Salmo 22 (23) – O Senhor é meu Pastor, nada me faltará

Ano A, XXVIII Domingo do Tempo Comum

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Pastor

O Senhor é meu pastor, nada me falta!

A verdes prados me leva a descansar,

para águas refrescantes  minha alma salta,

lá, onde as suas forças pode restaurar.

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Ele me guia por sendas de rectidão

honra assim prestando ao Seu Nome glorioso,

se em perigos me rodear a solidão,

contra nenhum mal me deixarás medroso.

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Mesa e refeição para mim preparais

sob os olhos atentos de quem me  espia,

com óleo a minha cabeça perfumais,

o meu cálice transborda de alegria.

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Com a bondade e a graça eu contarei

todos os dias que a vida me conceder,

na Casa do Senhor sempre habitarei

enquanto ao Senhor agradar meu viver.

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Ezequiel Miguel

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Aparições da Virgem Maria em Fátima – VI

13 de Outubro de 1917, na Cova da Iria

Chegara o dia do tira-teimas. Deste dia dependeria o sucesso das Aparições ou o ferrete do fracasso, do embuste, da mentira, da farsa, da encenação, do ridículo, do fiasco, da vergonha…

Como em tudo o que sai fora do vulgar, do comum,  havia uns(poucos) que não duvidavam , outros, que sofriam o angustiante martírio da dúvida e ainda outros que acreditavam, sim, mas numa gigantesca fraude. Assim, duvidavam os pais de Francisco e Jacinta, juntamente com os outros filhos, não acreditavam a mãe de Lúcia e os seus outros filhos e também o Prior de Fátima se contava entre os expectantes e os partidários do “ver para crer”. Entre estes se contava certamente o Administrador de Vila Nova de Ourém, o mais esperançado  em que tudo acabasse naquele dia, pois as suas tentativas de bloquear o andamento dos fenómenos de Fátima tinham redundado em completo fracasso. Entre os entusiastas do primeiro momento das Aparições estavam os Pastorinhos e a D. Maria Carreira das Neves, também chamada a Maria da Capelinha, pelo seu cuidado em cuidar da capelinha das Aparições.

Aproximava-se a hora de partir para a Cova da Iria e, tanto em casa do Francisco e da Jacinta como em casa dos pais de Lúcia, o ambiente era  quase de cortar à faca. A D. Maria Rosa julgou chegado o último dia da vida de Lúcia, por isso, os seus olhos não se afastavam daquela filha que, julgava ela, veria pela última vez com vida…E talvez lhe viessem à cabeça os remorsos  o desprezo, a frieza e os maus tratos que dera à Lúcia durante aqueles seis meses, mas, num rasgo de coragem, contrariou os seus próprios sentimentos e lançou o seu grito de guerra: “Se minha filha vai morrer, eu quero morrer a seu lado!” Convidou os pais de Francisco e Jacinta a fazerem o mesmo, desse no que desse. E foi assim que aumentou em Aljustrel o potencial número dos potenciais mártires da Cova da Iria…

Demos a gora a voz ao Ti Marto, pai do Francisco e da Jacinta:

“ Os curiosos e os devotos enchiam-nos a casa a mais não poder ser. Fora chovia muito. Aquilo estava mesmo um barreiro; era tudo um lamaçal. A minha mulher afligia-se com aquilo tudo. Era gente por cima das arcas, era gente por cima das camas, a sujarem tudo…Eu então dizia-lhe:

– Deixa lá, mulher! Em estando cheia, não leva mais ninguém!…

À hora justa eu dispunha-me a sair atrás dos pequenos, quando um meu vizinho tomou-me para uma banda e disse-me baixinho:

-Ó Ti Marto, é melhor não ir!…Porque poderia calhar ser maltratado…Os pequenos, eles não… (eles) são crianças, ninguém lhes vai fazer mal!…Mas você é que está em risco de ser enxovalhado!

– Pois eu vou na boa fé- respondi-lhe. Não tenho medo nenhum!… Pelo bom andamento das coisas não tenho receio.

A minha Olímpia, sim, essa tinha muito medo,…estava sempre com confusões… Recomendava-se a Nossa Senhora. Futurava aquilo de outra maneira, porque os Padres e mais a gente futuravam aquilo mau. Os pequenos também estavam sossegados da sua vida. A Jacinta e mais o Francisco não tinham perturbação nenhuma.

– Olha, se nos fizerem mal – dizia a Jacinta –  vamos para o Céu, mas os que nos fizerem mal, coitadinhos deles! Vão para o inferno!…

– Abalámos de casa que chovia se Deus a dava. O caminho era uma lama pegada. Mas tudo isso não impedia que houvesse mulheres, e até senhoras, que se ajoelhavam diante das crianças.

