Alegrai-vos no Senhor

ALEGRAI-VOS NO SENHOR

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Jesus ressuscita a filha de Jairo

(Confira:  Lucas 8, 40-56)

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JairoQuando  de  Gerasa  a Cafarnaúm  voltou,

Jesus foi por grande multidão recebido,

pois  sete demónios de um possesso expulsou,

um  feito que  em breve se  tornou conhecido .

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Um homem, de nome Jairo, a Ele se dirigiu,

o chefe da sinagoga,  preocupado.

Então, aos pés de Jesus, ajoelhado caiu,

e lhe pediu que fosse a sua casa apressado.

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Sua filha única, de doze anos de idade,

estava a morrer e já não tinha esperança.

Jesus, movido por Sua  grande bondade,

animou Jairo a pôr Nele a sua confiança.

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Ainda Jairo estava com Jesus  a falar

quando alguém da sua  casa até ele chegou

e nada  demorou em lhe comunicar:

“Foi há pouco tempo que a tua filha expirou!

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Porque insistes tu em  o Mestre incomodar”!

Mas Jesus, que  tinha ouvido, respondeu:

“Tens de ter fé em Mim, para ela se salvar!

Agora, vamos  a tua casa, te peço Eu!”

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Ao chegar, toda aquela família chorava.

Jesus disse:” Não choreis,  que  ela não morreu;

ela dorme”. Todos sabiam que morta estava,

por isso,  a troça sobre Jesus se verteu.

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Mas Jesus a menina pela mão tomou,

em voz alta  disse com Sua autoridade :

“Menina, ergue-te!”  Seu  espírito  voltou,

e, então, ela se ergueu cheia de perplexidade.

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Jesus pediu que lhe trouxessem de comer.

Os pais ficaram confusos, cheios de espanto;

Jesus  mandou que a ninguém  o fossem dizer,

após terminado naquela casa  o pranto .

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Ezequiel Miguel

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Salmo 138 (139) – Senhor, Vós me conheceis…

Ano B – XII Domingo do Tempo Comum- Solenidade de S. João Baptista

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Senhor, o íntimo do meu ser Vós conheceis,
de longe penetrais o meu pensamento,
quando me sento ou levanto também sabeis
e não ignorais o que faço a cada momento.
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Nenhum dos meus passos Vos é desconhecido,
todos os meus actos estão sob o Vosso olhar,
em lado nenhum estou de Vós escondido
e nada de mim Vos poderei ocultar.
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Quando trabalho ou descanso, Vós me observais.
Vós me vedes, se parado ou em andamento;
quando a dormir ou acordado, Vós lá estais,
a tudo o que me diz respeito muito atento.
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Há muito conhecíeis a minha alma,
nada do meu ser Vos estava ocultado
quando na escuridão me formavas com calma
e das profundidades saía modelado.
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Ainda em embrião, as minhas obras já se viam,
no Vosso Livro estavam meus dias marcados,
sabendo-se que eles ainda não existiam,
embora estivessem já escritos e fixados.
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Sondai-me, ó Deus, e observai o meu coração,
ponde-me à prova e conhecei meus pensamentos,
conduzi-me pelos caminhos da rectidão,
para a eternidade, em todos os momentos.
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Minha palavra ainda à língua não chegou
e Vós já tudo sabeis do que vou dizer.
por trás e frente envolveis-me por onde vou,
sobre mim sinto a Vossa Mão me proteger.
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Se pela aurora viajar nas asas do vento,
para nos confins do oceano habitar,
mesmo lá sobre mim Vossa Mão tem assento,
sem jamais a Vossa protecção me negar.
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Se tentar, discreto, descer às profundezas
ou arriscar esconder-me nos altos céus,
totalmente garantidas são as certezas
que me vedes sem muros, cortinas ou véus.
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Se disser: “Na noite escura ninguém me vê
e na escuridão estou do Senhor distante”,
em plenas trevas estarei à Sua mercê,
pois da luz do dia será a noite brilhante.

