A 2ª vinda de Cristo

(Mc 13, 24-32 //Mal 3,19-21)

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Assim Jesus aos  seus discípulos falou:

Nos últimos dias, após a grande aflição,

diante  dos vossos olhos  o  sol se escapou,

e visíveis somente agora as trevas são,

porque também  a lua a sua luz vos negou.

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As estrelas do céu  o abandonarão

e os seus lugares ficarão por ocupar,

pois  elas a cair do céu começarão,

com as outras forças que as irão imitar,

todas abaladas em total confusão.

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Então,  o Filho do Homem a vós virá

sobre as nuvens com seu poder e majestade,

entretanto, aos Seus Anjos  ordenará

que reúnam os  Seus eleitos de verdade,

para saberem o que então se seguirá.

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É dos quatro pontos cardeais  que eles virão

de um extremo  até ao outro extremo da terra;

uns aos outros nenhuma dúvida porão

e o total silêncio que em cada um se encerra

apenas aguarda a grande revelação.

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Quando tudo isto  ao vosso olhar acontecer,

sabereis que o Filho do Homem está perto,

e mesmo à vossa porta em breve o podeis ver.

Será então que se cumprirá, mais que certo,

tudo aquilo que agora  vos faço saber.

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O Céu e a Terra hão-de desaparecer,

mas as Minhas palavras nunca passarão.

Quando esse dia entre vós acontecer

chegou o Dia do Senhor, que todos verão,

em que quem pratica o Mal irá derreter.

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Arderá como palha quem pratica o mal,

todos os soberbos cairão humilhados,

esse dia, quando vier, ser-lhes-á fatal,

porque todos  eles serão nele abrasados,

não ficando deles nem raiz nem sinal

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Deles nem os restos de um ramo ficará,

todavia, para vós que o Meu Nome temeis,

o sol da justiça para vós  brilhará

e em seus raios a  vossa salvação vereis,

dia luminoso que pela noite entrará.

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Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

. Harmaguedão – A batalha final

. As sete taças da ira (Cf. Ap 16 e Ap 17)

. Cristo virá 2ª vez ( Cf. He 9, 24-28)

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Salmo 79 (80) – Senhor, nosso Deus, fazei-nos voltar

ANO B – 1º Domingo do Advento

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Senhor, nosso Deus, como Pastor de Israel que és,

conduzes o povo como o Teu rebanho!

À frente de Efraím, Benjamim, Manassés,

desperta a nosso favor o Teu poder tamanho!

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Ó Deus, faz a nossa desgraça terminar,

Teu Rosto ilumina e dá-nos a salvação!

Até quando irá a Tua cólera durar

contra nós, apesar da nossa oração?

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Com o pão das lágrimas Tu nos alimentas,

também amargo é o que nos dás por bebida,

entre vizinhos a troçar de nós nos sentas,

que em zombaria têm a sua glória divertida.

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Desenraizaste do Egipto uma videira,

expulsaste até nações para a transplantar,

preparaste-lhe o terreno com muro à beira

e ela viu suas raízes na terra medrar.

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A sua sombra outeiros e montes cobriu,

de seus ramos os cedros de Deus se vestiram,

as suas ramadas até mesmo o mar as viu,

suas vergônteas nas margens do Eufrates surgiram.

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Porque destruíste os muros da vedação,

de modo a vindimá-la quem passa no caminho?

O javali encontra lá satisfação,

para os animais do campo é manjar prontinho.

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Deus dos exércitos, aparece de novo,

protege a cepa que pela Tua mão plantaste,

olha do Céu, vê esta vinha, que é o Teu povo,

com os rebentos que para Ti revigoraste.

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Deus dos exércitos, volta de novo a nós,

olha e vê o estado ruinoso da Tua vinha!

Protege esta videira, que pertence a Vós,

e não a deixeis entregue à erva daninha!

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Sobre o homem que escolheste estende a Tua mão,

sobre o filho do homem que decidiste criar,

não nos afastaremos da Tua protecção,

faz-nos viver para o Teu Nome celebrar!

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Ó Deus, faz a nossa desgraça terminar,

Teu Rosto ilumina e dá-nos a salvação!

Até quando irá a Tua cólera durar

contra nós, apesar da nossa oração?

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Ezequiel Miguel

Salmo 22 (23) – O Senhor é meu Pastor, nada me faltará

XXXIV Domingo do Tempo Comum, Ano A

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Pastor

O Senhor é meu pastor, nada me falta!

A verdes prados me leva a descansar,

para águas refrescantes  minha alma salta,

lá, onde as suas forças pode restaurar.

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Ele me guia por sendas de rectidão

honra assim prestando ao Seu Nome glorioso,

se em perigos me rodear a solidão,

contra nenhum mal me deixarás medroso.

