Jesus falavam

sobre a Sua morte na Jerusalém descrente,

naqueles dias que  já dela se aproximavam.

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Entretanto, os três apóstolos dormiam,

porque um inoportuno sono os venceu.

Quando do sono despertavam, eles viam

os dois homens com quem Jesus apareceu.

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Quando eles se apressavam a Jesus deixar,

disse Pedro: “ Fiquemos para sempre aqui!

Nós poderemos aqui três tendas montar:

para Elias, para Moisés e para Ti!”

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Enquanto Pedro assim deste modo falava,

veio uma nuvem, cuja sombra os envolveu,

e eles temeram quando a nuvem os cercava.

Da nuvem uma voz este conselho deu:

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“Escutai vós este Meu Filho muito amado!”

Jesus ficou só, quando esta voz se ouviu.

Pelos discípulos foi silêncio guardado,

não contando a ninguém o que cada um viu.

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Ezequiel Miguel

Testemunho de Gloria Polo XVI – O Livro da Vida

Tópicos – Compaixão pelo próximo / falsas boas obras/ caridade interesseira / O deus dinheiro/ O Livro da Vida/ sofrimento da mãe e infidelidade do pai/ a criação das almas

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infidelidade“Eu nunca tive amor nem compaixão pelo Próximo, pelos meus irmãos de fora. Eu nunca pensei sequer nos doentes, na sua solidão, nas crianças que não têm mãe, nos órfãos, tantas crianças a sofrer, tanto sofrimento…Eu poderia dizer: “Senhor, concede-me a graça de ir lá acompanhá-los na sua dor”,…mas não!

Nada! Jamais o meu coração de pedra se lembrou do sofrimento dos outros. O mais terrível era que eu jamais fiz algo por amor ao próximo!…Por exemplo, eu paguei as contas no supermercado a muita gente quando não podiam pagar, pessoas necessitadas, mas não dava por amor! Eu tinha dinheiro e não me custava nada. Eu dava porque era muito agradável que toda a gente visse o meu gesto e que dissessem que eu era boa, que eu era uma santa! E como me sabia bem manipular as pessoas em necessidade! Eu não dava nada grátis! Então, eu dizia-lhes: “Eu dou-lhe isto, mas, em troca, faça-me um favor e vá substituir-me no colégio dos meus filhos, nas reuniões, porque eu não tenho tempo, ou leve-me estas compras ao carro, ou faça-me isto ou aquilo…E assim, eu a todos manipulava para pedir algum favor em troca…Além disso, adorava que andasse um monte de pessoas atrás de mim, a falar da boa e generosa, e até santa…que eu era, porque havia pessoas que até diziam isso e sabia-me bem!…

Jesus fez-me esse exame dos 10 Mandamentos e eu vi como da cobiça saíam todos os meus males. Esse desejo eu o tinha, porque pensava que seria feliz se tivesse muito dinheiro. Fiquei obcecada pelo dinheiro, muito dinheiro! Pena foi que, quando tive muito dinheiro, sentia-me só, vazia, amargurada, frustrada. Essa cobiça, essa ganância do dinheiro foi o caminho que me levou, pela mão do maligno, a extraviar-me e a soltar-me da mão do Senhor, que me disse: “É que tu tinhas um deus e esse deus era o dinheiro e por ele te condenaste! Por ele, afundaste-te no abismo e afastaste-te do teu Senhor”!

Quando me diz “deus dinheiro”…Nós, sim, tínhamos chegado a ter muito dinheiro, mas agora estávamos quebrados, muitíssimo endividados e tinha-se acabado o dinheiro. Eu grito: “Mas qual dinheiro?! O que eu deixei na Terra foram muitas dívidas!…E assim, no meu exame dos 10 Mandamentos eu não passei em nada! Foi terrível!!! Que espanto! Vivi um verdadeiro caos! Mas como?! Eu?! Eu nunca tinha assassinado ninguém! Não fazia mal a ninguém! Isso era o que eu pensava, mas, na verdade, eu tinha morto tanta gente!

Até aqui falei dos 10 Mandamentos, porque se me abriu o “LIVRO DA VIDA”. Ai!… Que beleza!…Lá, vemos a nossa vida desde o momento em que fomos concebidos.”