– Deixem-se lá dessas coisas, mulheres! – dizia eu. Aquela gente cuidava que os cachopos tivessem um poder que só os Santos têm. Ao cabo de muitos trabalhos e muitas intervenções, lá chegámos à Cova da Iria. O povo era tão cerrado que não se podia furar. Foi então que um chofer levantou a minha Jacinta nos braços e aos empurrões abriu caminho até às varas que tinham as lanterninhas, gritando:

– Deixem passar os meninos que viram Nossa Senhora!

Eu meti-me atrás deles; e a Jacinta, aflita, por me ver no meio de tanta gente, pôs-se a gritar:

-Não me apertem o meu pai, não me apertem o meu pai!…

O tal poisou-a por fim no chão junto da azinheira, mas ali também o aperto era grande e a pequena chorava. Foi então que a Lúcia e o Francisco a meteram no meio deles. A minha Olímpia ficava lá para outra banda, não sei para onde; mas a comadre Maria Rosa chegou mesmo ali ao pé. Eu fiquei um poucochinho desviado e dei então por um mal encarado a carregar-me com um pau no ombro e pensei comigo: – Isto é o princípio da desordem! O povo fazia onda para trás e para diante, até que, quando chegou aquele momento, tudo ficou calado e quieto.”(1)

Das Memórias da Ir Lúcia:

“Saímos de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A Chuva torrencial. Minha Mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude mais humilde e suplicante. Chegados à Cova da Iria, junto da carrasqueira, levada por um movimento interior, pedi ai povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em seguida, Nossa senhora sobre a carrasqueira.

Lúcia – Que é que Vossemecê me quer?

Virgem Maria (VM) – Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para as suas casas.

Lúcia – Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.

V.M .– Uns,  sim, outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados. …Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido!

E abrindo as mãos, fê-las reflectir no sol. E enquanto se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projectar-se no sol…..Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. S. José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que S. José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”. (2)

Seguem- se três testemunhos do milagre prometido, conhecido por  “o milagre do sol”.

   Conta  o Ti Marto:

1.“  A  gente olhava perfeitamente para o sol e ele não estorvava. Parecia que se fechasse e alumiasse, uma vez dum jeito e outra doutro. Atirava feixes de luz para um lado e para o outro e pintava tudo de diferentes cores – as árvores e a gente, o chão e o ar. Mas a grande prova é que o sol não fazia perturbações à vista. Estava tudo quedo, tudo sossegado; todos os olhos nos astros. A certa altura, o sol parou e depois começou a dançar, a bailar; parou outra vez e outra vez começou a dançar, até que por fim pareceu que se soltasse do Céu e viesse para cima da gente. Foi um momento terrível”…(1)

Conta a Srª Maria da Capelinha:

2. “O sol fazia diferentes cores, amarelo, azul, branco, e tremia, tremia tanto; parecia uma roda de fogo que vinha a cair sobre o povo. A gente gritava: – Ai Jesus, que que aqui morremos todos! Ai Jesus, que aqui morremos todos!… Outros bradavam: Nossa Senhora nos valha! E rezavam o acto de contrição. Houve até uma senhora que fez confissão geral e dizia em altas vozes: – Eu fiz isto, aquilo e aqueloutro!…Por fim o sol parou e todos deram um suspiro de alívio. Estávamos vivos e houvera o milagre que as crianças tinham anunciado”.(1)

Do jornal “O Dia” (de Lisboa)  de 19 de Outubro de 1917:

3. “À uma hora da tarde, hora do sol, parou a chuva. O Céu tinha um tom acinzentado de pérola e uma claridade estranha que iluminava a vastidão árida e trágica da paisagem triste, cada vez mais triste.

O sol tinha como um véu de gaze transparente para que os olhos o pudessem olhar. O tom acinzentado de madrepérola transformava-se como numa chapa de prata luzidia que se ia rompendo até que as nuvens se rasgaram e o sol prateado, envolvido na mesma leveza cinzenta de gaze, viu-se rodar e girar em volta do círculo das nuvens afastadas! Foi um grito só em todas as bocas; caíram de joelhos na terra encharcada os milhares de criaturas de Deus que a fé levantava até ao Céu!

A luz azulava-se num azul esquisito, como se viesse,  através dos vitrais de uma catedral imensa, espalhar-se naquela nave gigantesca ogivada pelas mãos que se erguiam no ar… O azul extinguiu-se lentamente para  a luz parecer coada por vitrais amarelos.