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Mesa e refeição para mim preparais

sob os olhos atentos de quem me  espia,

com óleo a minha cabeça perfumais,

o meu cálice transborda de alegria.

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Com a bondade e a graça eu contarei

todos os dias que a vida me conceder,

na Casa do Senhor sempre habitarei

enquanto ao Senhor agradar meu viver.

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Ezequiel Miguel

Beija-mão a Cristo, Rei do Universo

I – Convocatória

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Correra pelo Universo,

visível e invisível,

edital escrito em verso

para Acto imprescindível:

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“Para o Universo inteiro

sai esta legal mensagem:

vai-se prestar ao Cordeiro

universal homenagem.

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À Virgem Imaculada,

de Cristo – Rei a Mãezinha,

toda a criatura, prostrada,

dirá: Salvè Rainha!

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De todas as profundezas

e de todas as alturas

virão todas, sem tristezas,

as convocadas criaturas.

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Virão grandes e pequenas,

as visíveis e invisíveis,

deixando para trás as penas,

mesmo se compreensíveis.

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Do inferno também virá,

por divinal excepção,

grupo que se chamará

“infernal delegação”.

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Virão as serras e os montes

ante Cristo se dobrar,

com mares, rios e fontes

para Sua Real Mão beijar.

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As estrelas deixarão

seus lugares desocupados,

perante Cristo estarão

com seus lampiões iluminados.

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Os mares e os rios virão

com seus leitos não enxutos

e a Cristo apresentarão

os seus fluidos impolutos.

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As árvores virão vestidas,

enfeitadas com seus frutos,

e com as cores não sumidas

mostrarão seus atributos.

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Todo o ser se ajoelhará

perante Cristo imortal

e Sua Real Mão beijará

na humildade serviçal.

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Tudo o que o Mundo segrega,

virá até ao Rei Santo,

pois em Cristo se congrega

no Pai, com o Espírito Santo”.

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II – Homenagem

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Nesse Dia, em que o Tempo parou,

vieram as convocadas criaturas,

tudo ante Cristo se perfilou,…

das profundezas às alturas.

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Esperavam com um porte ordeiro,

guiadas por invisível Poder,

sem nenhum proceder batoteiro

para em frente de Cristo se ver.

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Surgiram primeiro as invisíveis,

de feitios, tamanhos não pensados,

lá tornados agora visíveis

após o necessário aumentados.

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Seguiram-se as outras convocadas,

tudo o que há na terra e nos mares

e depois, por grandeza ordenadas,

todas as que habitam lá nos ares.

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Eram seres todos sorridentes,

nenhum dando sinal de cansado,

daquele momento único conscientes,

na memória para sempre arquivado.

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Só a Terra vinha lacrimosa, …

as suas lágrimas a enxugar,

pois era a sua via dolorosa

os pecados dos homens expiar.

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Ela vinha toda envergonhada,

porque ela de todos destoava…;

Cristo a ninguém criticava nada,

mas  a si  ela não se perdoava.

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Cristo no Seu Trono se sentou,

tendo a Seu lado a Rainha- Mãe,

a multidão perto se chegou,

pronta para a homenagem também.

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Todos perante Cristo ajoelhavam

para o real anel no dedo beijarem;

de pé, o anel da Rainha beijavam,

após em respeito se inclinarem.

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Na cauda da infinda procissão

vultos negros, ruidosos, surgiram,

informes, em ardente tição,

pois as suas linhas se sumiram.

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Perante Cristo eles se dobraram,

com as cabeças no chão tocando,

mas em Jesus Cristo não tocaram,

a humilhação com ódio aceitando.

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Perante Maria se contorceram,

de negra, feroz raiva espumaram…

Era a tal Mulher que não venceram…

De suas entranhas urros lançaram.

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Os seus olhos fogo despejavam,

recusando com Maria cruzá-los,

para os seus calcanhares só olhavam

para, se possível, devorá-los.

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Contendo da sua raiva a pressão,

perante Maria se perfilaram

e de pé, com a cabeça até ao chão,

homenagem real lhe prestaram.

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Depois, em silêncio se sumiram

e a Terra para eles se abriu,

os sinais deles não mais se viram

e  o  Real Beija-Mão lá prosseguiu.

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Desta homenagem universal

não se sentiu ninguém excluído,

seguindo-se a Corte Celestial

a conceder o preito devido.

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Chegou a seu tempo a vez dos Anjos,

mensageiros  de Deus fiéis,

inumeráveis, com os Arcanjos,

ocupando no Céu dois Anéis.

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Apresentaram-se os Principados

com suas reverendas atitudes,

seguidos  logo dos Potestados

e também do Coro das Virtudes.

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Surgiu o Coro das Dominações,

mais os Tronos e os Querubins,

saindo deles beleza em vulcões,

culminando com os Serafins.