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O Livro da Vida

Depois dos 10 Mandamentos, o Senhor mostrou-me o Livro da Vida. Eu gostaria de ter palavras para descrevê-lo. Que beleza! Vemos toda a nossa vida, os nossos actos, as consequências desses actos, bons ou maus, em nós e nos outros. Os nossos sentimentos e pensamentos nos outros. Tudo como num filme. Começa no momento da fecundação, vemos a nossa vida desde esse momento e, desde aí, vamos, pela mão de Deus, ver a nossa vida. No momento da nossa fecundação houve uma faísca de luz divina, uma explosão belíssima, e formou-se uma alma, que é branca, mas não como o branco que conhecemos. Digo branco, porque é o que mais se parece, mas é tão lindo que é impossível de descrever, com palavras, a beleza, o brilho,…cheia de luz, formosa, radiante e cheia do Amor de Deus. Um Amor de Deus impressionante! Não sei se já repararam nos bebés, que, muitas vezes, riem-se sós e emitindo aqueles sons e balbucios….Eles estão falando com Deus. Sim, porque eles estão submergidos no Espírito Santo. Nós também estamos, a diferença é que eles, na sua inocência, sabem desfrutar de Deus e da Sua presença.

Vocês não imaginam que coisa linda foi ver o momento em que Deus me criou, no ventre da minha mãe. A minha alma, levada pela mão de Deus Pai! Encontro um Deus Pai tão formoso, tão maravilhoso, tão terno, tão meigo e tão carinhoso que cuida de mim 24 horas por dia. Ele amou-me, protegeu-me e sempre me procurou quando me afastava e com infinita paciência e eu que só via castigo!… Ele era mais que somente Amor, porque Ele olha, não a carne, mas sim a alma e olhava como eu me ia afastando da salvação.

.…A minha mãe tinha 7 anos de casada e ainda não tinha filhos. Mas nesse momento estava ela muito perturbada, pela vida de infidelidade do meu pai. Quando viu que estava grávida (de mim), ficou muito preocupada e muito angustiada. Chorava, muito aflita. Isso gerou em mim uma angústia tal, que me marcou interiormente de tal forma, que eu, pela vida fora, nunca me senti amada pela minha mãe. Mas ela sempre foi muito carinhosa e muito bondosa para comigo, …mas eu dizia e insistia que ela não me amava e vivi sempre com esse complexo. Para isso, só os sacramentos são graças de Deus que nos curam. Quando me baptizaram, vocês devem ver a festa que houve no Céu! É um bebezinho marcado na fronte (um dia vocês verão), é a marca dos folhos (adoptivos) de Deus. É um fogo! É o fogo da pertença a Jesus Cristo. Mas vejo, no Livro da Vida, como, desde pequenina comecei a encher-me das consequências do pecado do meu pai, no matrimónio, dos pecados que comecei a conhecer; como as mentiras dele, as bebedeiras, a infidelidade e o sofrimento da minha mãe. Tudo isso me marcou e gerou em mim mau comportamento, mãos padrões de conduta e padrões emocionais que iriam marcar-me e expressar-se ao longo de toda a minha vida”.

FONTE: Gloria Polo, Estuvo en las puertas del cielo y del infierno”, tradução de Maria José Moniz e Padre Macedo SCJ (Da ilusão à verdade), edição da Cidade do Imaculado Coração de Maria, Apt 86, 2496-908, Fátima

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Comentário, por Ezequiel Miguel:

1 . Infidelidades conjugais – Glória Polo refere-se, com frequência, às infidelidades conjugais por parte do seu pai e aos sofrimentos que ele causou à sua mãe, que, poderemos supor, andaria sempre triste e amargurada, mas oferecendo os seus sofrimentos a Deus pela conversão do seu marido, o que, no final, conseguiu, 7 anos antes de ele morrer. Gloria Polo acaba por dizer que viu o seu pai no Purgatório e que chorava… É que no Purgatório sofre-se para além do que possamos imaginar, embora seja um sofrimento purificador, à semelhança do oiro, que tem de ser derretido no fogo até ficar puro…