Na verdade, fostes Vós que  os meus rins formastes!
Sem ruído, no seio da minha mãe me tecestes;
eu Vos louvo pelas maravilhas que criastes,
sendo o homem a mais bela que elegestes.
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Ezequiel Miguel

Senhor, Tu conheces (Salmo 139)

Senhor Tu conheces (Salmo 139).jpeg

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Jesus visita João Baptista

(Realidade & ficção)

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 Jesus31Terminara mais um dia e, após uma frugal ceia, os discípulos aconchegaram-se o melhor que puderam para passar a noite. Quando todos já dormiam, Jesus levantou-se e, sem ninguém dar por isso, saiu e foi, por caminhos estreitos, vales e encostas, ao encontro de João Baptista, entregue ao sono profundo numa gruta, nos arredores  pouco frequentados de Hinon.

Jesus – João, acorda!

João – (Ensonado e esfregando os olhos) Mas, …és Tu, Senhor?

Jesus – Sim, João, sou Eu!

João – Porquê Tu aqui?

Jesus – (Ajudando-o a levantar) Vamos ali para fora, onde podemos  admirar este belo luar que o Pai do Céu criou para os Seus filhos. Vim visitar-te por vários motivos: porque somos amigos, porque somos primos, porque és o meu Precursor, porque quero agradecer-te o bom desempenho na tua missão, porque quero animar-te a enfrentar ainda, no tempo que te resta, a fúria que se alimenta na corte de Herodes contra ti e, finalmente, porque quero dar-te alegria e receber de ti alegria, pois o meu Coração anda muito acabrunhado pelo desprezo que as almas me dedicam, a Mim que vim para as salvar…e, finalmente, porque quero garantir-te a Paz de Deus lá em cima, onde dentro em breve nos encontraremos ambos…

João – E ainda tenho de esperar muito?

Jesus – Não! Tu não ignoras que Eu, tal como tu, também tenho de passar pelo baptismo de sangue. Depois…vou buscar-te lá onde os Justos aguardam a minha chegada. Falta pouco para eu completar a Redenção.

João – (De joelhos aos pés de Jesus) – Ó meu Senhor, como Tu és bom! Eu não mereço a visita do meu Deus. Quem sou eu para que venha a mim o meu Senhor? (Chora de comoção) Já no ventre de minha mãe eu a ouvi dizer, quando Tu e  a Tua Mãe nos fostes visitar: “Quem sou eu para que a Mãe do meu Senhor me venha visitar? Estas visitas!… (Chora)

Jesus – Não chores, João, levanta-te e sentemo-nos aqui frente a frente!  O teu Deus não esquece o que se faz por Seu amor, fácil ou difícil, com dor ou sem ela, com alegria ou com tristeza, num palácio ou num deserto, numa casa ou numa caverna.

João – (Chorando ainda mais) – Que bondade a Tua, Senhor! Eu não me queixo de nada, porque Vós sempre me protegestes nos perigos, já desde o meu nascimento, em que, como Tu, fomos levados ao deserto para fugir a Herodes.

Jesus – Mesmo quando longe da tua vista, Eu te via e te protegia, enviando-te os Meus anjos, que te guardavam de dia e de noite, em todos os teus caminhos e estavam atentos a todos os teus passos. A tua voz irá calar-se, mas outras vozes Eu estou a preparar para também pregarem ao Povo da Nova Aliança, que será um Povo de reis, sacerdotes e profetas. Assim, tu serás o último dos profetas da Velha Aliança e o primeiro da Nova! O teu nome jamais se apagará da memória dos homens e do Livro da Vida.  Eu quero aqui dizer-te obrigado, porque foste fiel, não te poupaste a sacrifícios por Mim, preparaste-Me o terreno, atraíste discípulos, combateste o bom combate e foste firme em tua  fé no Messias de Israel, que vai dar-te o prémio que mereces. As tuas canseiras, jejuns, sacrifícios e perseguições, a que essa magreza cadavérica não é estranha, merecem a glória eterna Connosco. Coragem no pouco que ainda falta!