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Que tempo este beija-mão durou…

isso dizer eu não poderei,

porque a Eternidade autorizou

o Tempo a suspender a sua lei.

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Mas como tinha que terminar,

o Tempo o seu curso retomou

e, depois de Cristo discursar,

toda a Criação com salmos O louvou.

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De cansado ninguém se queixava,

o Beija-Mão assim continuou,

como o Tempo por si não parava,

o Saltério em louvor se esgotou.

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Ezequiel Miguel

Salmo 127 (128) – O Temor do Senhor e a felicidade no lar

Felizes os que obedecem ao Senhor

e andam em  Seus caminhos, com Ele presente!

Comerás do fruto do teu próprio suor,

assim serás feliz e viverás contente!

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Tua esposa será como fecunda videira

na discreta intimidade  do teu lar

e teus filhos  como rebentos de oliveira

que ao redor da tua mesa verás  vicejar.

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Assim será na sua vida recompensado

o homem que obedece e vive na Lei do Senhor.

De Sião sejas pelo Senhor abençoado,

para que vejas a riqueza e o esplendor

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de Jerusalém todos dias da tua vida

e chegues a ver os filhos dos teus filhos.

Paz a Israel.

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Ezequiel Miguel

A mulher dona de casa

(Confira:  Prov 31,10-31)

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6023fa7d48388b97aa69e55df162e0ba--woman-silhouette-silhouette-artQuem encontrará a mulher talentosa?

Maior que o das pérolas é o seu valor.

Seu marido confia na mulher virtuosa

e a ele não falta  das riquezas o sabor.

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Traz-lhe a felicidade, não a desgraça,

todos os dias da sua curta ou longa vida;

adquire a lã e linho e os usa com graça

e de suas  hábeis mãos  sai  arte tecida.

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Ela se assemelha a um navio mercante

que de  longe  lhe traz  o  precioso grão.

A noite  não impede  que se levante

para aos servos servir logo a refeição.

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Ela compra um terreno que a encanta,

e, com o que ganha com suas próprias mãos,

brevemente nele uma vinha lá planta,

seus esforços serão tudo menos vãos.

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Ela sabe que os  seus negócios vão bem

e a sua lâmpada de noite não fenece.

Lança a mão ao fuso e à roca, também.

Ao pobre e ao indigente  alimento fornece .

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Se neva, não receia  o frio que arrefece ,

porque, lá em casa, se vestem roupas forradas.

A todos  agasalhos   quentes  fornece

e ninguém tem medo das  brancas geadas.

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Na praça, vê respeitado o seu marido,

quando  ele está entre os anciãos da cidade.

De púrpura e linho fino é o seu vestido,

tece e vende cinturões de qualidade.

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Prima pela  fortaleza e dignidade

e ao encontro do futuro vai sorridente.

Na sua língua estão ditames de  bondade,

da sua boca  só vem palavra sapiente.

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Preocupa-se em os seus servos vigiar

e não come o doce pão da ociosidade.

Seus  filhos a saúdam  ao levantar

e o seu marido  a elogia com verdade.

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Muitas mulheres viveram com valor,

mas tu a todas  de longe ultrapassaste.

Mereces formosura, graça e  louvor,

pela  memória futura que  deixaste .

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Ezequiel Miguel

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Artigos relacionados:

. A mulher e a casa

. A mulher e as modas

. A mulher e o sacerdócio ministerial

. A mulher virtuosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SALMO 62 (63) –Vós sois o meu Deus… por Vós suspiro

ANO A – XXXII Domingo do Tempo Comum

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Senhor, Vós sois o meu Deus e por Vós suspiro!

É por Vós que desde a aurora a minha alma anseia,

em ânsias que das minhas profundezas tiro,

como terra seca a chorar por fértil veia.

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Para ver a Vossa glória e Vosso poder,

quero no Vosso  santuário Vos contemplar!

Vale menos a vida do que em graça viver

e com  meus lábios Vos hei-de sempre louvar!

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Assim, eu  por toda a vida  Vos bendirei,

em Vosso louvor minhas mãos se erguerão,

com saborosos manjares me saciarei,

hinos de louvor da minha alma sairão!

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Quando, em meu leito, para Vós voa meu pensamento,

ele me acompanha nas horas que a noite dura;

porque sois o meu refúgio no sofrimento,

sob Vossas asas é a noite menos escura.

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A Vós, Senhor, quero permanecer unido!

Com a Vossa mão protectora me amparai!

Os que pela morte já me julgam colhido…,

esses…nas profundezas da terra os deixai!

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Eles não serão poupados pelo fio da espada,

serão para os chacais presas apetecidas,

quando a boca dos ímpios for desactivada.

Receba Deus dos fiéis e do rei honras merecidas!

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Ezequiel Miguel

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