Foi Deus quem instituiu o casamento entre o primeiro homem e a primeira mulher, para ser sempre assim, em moldes definitivos, definindo-lhes o principal dever como casal abençoado por Deus: “Crescei e multiplica-vos”, o que significa que Deus entregou a criação de novos seres humanos a esta instituição, que Cristo elevou à dignidade de Sacramento, com o nome de Matrimónio (em língua portuguesa). Os casais que casem só pelo Civil estão sujeitos às mesmas obrigações impostas pelo Matrimónio: Um homem e uma mulher unidos por promessa de vínculo permanente e de absoluta fidelidade conjugal. Como Sacramento, é algo sagrado, com um vínculo também permanente, indissolúvel, até um dos cônjuges morrer. Pode, no entanto, haver alguma cláusula que, após investigação, torne esse Matrimónio inválido, nulo, sem efeito, após declaração, nesse sentido, por parte de um tribunal eclesiástico da Igreja Católica. Essas cláusulas estão registadas no Código de Direito Canónico.

Concluindo: Qualquer união sexual que não esteja legalizada por um contrato nupcial entre um homem e uma mulher (religioso ou não), com vínculo permanente e indissolúvel, é pecaminoso, trazendo graves consequências para a salvação das almas. Por isso, casamentos homossexuais são actos contra a natureza, catalogados, pelo Catecismo da Igreja Católica, nos “pecados que bradam aos Céus”, isto é, pecados de sodomia, que apelam à ira divina por destino trágico, tal como aquele que foi dado a Sodoma, Gomorra e outras três cidades, no tempo de Abraão e Lot. Por isso, nenhum católico pode/deve celebrar, defender, apoiar ou assistir, como convidado, a semelhantes uniões, mesmo que sejam de familiares.

2 . A criação das almas – Pelo que Gloria Polo conta, a alma é a partícula de Deus, a faísca luminosa que se desprende de Deus e voa até entrar no embrião no exacto momento em que a célula masculina se une à feminina. É algo repentino, não fruto de um processo, mas um acto puro da vontade divina, em Cujo pensamento a alma já teria o seu destino marcado: desprender-se de Deus e unir-se a um determinado corpo, vivendo nele durante esta vida, separando-se após a morte e voltando a unir-se a ele na Ressurreição da Carne, no Juízo Final, para um destino eterno no Paraíso ou no Inferno. São dogmas de Fé, por isso, é obrigatório, para os católicos, acreditar que é assim, sem dúvidas, sem contestação, sem distorção, sem branqueamentos. Sendo assim, a alma já é recebida no ventre materno e somente se separará do corpo após a morte, para ser julgada e receber a sorte que merece pelas obras que tiver praticado através do corpo.

Por altura dos plebiscitos sobre o aborto ou sobre as leias abortivas, é comum ouvir dizer, a quem não acredita nestas coisas, incluindo médicos, cientistas, biólogos, mulheres,…: “Aquilo não é nada”! O facto, porém, é que Aquilo, nos planos de Deus, já é tudo! Cada um de nós já foi tudo no exacto momento da fecundação, acredite-se ou não! É por isso que a Igreja considera todo o aborto um crime horrendo, um assassínio a sangue frio, de um inocente, o maior dos crimes, segundo Teresa de Calcutá, e que traz graves consequências para o mundo.

Com ter sempre presentes estas realidades só teremos a ganhar! Se as ignorarmos, combatermos, negarmos, distorcermos, branquearmos, mascararmos,…pode ser-nos fatal. Cristo fundou a Sua Igreja (A Igreja Católica) para deixar os meios necessários à salvação das almas, pois elas, tendo vindo de Deus, Deus quere-as de volta, tão brancas como no momento inicial da sua criação ou ainda mais, se tivermos em conta que foi baptizada, com o pecado original apagado.

3 . O LIVRO DA VIDA –

Do Apocalipse:

  1. Vi também todos os mortos, grandes e pequenos. Estavam diante do trono; e foram abertos uns livros. Foi aberto também um outro livro, que é o livro dos vivos. Os mortos foram julgados segundo aquilo que estava escrito nos livros, segundo as suas obras. …E todos os que não foram encontrados escritos no livro dos vivos foram lançados no lago de fogo” ( Ap 20, 12-15).

2 . …E adoraram-na ( a Besta) todos os habitantes da Terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, que foi imolado” (Ap 13, 7-8).