Manchas amareladas caíam agora sobre os lenços brancos, sobre as saias escuras e pobres das estamenhas. Eram manchas que se repetiam indefinidamente sobre as azinheiras rasteiras, sobre as pedras, sobre a terra. Tudo chorava, tudo rezava de chapéu na mão, na impressão grandiosa do Milagre esperado! Foram segundos, foram instantes que pareceram horas, tão vividos foram”. (1)

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(1)    P. João M. de Marchi (I.M.C.), Era uma Senhora mais brilhante que o sol, 8ªedição, Edição Missões da Consolata, Fátima, págs.  197-202

(2)    Memórias da Ir. Lúcia, Fátima

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Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – I

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – II

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – III

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – IV

. Aparições da Virgem Maria em Fátima – V

Parábola dos convidados para o banquete

(Cf. Mt 22,1-14)

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salaoJesus, com os sumos sacerdotes falando,

e com alguns anciãos do povo, igualmente,

o Reino dos Céus  a eles apresentando,

esta parábola a todos fez presente:

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O Reino dos Céus é comparável a um rei,

que um grande banquete nupcial preparou.

Disse: “ Um banquete para o meu filho darei”!

Depois, os criados para o efeito convocou.

 

Então, eles foram chamar os convidados,

mas eles, com desculpas, não quiseram vir.

Mandou ainda mais alguns dos seus criados,

depois de este recado a todos transmitir:

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Dizei-Lhes: ” O meu banquete está preparado,

os bois e os animais gordos já estão assados

e tudo já está pronto, como combinado.

Vinde ao banquete, não vos façais demorados!”

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Os convidados o convite recusaram

e, cada um à sua maneira, se escusou,

dizendo uns que um novo terreno compraram,

e outros, que impossível isso se tornou.

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Mas alguns, apoderando-se dos criados,

trataram-nos mal e, por fim, até os mataram.

Então, o rei, ficando mesmo indignado,

enviou os soldados, que logo os chacinaram.

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Depois de a cidade lhes ter incendiado,

disse aos criados: “ Buscai pobres, trabalhadores!

O banquete está há muito preparado,

mas os que convidei não eram merecedores”.

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Então, os criados saíram aos caminhos

e reuniram todos aqueles que encontraram,

fossem eles pobres, bons, maus, saudáveis , doentes ,

e eles toda a sala do banquete ocuparam.

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O rei, quando entrou para os convivas observar,

viu um que não vestia o traje nupcial

e inquiriu:” Como ousaste, assim vestido, entrar “?

Mas ele nada disse, por um medo glacial.

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Então, o rei assim se dirigiu aos criados:

“Pegai nele e, de pés e mãos, o amarrai!

E assim, com os pés e as mãos bem amarrados,

às trevas exteriores o arremessai”!

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Ezequiel Miguel

Salmo 79 (80) – Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar

XXVII Domingo do Tempo Comum – ANO A

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Senhor, nosso Deus, como Pastor de Israel que és,

conduzes o povo como o Teu rebanho!

À frente de Efraím, Benjamim, Manassés,

desperta a nosso favor o Teu poder tamanho!

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Ó Deus, faz a nossa desgraça terminar,

Teu Rosto ilumina e dá-nos a salvação!

Até quando irá a Tua cólera durar

contra nós, apesar da nossa oração?

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Com o pão das lágrimas Tu nos alimentas,

também amargo é o que nos dás por bebida,

entre vizinhos a troçar de nós nos sentas,

que em zombaria têm a sua glória divertida.

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Desenraizaste do Egipto uma videira,

expulsaste até nações para a transplantar,

preparaste-lhe o terreno com muro à beira

e ela viu suas raízes na terra medrar.

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A sua sombra outeiros e montes cobriu,

de seus ramos os cedros de Deus se vestiram,

as suas ramadas até mesmo o mar as viu,

suas vergônteas nas margens do Eufrates surgiram.

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Porque destruíste os muros da vedação,

de modo a vindimá-la quem passa no caminho?

O javali encontra lá satisfação,

para os animais do campo é manjar prontinho.

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Deus dos exércitos, aparece de novo,

protege a cepa que pela Tua mão plantaste,

olha do Céu, vê esta vinha, que é o Teu povo,

com os rebentos que para Ti revigoraste.

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Deus dos exércitos, volta de novo a nós,

olha e vê o estado ruinoso da Tua vinha!

Protege esta videira, que pertence a Vós,

e não a deixeis entregue à erva daninha!