João – Obrigado, meu Senhor e meu Deus, pela Tua bondade! As minhas lágrimas são de felicidade! Como não hei-de chorar? O meu coração não aguenta esta alegria que me trazes e que faz esquecer todas as dificuldades passadas. Como aguardo que cheguemos ao fim da nossa missão martirizante e  redentora! … Mas há uma coisa que me preocupa e me deixa em angústia e ansiedade…

Jesus – Diz!…

João – São os meus fiéis discípulos. Tenho três pelos quais eu ponho as mãos no lume. Tenho receio que eles e outros se percam…, especialmente o Matias, que eu reconheço possuir uma sabedoria que só pode vir do Espírito Santo! Eu entrego-te esse e todos os outros!

Jesus – Não tenhas receio! Todos os que forem verdadeiramente teus discípulos virão para Mim e permanecerão! Quanto ao Matias, irá substituir aquele que me vai trair, o filho da perdição, como está escrito: “Tornem-se desertas as suas moradas e não haja quem habite nas suas tendas” (Salmo 68/69, 26) e “Sejam abreviados os seus dias e outro ocupe o seu lugar” (Salmo 108/109, 8).

João – Obrigado, meu primo, meu Mestre, meu Senhor, meu Deus! Eu não mereço tantas atenções e tantas graças da Tua parte. Sou apenas um dos Teus servos humildes que nada mais ambiciona que agradar ao meu Deus!

Jesus –  (Impondo as mãos sobre a cabeça de João, ajoelhado a Seus pés) Tu achaste graça diante de Deus e nós te daremos a coroa da glória. Quando chegar a hora, morre em paz, imagina-Me à tua frente e não temas! Eu estarei a ver-te subir para a mansão dos Justos. E agora, querido primo, vamos dar o beijo da paz como Mestre e discípulo.

João – Eu, beijar-te, Senhor! Não tenho coragem de beijar o meu Deus! Prefiro ser beijado por Ele!

Jesus – Como queiras, querido primo! Levanta-te e demos o abraço da despedida e o beijo sagrado do Amor de Deus por ti. Adeus! A minha paz, a paz de Deus, esteja sempre contigo e te proteja. Até breve!

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Ezequiel Miguel

 

 

Salmo 91 (92) – O Justo florescerá como a palmeira

Ao som da lira é bom o Senhor louvar,

pela manhã proclamar a Vossa bondade

durante o  dia salmos ao Vosso Nome entoar

e, durante a noite, a Vossa fidelidade.

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Alegram-me as Vossas obras maravilhosas,

elas me fazem exultar, por admiráveis.

Como revelam o Vosso poder, grandiosas,

e como os Vossos desígnios são insondáveis!

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Não entende estas coisas o homem insensato

e como são confusas para o ignorante!

Ainda que os ímpios se multipliquem de facto,

perdição eterna a sua vida lhes garante.

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Vós, Senhor, permanecereis eternamente,

mas os Vossos inimigos perecerão,

serão pó que o vento leva furiosamente

para o depositar na eterna perdição.

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Destes-me força à do búfalo comparável,

cingistes-me com o óleo da mocidade,

posso olhar os meus inimigos confortável

e sobre eles ouvir a alegre novidade.

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O justo há-de florescer como a palmeira,

como o cedro do Líbano se há-de erguer;

na Casa do Senhor plantado, à Sua beira,

crescerá, dará fruto para se colher.

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Até na velhice frutos produzirá,

pois ele permanece são e vigoroso;

que o Senhor é justo, ele o proclamará,

porque Nele não há desígnio enganoso.