3 . …E vão espantar-se os habitantes da Terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida…( Ap 17, 8).

4 . No entanto, tens em Sardes algumas pessoas que não mancharam as suas vestes; esses caminharão comigo, vestidos de branco, pois são dignos disso. Assim, o que vencer andará vestido com vestes brancas e não apagarei o seu nome do Livro da Vida, mas o darei a conhecer diante de meu Pai e dos seus anjos( Ap 3, 4-5).

5 . Exorto Evódia e exorto Síntique a terem o mesmo pensamento no Senhor. Sim, e a ti, fiel Sízido, peço-te que as acolhas; são pessoas que, em conjunto, lutaram comigo pelo Evangelho, juntamente com Clemente e os meus restantes colaboradores, cujos nomes estão no Livro da Vida ( Filipenses 4, 2-3).

Sabemos que a nossa vida é um exercício de economia, em que o Livro tem colunas para o Deve e para o Haver, para o Saldo positivo e para o Saldo negativo. As nossa obras são postas nos pratos da balança em que pode acontecer igualdade no peso, ir abaixo com as boas obras ( mais pesadas) e subir com as más, sem peso para a salvação. Ficámos a saber que cada um de nós tem um “Livro da Vida”, onde tudo é escrito: boas obras, más obras, intenções, pensamentos, pecados, palavras, virtudes, defeitos, paixões, etc.

Já tenho ouvido dizer que não devemos preocupar-nos com as actualizações do nosso Livro da Vida! É que a escrita é demasiado complicada para nos preocuparmos com ela, bastando saber que Deus se encarrega disso e que no fim saberemos qual a diferença entre o Deve e o Haver, sem falhas, sem batotas,…mas com verdade incontestável. Seria bom que Deus nos desse a conhecer o estado diário da nossa economia, mas, felizmente ou infelizmente, só no fim é que somos informados, quando já nada podemos fazer para remediar o que for de remediar.

Quanto a remediar, temos de entender como funciona o Haver e o Deve, pois somos nós que vamos fornecendo os dados ao nosso divino Contabilista, que Ele lança no nosso Livro de modo imediato e automático. Funciona assim:

Os dados não têm todos o mesmo peso e o mesmo valor e isto aplica-se tanto aos positivos como aos negativos. Um princípio em que tudo se baseia é este: Se a pessoa está na graça de Deus (=sem pecado grave), tudo ou quase tudo tem valor positivo, contribuindo para a soma do Haver. Se a alma está em pecado grave (pecado mortal), os dados são lançados no Deve, ficando o saldo em totalmente Negativo (= Zero), mesmo que faça obras boas, pois vive fora do Amor a Deus, longe, como o Filho pródigo, da Casa Paterna, e nada lhe corre bem.

Para quem está na graça de Deus, portanto, sem pecado grave, as faltas leves e os pecados veniais vão sendo abatidos ao DEVE com boas obras: esmola, oração, sacrifícios, obras de caridade, Confissões, Missas, Comunhões, oferta do sofrimento em penitência e expiação.

Havendo pecado grave (= mortal), é preciso fazer uma boa Confissão, em que tudo o que for confessado será apagado, deixando a alma limpa e reconquistando-se o que se tinha perdido no somatório do HAVER. A alma em pecado grave tem o DEVE no máximo, deixando o HAVER no zero. Recuperando a graça, por uma boa Confissão, recupera-se todo o HAVER perdido. Mas, neste sobe e desce da balança, só Deus sabe exactamente como sobe e como desce. Para efeitos de condenação, é indiferente que se tenham muitos pecados mortais ou somente um, mesmo que seja de pensamento, de intenção. Foi este o tipo de pecado dos anjos que viraram demónios. Também é assim em alguns códigos penais terrenos, em que se apanha o máximo de 25 anos de prisão por um assassínio ou por mais, em cúmulo jurídico.

Dos textos do Apocalipse, acima referidos, parece deduzir-se que o “Livro da Vida do Cordeiro” contém os nomes daqueles que se salvarão. Mas cada alma tem também o seu “ Livro da Vida”, onde constam todas as suas obras. Lembro que Jesus dizia aos Apóstolos que os seus nomes já estavam escritos nos Céus, isto é, no Livro da Vida do Cordeiro.

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