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Sobre o homem que escolheste estende a Tua mão,

sobre o filho do homem que decidiste criar,

não nos afastaremos da Tua protecção,

faz-nos viver para o Teu Nome celebrar!

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Ó Deus, faz a nossa desgraça terminar,

Teu Rosto ilumina e dá-nos a salvação!

Até quando irá a Tua cólera durar

contra nós, apesar da nossa oração?

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Ezequiel Miguel

Cântico da vinha do Senhor (Cf Is 5,1-7)

(Cf. Is 5, 1-7)

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Rioja-single-vineyard-630x417Eu vou, em nome do meu amigo, cantar

o cântico do seu amor pela sua vinha:

Sobre uma  bela colina, fértil de admirar,

o meu amigo de a admirar não se continha.

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Ele, com paciência, de pedras a limpou,

bacelos de qualidade para ela adquiriu,

uma torre de vigia nela  edificou

e também um lagar nela construiu.

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Depois, boas uvas da sua vinha esperou,

mas ela agraços somente  produziu.

Agora, habitantes de Jerusalém,  vou

perguntar-vos: Onde tal coisa já se viu?

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Homens de Judá, qual a vossa opinião

sobre mim e a minha vinha tão estimada?

Podia eu por ela fazer mais? Sim ou não?

Eu digo que não podia fazer mais nada.

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Agora, pois, vou dizer o que farei  dela!

Hei-de  destruir à sua volta a vedação,

terra de pasto será, ela que  foi bela,

e a sebe não mais lhe  oferecerá protecção.

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Ela ficará deserta,  abandonada,

não mais  lhe devotarei a minha atenção,

não voltará a ser podada nem cavada,

somente espinhos e abrolhos lá crescerão.

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Ordenarei às nuvens que não mais a reguem,

que não voltem a despejar  sobre ela as chuvas,

que ao estéril deserto elas a entreguem,

e fique para sempre  incapaz de dar uvas.

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Esta vinha do Senhor, que  uvas já não dá,

é  Israel;   a sua cepa querida e predilecta

são todos os homens que habitam em  Judá,

cuja vida  já não caminha por via recta.

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O Senhor esperou deles boa produção,

mas   eles só produzem más acções;

igualmente esperou deles a rectidão,

mas eis que  deles só vêm lamentações.

 .

Ezequiel Miguel

 

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Salmo 24 (25) – Lembrai-Vos, Senhor, da Vossa misericórdia

Ano A – XXVI Domingo do Tempo Comum

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Para Vós, Senhor, elevo a minha alma!

Em Vós confio, que eu não seja confundido!

Os meus inimigos não levem sobre mim a palma,

o que espera em Vós não ficará desiludido.

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Mostrai-me, Senhor, os Vossos rectos caminhos,

pelas veredas da justiça meus passos guiai,

na Verdade caminhem meus pés direitinhos,

minha firme esperança em Vós alimentai!

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Eu espero em Vós, ao longo de todo o dia,

lembrado da Vossa inesgotável bondade!

Recordai que o Vosso amor não se esvazia,

como também não mingua a Vossa piedade!

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Não lembreis as faltas da minha juventude,

lembrai antes que sois compassivo e clemente!

Vós sois bom e recto, em Vós só há virtude,

e para os pecadores sois sempre indulgente.

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Apontais o justo Caminho aos pecadores !

As Vossas sendas são só de amor e verdade

para os que não são Vossos opositores

e não conduzem suas vidas na falsidade.

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Por causa do Vosso Nome, ó meu Senhor,

as minhas graves e enormes faltas perdoai!

Quero ser fiel à aliança do Vosso amor,

do fardo dos meus pecados me libertai!

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Pois quem é o homem que teme o Senhor?

O Senhor lhe ensinará o caminho a seguir,

viverá feliz sem nenhum medo ou terror,

a sua descendência a Terra irá possuir.

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Aos que O temem revela o Senhor Seus segredos

e dá-lhes a conhecer a sua eterna aliança,

os meus olhos estão Nele fixos, sem medos,

porque aos meus pés, contra os laços, dá segurança.

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Voltai-Vos para mim e tende compaixão,

porque estou só, infeliz e desprotegido!

Aliviai as angústias do meu coração,

livrai-me dos tormentos em que estou metido!

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Vede a minha miséria e o meu tormento

e apagai com Vosso perdão os meus pecados!

Vede dos meus inimigos o mau intento

e o ódio que me devotam, descontrolados!

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Defendei, Senhor, a minha vida e livrai-me!

De ter confiado em Vós não me envergonharei,

de total inocência e rectidão dotai-me,

de em Vós ter esperado não me arrependerei.

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Ezequiel Miguel

 

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