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Ezequiel Miguel

1ª Aparição do Anjo em Fátima – II

Primavera de 1916 na Loca do Cabeço

Anjo – “…Orai comigo: Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam…”

Meu Deus, eu creio…Crer é ter Fé na existência de um Deus Uno e Trino, conforme a Igreja no-Lo apresenta e conforme Ele mesmo se revelou.  Eis uma definição de Fé, segundo Gil Vicente, extraído do seu “Auto da Fé” :

” Fé é crer o que não vemos,

pela glória que esperamos;

amar o que não compreendemos,

nem vemos, nem conhecemos,

para que salvos sejamos .

Fé é amar a Deus, só por Ele,

quanto se pode amar,

por ser Ele singular,

não por interesse Dele.

E, se mais queres saber,

crer na Madre Igreja Santa

é cantar o que ela canta

e querer o que ela quer”.

A Fé em Deus implica crer, aceitar, acreditar, esperar, amar, estar de acordo com todas as exigências da Fé e pôr a inteligência ao seu serviço em tudo o que Ele nos ensinou, através da Sua Palavra,  Jesus Cristo, através do Magistério da Igreja, da Bíblia e da Tradição Apostólica, expressão usada para englobar todo o ensino que os Apóstolos nos deixaram e que é fruto da sua convivência directa com Jesus Cristo e com a Virgem Maria, a Qual, depois da Ascensão do Filho, foi a Mestra e a orientadora dos Apóstolos. Este ensino, que as seitas protestantes não aceitam, é de aceitação obrigatória para os Católicos.

Aquilo em que é obrigatório acreditar está patente nas verdades do Credo, mas há outras verdades, não constando no Credo, que também fazem parte do conjunto das Verdades da Fé, não sendo lícito negar qualquer uma delas. Quem o fizer fica herético e coloca-se a si próprio fora da Igreja. Estão neste caso os Dogmas ou Verdades de fé obrigatória que, não estando expressas (visivelmente claras) na Bíblia, podem estar e estão implícitas, como conclusão, consequência e extensão lógicas e racionais de outras Verdades, com as quais estão de algum modo relacionadas. Estou a pensar nos dogmas da Infalibilidade Pontifícia, da Imaculada Conceição, da Assunção de Maria em Corpo e alma ao Céu, da Virgindade de Maria antes, durante e depois do parto, da Maternidade divina de Maria…

É fácil crer ou é difícil? Após um bombardeamento numa guerra, após a destruição de uma cidade por um terramoto, vulcão, inundação por rio ou por mar, após contabilizar os mortos que de tudo isto resultam…que me diz? Questiona se Deus existe, duvida, é tentado a perguntar “porquê?”, porque é que Ele, sendo todo poderoso, não evita todas essas tragédias? Não lhe ocorrerá perguntar: Se todos somos Seus filhos…porquê, para quê, que mal fizeram aqueles inocentes?…A Fé dá resposta a estas e outras dúvidas e interrogações.

Mas a Fé referida pelo Anjo no” Eu creio” é, acima de tudo, uma Fé Eucarística, Fé em Jesus Sacramentado, Deus verdadeiro em Corpo, Alma e Divindade, tão real e perfeitamente como está no Céu. É assim que a Igreja ensina e todo o Católico é obrigado a aceitar, sob pena de heresia e exclusão automática da Igreja.

Convém lembrar que o Anjo, deixando uma Hóstia pingando Sangue para dentro de um cálice, ambos suspensos no ar, se ajoelhou ele próprio e fez aquela profissão de Fé Eucarística, de Adoração Eucarística, de esperança eucarística e de amor eucarístico, dobrado até tocar com a cabeça no chão. Depois…os pastorinhos receberam a Comunhão na língua e de joelhos. Compare-se com a nossa situação actual: comunhão de pé, sem um mínimo gesto de adoração (genuflexão), comunhão na mão, comunhão dada por leigos, sacrários atirados para um altar lateral secundário, genuflexões trapalhonas,…O que faltará ainda e que virá a seguir?

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Ezequiel Miguel

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